{"id":16050,"date":"2013-07-23T14:00:22","date_gmt":"2013-07-23T14:00:22","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=93920"},"modified":"2013-07-23T14:00:22","modified_gmt":"2013-07-23T14:00:22","slug":"nova-tentativa-para-ponte-comercial-entre-africa-austral-e-uniao-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/07\/ultimas-noticias\/nova-tentativa-para-ponte-comercial-entre-africa-austral-e-uniao-europeia\/","title":{"rendered":"Nova tentativa para ponte comercial entre \u00c1frica austral e Uni\u00e3o Europeia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_93921\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pesca.jpg\"><img class=\" wp-image-93921 \" alt=\"pesca Nova tentativa para ponte comercial entre \u00c1frica austral e Uni\u00e3o Europeia\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/pesca.jpg\" width=\"529\" height=\"318\" title=\"Nova tentativa para ponte comercial entre \u00c1frica austral e Uni\u00e3o Europeia\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A pesca contribui com pelo menos US$ 10 bilh\u00f5es a cada ano para as economias da \u00c1frica, especialmente as de Angola e Nam\u00edbia. Foto: Patrick Burnett\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Windhoek, Nam\u00edbia, 23\/7\/2013 \u2013 A \u00c1frica austral se prepara para uma nova rodada de negocia\u00e7\u00f5es com a Uni\u00e3o Europeia (UE) sobre os Acordos de Associa\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica (EPA) ap\u00f3s o fracasso dos \u00faltimos contatos em junho. Esses conv\u00eanios dariam \u00e0 regi\u00e3o melhor acesso ao lucrativo mercado europeu. Na semana passada, o comiss\u00e1rio europeu de Com\u00e9rcio, Karel de Gught, visitou a regi\u00e3o e deixou evidente que ainda h\u00e1 muitas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>As problem\u00e1ticas gest\u00f5es entre UE e o grupo negociador da comunidade de Desenvolvimento da \u00c1frica Austral (SADC), integrado por \u00c1frica do Sul, Angola, Botsuana, Lesoto, Mo\u00e7ambique, Nam\u00edbia e Suazil\u00e2ndia, j\u00e1 se estenderam por cinco anos al\u00e9m do prazo fixado em 2008. A \u00c1frica do Sul aderiu \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es h\u00e1 dois anos, e procura melhorar os termos dos acordos quanto a produtos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Das importa\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses BLNS (Botsuana, Lesoto, Nam\u00edbia e Suazil\u00e2ndia), 80% procedem da \u00c1frica do Sul, e estas na\u00e7\u00f5es est\u00e3o unidas com Pret\u00f3ria na Uni\u00e3o Aduaneira da \u00c1frica austral. Portanto, a entrada dos sul-africanos nas negocia\u00e7\u00f5es apresenta tanto dilemas como oportunidades para a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica regional.<\/p>\n<p>A UE e a \u00c1frica do Sul representam os contrapesos nas gest\u00f5es, e os pa\u00edses menores est\u00e3o no meio. Entre 14 e 21 de junho, altos funcion\u00e1rios dos dois lados se reuniram em Bruxelas, na B\u00e9lgica, para alcan\u00e7ar um acordo, mas obtiveram escassos progressos. \u201cBasicamente, estamos no mesmo lugar em que nos encontr\u00e1vamos no ano passado. Nada mudou para nos levar a um acordo\u201d, declarou Rejoice Karita, assessora do F\u00f3rum de Com\u00e9rcio Agr\u00edcola, companhia namibiana que representa o setor agroalimentar.<\/p>\n<p>As conversa\u00e7\u00f5es chegaram a um impasse quando a UE disse que a \u00c1frica do Sul n\u00e3o oferecia o suficiente em termos de acesso ao mercado agr\u00edcola. A Uni\u00e3o Europeia havia pedido acesso a mercados para 67 linhas alfandeg\u00e1rias, mas os sul-africanos concederam apenas 20 e estabeleceram cotas em algumas delas. Segundo negociadores, o bloco europeu respondeu que a oferta era escassa e pediu mais.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es afeta tamb\u00e9m a discuss\u00e3o sobre salvaguardas para a agricultura, que s\u00e3o extremamente importantes para as economias menores da regi\u00e3o. Essas prote\u00e7\u00f5es permitem aos pa\u00edses aumentar impostos ou aplicar cotas se um surpreendente aumento das importa\u00e7\u00f5es amea\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o local. A Uni\u00e3o Europeia quer ver concess\u00f5es da parte sul-africana em mat\u00e9ria de acesso a mercados antes de aceitar as salvaguardas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>No entanto, as duas partes se negam a ceder. A \u00c1frica do Sul est\u00e1 determinada a proteger sua ind\u00fastria de l\u00e1cteos e outros produtos. Segundo Karita, a pr\u00f3xima rodada de conversa\u00e7\u00f5es, em setembro e outubro, ser\u00e1 crucial. \u201cOs dois blocos t\u00eam fortes posi\u00e7\u00f5es, e h\u00e1 pouco avan\u00e7o, do lado da UE est\u00e3o acrescentando novos artigos ao texto. Estas t\u00e1ticas de negocia\u00e7\u00e3o atrasam o processo, e no final das contas a Nam\u00edbia poderia ficar de fora\u201d, disse \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Outro grande obst\u00e1culo s\u00e3o os impostos sobre exporta\u00e7\u00f5es. Diante da competi\u00e7\u00e3o da China, a Uni\u00e3o Europeia quer garantir mat\u00e9ria-prima, mas as economias em desenvolvimento da \u00c1frica austral querem impor taxas ao valor agregado local para reorientar suas exporta\u00e7\u00f5es e, assim, desenvolver a economia nacional. Gught afirmou \u00e0 IPS durante visita \u00e0 capital da Nam\u00edbia, Windhoek, que o assunto dos direitos de exporta\u00e7\u00e3o est\u00e3o quase resolvidos com um acordo para que sejam aplicados somente aos bens industriais.<\/p>\n<p>Entretanto, o negociador namibiano Malan Lindeque afirmou que a quest\u00e3o n\u00e3o pode simplesmente \u201cser descartada\u201d. \u201cOs impostos sobre exporta\u00e7\u00f5es s\u00e3o um tema fundamental para a Nam\u00edbia. Somos principalmente exportadores de mat\u00e9ria-prima e precisamos reverter essa situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 crucial avan\u00e7armos para disposi\u00e7\u00f5es mais expl\u00edcitas\u201d, disse Lindeque \u00e0 IPS. O negociador lamentou que a Uni\u00e3o Europeia imponha o prazo de outubro de 2014 para encerrar as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cDevido a este lament\u00e1vel prazo, algumas circunst\u00e2ncias n\u00e3o podem se acomodar adequadamente nas conversa\u00e7\u00f5es. De todo modo, n\u00e3o assinaremos um acordo que n\u00e3o esteja dentro de nossos interesses de longo prazo\u201d, destacou Lindeque, que tamb\u00e9m alertou que uma entrada maior de bens agr\u00edcolas europeus na \u00c1frica do Sul ter\u00e1 um impacto no mercado da Nam\u00edbia, por meio da Uni\u00e3o Aduaneira da \u00c1frica Austral.<\/p>\n<p>\u201cOs produtos europeus j\u00e1 s\u00e3o extremamente competitivos. \u00c9 mais barato importar alimentos b\u00e1sicos da Europa do que produzi-los localmente. Sempre \u00e9 uma batalha para nossos agricultores conseguirem que seus produtos cheguem \u00e0s g\u00f4ndolas dos supermercados locais, e muito mais para export\u00e1-los \u00e0 regi\u00e3o\u201d, ressaltou Lindeque. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Windhoek, Nam&iacute;bia, 23\/7\/2013 &ndash; A &Aacute;frica austral se prepara para uma nova rodada de negocia&ccedil;&otilde;es com a Uni&atilde;o Europeia (UE) sobre os Acordos de Associa&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica (EPA) ap&oacute;s o fracasso dos &uacute;ltimos contatos em junho. Esses conv&ecirc;nios dariam &agrave; regi&atilde;o melhor acesso ao lucrativo mercado europeu. 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