{"id":16268,"date":"2013-08-12T12:47:52","date_gmt":"2013-08-12T12:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=95863"},"modified":"2013-08-12T12:47:52","modified_gmt":"2013-08-12T12:47:52","slug":"terramerica-codigo-de-barras-ate-em-colmeias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/ultimas-noticias\/terramerica-codigo-de-barras-ate-em-colmeias\/","title":{"rendered":"TERRAM\u00c9RICA \u2013 C\u00f3digo de barras at\u00e9 em colmeias"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_95864\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 350px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/MexicoCacau.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-95864\" alt=\"MexicoCacau TERRAM\u00c9RICA   C\u00f3digo de barras at\u00e9 em colmeias\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/MexicoCacau.jpg\" width=\"340\" height=\"255\" title=\"TERRAM\u00c9RICA   C\u00f3digo de barras at\u00e9 em colmeias\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O cacau de Tabasco e Chiapas est\u00e1 sujeito a um processo de rastreamento, para saber quem o cultiva, onde e como. Um produtor revolve sementes de cacau no munic\u00edpio de Comalcalco, em Tabasco. Foto: Cortesia Maxi Terra<\/p><\/div>\n<p><em>O M\u00e9xico faz esfor\u00e7os para atender as exig\u00eancias de rastreabilidade de alimentos de seu principal mercado, os Estados Unidos.<\/em><\/p>\n<p>Cidade do M\u00e9xico, M\u00e9xico, 12 de agosto de 2013 (Terram\u00e9rica).- A empresa social Apicultores de Nochistl\u00e1n, do Estado mexicano de Zacatecas, se prepara para exportar mel para os Estados Unidos, e para isso colocar\u00e1 um c\u00f3digo de barras em cada colmeia. \u201cAtualmente, fazemos o controle com cadernos, mas ser\u00e1 mais simples com a tecnologia. Assim se sabe se a colmeia foi movida, se as abelhas foram medicadas e qual o tipo de mel\u201d, explicou ao Terram\u00e9rica o presidente da empresa, Giovanni Z\u00fa\u00f1iga.<\/p>\n<p>A Apicultores de Nochistl\u00e1n foi criada em 2005, tem 15 s\u00f3cios e produ\u00e7\u00e3o anual superior a 15 toneladas de mel. O c\u00f3digo de barras \u00e9 a t\u00e9cnica mais empregada para se ter o rastreamento de um produto aliment\u00edcio fresco ou processado, desafio para entrar em mercados cada vez mais exigentes em mat\u00e9ria sanit\u00e1ria, como o dos Estados Unidos. A rastreabilidade \u00e9 \u201ca capacidade de acompanhar o deslocamento de um alimento em uma ou v\u00e1rias etapas espec\u00edficas de sua produ\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o\u201d, conforme defini\u00e7\u00e3o do Codex Alimentarius, elaborado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Uma plataforma tecnol\u00f3gica b\u00e1sica custa cerca de US$ 3.960, muito para pequenos produtores. \u201cPrecisamos de capacita\u00e7\u00e3o e n\u00e3o temos dinheiro\u201d, lamentou Z\u00fa\u00f1iga. Contudo, \u201c\u00e9 um bom momento no M\u00e9xico. Nos \u00faltimos anos houve muita sensibiliza\u00e7\u00e3o no mercado. H\u00e1 empresas que t\u00eam pr\u00e1ticas internas bem maduras\u201d, disse ao Terram\u00e9rica a diretora de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da filial mexicana do GS1, Gabriela Ugarte. \u201cO que falta \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de cadeias de fornecimento completas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O GSl \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o privado regulador de padr\u00f5es de neg\u00f3cios com sede em Bruxelas. Come\u00e7ou a trabalhar no M\u00e9xico em 2008. Uma de suas iniciativas foi autenticar a qualidade do mel de aproximadamente tr\u00eas mil apicultores no Estado de Yucat\u00e1n. Para isso, os produtores foram identificados com um c\u00f3digo e a cadeia de fornecimento foi certificada: armazenadores, envasadores e exportadores para a Europa. No M\u00e9xico, o GS1 tem 33 mil empresas associadas, 90% delas pequenas ou m\u00e9dias. Al\u00e9m disso, trabalha para criar o registro rastre\u00e1vel para itens de produ\u00e7\u00e3o de carne, tomate e abacate.<\/p>\n<p>O c\u00f3digo de barras e a identifica\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia, mais moderna, s\u00e3o as t\u00e9cnicas mais conhecidas. A \u00faltima, mais eficiente, est\u00e1 pouco desenvolvida no M\u00e9xico. Tamb\u00e9m s\u00e3o usadas em gado e na ind\u00fastria automotiva e farmac\u00eautica, entre outras, para monitorar o produto desde o centro de origem at\u00e9 a prateleira ou a mesa. Com a lei de Moderniza\u00e7\u00e3o da Inocuidade dos Alimentos, de 2011, os Estados Unidos melhoraram suas normas para evitar o surgimento de enfermidades e rastrear suas causas, obrigando os exportadores a se adaptarem.<\/p>\n<p>Desde janeiro de 2012 os exportadores utilizam c\u00f3digos de barras para atender \u00e0 iniciativa de rastreamento de produtos, que nos Estados Unidos \u00e9 impulsionada pela Canadian Produce Marketing Association, a filial norte-americana do GS1, e pela United Fresh Produce Association. Al\u00e9m disso, a Administra\u00e7\u00e3o de Medicamentos e Alimentos (FDA) prop\u00f4s, no dia 29 de julho, duas regulamenta\u00e7\u00f5es para refor\u00e7ar a inocuidade dos alimentos. Os interessados t\u00eam at\u00e9 26 de novembro para enviar coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>A FDA afirma que, entre 2005 e 2010, foram registrados 39 focos epid\u00eamicos cuja fonte foi comida importada. Alimentos procedentes do M\u00e9xico, como mel\u00e3o, tomate, alho jalapenho e pepino foram apontados como causa de salmonelose. O caso mais recente foi o de uma salada mista, preparada pela empresa Taulor Farms do M\u00e9xico e servida em uma rede de restaurantes nos Estados de Iowa e Nebraska, e que em julho provocou quadros de ciclosporose, uma infec\u00e7\u00e3o intestinal por \u00e1gua ou comida contaminada com o parasita <i>Cyclospora cayetanensis<\/i>.<\/p>\n<p>A empresa Maxi Terra, fundada em 2011, trabalha com cerca de 3.500 produtores de cacau e abacaxi nos Estados de Tabasco, Veracruz e Chiapas para fornecer \u00e0 transnacional su\u00ed\u00e7a Nestl\u00e9 e \u00e0 Altex, filial da mexicana Bimbo. \u201cNosso comprador nos pediu para saber de onde vem o produto e como \u00e9 produzido. Contamos com um sistema baseado em tecnologia e procedimentos de opera\u00e7\u00e3o para o acompanhamento do fluxo de informa\u00e7\u00e3o desde o cultivo, mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e acabados\u201d, disse ao Terram\u00e9rica o engenheiro qu\u00edmico Carlos Azcuaga, fundador da Maxi Terra.<\/p>\n<p>Cada produtor recebe um c\u00f3digo de barras e responde a uma pesquisa em um telefone celular com sistema de posicionamento global (GPS), que por sua vez est\u00e1 conectado a uma conex\u00e3o via sat\u00e9lite para integrar uma base de dados. Assim se rastreia cada lote produzido. A empresa garante ao cultivador um pre\u00e7o justo por cumprir os padr\u00f5es do comprador. A Maxi Terra quer chegar a mais produtores e incursionar em frutas como carambola, rambut\u00e3o e a pitaya, ou fruta do drag\u00e3o. \u201cQueremos expandir para o sudeste mexicano, para a Am\u00e9rica Central e inclusive para a \u00c1frica\u201d, destacou Azcuaga.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o o principal destino das vendas agroalimentares mexicanas, que totalizaram mais de US$ 23 bilh\u00f5es em 2012, dos quais mais de US$ 19 bilh\u00f5es exportados para o pa\u00eds vizinho, segundo o Minist\u00e9rio de Agricultura. \u201cO que o M\u00e9xico faz \u00e9 se adaptar, vendo como apoiar o exportador. Muito provavelmente o M\u00e9xico desenvolva essas pr\u00e1ticas internas. N\u00e3o se pode melhorar o que n\u00e3o se consegue medir. Quando uma empresa come\u00e7a a ser certificada, percebe que alguns processos produtivos poderiam ser melhores\u201d, ressaltou Ugarte. Com o mesmo prop\u00f3sito, o Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade, Inocuidade e Qualidade Agroalimentar apoia apicultores, pecuaristas e produtores de abacate. Envolverde\/Terram\u00e9rica<\/p>\n<p><em>* O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LINKS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/terramerica\/terramerica-o-desafio-de-uma-salada-saudavel-2\/\" >O desafio de uma salada saud\u00e1vel<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/saude-ambiente\/terramerica-industrializacao-potencializa-e-coli\/\" >Industrializa\u00e7\u00e3o potencializa E. coli<\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/terramerica\/terramerica-%E2%80%93-venenos-ocultos\/\" >Venenos ocultos<\/a><\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/caca-a-alimentos-radioativos\/\" >Ca\u00e7a a alimentos radioativos<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o dos Programas das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O M&eacute;xico faz esfor&ccedil;os para atender as exig&ecirc;ncias de rastreabilidade de alimentos de seu principal mercado, os Estados Unidos. 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