{"id":16380,"date":"2013-08-21T12:40:40","date_gmt":"2013-08-21T12:40:40","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=96555"},"modified":"2013-08-21T12:40:40","modified_gmt":"2013-08-21T12:40:40","slug":"tempestades-transtornam-economias-caribenhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/ultimas-noticias\/tempestades-transtornam-economias-caribenhas\/","title":{"rendered":"Tempestades transtornam economias caribenhas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_96556\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/inundacoes.jpg\"><img class=\" wp-image-96556 \" alt=\"inundacoes Tempestades transtornam economias caribenhas\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/inundacoes.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Tempestades transtornam economias caribenhas\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As inunda\u00e7\u00f5es em Puerto Espanha, capital de Trinidad e Tobago, em maio passado. Foto: Peter Richards\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Puerto Espanha, Trinidad e Tobago, 21\/8\/2913 \u2013 O Caribe corre o risco de se converter em uma \u201cregi\u00e3o de caloteiros em s\u00e9rie\u201d, entre outras coisas, porque os desastres naturais est\u00e3o afetando severamente a capacidade dos governos para enfrentar suas obriga\u00e7\u00f5es de d\u00edvida. As na\u00e7\u00f5es caribenhas s\u00e3o algumas das mais vulner\u00e1veis \u00e0s cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas. A regi\u00e3o sofreu 187 eventos extremos nos \u00faltimos 60 anos.<\/p>\n<p>\u201cOs efeitos dos desastres naturais no crescimento e na d\u00edvida (da regi\u00e3o) s\u00e3o significativos\u201d, indica um estudo do Fundo Monet\u00e1rio Internacional intitulado <i>Pequenos Estados do Caribe: Desafios de Uma Alta D\u00edvida e um Baixo Rendimento<\/i>. \u201cMuitas economias caribenhas enfrentam uma d\u00edvida alta e crescente\u201d, acrescenta o documento.<\/p>\n<p>Para os governos caribenhos \u00e9 mais f\u00e1cil entrar em suspens\u00e3o de pagamentos do que reduzir seus gastos, argumentou um especialista de finan\u00e7as internacionais da America University, citado pelo servi\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o financeira Bloomberg em uma mat\u00e9ria sobre a reestrutura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos na regi\u00e3o, depois que alguns pa\u00edses n\u00e3o pagaram seus b\u00f4nus. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, v\u00e1rios pa\u00edses caribenhos tiveram que reestruturar esses pap\u00e9is. A Bloomberg citou os exemplos de Belize, Granada e Jamaica.<\/p>\n<p>Michael Hendrickson, oficial de assuntos econ\u00f4micos na Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal), explicou a press\u00e3o que significaram os desastres naturais nas economias da regi\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada. \u201cEm Granada, o produto interno bruto caiu principalmente devido \u00e0s consequ\u00eancias do furac\u00e3o Ivan\u201d, disse o especialista. \u201cA taxa de crescimento registrou queda de 9,5%, em 2003 (antes do furac\u00e3o), para -0,7%, em 2004 (ano do furac\u00e3o), se recuperando em 2005, com crescimento de 13,3%, sem d\u00favida gra\u00e7as aos investimentos na reconstru\u00e7\u00e3o, mas, voltou a cair em 2006\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cA Jamaica tamb\u00e9m sentiu o impacto do Ivan, e sua taxa de crescimento caiu de 3,7%, em 2003, para 1,3%, em 2004. Isto se reflete em setores como agricultura, minera\u00e7\u00e3o e turismo\u201d, apontou Hendrickson. \u201cE mais: os impactos se estenderam a 2005, quando a economia cresceu apenas 0,9%. Em Belize, a taxa de crescimento caiu de 5,1%, em 2006, para 1,1%, em 2007, em parte como resultado do impacto do furac\u00e3o Dean, que prejudicou a agricultura e a infraestrutura produtiva\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia dos governos da regi\u00e3o de financiar o crescimento social e econ\u00f4mico com cr\u00e9ditos, em lugar de criar um apropriado contexto para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, tamb\u00e9m contribuiu para gerar uma alta d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o ao PIB. Alguns pa\u00edses caribenhos \u201ct\u00eam n\u00edveis de d\u00edvida que podem ser considerados insustent\u00e1veis\u201d, afirmou Hendrickson. Os pagamentos dessas obriga\u00e7\u00f5es consumiram cerca de 30% dos ingressos dos governos em 2011. \u201cIsto reduz sua capacidade para financiar os investimentos p\u00fablicos e os programas de prote\u00e7\u00e3o social\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O estudo do FMI, divulgado em fevereiro, indica que \u201cparte do aumento da d\u00edvida pode ser atribu\u00edda ao custo dos desastres naturais, a sucessivos anos de d\u00e9ficit fiscal e aos empr\u00e9stimos e gastos n\u00e3o planejados das empresas p\u00fablicas\u201d. Em um documento de trabalho intitulado <i>Implica\u00e7\u00f5es Macroecon\u00f4micas dos Desastres Naturais no Caribe<\/i>, o Fundo alerta para \u201cum aumento no gasto\u201d e \u201cuma pequena redu\u00e7\u00e3o nos ingressos totais\u201d. E afirma que \u201cisto n\u00e3o surpreende, pois era de se esperar que os governos e a popula\u00e7\u00e3o em geral pedissem empr\u00e9stimos em resposta \u00e0s como\u00e7\u00f5es\u201d causadas pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Como os desastres naturais afetam os dois setores mais importantes da regi\u00e3o, o turismo e a agricultura, o impacto no crescimento econ\u00f4mico dos pa\u00edses \u00e9 consider\u00e1vel. O informe da Cepal, <i>A Economia da Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica na Am\u00e9rica Latina e no Caribe<\/i>, estima que as cat\u00e1strofes associadas com o aquecimento global custar\u00e3o \u00e0 sub-regi\u00e3o at\u00e9 5% de seu PIB anual entre 2011 e 2050. Contudo, devido ao <i>status <\/i>de pa\u00edses de renda m\u00e9dia, a maioria dos Estados caribenhos n\u00e3o pode se beneficiar de programas de al\u00edvio de d\u00edvida, diz o estudo do FMI. Al\u00e9m disso, \u201capenas uns poucos pa\u00edses caribenhos ainda se qualificam para empr\u00e9stimos em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis do Banco Mundial\u201d.<\/p>\n<p>O estudo sugere que, \u201cem raz\u00e3o dos custos excepcionalmente altos que implicam os desastres naturais, os pequenos Estados do Caribe devem ser considerados os candidatos de primeira fila para receber financiamento de apoio diante da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d. Em uma reuni\u00e3o de governadores do Banco de Desenvolvimento do Caribe, seu presidente, Warren Smith, defendeu maior cobertura de seguro para enfrentar o impacto dos desastres naturais decorrente do aquecimento do planeta. Smith destacou a necessidade de usar mais o Fundo Caribenho de Seguros Contra Riscos de Cat\u00e1strofes (CCRIF).<\/p>\n<p>Simon Young, presidente da companhia Caribbean Risk Managers Ltd., que supervisiona aspectos t\u00e9cnicos do CCRIF, disse \u00e0 IPS que 16 pa\u00edses da regi\u00e3o contam com ap\u00f3lices do Fundo. \u201cEssas ap\u00f3lices cobrem furac\u00f5es e terremotos, e o valor total da cobertura \u00e9 pouco mais de US$ 600 milh\u00f5es\u201d para as 16 na\u00e7\u00f5es, explicou. \u201cN\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d, reconheceu, mas destacou que isso \u201cdepende da capacidade dos pa\u00edses para pagar pr\u00eamios que possam comprar uma adequada cobertura\u201d.<\/p>\n<p>Young afirmou tamb\u00e9m que os pr\u00eamios do CCRIF custam menos da metade das cobradas no mercado comercial. Por\u00e9m, muitos pa\u00edses t\u00eam dificuldades para pagar um seguro, mesmo com taxas preferenciais. Como resultado, a cobertura \u00e9 pequena. De todo modo, Young insiste que a cobertura de seguro n\u00e3o \u00e9 a resposta ao problema. \u201cOs pa\u00edses do Caribe devem buscar vias mais rent\u00e1veis para reduzir o risco de desastres\u201d, e o CCRIF \u00e9 apenas uma das v\u00e1rias ferramentas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Puerto Espanha, Trinidad e Tobago, 21\/8\/2913 &ndash; O Caribe corre o risco de se converter em uma &ldquo;regi&atilde;o de caloteiros em s&eacute;rie&rdquo;, entre outras coisas, porque os desastres naturais est&atilde;o afetando severamente a capacidade dos governos para enfrentar suas obriga&ccedil;&otilde;es de d&iacute;vida. As na&ccedil;&otilde;es caribenhas s&atilde;o algumas das mais vulner&aacute;veis &agrave;s cat&aacute;strofes clim&aacute;ticas. 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