{"id":16400,"date":"2013-08-23T13:12:11","date_gmt":"2013-08-23T13:12:11","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=96801"},"modified":"2013-08-23T13:12:11","modified_gmt":"2013-08-23T13:12:11","slug":"a-mineracao-chilena-volta-aos-tuneis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/ultimas-noticias\/a-mineracao-chilena-volta-aos-tuneis\/","title":{"rendered":"A minera\u00e7\u00e3o chilena volta aos t\u00faneis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_96803\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/tunel.jpg\"><img class=\" wp-image-96803 \" alt=\"tunel A minera\u00e7\u00e3o chilena volta aos t\u00faneis\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/tunel.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"A minera\u00e7\u00e3o chilena volta aos t\u00faneis\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um dos t\u00faneis da mina chilena El Teniente, a maior jazida subterr\u00e2nea do mundo. Foto: Marianela Jarroud\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Santiago, Chile, 23\/8\/2013 \u2013 A queda na concentra\u00e7\u00e3o do mineral, a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e os avan\u00e7os da tecnologia levam as grandes mineradoras a voltarem seus olhos, novamente, para a minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, uma tend\u00eancia em alta no Chile e no mundo, afirmam especialistas. Juan Carlos Guajardo, diretor-executivo do Centro de Estudos do Cobre e da Minera\u00e7\u00e3o (Cesco), garantiu \u00e0 IPS que \u201cn\u00e3o s\u00f3 o Chile est\u00e1 optando pela minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, pois a evolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria tende para este tipo de explora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia, explicou, \u201cocorre porque grandes minas que s\u00e3o exploradas a c\u00e9u aberto apresentam melhores recursos em profundidade maior e a explora\u00e7\u00e3o no Chile tende para recursos mais profundos, j\u00e1 que os superficiais foram largamente explorados\u201d. Este pa\u00eds conta com a maior mina subterr\u00e2nea de cobre do mundo, em explora\u00e7\u00e3o desde 1905 e propriedade da estatal Corpora\u00e7\u00e3o Nacional do Cobre do Chile (Codelco).<\/p>\n<p>A Divis\u00e3o El Teniente, seu nome oficial, representou, no ano passado, 25% da produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da Codelco, que totalizou 1,75 milh\u00e3o de toneladas de cobre fino. No setor El Teniente 8 da mina, o operacional atualmente, s\u00e3o extra\u00eddas 137 mil toneladas por dia. Por\u00e9m, a mina, que fica sob a Cordilheira dos Andes, cerca de 150 quil\u00f4metros ao sul de Santiago e com tr\u00eas mil quil\u00f4metros de t\u00faneis subterr\u00e2neos, conta com reservas apenas at\u00e9 2025, no ritmo de explora\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Para resolver este problema a Codelco avan\u00e7a no projeto Novo N\u00edvel Mina, que come\u00e7ar\u00e1 a operar em 2017 e permitir\u00e1 explorar 2,02 bilh\u00f5es de toneladas de reservas alojadas em profundidade maior, na cota 1.880 metros de altitude e cem metros abaixo da atual explora\u00e7\u00e3o. O projeto permitir\u00e1 prolongar em mais 50 anos a vida da mina. Para isso deve incorporar tecnologia de ponta e investir US$ 3,278 bilh\u00f5es, quantia semelhante \u00e0 empregada em toda a hist\u00f3ria dessa emblem\u00e1tica mina.<\/p>\n<p>\u201cA Codelco tem uma carteira de projetos estruturais cujo objetivo \u00e9 manter sua lideran\u00e7a como primeiro produtor mundial de cobre e, assim, manter suas contribui\u00e7\u00f5es ao Estado do Chile\u201d, disse \u00e0 IPS uma fonte corporativa da empresa. Se n\u00e3o implantar esses projetos, acrescentou, \u201ca produ\u00e7\u00e3o de cobre e a gera\u00e7\u00e3o de excedentes (aportes financeiros) ao Estado cair\u00e3o dramaticamente, com enormes efeitos para o pa\u00eds e para a empresa\u201d.<\/p>\n<p>O Chile depende economicamente do cobre, estatizado em 1971. Em 2012, a Codelco gerou para o Estado US$ 7,518 bilh\u00f5es, o terceiro maior aporte de sua hist\u00f3ria, gra\u00e7as \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de 5,45 milh\u00f5es de toneladas. O metal representou, no mesmo ano, 12% do produto interno bruto chileno e 53,9% do valor de suas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A principal vantagem da minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 praticada a c\u00e9u aberto \u201c\u00e9 que, em geral, s\u00f3 se extrai o min\u00e9rio, deixando no lugar o material est\u00e9ril\u201d, aquele sem valor econ\u00f4mico, disse \u00e0 IPS o gerente de Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o de Minera\u00e7\u00e3o da Codelco, Jorge Baraqui. \u201cDessa forma evita-se a remo\u00e7\u00e3o de material sem valor econ\u00f4mico e tamb\u00e9m maiores impactos ambientais\u201d, destacou. Al\u00e9m disso, os custos de opera\u00e7\u00e3o em uma mina subterr\u00e2nea n\u00e3o necessariamente s\u00e3o maiores do que nas minas na superf\u00edcie.<\/p>\n<p>\u201cNa minera\u00e7\u00e3o a c\u00e9u aberto, na medida em que se avan\u00e7a em sua explora\u00e7\u00e3o, a escava\u00e7\u00e3o vai se aprofundando cada vez mais e com isso aumentando o custo de transporte. Al\u00e9m disso, aumenta a quantidade de material est\u00e9ril que se deve remover para extrair a mesma quantidade de min\u00e9rio\u201d, explicou Baraqui. \u201cH\u00e1 casos em que \u00e9 preciso migrar para m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o subterr\u00e2neos cujo custo de opera\u00e7\u00e3o pode ser mais competitivo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o caso da mina Chuquicamata, a 1.650 quil\u00f4metros de Santiago e a maior a c\u00e9u aberto do mundo, que passar\u00e1 a ser subterr\u00e2nea em 2019. Trata-se de outro dos projetos estruturais da Codelco e na empresa asseguram que somente a convers\u00e3o de Chuquicamata far\u00e1 com que esta mina diminua em 97% a emiss\u00e3o de p\u00f3 em suspens\u00e3o, apesar de que contar\u00e1 com 1.200 quil\u00f4metros de t\u00faneis. Estima-se que Chuquicamata se transformar\u00e1 em uma das minas com menores custos da ind\u00fastria, principalmente pela economia de energia, estimada em 50%.<\/p>\n<p>Guajardo explicou que, na medida em que avan\u00e7a adequadamente a transi\u00e7\u00e3o de c\u00e9u aberto para opera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, \u201chaver\u00e1 alguma redu\u00e7\u00e3o de custos a respeito dos altos gastos operacionais atuais\u201d. A minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea tamb\u00e9m contribuiria para reduzir gastos em seguran\u00e7a e tempo, isso porque que as viagens s\u00e3o mais curtas, se usa menos energia e mais tecnologia.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio a estrela \u00e9 o sistema de explora\u00e7\u00e3o por afundamento de bloco (<i>block caving<\/i>), que conta com baixos custos associados e \u00e9 considerado o m\u00e9todo do futuro. \u201cO sistema aproveita a for\u00e7a da gravidade, isto \u00e9, requer pouca energia para romper a rocha j\u00e1 que s\u00f3 se realiza uma quebra inicial na base e depois, na medida em que se extrai o min\u00e9rio, a for\u00e7a da gravidade faz seu trabalho, provocando o desmoronamento da rocha\u201d, explicou Baraqui.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um m\u00e9todo de explora\u00e7\u00e3o bastante econ\u00f4mico e aplic\u00e1vel a grandes minas que t\u00eam certas caracter\u00edsticas geot\u00e9rmicas e morfol\u00f3gicas que permitam o desmoronamento por a\u00e7\u00e3o da gravidade\u201d, acrescentou Baraqui. O especialista acrescentou que a principal vantagem deste m\u00e9todo \u00e9 seu custo operacional. \u201cTrata-se do m\u00e9todo subterr\u00e2neo mais econ\u00f4mico para as minas maci\u00e7as\u201d, afirmou. Apesar de suas vantagens, h\u00e1 riscos geot\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>O principal m\u00e9todo \u00e9 o estalo de rochas (<i>rock burst<\/i>), que ocorre em explora\u00e7\u00f5es maci\u00e7as submetidas a grandes esfor\u00e7os e em rochas fr\u00e1geis, explicou Baraqui. Outro \u00e9 chamado <i>air blast<\/i>, fen\u00f4meno de pist\u00e3o de ar a alta press\u00e3o, provocado pelo desprendimento de um bloco de grandes dimens\u00f5es que em sua queda mobiliza uma massa de ar que \u00e9 obrigada a se deslocar a alta velocidade e press\u00e3o pelos t\u00faneis da mina, deslocando tudo o que encontra pelo caminho.<\/p>\n<p>Assim, a passagem para a minera\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea significar\u00e1 que, em um futuro pr\u00f3ximo, mais de um milh\u00e3o de toneladas di\u00e1rias de min\u00e9rio ter\u00e3o como origem o subsolo profundo. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Santiago, Chile, 23\/8\/2013 &ndash; A queda na concentra&ccedil;&atilde;o do mineral, a preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e os avan&ccedil;os da tecnologia levam as grandes mineradoras a voltarem seus olhos, novamente, para a minera&ccedil;&atilde;o subterr&acirc;nea, uma tend&ecirc;ncia em alta no Chile e no mundo, afirmam especialistas. 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