{"id":16431,"date":"2013-08-27T12:36:57","date_gmt":"2013-08-27T12:36:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=16431"},"modified":"2013-08-27T12:36:57","modified_gmt":"2013-08-27T12:36:57","slug":"aumenta-a-oposicao-contra-a-barragem-de-batoka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/africa\/aumenta-a-oposicao-contra-a-barragem-de-batoka\/","title":{"rendered":"Aumenta A Oposi\u00e7\u00e3o Contra a Barragem de Batoka"},"content":{"rendered":"<p>BULAWAYO, 08\/2013 &#8211; Prev\u00ea-se que aconstru\u00e7\u00e3o da Barragem do Desfiladeiro de Batoka, avaliada em v\u00e1rios bili\u00f5es de d\u00f3lares, um empreendimento conjunto entre a Z\u00e2mbia e o Zimbabwe, produza 1.600 MW de electricidade. Mas est\u00e1 a gerar um outro tipo de calor uma vez que continua a oposi\u00e7\u00e3o contra o projecto.<\/p>\n<p><!--more-->Em ambas as margens do Zambeze, os cr\u00edticos perguntam se o pa\u00eds precisa de um projecto desta envergadura no meio de queixas de nada provar que a barragem ir\u00e1 trazer benef\u00edcios para as economias locais.<\/p>\n<p>No ano passado, a International Rivers. uma ONG global que trabalha na \u00e1rea de protec\u00e7\u00e3o dos rios e dos direitos das comunidades que dependem nesses mesmos rios, emitiu um relat\u00f3rio a condenar o projecto da barragem, indicando que a sua constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o levava em considera\u00e7\u00e3o o fen\u00f3meno das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que poderia conduzir a uma redu\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPrev\u00ea-se que o escoamento do Zambeze diminua entre 26 a 40 por cento at\u00e9 2050,\u201d disse \u00e0 TerraViva Lori Pottinger, Directora de Comunica\u00e7\u00f5es e do Programa para \u00c1frica da International Rivers.\u201d<\/p>\n<p>\u201cApesar das preocupa\u00e7\u00f5es sobre as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a concep\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da Barragem do Desfiladeiro de Batoka e da Barragem de Mphanda Nkuwa (em Mo\u00e7ambique) baseiam-se em registos hidrol\u00f3gicos hist\u00f3ricos e n\u00e3o foram avaliadas em rela\u00e7\u00e3o a riscos de seca e ciclos de cheias mais extremos. Isto \u00e9 irrespons\u00e1vel e pode resultar em projectos pouco econ\u00f3micos e de baixo rendimento,\u201d disse Lorringer.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram lan\u00e7ados protestos em linha no ano passado contra este gigantesco projecto, com a campanha \u201cParar a Barragem de Batoka no Rio Zambeze\u201d levada a cabo por activistas zambianos.<\/p>\n<p>\u201cProjectos grandes e complexos como as centrais hidroel\u00e9ctricas nos rios Congo e Zambeze n\u00e3o estimulam as economias locais. Dependem de tecnologia e know-how importados e n\u00e3o criam um n\u00famero significativo de empregos a n\u00edvel local,\u201d disse \u00e0 TerraViva Peter Bosshard, Director de Pol\u00edtica da International Rivers.<\/p>\n<p>\u201cPelo contr\u00e1rio, os projectos de energia renov\u00e1vel descentralizados como energia solar, e\u00f3lica, micro-centrais el\u00e9ctricas e fog\u00f5es de cozinha melhorados s\u00e3o mais eficazes para chegar \u00e0 maioria das pessoas em \u00c1frica e no sul da \u00c1sia que n\u00e3o estejam ligadas \u00e0 rede el\u00e9ctrica,&#8221; defendeu Bosshard.<\/p>\n<p>Segundo o hidr\u00f3logo Richard Beilfuss, n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 as preocupa\u00e7\u00f5es com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que pesam contra o projecto de Batoka.<\/p>\n<p>\u201cOs cen\u00e1rios de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas modificam n\u00e3o apenas o desempenho financeiro das centrais hidroel\u00e9ctricas como Batoka, mas tamb\u00e9m os riscos financeiros com que se defrontam. As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas conduzem a uma vaiabilidade significativa no desempenho econ\u00f3mico \u2013 reduzindo n\u00e3o s\u00f3 os valores m\u00e9dios da produ\u00e7\u00e3o de energia mas tamb\u00e9m a fiabilidade das receitas provenientes da venda de electricidade,\u201d disse Beilfuss \u00e0 TerraViva.<\/p>\n<p>Em Junho, a Revis\u00e3o Mundial dos Rios efectuada pela International Rivers gerou apreens\u00e3o que a parede da barragem de Batoka, que se prev\u00ea tenhar mais de 190 metros de altura e que ir\u00e1 produzir um lago artificial com mais de 50 quil\u00f3metros, afecte outras actividades no Zambeze. A Revis\u00e3o apontou que \u201ca central de Batoka vai inundar o desfiladeiro e submergir os enormes r\u00e1pidos que fizeram das Cataratas de Vit\u00f3ria um local excelente para <i>rafting<\/i>.\u201d<\/p>\n<p>Apesar destas preocupa\u00e7\u00f5es, o projecto da barragem de Batoka, financiado sobrtudo pelo Banco Mundial, est\u00e1 a ser apontado pela Z\u00e2mbia e pelo Zimbaber como a resposta ao d\u00e9fice energ\u00e9tico na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, e o Presidente da Z\u00e2mbia, Michael Sata, assinaram o memorando de entendimento para a constru\u00e7\u00e3o da barragem no ano passado. O in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o estava previsto para este ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BULAWAYO, 08\/2013 &#8211; Prev\u00ea-se que aconstru\u00e7\u00e3o da Barragem do Desfiladeiro de Batoka, avaliada em v\u00e1rios bili\u00f5es de d\u00f3lares, um empreendimento conjunto entre a Z\u00e2mbia e o Zimbabwe, produza 1.600 MW de electricidade. 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