{"id":16433,"date":"2013-08-27T12:47:57","date_gmt":"2013-08-27T12:47:57","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=97000"},"modified":"2013-08-27T12:47:57","modified_gmt":"2013-08-27T12:47:57","slug":"refugiados-palestinos-na-siria-tentam-estudar-entre-bombas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/ultimas-noticias\/refugiados-palestinos-na-siria-tentam-estudar-entre-bombas\/","title":{"rendered":"Refugiados palestinos na S\u00edria tentam estudar entre bombas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_97001\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/acampamento.jpg\"><img class=\" wp-image-97001 \" alt=\"acampamento Refugiados palestinos na S\u00edria tentam estudar entre bombas\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/acampamento.jpg\" width=\"529\" height=\"253\" title=\"Refugiados palestinos na S\u00edria tentam estudar entre bombas\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Esta sala de aula no acampamento de refugiados palestinos de Yarmuk, em Damasco, est\u00e1 em risco permanente por causa dos bombardeios. Foto: Mutawalli Abou Nasser\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Damasco, S\u00edria, 27\/8\/2013 \u2013 A educa\u00e7\u00e3o em Yarmuk, o maior acampamento de refugiados palestinos na S\u00edria, ficou destro\u00e7ada pelos combates que assolam essa comunidade e pelo bloqueio que a sufoca. No entanto, alguns professores desafiam toda l\u00f3gica e se esfor\u00e7am para dar aulas a um n\u00famero crescente de estudantes. Grupos armados da oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria tomaram o controle do acampamento em dezembro de 2012. As for\u00e7as governamentais responderam com um forte bombardeio indiscriminado, que continuava at\u00e9 ontem, e com um s\u00edtio que asfixia a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando come\u00e7ou o conflito no cora\u00e7\u00e3o do acampamento nas \u00faltimas semanas de 2012 e os combatentes do rebelde Ex\u00e9rcito Livre S\u00edrio, junto com algumas fac\u00e7\u00f5es palestinas, se arraigaram na comunidade, avi\u00f5es de combate do governo come\u00e7aram a destruir tudo. A infraestrutura educacional come\u00e7ou a ruir em meio aos ataques. O pessoal docente esteve entre as milhares de pessoas que fugiram do acampamento para distritos mais seguros ou outros bairros e, inclusive, outros pa\u00edses, como o L\u00edbano, o que prejudicou gravemente a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o piorou depois que Ag\u00eancia Nacional das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente M\u00e9dio (UNRWA), respons\u00e1vel pela educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria a m\u00e9dia, suspendeu suas opera\u00e7\u00f5es no acampamento. O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o da S\u00edria responde pelo ensino secund\u00e1rio das comunidades palestinas radicadas neste pa\u00eds. Mas as \u00fanicas duas escolas que h\u00e1 no acampamento ficaram de frente para a luta; foram fechadas antes que a viol\u00eancia se arraigasse, em dezembro de 2012, nos limites do acampamento.<\/p>\n<p>Por sugest\u00e3o de Jalil Jalil, professor de \u00e1rabe e conferencista na Universidade de Damasco, quatro colegas seus criaram um programa de educa\u00e7\u00e3o na mesquita palestina no centro do acampamento. Inicialmente, eram 20 estudantes. E esse n\u00famero foi aumentando cada vez mais at\u00e9 chegar aos atuais 200. A iniciativa foi muito animadora para as fam\u00edlias, mas representou uma grande press\u00e3o para os professores e o padr\u00e3o educacional que podem oferecer.<\/p>\n<p>\u201cFicou dif\u00edcil continuar trabalhando como antes\u201d, explicou Jalil \u00e0 IPS. \u201cPrecisamos encontrar lugares para dar aula a estes jovens, mas agora n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil no acampamento. Al\u00e9m disso, s\u00e3o necess\u00e1rios materiais essenciais, como livros, cadernos l\u00e1pis. E o mais importante \u00e9 a seguran\u00e7a dos jovens e dos volunt\u00e1rios que d\u00e3o aulas\u201d, acrescentou. No come\u00e7o os professores podiam conseguir materiais com suas pr\u00f3prias redes ou doa\u00e7\u00f5es dos pais em melhor posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Contudo, com o aumento do n\u00famero de estudantes, pediram ajuda \u00e0 UNRWA.<\/p>\n<p>\u201cPassou a ser uma quest\u00e3o de garantir cada vez mais livros, canetas e geradores el\u00e9tricos movidos \u00e0 combust\u00edvel, bem como recrutar mais professores aos quais pud\u00e9ssemos pagar uma quantia b\u00e1sica, se n\u00e3o um sal\u00e1rio\u201d, afirmou \u00e0 IPS Yehya Ishmaawi, um dos professores-fundadores. \u201cJ\u00e1 n\u00e3o era quest\u00e3o de oferecer apoio educacional b\u00e1sico, mas de tentar trazer totalmente \u00e0 tona o programa educacional\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Com mais recursos e mais volunt\u00e1rios capacitados para ajudar o pessoal docente, tornou-se importante obter reconhecimento oficial para que os estudantes pudessem fazer provas regulamentares e avan\u00e7ar em seus estudos. Quando os professores mostraram seus impressionantes \u00eaxitos, a UNRWA apoiou o programa. \u201cSeguimos uma via n\u00e3o oficial, mas o mais importante \u00e9 que n\u00e3o permitimos que o ensino seja perturbado, e lhes damos a possibilidade de fazerem provas a tempo e sob supervis\u00e3o da UNRAW\u201d, contou \u00e0 IPS Jemaal Abd al Ghani, respons\u00e1vel pelo relacionamento com professores e volunt\u00e1rios que levam adiante o programa em Yarmuk.<\/p>\n<p>Para superar o bloqueio e obter os materiais necess\u00e1rios, os professores recorrem a pessoas e ag\u00eancias que entregam alimentos b\u00e1sicos no acampamento. Alguns destes s\u00f3cios tamb\u00e9m assumiram a despesa com certos recursos educacionais e o pagamento dos volunt\u00e1rios. A comunidade, em geral, e os pais, em particular, tamb\u00e9m t\u00eam um papel fundamental. \u201cSe n\u00e3o fosse pela f\u00e9 das fam\u00edlias e por seu apoio \u00e0 nossa miss\u00e3o de reviver o sistema educacional, isto n\u00e3o teria acontecido\u201d, disse Jalil. \u201cDesempenharam um papel preponderante no come\u00e7o, inclusive ofereceram livros e combust\u00edvel de suas casas para os geradores que iluminam os abrigos\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Entretanto, a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 imune aos bombardeios a\u00e9reos indiscriminados. No dia 1\u00ba de abril caiu um morteiro perto da mesquita palestina quando um grupo de estudantes sa\u00eda de uma improvisada sala de aula que ficava ao lado. V\u00e1rios deles ficaram feridos. O epis\u00f3dio mostrou ser um mau press\u00e1gio para o que estava por vir. Poucos dias depois, outra explos\u00e3o matou mais dois estudantes, Farhat Mubarak e Hehsam Mahmud, e deixou outros gravemente feridos.<\/p>\n<p>\u201cPor que esta loucura de ataques indiscriminados?\u201d, perguntou o pai de Farhat. \u201cN\u00e3o h\u00e1 homens armados aqui, apenas crian\u00e7as que querem viver em paz e evitar esta morte horrenda que agora est\u00e1 em todas as partes da S\u00edria\u201d, protestou. A brutalidade matou cerca de 149 meninos e meninas palestinos na S\u00edria, 56 deles no acampamento de Yarmuk, segundo a Associa\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos Palestinos. As crian\u00e7as de Yarmuk buscam a esperan\u00e7a e a alegria de seus brinquedos que ficaram debaixo dos escombros de suas casas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Damasco, S&iacute;ria, 27\/8\/2013 &ndash; A educa&ccedil;&atilde;o em Yarmuk, o maior acampamento de refugiados palestinos na S&iacute;ria, ficou destro&ccedil;ada pelos combates que assolam essa comunidade e pelo bloqueio que a sufoca. No entanto, alguns professores desafiam toda l&oacute;gica e se esfor&ccedil;am para dar aulas a um n&uacute;mero crescente de estudantes. 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