{"id":16450,"date":"2013-08-28T13:08:49","date_gmt":"2013-08-28T13:08:49","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=97108"},"modified":"2013-08-28T13:08:49","modified_gmt":"2013-08-28T13:08:49","slug":"cuba-estende-ponte-sanitaria-para-o-haiti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/08\/ultimas-noticias\/cuba-estende-ponte-sanitaria-para-o-haiti\/","title":{"rendered":"Cuba estende ponte sanit\u00e1ria para o Haiti"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_97109\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/hatito-629x407.jpg\"><img class=\" wp-image-97109 \" alt=\"hatito 629x407 Cuba estende ponte sanit\u00e1ria para o Haiti\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/hatito-629x407.jpg\" width=\"529\" height=\"307\" title=\"Cuba estende ponte sanit\u00e1ria para o Haiti\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Muitas mulheres haitianas fazem pela primeira vez controle da press\u00e3o arterial. A brigada m\u00e9dica cubana durante uma cl\u00ednica m\u00f3vel no mercado Salomon de Puerto Pr\u00edncipe. Foto: Patricia Grogg\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porto Pr\u00edncipe e Havana, Cuba, 28\/8\/2013 \u2013 \u00c9 s\u00e1bado e a entrada de uma delegacia, em frente ao concorrido mercado do bairro Salomon da capital haitiana, se transforma em improvisado posto m\u00e9dico. Em poucos minutos aumenta a fila de pessoas esperando para serem atendidas pela brigada cubana de sa\u00fade. O agente de guarda disse n\u00e3o ter autoriza\u00e7\u00e3o para falar com jornalistas, mas a colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente. Mesas e cadeiras da delegacia se alinham rapidamente ao longo da fachada para facilitar o trabalho do pessoal do hospital La Renaissance, que realiza jornadas de medicina preventiva a cada semana.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em uma cl\u00ednica m\u00f3vel\u201d, explicou Damarys \u00c1vila, diretora do La Renaissance, cujo atendimento est\u00e1 a cargo da miss\u00e3o m\u00e9dica de Cuba. \u201cFazemos exames de press\u00e3o arterial, catarata, papiloma e glaucoma\u201d, contou \u00e0 IPS. \u201cAs pessoas com algumas dessas doen\u00e7as s\u00e3o enviadas ao hospital\u201d, acrescentou. Na fila, as mulheres s\u00e3o maioria. \u201cNelas encontramos muitos casos de hipertens\u00e3o arterial, pelo fato de ficarem com a maior carga de trabalho. A isso se acrescenta os maus h\u00e1bitos alimentares, como comer muita pimenta, farinhas e sal. Muitas pessoas est\u00e3o aqui medindo a press\u00e3o pela primeira vez na vida\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Percorrendo o La Renaissance, ou nesta singular interven\u00e7\u00e3o de sa\u00fade na rua, na qual, em uma manh\u00e3, foram atendidos 167 homens e mulheres humildes, s\u00f3 se ouve vozes de agradecimento. \u201cBuscamos os cubanos porque atendem bem e n\u00e3o cobram. Somos pobres, n\u00e3o podemos pagar\u201d, resume uma moradora de Porto Pr\u00edncipe antes de acomodar novamente uma grande trouxa sobre sua cabe\u00e7a. A primeira brigada m\u00e9dica cubana chegou ao Haiti em 4 de dezembro de 1998 para aliviar as sequelas do furac\u00e3o Georges.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 ininterrupta e decisiva para este empobrecido pa\u00eds, castigado em 2010 por um terremoto que matou 316 mil pessoas, segundo dados do governo, e por uma epidemia de c\u00f3lera que tamb\u00e9m provocou milhares de mortes. Nestes anos, o pessoal cubano realizou mais de 18 milh\u00f5es de atendimentos, mais de 300 mil cirurgias, salvou 300 mil vidas e devolveu a vis\u00e3o a aproximadamente 53 mil pessoas. Informes oficiais acrescentam que h\u00e1 640 agentes de sa\u00fade cubanos no Haiti, dos quais 357 s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>Esta ajuda \u00e9 emblem\u00e1tica, n\u00e3o s\u00f3 por sua envergadura (chega a todo o territ\u00f3rio haitiano) e por seu car\u00e1ter humanit\u00e1rio, mas porque tamb\u00e9m prepara o pa\u00eds para o futuro, mediante o estabelecimento de um sistema de sa\u00fade p\u00fablica, inclu\u00edda a reconstru\u00e7\u00e3o da infraestrutura hospitalar. Al\u00e9m de Cuba, contribuem financeiramente para este esfor\u00e7o \u00c1frica do Sul, Alemanha, Austr\u00e1lia, Nam\u00edbia, Noruega, Venezuela e outros pa\u00edses com menores quantias.<\/p>\n<p>O programa estabelece a remodela\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de 30 hospitais comunit\u00e1rios de refer\u00eancia, mais da metade dos quais j\u00e1 est\u00e1 terminada, e adequa\u00e7\u00e3o de 39 unidades do Minist\u00e9rio de Sa\u00fade P\u00fablica e da Popula\u00e7\u00e3o do Haiti para serem centros de atendimento, com ou sem camas, e 30 salas de reabilita\u00e7\u00e3o integral. Al\u00e9m disso, h\u00e1 duas miss\u00f5es oftalmol\u00f3gicas da Opera\u00e7\u00e3o Milagre, uma fixa em Porto Pr\u00edncipe e outra itinerante pelo interior do pa\u00eds, um laborat\u00f3rio de pr\u00f3teses e aparelhos ortop\u00e9dicos, tr\u00eas oficinas territoriais de eletromedicina e uma rede de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e de controle ambiental.<\/p>\n<p>A Opera\u00e7\u00e3o Milagre, que foi iniciada em 2004, \u00e9 um programa que at\u00e9 2011 (data dos \u00faltimos dados) havia devolvido ou melhorado a vis\u00e3o a mais de dois milh\u00f5es de pessoas em 34 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, do Caribe e da \u00c1frica. John M. Kirk, catedr\u00e1tico da canadense Universidade de Dalhousie, entende que um papel crucial para dotar o Haiti de um sistema de sa\u00fade fortalecido compete aos pr\u00f3prios m\u00e9dicos haitianos formados em Cuba. Segundo seus dados, 430 dos 625 haitianos e haitianas que se formaram na cubana Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) no come\u00e7o de 2011 j\u00e1 trabalhavam em seu pa\u00eds. Nesse mesmo ano, outros 115 finalizaram seus estudos na Universidade de Santiago de Cuba.<\/p>\n<p>Instalada em novembro de 1999, a Elam foi proposta na IX C\u00fapula Ibero-Americana realizada em Havana como um projeto de forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos para a sa\u00fade no bloco formado pelos 19 pa\u00edses latino-americanos, mais Andorra, Espanha e Portugal. Contudo, a iniciativa, embora aplaudida, n\u00e3o foi acolhida pelos dignat\u00e1rios presentes \u00e0 inaugura\u00e7\u00e3o. Cuba seguiu adiante com o programa, que hoje est\u00e1 ampliado para 122 pa\u00edses, de onde procedem \u201cjovens fundamentalmente das camadas mais humildes da sociedade, que apresentam diversidades \u00e9tnicas, educacionais e culturais\u201d, segundo seu portal na internet.<\/p>\n<p>Em um ensaio sobre o tema, Kirk afirma que Cuba ajudou, desde a d\u00e9cada de 1970, a fundar escolas de medicina em v\u00e1rios pa\u00edses, como I\u00eamen (1976), Guiana (1984), Eti\u00f3pia (1984), Uganda (1986), Gana (1991), G\u00e2mbia (2000), Guin\u00e9 Equatorial (2000), Haiti (2001), Guin\u00e9-Bissau (2004) e Timor Leste (2005). Um informe entregue \u00e0 IPS pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que 39.310 profissionais, dos quais 25.521 s\u00e3o mulheres, cumprem \u201cmiss\u00e3o\u201d em 60 pa\u00edses. Deles, 34.794 est\u00e3o no continente americano, 3.919 na \u00c1frica, 554 na \u00c1sia e Oceania, e 43 na Europa.<\/p>\n<p>Como parte das reformas econ\u00f4micas iniciadas em 2010, esta coopera\u00e7\u00e3o est\u00e1 deixando de ser gratuita onde \u00e9 poss\u00edvel, embora a \u201cgratuidade absoluta\u201d continue na Rep\u00fablica \u00c1rabe Saaraui e na Opera\u00e7\u00e3o Milagre em Honduras, Haiti, Paraguai e Equador, entre outros. Por outro lado, tenta-se fortalecer a Comercializa\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os M\u00e9dicos Cubanos, que oferece atendimento pago em Cuba e no exterior, como fonte de recursos para financiar o sistema de sa\u00fade p\u00fablica e gratuita ao qual tem direito a popula\u00e7\u00e3o cubana. Mediante esta modalidade, o Brasil contratou quatro mil m\u00e9dicos cubanos para trabalharem em zonas pobres do norte do pa\u00eds. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Pr&iacute;ncipe e Havana, Cuba, 28\/8\/2013 &ndash; &Eacute; s&aacute;bado e a entrada de uma delegacia, em frente ao concorrido mercado do bairro Salomon da capital haitiana, se transforma em improvisado posto m&eacute;dico. Em poucos minutos aumenta a fila de pessoas esperando para serem atendidas pela brigada cubana de sa&uacute;de. 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