{"id":16472,"date":"2013-09-02T13:22:10","date_gmt":"2013-09-02T13:22:10","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=97476"},"modified":"2013-09-25T17:35:01","modified_gmt":"2013-09-25T17:35:01","slug":"energia-solar-alema-sufoca-a-hidraulica-suica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/09\/ultimas-noticias\/energia-solar-alema-sufoca-a-hidraulica-suica\/","title":{"rendered":"Energia solar alem\u00e3 sufoca a hidr\u00e1ulica su\u00ed\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_97477\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/represa.jpg\"><img class=\" wp-image-97477 \" alt=\"represa Energia solar alem\u00e3 sufoca a hidr\u00e1ulica su\u00ed\u00e7a\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/represa.jpg\" width=\"529\" height=\"253\" title=\"Energia solar alem\u00e3 sufoca a hidr\u00e1ulica su\u00ed\u00e7a\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Uma das muitas represas no passo de Grimsel, nos Alpes su\u00ed\u00e7os. Foto: Ray Smith\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lucerna, Su\u00ed\u00e7a, 2\/9\/2013 \u2013 A energia hidr\u00e1ulica \u00e9 a principal fonte de eletricidade nos pa\u00edses alpinos. Contudo, apesar de sua import\u00e2ncia na mudan\u00e7a para alternativas renov\u00e1veis na Europa, na \u00c1ustria e na Su\u00ed\u00e7a, est\u00e3o suspensos alguns projetos de constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura hidrel\u00e9trica. Nos dias de bons ventos do ver\u00e3o alem\u00e3o, quando milh\u00f5es de pain\u00e9is absorvem o Sol e as turbinas e\u00f3licas funcionam a toda velocidade, a rede el\u00e9trica n\u00e3o tem como absorver o excesso de energia. Nos domingos, em especial, a produ\u00e7\u00e3o supera a demanda.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o das tarifas. Inclusive aparecem n\u00fameros negativos, o que significa que os clientes recebem pela eletricidade. O mercado energ\u00e9tico da Europa est\u00e1 liberalizado. O que acontece na Alemanha afeta seus vizinhos, e as centrais hidrel\u00e9tricas su\u00ed\u00e7as n\u00e3o podem competir nessas condi\u00e7\u00f5es. O auge da energia hidr\u00e1ulica su\u00ed\u00e7a \u00e9 hist\u00f3rica. Esta fonte, que cobre 55% da demanda, atravessa uma crise de rentabilidade porque as tarifas ca\u00edram 20% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, as grandes produtoras de eletricidade da Su\u00ed\u00e7a \u2013 Alpiq, Axpo, BKW e Repower \u2013 n\u00e3o est\u00e3o dispostas a investir para otimizar e aumentar sua infraestrutura. Na verdade, a Repower anunciou uma redu\u00e7\u00e3o de seus investimentos em 35% para os pr\u00f3ximos dez a 15 anos. Andreas Meyer, respons\u00e1vel de comunica\u00e7\u00e3o da Alpiq, disse \u00e0 IPS que os subs\u00eddios maci\u00e7os para as energias renov\u00e1veis desestabilizaram o mercado e puseram em d\u00favida a rentabilidade das centrais t\u00e9rmicas e hidrel\u00e9tricas e tamb\u00e9m bloquearam os futuros investimentos. Atualmente, a Alpiq tem um programa de desinvestimento e teme que continue a deteriora\u00e7\u00e3o das tarifas.<\/p>\n<p>Entretanto, o desenvolvimento da energia hidr\u00e1ulica na Su\u00ed\u00e7a \u00e9 motivo de controv\u00e9rsia. O governo estima que ser\u00e1 entre quatro e cinco terawatts por hora, mas o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) afirma que ser\u00e1 apenas 1,5 terawatts. Em todo caso, seu potencial \u00e9 muito baixo. Entretanto, a Su\u00ed\u00e7a subsidia as pequenas centrais com capacidade inferior a dez megawatts, independente de sua efici\u00eancia e do dano ecol\u00f3gico que causam. Gra\u00e7as \u00e0s subven\u00e7\u00f5es, os pequenos projetos hidrel\u00e9tricos se tornaram muito rent\u00e1veis.<\/p>\n<p>No entanto, o WWF reclama o fim dos subs\u00eddios. \u201c\u00c9 uma loucura total construir novas centrais em \u00e1guas virgens\u201d, afirmou \u00e0 IPS Christoph Bonzi, do WWF Su\u00ed\u00e7a. Atualmente, 95% das fontes de \u00e1gua do pa\u00eds s\u00e3o usadas para gerar eletricidade. Por uma vez, conservacionistas e principais fornecedores de energia afirmam o mesmo sobre o sistema de subs\u00eddios da Su\u00ed\u00e7a, que favorece os pequenos projetos hidrel\u00e9tricos. \u201cPor acaso, n\u00e3o \u00e9 absurdo os subs\u00eddios para as novas energias renov\u00e1veis gerarem uma situa\u00e7\u00e3o em que at\u00e9 outras tecnologias sist\u00eamicas necessitem de apoio\u201d, questionou Werner Steinmann, porta-voz da Repower.<\/p>\n<p>O auge da energia e\u00f3lica e da solar na Europa aumentou a demanda de armazenamento de eletricidade, j\u00e1 que ambas s\u00e3o fontes flutuantes. Alemanha, \u00c1ustria e Su\u00ed\u00e7a concordaram, no ano passado, em aumentar a capacidade das usinas hidrel\u00e9tricas de armazenamento por bombeamento em um esfor\u00e7o conjunto. V\u00e1rias dessas centrais est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o nos Alpes su\u00ed\u00e7os. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o se sabe se os investimentos valer\u00e3o a pena. Algumas companhias su\u00ed\u00e7as de energia n\u00e3o se op\u00f5em a todos os subs\u00eddios para as energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O maior acionista da Repower \u00e9 o cant\u00e3o dos Grisones, cujo conselheiro-chefe, Mario Cavigelli, rompeu um tabu ao pedir subs\u00eddios para a eletricidade gerada em grandes hidrel\u00e9tricas. Tamb\u00e9m pediu a redu\u00e7\u00e3o dos fundos para as pequenas iniciativas. Contudo, trata-se de uma pedido discutido dentro do setor. A encarregada de imprensa da Axpo, Daniela Biedermann, disse que n\u00e3o se pode resolver os problemas dos subs\u00eddios agregando novos. \u201cDevemos discutir como implantar as novas energias renov\u00e1veis em um sistema voltado para o mercado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Su\u00ed\u00e7a para a Gest\u00e3o da \u00c1gua (SWV), que representa o setor, reclama que os subs\u00eddios \u00e0 energia hidrel\u00e9trica n\u00e3o se limitem \u00e0s pequenas centrais. A organiza\u00e7\u00e3o prop\u00f5e que seja usado o crit\u00e9rio da efici\u00eancia, um aspecto ignorado pelo atual sistema. A SWV quer que sejam promovidos os projetos que geram mais eletricidade por d\u00f3lar subsidiado. Entretanto, os conservacionistas n\u00e3o est\u00e3o muito contentes com as novas demandas corporativas. Em nome do \u201cinteresse nacional\u201d as empresas tentam explorar inclusive reservas de \u00e1gua protegidas.<\/p>\n<p>O WWF prefere melhorar a efici\u00eancia em lugar de usar at\u00e9 a \u00faltima gota para produzir eletricidade. Do outro lado da fronteira, as empresas da \u00c1ustria enfrentam problemas semelhantes. Atualmente, cerca de 60% do fornecimento el\u00e9trico s\u00e3o cobertos com a energia hidr\u00e1ulica local. O setor tratou de aumentar sua capacidade em sete terawatts por hora at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>\u201cSeguramente, n\u00e3o podemos alcan\u00e7ar nossas expectativas\u201d, disse Ernst Brandstetter, porta-voz da Oesterreichs Energie, que representa os interesses da ind\u00fastria el\u00e9trica austr\u00edaca. Segundo ele, atualmente o realista \u00e9 prever apenas quatro terawatts\/hora at\u00e9 2025. \u201cInfelizmente, muitos projetos est\u00e3o parados. A ind\u00fastria tem cinco anos de atraso em rela\u00e7\u00e3o aos seus planos de desenvolvimento\u201d, acrescentou. Brandstetter explicou que, no tocante \u00e0s hidrel\u00e9tricas, a situa\u00e7\u00e3o atual do mercado se caracteriza por uma grave inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cMuitos projetos previstos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam justificativa econ\u00f4mica\u201d, ressaltou Brandstetter. A Oesterreichs Energie n\u00e3o pede subs\u00eddios, mas quer um ambiente mais prop\u00edcio para os investimentos. \u201cO mais preocupante \u00e9 que at\u00e9 os projetos de armazenamento de energia ser\u00e3o rent\u00e1veis. Junto com as redes el\u00e9tricas, as centrais hidrel\u00e9tricas de armazenamento por bombeamento s\u00e3o os facilitadores mais importantes para um futuro com fontes renov\u00e1veis\u201d, insistiu.<\/p>\n<p>O porta-voz pede que se deixe de distorcer o mercado, fazendo com que o europeu esteja pautado por normas que permitam a todas as fontes de energia competirem em igualdade de condi\u00e7\u00f5es. O setor hidrel\u00e9trico da \u00c1ustria e da Su\u00ed\u00e7a depende muito do que acontece na Uni\u00e3o Europeia. Atualmente est\u00e3o em consultas as Diretrizes de Ajuda \u00e0 Energia e ao Meio Ambiente 2014-2020. Na pr\u00f3xima primavera boreal ser\u00e1 preciso ver se as centrais hidrel\u00e9tricas alpinas se beneficiam ou n\u00e3o das novas pautas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Lucerna, Su&iacute;&ccedil;a, 2\/9\/2013 &ndash; A energia hidr&aacute;ulica &eacute; a principal fonte de eletricidade nos pa&iacute;ses alpinos. Contudo, apesar de sua import&acirc;ncia na mudan&ccedil;a para alternativas renov&aacute;veis na Europa, na &Aacute;ustria e na Su&iacute;&ccedil;a, est&atilde;o suspensos alguns projetos de constru&ccedil;&atilde;o de infraestrutura hidrel&eacute;trica. 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