{"id":16485,"date":"2013-09-04T12:58:20","date_gmt":"2013-09-04T12:58:20","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=97701"},"modified":"2013-09-25T17:34:25","modified_gmt":"2013-09-25T17:34:25","slug":"sri-lanka-questiona-onu-sobre-direitos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/09\/ultimas-noticias\/sri-lanka-questiona-onu-sobre-direitos-humanos\/","title":{"rendered":"Sri Lanka questiona ONU sobre direitos humanos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_97702\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/protesto.jpg\"><img class=\" wp-image-97702 \" alt=\"protesto Sri Lanka questiona ONU sobre direitos humanos\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/protesto.jpg\" width=\"529\" height=\"317\" title=\"Sri Lanka questiona ONU sobre direitos humanos\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Uma mulher protesta em frente ao escrit\u00f3rio da ONU, em Colombo, contra a visita de Pillay. Foto: Amantha Perera\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Colombo, Sri Lanka, 4\/9\/2013 \u2013 Como se esperava, a visita ao Sri Lanka de Navanethem \u201cNavi\u201d Pillay, alta comiss\u00e1ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, gerou tens\u00f5es com o governo, cada vez mais pressionado pela comunidade internacional. Pillay visitou este pa\u00eds da \u00c1sia meridional entre 25 e 31 de agosto. J\u00e1 em seu terceiro dia de visita gerou uma discuss\u00e3o entre os pr\u00f3prios representantes da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ela se encontrava no cora\u00e7\u00e3o do distrito de Mullaittivu, na Prov\u00edncia do Norte, onde houve algumas das mais sangrentas batalhas do \u00faltimo cap\u00edtulo da guerra entre o governo e o grupo separatista Tigres Para a Liberta\u00e7\u00e3o da P\u00e1tria Tamil-Eelam (LTTE), conclu\u00edda em 2009 depois de 30 anos de combates. A discuss\u00e3o foi sobre o acesso da imprensa. V\u00e1rios representantes da m\u00eddia internacional em Colombo haviam acompanhado Pillay cerca de 390 quil\u00f4metros ao norte do pa\u00eds, e pelo menos dois jornalistas a seguiram at\u00e9 Mullaittivu, a segunda escala de sua viagem, ap\u00f3s ter passado uma manh\u00e3 em Jaffna, capital da Prov\u00edncia do Norte.<\/p>\n<p>Representantes do Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra, queriam permitir que a imprensa, especialmente estrangeira, tivesse acesso \u00e0s reuni\u00f5es de Pilay com refugiados da guerra e parentes de desaparecidos, mas os membros do escrit\u00f3rio da ONU em Colombo resistiam a isso. Segundo o governo, o escrit\u00f3rio da ONU instru\u00edra a imprensa a n\u00e3o acompanhar Pillay durante sua visita a Mullaittivu. De todo modo, o fizera, ao que parece convidados por seu porta-voz, Rupert Colville, para que presenciassem o momento em que a funcion\u00e1ria colocaria uma coroa de flores em mem\u00f3ria dos ca\u00eddos na batalha final\u00a0 da guerra, na lagoa de Nanthikadal.<\/p>\n<p>O governo cingal\u00eas havia advertido a delega\u00e7\u00e3o do Escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos que um gesto como esse \u201cdeveria ser realizado em algum lugar comum a todas as v\u00edtimas do conflito terrorista, e n\u00e3o em territ\u00f3rio onde morreu o l\u00edder\u201d do LTTE, Velupillai Prabhakaran. Finalmente, Pillay nunca colocou a coroa de flores. Mais tarde, esclareceu que costuma honrar os ca\u00eddos em conflitos em cada pa\u00eds que visita, e que n\u00e3o se tratava de um gesto exclusivo para Sri Lanka.<\/p>\n<p>Quando ela deixou o Sri Lanka, as tens\u00f5es j\u00e1 eram evidentes. Na declara\u00e7\u00e3o de cinco p\u00e1ginas e meia que leu antes de deixar o pa\u00eds, Pillay elogiou o governo pelos esfor\u00e7os de desenvolvimento que lan\u00e7ou em antigos redutos do LTTE, mas tamb\u00e9m pediu para que tome medidas contra os abusos dos direitos humanos, a persegui\u00e7\u00e3o das minorias religiosas e a militariza\u00e7\u00e3o do norte, entre outras coisas. No Sri Lanka, Pillay se prop\u00f4s a fazer um acompanhamento das recomenda\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas na resolu\u00e7\u00e3o adotada pela ONU em 21 de mar\u00e7o, que exige a\u00e7\u00f5es de Colombo diante das persistentes den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos.<\/p>\n<p>Sua avalia\u00e7\u00e3o foi crua: \u201cEstou profundamente preocupada pelo fato de o Sri Lanka, apesar da oportunidade que oferece o fim da guerra para construir um novo pa\u00eds, vibrante e inclusivo, esteja mostrando sinais de tomar um rumo cada vez mais autorit\u00e1rio\u201d. O governo do presidente Mahinda Rajapaksa recha\u00e7ou essa avalia\u00e7\u00e3o e afirmou tratar-se de uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que transgredia o mandato de Pillay e as normas b\u00e1sicas que deve observar uma funcion\u00e1ria internacional.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 melhor que seja o povo do Sri Lanka a julgar os l\u00edderes do pa\u00eds, e n\u00e3o que estes sejam caricaturados por entidades externas influenciadas por interesses criados\u201d, afirmou o governo em resposta \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de Pillay. Ao falar, no dia 2, nas celebra\u00e7\u00f5es pelo anivers\u00e1rio do Partido da Liberta\u00e7\u00e3o do Sri Lanka, Rajapaksa disse que seu governo n\u00e3o ceder\u00e1 diante das press\u00f5es estrangeiras.<\/p>\n<p>\u201cEla tem sua pr\u00f3pria agenda\u201d, disse Ithakandhe Sadathissa, monge budista e presidente da Organiza\u00e7\u00e3o Nacional de Poder Ravana, grupo nacionalista que realizou protestos diante do escrit\u00f3rio da ONU em Colombo em duas ocasi\u00f5es durante a visita de Pillay. \u201cEla veio aqui reunir dados para depois partir e criticar o pa\u00eds e o governo\u201d, opinou \u00e0 IPS. O ministro de Habita\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os de Engenharia, Wimal Weeravansha, e o porta-voz do governo e ministro das Comunica\u00e7\u00f5es, Keheliya Rambukwella, tamb\u00e9m acusaram Pillay de ter uma agenda pr\u00e9-estabelecida.<\/p>\n<p>\u201cExortamos as pessoas a virem e verem tudo por si mesmas, em lugar de se deixarem guiar por propaganda\u201d, afirmou o chanceler do Sri Lanka, Gamini Lakshman Peiris, durante uma visita a Nova D\u00e9lhi, poucos dias antes da chegada de Pillay. \u201cQueremos que o mundo veja o que est\u00e1 acontecendo no Sri Lanka\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera da visita, o governo criou uma comiss\u00e3o dedicada a investigar os desaparecimentos for\u00e7ados e elaborar uma r\u00edgida legisla\u00e7\u00e3o contra estas. No que foi a mais longa das visitas que j\u00e1 fez, at\u00e9 agora a 60 pa\u00edses, Pillay p\u00f4de interagir com uma ampla gama de representantes, algo pelo qual agradeceu ao governo. Em Jaffna se reuniu com 15 representantes de cerca de 300 fam\u00edlias de desaparecidos que se manifestavam diante da biblioteca p\u00fablica da cidade.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 passaram quatro anos do final da guerra. As pessoas precisam de respostas sobre o que ocorreu com seus seres amados\u201d, disse o padre cat\u00f3lico Emmanuel Sebamalai, do distrito de Mannar. Os manifestantes \u201cse reuniram com ela porque sentiam que podia ajud\u00e1-los a receber algum tipo de repara\u00e7\u00e3o\u201d, contou \u00e0 IPS. Pillay tamb\u00e9m participou de uma cerim\u00f4nia que comemorou o Dia dos Desaparecidos, em Colombo, no dia \u00a031 de agosto. \u201cA alta comiss\u00e1ria prometeu nos ajudar\u201d, disse Sandya Ekanaligoda, mulher do desenhista Prageeth Ekanaligoda, desaparecido em janeiro de 2010. \u201cContinuarei buscando meu marido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o que Pillay fez antes de partir seguramente constitu\u00eda o eixo central do informe que far\u00e1 perante o Conselho de Direitos Humanos no final de setembro. Provavelmente, tamb\u00e9m apresente as den\u00fancias feitas pelos civis e ativistas com os quais conversou. \u201cA visita de Pillay ajudar\u00e1 a manter o Sri Lanka na agenda do Conselho de Direitos Humanos\u201d, disse \u00e0 IPS o ativista Ruki Fernando. \u201cSeu informe indicar\u00e1 se as mudan\u00e7as que ocorrem no Sri Lanka s\u00e3o superficiais ou genu\u00ednas\u201d, disse, por sua vez, \u00e0 IPS Ming Yu, pesquisador do escrit\u00f3rio australiano da Anistia Internacional. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><object id=\"7ab8f9d8-197a-bfb4-7959-9b8319bea0ac\" width=\"0\" height=\"0\" type=\"application\/gas-events-abn\"><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Colombo, Sri Lanka, 4\/9\/2013 &ndash; Como se esperava, a visita ao Sri Lanka de Navanethem &ldquo;Navi&rdquo; Pillay, alta comiss&aacute;ria das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Direitos Humanos, gerou tens&otilde;es com o governo, cada vez mais pressionado pela comunidade internacional. 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