{"id":16728,"date":"2013-10-14T12:52:04","date_gmt":"2013-10-14T12:52:04","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=100545"},"modified":"2013-10-14T12:52:04","modified_gmt":"2013-10-14T12:52:04","slug":"swat-nao-esta-em-paz-com-malala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/10\/ultimas-noticias\/swat-nao-esta-em-paz-com-malala\/","title":{"rendered":"Swat n\u00e3o est\u00e1 em paz com Malala"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_100547\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/malala640.jpg\"><img class=\" wp-image-100547 \" alt=\"malala640 Swat n\u00e3o est\u00e1 em paz com Malala\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/malala640.jpg\" width=\"529\" height=\"321\" title=\"Swat n\u00e3o est\u00e1 em paz com Malala\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Muito mais meninas v\u00e3o \u00e0 escola no Paquist\u00e3o depois do atentado contra Malala Yousafzai, h\u00e1 um ano. Foto: Ashfaq Yusufzai\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o as valentes estudantes da madrasa (escola religiosa isl\u00e2mica) Jamia Hafsa, em Islamabad, que deveriam ter recebido um pr\u00eamio, acrescentou Shahid. Em 2007, essas estudantes enfrentaram for\u00e7as policiais. Naquele ano, o Nobel da Paz foi para a Organiza\u00e7\u00e3o para a Proibi\u00e7\u00e3o das Armas Qu\u00edmicas. Mas o Parlamento Europeu concedeu a Malala, ativista pelo direito das mulheres \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, o Pr\u00eamio Sakharov para a Liberdade de Consci\u00eancia, anunciado no dia 10.<\/p>\n<p>\u201cO movimento isl\u00e2mico Talib\u00e3 n\u00e3o perder\u00e1 a oportunidade de matar Malala Yousafzai, e tamb\u00e9m ser\u00e3o alvo de ataque aqueles que venderem seu livro\u201d, afirmou Shahid. A jovem, agora com 16 anos, relatou suas experi\u00eancias no livro Eu Sou Malala, que escreveu em coautoria com a jornalista brit\u00e2nica Christina Lamb. Entretanto, em uma silenciosa resposta \u00e0s amea\u00e7as do Talib\u00e3, aumentou o n\u00famero de meninas que estudam na Escola P\u00fablica Jushal, a mesma que Malala frequentava. \u201cEm 2009, t\u00ednhamos 450 estudantes, e agora chegamos a 700\u201d, disse \u00e0 IPS Subjan Shah, que d\u00e1 aula na escola, acrescentando que \u201cmuitos pais querem educar suas filhas\u201d.<\/p>\n<p>Mohammad Atif, ministro da Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria em Jyber Pajtunjwa (ex-Prov\u00edncia da Fronteira Nordeste), disse \u00e0 IPS que este ano seu distrito investiu US$ 660 milh\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o e que est\u00e1 sendo dada maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o feminina. \u201cEm uma campanha especial de matr\u00edculas, a partir de 1\u00ba de setembro deste ano admitimos nas escolas 115 mil meninos e meninas que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o estavam matriculados. Mais de 60 mil eram meninas. Tamb\u00e9m reconstru\u00edmos 650 das 750 escolas danificadas pelo Talib\u00e3\u201d, detalhou o ministro.<\/p>\n<p>Em 9 de outubro de 2012, Malala, ent\u00e3o estudante secundarista de 14 anos, recebeu disparos na cabe\u00e7a e no pesco\u00e7o, a queima-roupa, quando se dirigia para sua casa ap\u00f3s deixar a escola de Mingora, a cidade mais importante do Vale de Swat. Pouco depois foi submetida a uma cirurgia no hospital militar de Peshawar para retirada do proj\u00e9til alojado no cr\u00e2nio, e em seguida foi levada para a Gr\u00e3-Bretanha, onde passou por mais quatro opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o atentado, \u201ccresceu a avidez das meninas para se educarem\u201d, contou Mushtari Begum, encarregado de ensino em Swat. \u201cA maioria das meninas a consideram um modelo a seguir\u201d, afirmou. As matr\u00edculas femininas nas escolas prim\u00e1rias passaram de 85.650 em 2010, para 126.678 este ano, segundo informa\u00e7\u00e3o oficial.<\/p>\n<p>Malala come\u00e7ou a ser conhecida em 2009, quando iniciou um blog no site da BBC, em l\u00edngua urdu, no qual fazia campanha a favor da educa\u00e7\u00e3o das meninas, que justamente o Talib\u00e3 havia proibido sob amea\u00e7a de morte. Apesar de usar pseud\u00f4nimo, sabia-se que ela era a autora do blog, e ganhou fama mundial, explicou \u00e0 IPS a diretora da Escola Secund\u00e1ria Feminina do Governo de Mingora, Zahira Shahid. \u201cDesde ent\u00e3o se converteu na inspira\u00e7\u00e3o das meninas do lugar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cDurante esses tempos dif\u00edceis, quando todos os pol\u00edticos e as organiza\u00e7\u00f5es da sociedade mantinham sil\u00eancio herm\u00e9tico por medo do Talib\u00e3, Malala surgiu como defensora dos direitos das meninas, o que deu for\u00e7a \u00e0 popula\u00e7\u00e3o feminina oprimida\u201d, disse \u00e0 IPS o pol\u00edtico Mohammad Jaffar, do partido Paquist\u00e3o Tehreek Insaf, liderado pelo ex-jogador de cr\u00edquete Imran Kan. Por\u00e9m, Jaffar se surpreende que a resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a Malala tenha aumentado no cen\u00e1rio internacional. \u201cN\u00e3o houve nenhuma celebra\u00e7\u00e3o em 9 de outubro, dia em que foi baleada e sobreviveu\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u201cA popula\u00e7\u00e3o local se sente tra\u00edda por Malala\u201d, afirmou \u00e0 IPS, Ghufran Ali, professor do Degree College de Swat. \u201cEla abandonou o povo de Swat, que dever\u00e1 continuar suportando o Talib\u00e3\u201d, ressaltou. Esse fato veio \u00e0 tona pela cobertura dada pela imprensa internacional, refletindo o interesse do Ocidente, pontuou. Segundo Ali, \u201cMalala e suas amigas Shazia Ramzan e Kainat Riaz, que ficaram feridas no ataque, foram para a Gr\u00e3-Bretanha receber educa\u00e7\u00e3o gratuita, mas o que acontece com as outras milhares que se sentem no fio da navalha cada vez que entram e saem da escola? Se ela tivesse voltado de visita ap\u00f3s se recuperar, as pessoas estariam exultantes\u201d.<\/p>\n<p>Abdul Hakim, comerciante no principal mercado de Swat, disse que, apesar da campanha pelo Nobel, \u201cn\u00e3o h\u00e1 celebra\u00e7\u00f5es em Swat nem em nenhuma outra parte do Paquist\u00e3o, o que significa que o povo n\u00e3o est\u00e1 feliz com ela\u201d. Para Mushtaq Ali, formado em inform\u00e1tica e desempregado, \u201cas pessoas sabem que Malala n\u00e3o voltar\u00e1 a Swat, e isso as desagrada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00eddia internacional promove Malala porque foi ferida em um ataque do Talib\u00e3, mas est\u00e1 alheia aos assassinatos seletivos dos membros do comit\u00ea para a paz, tamb\u00e9m cometidos pelo Talib\u00e3\u201d, apontou Mushtaq. \u201cA cada m\u00eas s\u00e3o assassinadas em Swat entre dez e 15 pessoas contr\u00e1rias ao Talib\u00e3. Malala e sua fam\u00edlia desfrutam sua liberdade a milhares de quil\u00f4metros daqui\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, houve protestos quando o governo batizou o Degree College de Swat com o nome de Malala. Os manifestantes diziam que dessa forma se colocava em perigo as vidas das alunas. A decis\u00e3o foi revogada a pedido da pr\u00f3pria jovem. Por\u00e9m, nem tudo \u00e9 cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o a Malala. H\u00e1 os que de decepcionaram por ela n\u00e3o ganhar o Nobel.<\/p>\n<p>\u201cCancelamos nossas celebra\u00e7\u00f5es ao sabermos que n\u00e3o havia ganho. Por\u00e9m, esperamos que continue sua luta pela promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o feminina em Swat\u201d, disse \u00e0 IPS o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Professores de Swat, Zahid Kan. O professor de Malala, Fazal Jaliq, afirmou que os alunos da Escola P\u00fablica Jushal est\u00e3o tristes por ela n\u00e3o ter ganho o Nobel. \u201cMas ainda \u00e9 muito jovem e pode ganh\u00e1-lo no pr\u00f3ximo ano. Sua indica\u00e7\u00e3o nos deixou imensamente alegres\u201d, enfatizou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; S&atilde;o as valentes estudantes da madrasa (escola religiosa isl&acirc;mica) Jamia Hafsa, em Islamabad, que deveriam ter recebido um pr&ecirc;mio, acrescentou Shahid. Em 2007, essas estudantes enfrentaram for&ccedil;as policiais. Naquele ano, o Nobel da Paz foi para a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Proibi&ccedil;&atilde;o das Armas Qu&iacute;micas. 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