{"id":16810,"date":"2013-10-31T12:01:59","date_gmt":"2013-10-31T12:01:59","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=101776"},"modified":"2013-10-31T12:01:59","modified_gmt":"2013-10-31T12:01:59","slug":"redes-protetoras-de-animais-nas-ruas-cubanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/10\/ultimas-noticias\/redes-protetoras-de-animais-nas-ruas-cubanas\/","title":{"rendered":"Redes protetoras de animais nas ruas cubanas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_101777\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/perrito-629x405.jpg\"><img class=\" wp-image-101777 \" alt=\"perrito 629x405 Redes protetoras de animais nas ruas cubanas\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/perrito-629x405.jpg\" width=\"529\" height=\"305\" title=\"Redes protetoras de animais nas ruas cubanas\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Capit\u00e1n est\u00e1 sob cuidados da Associa\u00e7\u00e3o Canina da Universidade de Havana. Foto: Jorge Luis Ba\u00f1os\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Havana, Cuba, 31\/20\/2013 \u2013 O gato tinha a pele queimada e seus olhos saltavam das \u00f3rbitas quando a aposentada Neida Gonz\u00e1lez o recolheu em uma rua da capital cubana. O felino, que hoje se chama Grenlito, sobreviveu gra\u00e7as a essa protetora, que cuida de um harmonioso grupo de nove animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 perdi a conta da quantidade que salvei. Tamb\u00e9m dou de comer a 16 gatos que vivem na garagem do meu pr\u00e9dio\u201d, contou \u00e0 IPS essa mulher que desde muito jovem acolhe em seu apartamento c\u00e3es e outros animais de rua e ajuda em campanhas organizadas pela popula\u00e7\u00e3o de castra\u00e7\u00f5es e imuniza\u00e7\u00e3o contra parasitas em massa. \u201cCom os anos foram sendo criadas redes de pessoas dedicadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de animais. Avisamos sobre as campanhas veterin\u00e1rias e apoiamos com comida e medicamento\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, projetos comunit\u00e1rios e pessoas sem uma filia\u00e7\u00e3o espec\u00edfica integram um movimento de respeito, amor e ajuda aos animais, em um pa\u00eds onde n\u00e3o existe locais de tr\u00e2nsito (asilos ou abrigos), que facilitem a ado\u00e7\u00e3o de c\u00e3es e gatos abandonados.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso encontrar o sustento econ\u00f4mico para um lugar de tr\u00e2nsito\u201d, afirmou \u00e0 IPS a presidente da n\u00e3o governamental Associa\u00e7\u00e3o Cubana de Prote\u00e7\u00e3o de Animais e Plantas (Aniplant), Nora Garc\u00eda. A entidade com sede em Havana se dedica a fomentar o respeito e o cuidado com a natureza. \u201cMas a solu\u00e7\u00e3o tem de ser mais integral, vinculando um programa de esteriliza\u00e7\u00e3o maci\u00e7a. Propomos evitar os nascimentos indesejados, em lugar de matar os animais que ningu\u00e9m quer\u201d, destacou Garc\u00eda a respeito de uma ideia defendida e levada \u00e0 pr\u00e1tica desde 1992 pela organiza\u00e7\u00e3o que dirige.<\/p>\n<p>A Aniplant realizou em 2012 mais de quatro mil castra\u00e7\u00f5es (pagas e gratuitas), a maioria na capital e nas prov\u00edncias de Holgu\u00edn, Artemisa, Matanzas, Camag\u00fcey e o munic\u00edpio especial Ilha da Juventude, onde est\u00e1 presente. Outras entidades, como a Associa\u00e7\u00e3o Cubana de Amantes dos Gatos, realizam campanhas sanit\u00e1rias gratuitas.<\/p>\n<p>Um triste destino paira sobre os animais de rua. Carros estatais que controlam as zoonoses recolhem regularmente c\u00e3es sem dono e os agressivos para impedir, entre outras coisas, o cont\u00e1gio da raiva, que pode ser mortal para os humanos. As autoridades sanit\u00e1rias os levam a asilos caninos onde s\u00e3o sacrificados aqueles que ningu\u00e9m reclama dentro de determinado per\u00edodo.<\/p>\n<p>C\u00e3es e gatos sem lar, sobretudo cachorros, costumam ser usados como presas para o treinamento dos chamados \u201cc\u00e3es de luta\u201d. Essas lutas clandestinas, com seguidores em zonas urbanas perif\u00e9ricas e rurais, se associam ao jogo ilegal, punido no C\u00f3digo Penal com multas ou pris\u00e3o de dois a tr\u00eas anos. Al\u00e9m disso, os animais de rua podem ser atropelados por algum ve\u00edculo, violentados por pessoas inescrupulosas, sofrer doen\u00e7as sem receber cuidados m\u00e9dicos e se converter em foco infeccioso, que afetaria inclusive os seres humanos.<\/p>\n<p>\u201cMaltrata-se muito o animal, consciente e inconscientemente. Por isso enfatizamos o componente educativo e a forma\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes no cuidado e no amor. Promovemos a prote\u00e7\u00e3o afetiva, que vai al\u00e9m de dar comida e contempla aspectos como vacinar e controlar sua reprodu\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Garc\u00eda. Por\u00e9m, o ativismo trabalha em um contexto legal pobre, onde h\u00e1 apenas algumas regulamenta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e para a explora\u00e7\u00e3o de animais de carga.<\/p>\n<p>Por isso, a Aniplant apresenta sistematicamente, sem \u00eaxito, desde 1988, um anteprojeto de Lei de Prote\u00e7\u00e3o Animal ao Minist\u00e9rio da Agricultura, acrescentou Garc\u00eda. A \u00faltima dessas propostas foi apresentada em 2007 e contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o do n\u00e3o governamental Conselho Cient\u00edfico Veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Punir o abandono, a posse irrespons\u00e1vel e o uso de mecanismos dolorosos para sacrif\u00edcios nos asilos e matadouros da ind\u00fastria da carne integram o anteprojeto, detalhou a ativista. Para Neida Gonz\u00e1lez, uma lei espec\u00edfica permitiria enfrentar mais \u201ca incompreens\u00e3o dos seres humanos\u201d.<\/p>\n<p>Apesar do trabalho das organiza\u00e7\u00f5es e do \u201cex\u00e9rcito invis\u00edvel\u201d, como Garc\u00eda chama a rede protetora, h\u00e1 muito por fazer, especialmente nas prov\u00edncias. \u201cO abandono e a reprodu\u00e7\u00e3o descontrolada nas casas enchem as ruas, porque e f\u00eamea de rua quase nunca pega ninhada\u201d, acrescentou. Os altos pre\u00e7os dos alimentos e de muitos rem\u00e9dios encarecem a posse de animais de estima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rosario Tio, moradora no munic\u00edpio do Cerro, em Havana, aumenta a dieta de seu pastor alem\u00e3o Chagui com sobras de comida coletada por seus vizinhos. \u201cMinha poupan\u00e7a piorou. N\u00e3o posso comprar sempre carne e vacinas, que s\u00e3o vendidas apenas em CUC\u201d (moeda forte equivalente a US$ 1), contou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>A Sociedade Civil Patrim\u00f4nio, Comunidade e Meio Ambiente, do Escrit\u00f3rio do Historiador da Cidade (OHC) realiza imuniza\u00e7\u00e3o contra parasitas em massa e gratuita no centro hist\u00f3rico da capital. A entidade tenta h\u00e1 anos criar um abrigo canino com fins de ado\u00e7\u00e3o e aprovou a acolhida de animais em casas-museus e jardins. Muitos deles passeiam pelo centro hist\u00f3rico com uma identifica\u00e7\u00e3o no pesco\u00e7o, com sua foto, nome e entidade protetora.<\/p>\n<p>O museu Casa da Obrap\u00eda adotou, h\u00e1 oito e dois anos, respectivamente, a cadela Canela e o gato Jun\u00edpero. \u201cDamos comida e cuidados m\u00e9dicos a eles. Tamb\u00e9m s\u00e3o uma atra\u00e7\u00e3o, porque os visitantes se espantam ao encontr\u00e1-los aqui\u201d, contou sua diretora, Janet Quiroga. Na rede social Facebook aparece o projeto Prote\u00e7\u00e3o Animais da Cidade, PAC-Cuba, que se define como \u201cum grupo de pessoas que trabalham para reduzir o n\u00famero de animais nas ruas de Havana\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Havana, Cuba, 31\/20\/2013 &ndash; O gato tinha a pele queimada e seus olhos saltavam das &oacute;rbitas quando a aposentada Neida Gonz&aacute;lez o recolheu em uma rua da capital cubana. 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