{"id":16839,"date":"2013-11-06T11:58:49","date_gmt":"2013-11-06T11:58:49","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=102208"},"modified":"2013-11-06T11:58:49","modified_gmt":"2013-11-06T11:58:49","slug":"turismo-na-africa-oriental-muito-perto-da-guerra-no-congo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/turismo-na-africa-oriental-muito-perto-da-guerra-no-congo\/","title":{"rendered":"Turismo na \u00c1frica oriental muito perto da guerra no Congo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_102209\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/gorilla-629x419.jpg\"><img class=\" wp-image-102209 \" alt=\"gorilla 629x419 Turismo na \u00c1frica oriental muito perto da guerra no Congo\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/gorilla-629x419.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Turismo na \u00c1frica oriental muito perto da guerra no Congo\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O presidente do Qu\u00eania, Uhuru Kanyatta, disse o visto \u00fanico permitir\u00e1 promover a riqueza natural da regi\u00e3o. Foto: Hjalmar Gislason\/CC By 2.0<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Goma, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, 6\/11\/2013 \u2013 A maioria dos pa\u00edses da Comunidade Africana Oriental (CAO) se comprometeu em adotar um visto comum para promover o turismo na regi\u00e3o. Contudo, a Tanz\u00e2nia \u00e9 d\u00favida, por causa do conflito na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC). A CAO est\u00e1 formada por Burundi, Qu\u00eania, Ruanda, Tanz\u00e2nia e Uganda. No dia 2 de agosto, Qu\u00eania, Ruanda e Uganda assinaram um acordo para adotar o visto tur\u00edstico \u00fanico a partir de janeiro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>\u201cO visto custar\u00e1 US$ 100 e ter\u00e1 validade de 90 dias. O pa\u00eds de entrada cobrar\u00e1 a tarifa\u201d, disse \u00e0 IPS Peter Okota, oficial de imigra\u00e7\u00e3o de Kampala, capital ugandesa. Cada pa\u00eds receber\u00e1 US$ 30 e os US$ 10 restantes ser\u00e3o destinados a cobrir os custos operacionais. Atualmente, o turista que deseja visitar qualquer dos cinco pa\u00edses da CAO precisa pagar entre US$ 250 e US$ 300, e somente o Qu\u00eania reconhece um visto emitido por outro membro do bloco.<\/p>\n<p>No entanto, os esfor\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o s\u00e3o travados pelos complexos conflitos b\u00e9licos regionais. Suspeita-se que Ruanda e Uganda apoiam os rebeldes do Movimento 23 de Mar\u00e7o (M23), que operam no leste congolense, enquanto a Tanz\u00e2nia fornece soldados para a nova brigada de interven\u00e7\u00e3o da Miss\u00e3o de Estabiliza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas na RDC (Monusco), com capacidade para usar a for\u00e7a. \u201cA participa\u00e7\u00e3o da Tanz\u00e2nia na nova brigada contra o M23 tem uma raz\u00e3o\u201d, disse Godefroid Ka-Mana, presidente do Instituto do Polo dos Grandes Lagos, com sede em Goma, no leste da RDC.<\/p>\n<p>Os soldados tanzanianos, que ajudaram em agosto o ex\u00e9rcito do Congo a expulsar o M23 de seu reduto estrat\u00e9gico 15 quil\u00f4metros ao norte de Goma, perderam dois homens nos combates. Um terceiro soldado morreu no dia 26 de outubro em confrontos entre for\u00e7as da RDC, a brigada especial da Monusco e o M23. Os combates come\u00e7aram no dia anterior nos distritos congolenses de Kibumba, Kiwanja, Rutshuru e Rumangabo, todos reclamados pelos rebeldes.<\/p>\n<p>Thomas d\u2019Aquin Mwiti, presidente da Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Kivu do Norte, disse \u00e0 IPS que a morte de soldados da Tanz\u00e2nia inevitavelmente afetar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es desse pa\u00eds com as na\u00e7\u00f5es acusadas de apoiarem o M23. Diog\u00e8ne Musoni, professor de economia na Escola Universit\u00e1ria de Turismo de Ruanda, acredita que a Tanz\u00e2nia est\u00e1 mais comprometida com a Comunidade de Desenvolvimento da \u00c1frica Austral (SADC) do que com a CAO, e que vacila sobre o rumo de integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que este \u00faltimo bloco est\u00e1 tomando.<\/p>\n<p>O visto \u00fanico permitir\u00e1 aumentar em 50% a renda tur\u00edstica da CAO nos primeiros cinco anos de sua implanta\u00e7\u00e3o, previu Musoni \u00e0 IPS. \u201cEsse visto facilitar\u00e1 as coisas para quem deseja visitar atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas da \u00c1frica oriental\u201d, ressaltou. O porta-voz do Minist\u00e9rio do Turismo da Tanz\u00e2nia se negou a comentar por telefone \u201cas opini\u00f5es de intelectuais ruandeses\u201d, mas garantiu que a CAO continua sendo t\u00e3o importante quanto a SADC para seu governo.<\/p>\n<p>Em setembro, o ministro tanzaniano para a CAO, Samuel Sitta, disse aos jornalistas que seu pa\u00eds n\u00e3o se deixaria pressionar para acelerar um processo de integra\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fosse sustent\u00e1vel. Sitta afirmou suspeitar que os tr\u00eas pa\u00edses participantes do plano do visto \u00fanico queriam isolar a Tanz\u00e2nia. \u201cAs \u00e1reas de coopera\u00e7\u00e3o nas quais trabalham os tr\u00eas pa\u00edses n\u00e3o s\u00e3o diferentes das que discutimos coletivamente durante a administra\u00e7\u00e3o de Mwai Kibaki (presidente do Qu\u00eania entre 2009 e 2013). Se decidiram nos isolar, tudo o que podemos fazer \u00e9 deix\u00e1-los sozinhos e lhes desejar sorte\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em uma declara\u00e7\u00e3o publicada em setembro, o governo de Burundi disse que o acordo entre os tr\u00eas pa\u00edses para o visto comum enchia de d\u00favidas os demais membros do grupo. Embora admitindo que a carta da CAO permite este tipo de acordo r\u00e1pido, insistiu que as decis\u00f5es devem ser tomadas por consenso entre todos os membros. Entretanto, no mesmo dia da assinatura do acordo, 2 de agosto, a ministra ruandesa para a CAO, Jacqueline Muhongayire, afirmou que \u201cqueremos deixar claro que os outros dois pa\u00edses (Burundi e Tanz\u00e2nia) n\u00e3o foram deixados de lado. Podem optar por esse acordo quando o considerarem uma prioridade\u201d.<\/p>\n<p>Okota afirmou que a ado\u00e7\u00e3o do visto comum vem demorando desde 2006 por problemas de seguran\u00e7a e infraestrutura, e que ainda h\u00e1 diverg\u00eancias sobre as tarifas e a distribui\u00e7\u00e3o da renda entre os pa\u00edses. \u201cAinda h\u00e1 pequenos problemas com os pre\u00e7os e a distribui\u00e7\u00e3o do dinheiro\u201d, afirmou \u00e0 IPS a diretora interina do Escrit\u00f3rio Nacional de Turismo de Burundi, Denise Nijimbere.<\/p>\n<p>O presidente queniano afirmou que o visto comum \u00e9 a \u00fanica forma de a CAO atrair grande quantidade de turistas. \u201cO objetivo \u00e9 promover os gorilas de Ruanda, de Uganda e Burundi e a fauna do Qu\u00eania e da Tanz\u00e2nia como um s\u00f3 pacote\u201d, destacou Kenyatta em um f\u00f3rum de turismo no m\u00eas passado em seu pa\u00eds. E acrescentou que espera que o visto comum seja implantado por todos os membros da CAO antes do final de 2014. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Goma, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, 6\/11\/2013 &ndash; A maioria dos pa&iacute;ses da Comunidade Africana Oriental (CAO) se comprometeu em adotar um visto comum para promover o turismo na regi&atilde;o. Contudo, a Tanz&acirc;nia &eacute; d&uacute;vida, por causa do conflito na Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (RDC). 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