{"id":16842,"date":"2013-11-06T11:32:47","date_gmt":"2013-11-06T11:32:47","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=102194"},"modified":"2013-11-06T11:32:47","modified_gmt":"2013-11-06T11:32:47","slug":"uruguai-aspira-ser-centro-logistico-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/uruguai-aspira-ser-centro-logistico-regional\/","title":{"rendered":"Uruguai aspira ser centro log\u00edstico regional"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_102196\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Clipboard02-629x292.jpg\"><img class=\" wp-image-102196 \" alt=\"Clipboard02 629x292 Uruguai aspira ser centro log\u00edstico regional\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Clipboard02-629x292.jpg\" width=\"529\" height=\"292\" title=\"Uruguai aspira ser centro log\u00edstico regional\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Localiza\u00e7\u00e3o do projetado terminal (em rosa) na costa de Rocha, entre La Paloma, na parte inferior esquerda, e Cabo Polonio, \u00e0 direita, acima. Foto: Comiss\u00e3o Interministerial do Porto de \u00c1guas Profundas<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Montevid\u00e9u, Uruguai, 6\/11\/2013 \u2013 O pequeno Uruguai pode se converter em um grande polo log\u00edstico do Cone Sul-Americano com o porto de \u00e1guas profundas que o governo planeja instalar em uma zona tur\u00edstica no Oceano Atl\u00e2ntico. O projeto \u00e9 pol\u00eamico nesse pa\u00eds, pois vai reestruturar uma \u00e1rea tur\u00edstica e agreste. Contudo, tamb\u00e9m competir\u00e1 com terminais de seus dois grandes vizinhos, Brasil e Argentina, sendo que j\u00e1 h\u00e1, com Buenos Aires, tens\u00f5es comerciais e uma rivalidade portu\u00e1ria que data da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola.<\/p>\n<p>Fontes governamentais ouvidas pela IPS indicam que o terminal ser\u00e1 constru\u00eddo em etapas e, por sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e seu calado natural de 20 metros, se coloca como ponto de embarque de min\u00e9rios e gr\u00e3os de pa\u00edses vizinhos a custos menores. O ministro de Transporte e Obras P\u00fablicas do Uruguai, Enrique Pintado, disse \u00e0 IPS que o projeto deveria ser como \u201cuma cooperativa\u201d de todos os pa\u00edses da regi\u00e3o para economizar custos com frete e chegar com \u201cpre\u00e7os menos distorcidos\u201d aos pontos de destino, principalmente o sudeste asi\u00e1tico e a China.<\/p>\n<p>Segundo um documento da Comiss\u00e3o Interministerial do Porto de \u00c1guas Profundas, o terminal poderia gerar economia de 50% em custos log\u00edsticos para determinados fluxos da regi\u00e3o com destino \u00e0 \u00c1sia, captando uma carga de 50 milh\u00f5es de toneladas ao ano. O ministro afirmou que outros portos regionais est\u00e3o \u201csaturados\u201d, como o de Santos, o maior da Am\u00e9rica Latina, pelo fato de \u201co tempo de espera para atraca\u00e7\u00e3o ser excessivo\u201d.<\/p>\n<p>Para o subsecret\u00e1rio de Transporte e integrante da Comiss\u00e3o Interministerial, Pablo Genta, a chave do sucesso \u00e9 a profundidade natural. Hoje, com portos no Atl\u00e2ntico que t\u00eam cerca de 12 metros de calado, pode-se chegar a movimentar cargas de 60 mil toneladas por navio. O porto de Rocha poder\u00e1 mais do que duplicar essa capacidade, pois receber\u00e1 embarca\u00e7\u00f5es de at\u00e9 160 mil toneladas, destacou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>O porto de Santos movimenta uma carga anual superior a cem milh\u00f5es de toneladas. \u201cO porto de Montevid\u00e9u em seus melhores anos movimenta 12 milh\u00f5es de toneladas\u201d, detalhou Genta. E o terminal de Buenos Aires pouco passou dos 11 milh\u00f5es de toneladas no ano passado. O Uruguai quer atrair uma boa por\u00e7\u00e3o dos embarques de gr\u00e3os e minerais que Brasil, Bol\u00edvia, Argentina e Paraguai enviam para a China e o sudeste asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>Entretanto, Genta destacou que o Uruguai ter\u00e1 volumes de produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3prios que justifiquem a obra, em refer\u00eancia ao projeto Aratir\u00ed, no centro do pa\u00eds, onde a empresa indiana Zamin Ferrous pretende extrair 18 milh\u00f5es de toneladas de mineral de ferro por ano, enviando-as para a costa por um minerioduto. No momento s\u00e3o realizados estudos econ\u00f4micos, topogr\u00e1ficos e de hidr\u00e1ulica marinha, al\u00e9m de f\u00edsico-qu\u00edmicos para tra\u00e7ar uma linha de base ambiental, com a inten\u00e7\u00e3o de que as obras sejam licitadas e atribu\u00eddas no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Em janeiro foi aprovada a lei que habilitou o porto no departamento de Rocha, em uma \u00e1rea que hoje corresponde aos balne\u00e1rios de Mar del Plata, El Palenque e San Francisco. \u00c9 necess\u00e1rio expropriar terrenos para dispor de uma \u00e1rea de 3.027 hectares. Em julho, o governo convocou manifesta\u00e7\u00f5es de interesse por parte de potenciais usu\u00e1rios do terminal.<\/p>\n<p>As costas de Mar del Plata, El Palenque e San Francisco est\u00e3o pouco habitadas. Suas areias brancas, vegeta\u00e7\u00e3o agreste e ondas brancas fazem parte de uma faixa de praias de 46 quil\u00f4metros e em cujos extremos ficam La Paloma, a maior cidade tur\u00edstica de Rocha, e Cabo Polonio, inacess\u00edvel por estrada e que abriga um santu\u00e1rio natural de dunas m\u00f3veis.<\/p>\n<p>Os opositores ao porto, especialmente o Movimento por um Uruguai Sustent\u00e1vel, dizem que n\u00e3o h\u00e1 nenhum elemento que permita prever que os pa\u00edses vizinhos se interessar\u00e3o em utiliz\u00e1-lo. E acrescentam que a \u00fanica promessa de carga \u00e9 a mina a c\u00e9u aberto de Aratir\u00ed, que ainda n\u00e3o tem todas as autoriza\u00e7\u00f5es e gera uma forte oposi\u00e7\u00e3o social. J\u00e1 h\u00e1 recursos legais contra a habilita\u00e7\u00e3o do porto.<\/p>\n<p>O ministro Pintado insiste que o Uruguai n\u00e3o pode deixar de aproveitar o fato de a \u00c1sia \u201cestar trasladando todos seus interesses de investimentos e neg\u00f3cios para seu oeste e rompendo com a l\u00f3gica Norte-Sul\u201d. No m\u00e9dio prazo seriam integradas as cargas de gr\u00e3os e ferros l\u00edquidos e a granel, especialmente petr\u00f3leo e seus refinados, acrescentou. As autoridades estimam o custo em US$ 1 bilh\u00e3o, um investimento que ser\u00e1 feito em etapas, \u201ccomo as camadas de uma cebola\u201d, pontuou.<\/p>\n<div id=\"attachment_102197\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 550px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Stk_13401.jpg\"><img class=\" wp-image-102197 \" alt=\"Stk 13401 Uruguai aspira ser centro log\u00edstico regional\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Stk_13401.jpg\" width=\"540\" height=\"319\" title=\"Uruguai aspira ser centro log\u00edstico regional\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vista do Porto de Montevid\u00e9u desde o morro. Foto: Daniel Stonek CC BY 30<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os diferentes terminais ser\u00e3o constru\u00eddos na medida em que os pa\u00edses vizinhos e o setor privado manifestarem interesse. A empresa Corpora\u00e7\u00e3o Nav\u00edos SA, que opera em regime de zona franca no porto Nueva Palmira, na conflu\u00eancia dos rios Uruguai e Paran\u00e1, acompanha de perto o processo e aspira investir no terminal de Rocha, talvez mediante contrato de participa\u00e7\u00e3o p\u00fablico-privada. A firma armazena e transfere para navios de ultramar cargas de Argentina, Brasil, Bol\u00edvia, Paraguai e Uruguai, que chegam em barca\u00e7as pela hidrovia.<\/p>\n<p>O engenheiro Ruben Mart\u00ednez, diretor da empresa, explicou \u00e0 IPS que muitas dessas embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o saem \u201ccompletas\u201d.\u00a0 Disse que \u201ch\u00e1 mercadorias, como o min\u00e9rio de ferro, que exigem navios maiores, e estes necessitam de \u2018stop off\u2019 (escala) em outro porto para completar sua carga\u201d. Por isso, acrescentou, poderiam ser complementares as atividades de Nueva Palmira e as do terminal de \u00e1guas profundas de Rocha.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de Buenos Aires de proibir que suas exporta\u00e7\u00f5es sejam reembarcadas em terminais uruguaios, adotada no final de outubro, acrescenta novas incertezas ao projeto de Rocha. No momento, o principal afetado \u00e9 Montevid\u00e9u, um porto concentrador de cargas regionais que recebe embarques de v\u00e1rios terminais mar\u00edtimos e fluviais argentinos e os traslada para navios de ultramar.<\/p>\n<p>Se a proibi\u00e7\u00e3o for mantida, poder\u00e1 reduzir em 25% a opera\u00e7\u00e3o de Montevid\u00e9u. O porto Nueva Palmira, o principal do Uruguai, consegue atrair um volume anual de carga pouco acima de 11 milh\u00f5es de toneladas, semelhante ao de seu vizinho e rival Buenos Aires, capital de um pa\u00eds com territ\u00f3rio 16 vezes mais extenso e popula\u00e7\u00e3o 13 vezes maior. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Montevid&eacute;u, Uruguai, 6\/11\/2013 &ndash; O pequeno Uruguai pode se converter em um grande polo log&iacute;stico do Cone Sul-Americano com o porto de &aacute;guas profundas que o governo planeja instalar em uma zona tur&iacute;stica no Oceano Atl&acirc;ntico. O projeto &eacute; pol&ecirc;mico nesse pa&iacute;s, pois vai reestruturar uma &aacute;rea tur&iacute;stica e agreste. 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