{"id":16850,"date":"2013-11-08T12:21:03","date_gmt":"2013-11-08T12:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=102367"},"modified":"2013-11-08T12:21:03","modified_gmt":"2013-11-08T12:21:03","slug":"mudanca-climatica-e-boa-para-os-cocos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/mudanca-climatica-e-boa-para-os-cocos\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 boa para os cocos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_102368\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/coco640.jpg\"><img class=\" wp-image-102368 \" alt=\"coco640 Mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 boa para os cocos\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/coco640.jpg\" width=\"529\" height=\"317\" title=\"Mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 boa para os cocos\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Rosamund Benn segura duas garrafas de \u00f3leo de coco virgem que produziu em sua casa. Foto: Desmond Brown\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Georgetown, Guiana, 8\/11\/2013 \u2013 A mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 uma esp\u00e9cie de ben\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada para Rosamund Benn e outros agricultores da regi\u00e3o agr\u00edcola The Pomeroon, na Guiana. Crescer no neg\u00f3cio do coco n\u00e3o foi nada f\u00e1cil para ela, que durante os \u00faltimos 32 anos trabalhou em uma planta\u00e7\u00e3o de 20 hectares nessa regi\u00e3o. The Pomeroon tem limites com o Oceano Atl\u00e2ntico ao norte, com a regi\u00e3o das ilhas Esequibo-Demerara Ocidental a leste, com Cuyuni-Mazaruni ao sul, e Barima-Waini a oeste. Se caracteriza por grandes rios, muitas propriedades e frutos, especialmente coco.<\/p>\n<p>O fruto do coqueiro permite obter uma ampla variedade de produtos: \u00e1gua, \u00f3leo, leite e coco dessecado, que t\u00eam demanda regional e internacional. Junto com sua filha e seu marido, Benn produz \u00f3leo de coco virgem em sua casa. De aproximadamente 400 cocos secos se obt\u00e9m entre 19 e 23 litros de \u00f3leo. \u201c\u00c9 um trabalho duro. Ap\u00f3s colher os frutos, os quebramos e extra\u00edmos a polpa, a ralamos e obtemos o leite. Tudo \u00e9 feito \u00e0 m\u00e3o\u201d, contou Benn, de 48 anos, \u00e0 IPS. \u201cCom tr\u00eas pessoas fazendo esse trabalho s\u00f3 se consegue produzir entre 57 e 68 litros de \u00f3leo de coco virgem\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Benn acredita que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica tamb\u00e9m tem um papel importante na quantidade de \u00f3leo que pode produzir. \u201cCom o tempo quente e a esta\u00e7\u00e3o seca, que na Guiana \u00e9 cada vez mais seca, se obt\u00e9m maior rendimento dos cocos\u201d, afirmou. Segundo os cientistas, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica responde pela eleva\u00e7\u00e3o das temperaturas do ar e do mar, por mais secas, chuvas mais intensas, transforma\u00e7\u00f5es nas esta\u00e7\u00f5es tradicionais e por maiores eventos meteorol\u00f3gicos extremos, entre outros.<\/p>\n<p>Janet Lawrence, entomologista jamaicana que trabalha para o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Agr\u00edcola do Caribe, com sede em Trinidad e Tobago, tamb\u00e9m acredita que o aquecimento global pode ter alguns aspectos positivos. Por\u00e9m, com as temperaturas mais elevadas e maior seca, os agricultores deveriam esperar a chegada de muito mais pestes, alertou. \u201cA Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) indica que a cada ano se perde entre 20% e 40% dos cocos e outros cultivos por causa de pestes e enfermidades\u201d, disse Lawrence \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Pamella Thomas, camponesa de Antiga e Barbuda que integra a Rede de Agricultores Caribenhos (CaFAN), disse \u00e0 IPS que, embora os membros de sua associa\u00e7\u00e3o estejam prontos para enfrentar os impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, a maioria dos produtores rurais \u00e9 de idosos e \u201c\u00e9 um pouco mais dif\u00edcil educ\u00e1-los\u201d. Assim, a CaFAN embarcou em uma campanha para dar participa\u00e7\u00e3o aos agricultores mais jovens.<\/p>\n<p>\u201cTamb\u00e9m temos a\u00e7\u00f5es educativas, porque as pessoas sabem que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 acontecendo, mas precisam compreender sua din\u00e2mica, e isso exige educa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Pamella. Embora nas escolas de Antiga se ensine ci\u00eancia agr\u00edcola, \u00e9 necess\u00e1rio modernizar toda a \u00e1rea de estudo, indicou. \u201cEnsina-se o aspecto pr\u00e1tico, mas o triste \u00e9 que ainda se usa m\u00e9todos antigos. N\u00e3o se capacita considerando a mudan\u00e7a clim\u00e1tica ou a agricultura protegida\u201d, acrescentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Vilma da Silva \u00e9 uma pequena produtora de \u00e1gua de coco que tamb\u00e9m vive em The Pomeroon. Dedica-se \u00e0 agricultura h\u00e1 mais de 33 anos e lamenta a falta de apoio e reconhecimento \u00e0s mulheres que praticam essa atividade. \u201cA agricultura \u00e9 um trabalho duro, e as autoridades t\u00eam que trabalhar com os produtores e incentiv\u00e1-los a permanecer na terra\u201d, opinou \u00e0 IPS. \u201cQuando se \u00e9 uma coletora de cocos deve haver o reconhecimento de que se faz um excelente trabalho e que voc\u00ea \u00e9 necess\u00e1ria\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>No Caribe tamb\u00e9m h\u00e1 outros desafios: drenagem deficiente, altos custos de produ\u00e7\u00e3o, falta de mercados rent\u00e1veis e poucas op\u00e7\u00f5es de manufatura e processamento. Vilma acredita que h\u00e1 potencial para produzir grandes volumes de coco e seus derivados. \u201cN\u00e3o usamos nenhum fertilizante e produzimos muito. N\u00e3o temos pestes nem doen\u00e7as. Assim, The Pomeroon pode manter a si mesmo para obter \u00f3leo de coco virgem e \u00e1gua de coco\u201d, destacou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>As agricultores da regi\u00e3o criaram a Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Agroprocessadoras de The Pomeronn, da qual Vilma \u00e9 cofundadora. Gra\u00e7as ao trabalho da associa\u00e7\u00e3o no processamento do fruto, mudou a qualidade de vida de suas integrantes e, em geral, das mulheres da comunidade, pois lhes foi dada oportunidade de manejar seu neg\u00f3cio e gerar uma renda.<\/p>\n<p>Benn afirmou que sua lista de sonhos inclui mercados seguros, sua pr\u00f3pria f\u00e1brica e expandir a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de coco virgem com fins comerciais. \u201cThe Pomeroon tem uma grande variedade de cocos\u201d, disse \u00e0 IPS. Na Guiana o coco \u00e9 o terceiro produto com mais \u00e1rea cultivada, depois do arroz e do a\u00e7\u00facar, com produ\u00e7\u00e3o anual m\u00e9dia entre 90 e cem milh\u00f5es de unidades. \u201cAs mulheres estavam em casa, frequentemente com grandes fam\u00edlias, e precis\u00e1vamos nos ocupar para mantermos a n\u00f3s mesmas. Agora conseguimos\u201d, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Georgetown, Guiana, 8\/11\/2013 &ndash; A mudan&ccedil;a clim&aacute;tica &eacute; uma esp&eacute;cie de ben&ccedil;&atilde;o disfar&ccedil;ada para Rosamund Benn e outros agricultores da regi&atilde;o agr&iacute;cola The Pomeroon, na Guiana. Crescer no neg&oacute;cio do coco n&atilde;o foi nada f&aacute;cil para ela, que durante os &uacute;ltimos 32 anos trabalhou em uma planta&ccedil;&atilde;o de 20 hectares nessa regi&atilde;o. 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