{"id":16885,"date":"2013-11-18T11:43:57","date_gmt":"2013-11-18T11:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=102973"},"modified":"2013-11-18T11:43:57","modified_gmt":"2013-11-18T11:43:57","slug":"terramerica-a-caminho-da-revolucao-energetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/terramerica-a-caminho-da-revolucao-energetica\/","title":{"rendered":"TERRAM\u00c9RICA \u2013 A caminho da revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_102974\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/BrasilHidreleticaSantoAnton.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-102974\" alt=\"BrasilHidreleticaSantoAnton TERRAM\u00c9RICA   A caminho da revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/BrasilHidreleticaSantoAnton.jpg\" width=\"340\" height=\"255\" title=\"TERRAM\u00c9RICA   A caminho da revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As grandes centrais hidrel\u00e9tricas planejadas pelo Brasil, como a de Santo Ant\u00f4nio, s\u00e3o apenas um dos componentes da revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica que esse pa\u00eds protagonizar\u00e1 nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>O Brasil ser\u00e1 protagonista de grandes mudan\u00e7as energ\u00e9ticas nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, em grande parte pela explora\u00e7\u00e3o de suas fabulosas jazidas de petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas, diz o \u00faltimo informe da Ag\u00eancia Internacional de Energia.<\/em><\/p>\n<p>Vars\u00f3via, Pol\u00f4nia, 18 de novembro de 2013 (Terram\u00e9rica).- O consumo e a produ\u00e7\u00e3o de energia est\u00e3o vivendo transforma\u00e7\u00f5es radicais, mas o clima do planeta continua se dirigindo para um aumento de temperatura de 3,6 graus, afirma um informe divulgado durante a confer\u00eancia sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), na capital da Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Brasil desempenhar\u00e1 um papel crucial para acalmar a crescente sede por petr\u00f3leo dos pa\u00edses em desenvolvimento, afirma a edi\u00e7\u00e3o 2013 das Perspectivas da Energia no Mundo, elaborada pela Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE). A proje\u00e7\u00e3o chega at\u00e9 2035 e estabelece que, nessa ocasi\u00e3o, o grosso do crescimento do consumo de petr\u00f3leo e g\u00e1s se mudar\u00e1 para a \u00cdndia e os pa\u00edses do sudeste a asi\u00e1tico e do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Apesar de, em 2035, as fontes de energia renov\u00e1veis e nuclear, que emitem baixa quantidade de di\u00f3xido de carbono (CO2), estarem abastecendo cerca de 40% do crescimento da demanda mundial, as emiss\u00f5es de CO2 do setor energ\u00e9tico ser\u00e3o 20% mais altas. E isso presumindo que os pa\u00edses cumprir\u00e3o todos seus compromissos de redu\u00e7\u00e3o at\u00e9 2020. O Canad\u00e1, por exemplo, n\u00e3o o conseguir\u00e1.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que as emiss\u00f5es cheguem ao seu pico em 2020 e a partir da\u00ed passem a diminuir para que seja poss\u00edvel manter o aumento da temperatura do planeta em menos de dois graus, segundo o Informe Gap 2013, divulgado no dia 5 deste m\u00eas pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).<\/p>\n<p>\u201cSe permanecermos no rumo atual, n\u00e3o nos aproximaremos do objetivo de limitar o aumento a dois graus\u201d, afirmou Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE, em um comunicado que foi divulgado, no dia 12 deste m\u00eas, durante a 19\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 19) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, que se estender\u00e1 at\u00e9 o dia 22, em Vars\u00f3via, na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os subs\u00eddios para combust\u00edveis f\u00f3sseis, cujo custo global chegou em 2012 a US$ 544 bilh\u00f5es, s\u00e3o o principal est\u00edmulo para cruzar o umbral dos dois graus. Essas subven\u00e7\u00f5es governamentais mant\u00eam os pre\u00e7os artificialmente baixos e afetam os \u00eaxitos na redu\u00e7\u00e3o do consumo por maior efici\u00eancia e na ado\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis, diz o informe da AIE.<\/p>\n<p>\u201cNa Bol\u00edvia, o diesel, a gasolina e o g\u00e1s natural est\u00e3o fortemente subsidiados, por isso \u00e9 quase imposs\u00edvel trabalhar com fontes renov\u00e1veis\u201d, apontou Dirk Hoffmann, diretor do Instituto Boliviano da Montanha em La Paz, na Bol\u00edvia. \u201cO transporte tamb\u00e9m est\u00e1 muito orientado para os autom\u00f3veis individuais, e os n\u00fameros aumentam rapidamente\u201d, afirmou Hoffmann ao Terram\u00e9rica.<\/p>\n<p>O informe da AIE dedica um cap\u00edtulo especial ao Brasil, pois estima que se converter\u00e1 em uma superpot\u00eancia energ\u00e9tica mundial. Suas enormes jazidas submarinas, de petr\u00f3leo e g\u00e1s em \u00e1guas profundas, responder\u00e3o por um ter\u00e7o do crescimento da oferta mundial de petr\u00f3leo at\u00e9 2035, e o pa\u00eds se converter\u00e1 no sexto maior produtor mundial.<\/p>\n<p>A demanda prim\u00e1ria de energia crescer\u00e1 80%, e o consumo el\u00e9trico duplicar\u00e1 gra\u00e7as a uma classe m\u00e9dia muito maior. A chave para sustentar esse desenvolvimento ser\u00e1 a capacidade do pa\u00eds para obter grandes investimentos, de aproximadamente US$ 90 bilh\u00f5es por ano. Com tudo isso, a pegada de carbono do Brasil continuar\u00e1 sendo baixa. Atualmente, 43% de sua energia procede de fontes renov\u00e1veis, principalmente a hidr\u00e1ulica, seguida da biomassa e dos agrocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>O Brasil tamb\u00e9m experimentar\u00e1 grande crescimento em agrocombust\u00edveis e energia e\u00f3lica. O Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia prioriza a hidroeletricidade, a energia e\u00f3lica e a biomassa. Espera-se que, at\u00e9 2020, a expans\u00e3o desses setores reduza as emiss\u00f5es projetadas em 234 milh\u00f5es de toneladas de CO2, pontuou ao Terram\u00e9rica uma fonte do governo em Bras\u00edlia. \u201cCombinadas, as centrais e\u00f3licas, as t\u00e9rmicas, a biomassa e as pequenas hidrel\u00e9tricas duplicar\u00e3o sua participa\u00e7\u00e3o, de 8% para 16%\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina poderia funcionar com 100% de energia renov\u00e1vel, segundo v\u00e1rios estudos, incluindo a exaustiva Global Energy Assessment 2012. At\u00e9 2050, as fontes renov\u00e1veis poder\u00e3o atender entre 60% e 100% das necessidades energ\u00e9ticas da regi\u00e3o, garante esse informe. Entretanto, se forem exclu\u00eddas as grandes hidrel\u00e9tricas, menos de 10% da energia na Am\u00e9rica do Sul \u00e9 obtida de fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Embora quase todos os pa\u00edses afirmem querer desenvolver as fontes limpas, os subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis distorcem o mercado, segundo uma an\u00e1lise comparativa das condi\u00e7\u00f5es institucionais e t\u00e9cnicas relevantes para a integra\u00e7\u00e3o da energia renov\u00e1vel na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>O estudo foi elaborado por especialistas da Alemanha, Bol\u00edvia, Chile e Brasil e diz que esses subs\u00eddios s\u00e3o muito maiores do que os incentivos ou os benef\u00edcios impositivos criados para fomentar o desenvolvimento de fontes renov\u00e1veis. Outra dificuldade \u00e9 atrair investimentos, sobretudo estrangeiros, para as fontes renov\u00e1veis. S\u00e3o necess\u00e1rios melhores regulamenta\u00e7\u00f5es e incentivos para responder \u00e0s mutantes condi\u00e7\u00f5es do mercado global, diz o informe.<\/p>\n<p>Espera-se que o tratado sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica que a comunidade internacional deve adotar a partir de 2015 acelere o processo sul-americano para uma matriz energ\u00e9tica mais verde, limpa e diversificada. Fatores dom\u00e9sticos, como os custos e impactos crescentes dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, podem aumentar o interesse em um modelo energ\u00e9tico baixo em carbono, conclui o documento. (Envolverde\/Terram\u00e9rica)<\/p>\n<p><em>* O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LINKS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/cop19-o-carvao-e-direita-formam-coquetel-anticlima-na-polonia\/\">COP19: O carv\u00e3o e a direita formam coquetel anticlima na Pol\u00f4nia<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/sociedade\/integracao-energetica-carregada-curto-circuitos\/\" >Integra\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica carregada de curto circuitos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/brasil-contramao\/\" >O Brasil na contram\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/todos-perdem-na-guerra-pelas-hidreletricas-amazonicas-parte-1\/\" >Todos perdem na guerra pelas hidrel\u00e9tricas amaz\u00f4nicas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/educacao\/energia-regula-destino-politico-da-presidente-dilma-rousseff\/\" >Energia regula destino pol\u00edtico da presidente Dilma Rousseff<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o apoiado pelo Banco Mundial Latin America and Caribbean, realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ser&aacute; protagonista de grandes mudan&ccedil;as energ&eacute;ticas nas pr&oacute;ximas duas d&eacute;cadas, em grande parte pela explora&ccedil;&atilde;o de suas fabulosas jazidas de petr&oacute;leo em &aacute;guas profundas, diz o &uacute;ltimo informe da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia. 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