{"id":16887,"date":"2013-11-18T12:42:50","date_gmt":"2013-11-18T12:42:50","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=102990"},"modified":"2013-11-18T12:42:50","modified_gmt":"2013-11-18T12:42:50","slug":"preocupa-o-papel-das-corporacoes-na-cop-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/preocupa-o-papel-das-corporacoes-na-cop-19\/","title":{"rendered":"Preocupa o papel das corpora\u00e7\u00f5es na COP 19"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_102991\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mantoe640.jpg\"><img class=\" wp-image-102991 \" alt=\"mantoe640 Preocupa o papel das corpora\u00e7\u00f5es na COP 19\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mantoe640.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Preocupa o papel das corpora\u00e7\u00f5es na COP 19\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Acredita-se que geleiras altas como esta, nas montanhas Tian Shan do Cazaquist\u00e3o, estejam a salvo do aquecimento global. Mas o debate sobre a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es contaminantes parece esquecido na COP 19, diante das propostas de recorrer ao setor privado para obter empr\u00e9stimos para a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Foto: Christopher Pala\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vars\u00f3via, Pol\u00f4nia, 18\/11\/2013 \u2013 Negociadores do Sul em desenvolvimento na confer\u00eancia internacional sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que acontece na capital polonesa, veem com bons olhos a \u00eanfase em financiar os esfor\u00e7os de adapta\u00e7\u00e3o, mas recha\u00e7am o novo papel que est\u00e1 sendo dado ao setor privado. Na 19\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP 19) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, que acontece at\u00e9 o dia 22 em Vars\u00f3via, parece estar perdendo for\u00e7a o discurso a favor de acordos \u201cjustos, ambiciosos e vinculantes\u201d para reduzir as emiss\u00f5es de gases-estufa que causam o aquecimento global.<\/p>\n<p>Por outro lado, proliferam as propostas de recorrer ao setor privado em busca de empr\u00e9stimo e investimento para apoiar a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica no que se chama de \u201cCOP Corporativa\u201d. Tosi Mpamu-Mpamu, negociador da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e ex-presidente do grupo de negociadores africanos, v\u00ea uma mudan\u00e7a alarmante na maneira de financiar a resposta ao aquecimento global.<\/p>\n<p>Na Confer\u00eancia de 2009, em Copenhague, os Estados industrializados se comprometeram a entregar US$ 30 bilh\u00f5es de nova ajuda para as finan\u00e7as clim\u00e1ticas para o mundo em desenvolvimento entre 2010 e 2012, e mais US$ 100 bilh\u00f5es at\u00e9 2020. \u201cAgora, os pa\u00edses ricos est\u00e3o cedendo ao setor privado sua responsabilidade de conceder financiamento, tend\u00eancia perigosa para essas negocia\u00e7\u00f5es\u201d, advertiu Mpamu-Mpamu.<\/p>\n<p>Outros delegados compartilham as preocupa\u00e7\u00f5es de Mpamu-Mpamu sobre o papel transnacional que est\u00e3o assumindo as corpora\u00e7\u00f5es na Confer\u00eancia. \u201cEm uma reuni\u00e3o de tr\u00eas dias anteriores a esta COP, as empresas passaram dois dias explicando como poderiam ganhar dinheiro a partir da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, contou Ren\u00e9 Orellana, presidente da delega\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Pascoe Sabido, do Observat\u00f3rio Corporativo Europeu, observou que as empresas que ganham destaque na COP tamb\u00e9m s\u00e3o as maiores emissoras de carbono. Criticou a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) por aceitar que a Confer\u00eancia seja patrocinada por importantes contaminadores, como o gigante sider\u00fargico ArcelorMittal e o Grupo Polon\u00eas de Energia, argumentando que essas empresas est\u00e3o influenciando as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o pediria \u00e0 Marlboro para patrocinar uma c\u00fapula sobre c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, ent\u00e3o, por que isso \u00e9 aceit\u00e1vel para a Confer\u00eancia das Partes da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica?\u201d, questionou Sabido. Rachel Tansey, pesquisadora da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Environment and Economic Justice, com sede na Mal\u00e1sia, afirmou que as grandes empresas querem que os fundos p\u00fablicos contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica sejam destinados a projetos dos quais elas possam tirar proveito econ\u00f4mico. E os governos dos pa\u00edses industrializados est\u00e3o ouvindo essas firmas.<\/p>\n<p>O gigante do transporte e da energia \u201cAlston exerce press\u00e3o para que seja usado o chamado carv\u00e3o \u2018limpo\u2019, controvertida tecnologia que lhe permite continuar lucrando com a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como a captura e o armazenamento de carbono, e tamb\u00e9m pressiona a favor de mais energia nuclear\u201d, apontou Tansey.<\/p>\n<p>Entranto, o presidente da COP 19, Marcin Kolorec, afirmou que n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em convidar o setor privado para participar de reuni\u00f5es paralelas na Confer\u00eancia. E acrescentou que \u00e0s ind\u00fastrias foi dada a possibilidade de participarem do encontro do mesmo modo que as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, e que esses di\u00e1logos s\u00e3o uma caracter\u00edstica das conversa\u00e7\u00f5es desde que come\u00e7aram as COP.<\/p>\n<p>Kolorec disse aos jornalistas que \u201ctemos que ser transparentes e inclusivos\u201d, acrescentando que as conversa\u00e7\u00f5es eram a pr\u00e9via para conseguir um poss\u00edvel acordo mundial em 2015, em Paris. E ressaltou n\u00e3o h\u00e1 possibilidades de a ind\u00fastria influir sobre as decis\u00f5es da COP porque n\u00e3o \u00e9 parte das negocia\u00e7\u00f5es formais.<\/p>\n<p>Emmanuel Dlamini, da Suazil\u00e2ndia e presidente do grupo de negociadores africanos, disse que, apesar de alguns riscos, somar o empresariado n\u00e3o \u00e9 uma ideia t\u00e3o m\u00e1. \u201cPara que os Estados industrializados entrem com dinheiro, precisam mobilizar o setor empresarial\u201d, explicou \u00e0 IPS. Dlamini concorda com o presidente da COP 19 destacando que o empresariado n\u00e3o participa das negocia\u00e7\u00f5es reais. \u201cMas existe o perigo de o setor privado influenciar nas decis\u00f5es mediante propostas que vendam aos seus governos e que possam ser apresentadas nas negocia\u00e7\u00f5es da Confer\u00eancia\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Para Dlamini, o principal desafio \u00e9 definir claramente as finan\u00e7as clim\u00e1ticas. Desde a confer\u00eancia de Copenhague, muita ajuda aos pa\u00edses em desenvolvimento \u00e9 classificada como assist\u00eancia clim\u00e1tica. \u201cH\u00e1 dinheiro fluindo, mas at\u00e9 que ponto se trata de finan\u00e7as clim\u00e1ticas?\u201d, perguntou.<\/p>\n<p>Meena Raman, da Rede do Terceiro Mundo, disse que completar a cria\u00e7\u00e3o do Fundo Verde ser\u00e1 \u00fatil porque beneficiar\u00e1 diretamente os pa\u00edses pobres. Atualmente, tem sua sede na Coreia do Sul e conta com financiamento operacional de apenas US$ 7 milh\u00f5es, mas no momento n\u00e3o tem um centavo para projetos. \u201c\u00c9 para esse fundo que os pa\u00edses em desenvolvimento dizem que deveriam ir os US$ 100 bilh\u00f5es, assunto ainda em discuss\u00e3o\u201d, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Vars&oacute;via, Pol&ocirc;nia, 18\/11\/2013 &ndash; Negociadores do Sul em desenvolvimento na confer&ecirc;ncia internacional sobre mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, que acontece na capital polonesa, veem com bons olhos a &ecirc;nfase em financiar os esfor&ccedil;os de adapta&ccedil;&atilde;o, mas recha&ccedil;am o novo papel que est&aacute; sendo dado ao setor privado. 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