{"id":16899,"date":"2013-11-20T12:42:39","date_gmt":"2013-11-20T12:42:39","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=103202"},"modified":"2013-11-20T12:42:39","modified_gmt":"2013-11-20T12:42:39","slug":"oriente-medio-terra-fertil-para-empreendedoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/oriente-medio-terra-fertil-para-empreendedoras\/","title":{"rendered":"Oriente M\u00e9dio, terra f\u00e9rtil para empreendedoras"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_103203\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Emprendedoras_RachelWilliamson_IPS.jpg\"><img class=\" wp-image-103203 \" alt=\"Emprendedoras RachelWilliamson IPS Oriente M\u00e9dio, terra f\u00e9rtil para empreendedoras\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/Emprendedoras_RachelWilliamson_IPS.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"Oriente M\u00e9dio, terra f\u00e9rtil para empreendedoras\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Sarah Abunar (esquerda) e Rana Said, cofundadoras da EduKitten, empresa que vende aplica\u00e7\u00f5es de entretenimento educativo em \u00e1rabe. Foto: Rachel Williamson\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cairo, Egito, 20\/11\/2013 \u2013 O Oriente M\u00e9dio se converteu em um lugar mais prop\u00edcio para as mulheres empreendedoras do que a regi\u00e3o norte-americana do Vale do Sil\u00edcio, epicentro da inova\u00e7\u00e3o e dos neg\u00f3cios, conforme sugere uma evid\u00eancia que surpreende. A eg\u00edpcia-norte-americana Yasmin Elayat, de 31 anos, nascida e criada no pr\u00f3prio Vale do Sil\u00edcio, disse \u00e0 IPS que o ambiente de neg\u00f3cios no Oriente M\u00e9dio era mais favor\u00e1vel do que o dos Estados Unidos e da Europa, quando, em 2011, come\u00e7ou a trabalhar em sua agora inativa empresa de m\u00eddia GroupStream. \u201c\u00c9 um ambiente mais estimulante para as mulheres empres\u00e1rias. H\u00e1 algo mais aqui, seja a cultura ou o ambiente\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De fato, a \u00fanica vez que se sentiu menosprezada nos neg\u00f3cios por ser mulher foi na Europa, quando participou de um acampamento de capacita\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses em Copenhague para l\u00edderes de empresas <i>startup<\/i> (incipientes e de inova\u00e7\u00e3o). Ali, um empres\u00e1rio da Europa oriental ficou surpreso quando soube que Elayat n\u00e3o era uma simples funcion\u00e1ria da GroupStream, mas, nada mais nada menos, sua diretora geral. Em outra ocasi\u00e3o, ap\u00f3s falar para uma audi\u00eancia, um dos presentes dirigiu as perguntas ao cofundador de sua companhia, e n\u00e3o a ela.<\/p>\n<p>Elayat integra o crescente grupo de mulheres no Oriente M\u00e9dio e no norte da \u00c1frica que se aventuram nos neg\u00f3cios, embora seja dif\u00edcil saber o n\u00famero exato dessas novas empres\u00e1rias. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), estudo feito por um cons\u00f3rcio de universidades, sugere que as mulheres desta regi\u00e3o s\u00e3o as que contam com menos probabilidades de poderem iniciar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A pesquisa mostra que apenas 4% das mulheres adultas do Oriente M\u00e9dio e norte da \u00c1frica se consideram empres\u00e1rias. Entretanto, o estudo n\u00e3o incluiu a informa\u00e7\u00e3o de importantes centros de <i>startups<\/i> na regi\u00e3o, como Jord\u00e2nia, L\u00edbano, Emirados \u00c1rabes Unidos e Catar, enquanto Israel foi estudado de forma separada. Na Jord\u00e2nia as <i>startups<\/i> lideradas por mulheres representam um ter\u00e7o do total, pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia mundial de 37%.<\/p>\n<p>No Egito aproximadamente metade dos novos empreendimentos \u00e9 encabe\u00e7ada por equipes mistas, informou \u00e0 IPS o empres\u00e1rio Hossam Allam, fundador do grupo de investimento Cairo Angels. Al\u00e9m disso, nas competi\u00e7\u00f5es regionais de empreendedores, a presen\u00e7a de mulheres e homens \u00e9 bastante equitativa. Na Competi\u00e7\u00e3o de Startups \u00c1rabes, organizada pelo MIT Enterprise Forum em 2012, quase metade dos participantes era de mulheres, incluindo a ganhadora, Hind Hobeika.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de mulheres empreendedoras na regi\u00e3o provavelmente oscila entre 15% e 20%. Isto \u00e9 not\u00e1vel se considerarmos que, segundo o estudo GEM, 10% das mulheres adultas nos Estados Unidos estiveram envolvidas em alguma atividade empresarial em 2012, e apenas 5% na Europa. H\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para o aumento do empreendedorismo feminino no Oriente M\u00e9dio, e uma delas \u00e9 o favor\u00e1vel ambiente para as <i>startups<\/i>.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tr\u00eas anos a regi\u00e3o presenciou o surgimento de numerosas encubadoras de empresas (entidades que apoiam os projetos de novos empreendedores) e tamb\u00e9m de competi\u00e7\u00f5es e organiza\u00e7\u00f5es especificamente dirigidas \u00e0s mulheres. Entre essas iniciativas est\u00e3o o site de not\u00edcias sobre investimentos Wamda for Women, da plataforma empresarial Wamda, a Competi\u00e7\u00e3o para Mulheres Empreendedoras, da incubadora de neg\u00f3cios libanesa Berytech, a Funda\u00e7\u00e3o Roudha na Jord\u00e2nia, e o Programa de Empreendedorismo de Mulheres \u00c1rabes, da organiza\u00e7\u00e3o norte-americana Amideast.<\/p>\n<p>Outras raz\u00f5es s\u00e3o o crescente acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0s oportunidades proporcionadas pela internet. O Banco Mundial afirma que agora h\u00e1 mais mulheres do que homens nas universidades do Oriente M\u00e9dio. Elayat contou que ela era a \u00fanica mulher da sala quando fez seu primeiro curso de engenharia inform\u00e1tica nos Estados Unidos, mas quando passou para a Universidade Norte-Americana do Cairo constatou uma presen\u00e7a igual de homens e mulheres.<\/p>\n<p>Yasmine el-Mehairy, a jovem cofundadora do site digital \u00e1rabe Supermama, explicou que, em contraste com os baixos n\u00fameros de mulheres que estudam computa\u00e7\u00e3o e engenharia no Ocidente, muitas \u00e1rabes entram nesse tipo de carreira depois de apresentar boas qualifica\u00e7\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. \u201cAs mulheres mostram maior esfor\u00e7o no secund\u00e1rio, e por isso conseguem boas qualifica\u00e7\u00f5es, enquanto os homens est\u00e3o mais interessados em brincar com PlayStation ou futebol\u201d, afirmou. \u201c\u00c9 parte de uma sele\u00e7\u00e3o natural ir para as melhores universidades se voc\u00ea tem boa qualifica\u00e7\u00e3o, e seguir as carreiras de maior prest\u00edgio\u201d, como ci\u00eancias e engenharia, destacou.<\/p>\n<p>Ludwig Siegele, do seman\u00e1rio brit\u00e2nico <i>The Economist<\/i>, escreveu em julho que, provavelmente, o n\u00famero de empreendedoras aumentar\u00e1 gra\u00e7as \u00e0 internet, pois esta permite que as mulheres dirijam suas empresas em suas casas, e isso \u00e9 extremamente vantajoso em pa\u00edses como a Ar\u00e1bia Saudita, onde \u00e9 mal visto sa\u00edrem para trabalhar. Por\u00e9m, os desafios que enfrentam as empreendedoras no Oriente M\u00e9dio s\u00e3o muito grandes, desde o cansa\u00e7o di\u00e1rio at\u00e9 as frustra\u00e7\u00f5es pelos preconceitos arraigados em suas sociedades patriarcais.<\/p>\n<p>Os pain\u00e9is organizados este ano pela Wamda for Women no Cairo, Doha, Am\u00e3 e Riad, ilustraram as dificuldades que as mulheres t\u00eam para levarem adiante seus neg\u00f3cios. Geralmente, os principais desafios t\u00eam a ver com enfrentar seus pares homens, superar os pap\u00e9is estabelecidos e equilibrar a fam\u00edlia com a responsabilidade do trabalho. Foi o que afirmou a tamb\u00e9m empres\u00e1ria jordaniana Fida Taher, fundadora do site sobre cozinha Zaytouneh.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, alguns homens se sentem intimidados diante de uma mulher forte\u201d, disse a Chris Schroeder, autor do livro <i>Startup Rising: The Entrepreneurial Revolution Remaking the Middle East<\/i> (Surgimento das Startups: a Revolu\u00e7\u00e3o Empreendedora Reconstr\u00f3i o Oriente M\u00e9dio). \u201cEm segundo lugar \u2013 e tentarei soar o mais correto poss\u00edvel \u2013 acreditam que uma rela\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios com uma mulher deve ser mais pessoal. Por fim, alguns homens subestimam as mulheres em geral e acreditam que n\u00e3o somos capazes de obter bons resultados\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Sarah Abu Nar, de 28 anos, cofundadora da companhia eg\u00edpcia EduKitten, que vende aplicativos de entretenimento educacional em \u00e1rabe, contou suas experi\u00eancias. A empres\u00e1ria disse que deve se esfor\u00e7ar para convencer investidores \u00e1rabes de que pode dedicar aos neg\u00f3cios o mesmo tempo que dedicam seus pares homens. Mas, finalmente, decidiu adotar uma postura que seguem todas as empres\u00e1rias com as quais a IPS conversou. \u201cN\u00e3o se deve perder tempo falando com as pessoas para convenc\u00ea-las de que se \u00e9 boa. N\u00e3o gaste seu tempo fazendo isto, pois suas a\u00e7\u00f5es falar\u00e3o melhor do que suas palavras\u201d, enfatizou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Cairo, Egito, 20\/11\/2013 &ndash; O Oriente M&eacute;dio se converteu em um lugar mais prop&iacute;cio para as mulheres empreendedoras do que a regi&atilde;o norte-americana do Vale do Sil&iacute;cio, epicentro da inova&ccedil;&atilde;o e dos neg&oacute;cios, conforme sugere uma evid&ecirc;ncia que surpreende. 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