{"id":16916,"date":"2013-11-27T12:07:36","date_gmt":"2013-11-27T12:07:36","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=103670"},"modified":"2013-11-27T12:07:36","modified_gmt":"2013-11-27T12:07:36","slug":"estados-unidos-lancam-estrategia-militar-para-o-artico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/estados-unidos-lancam-estrategia-militar-para-o-artico\/","title":{"rendered":"Estados Unidos lan\u00e7am estrat\u00e9gia militar para o \u00c1rtico"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_103671\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/articoestadosunidos.jpg\"><img class=\" wp-image-103671 \" alt=\"articoestadosunidos Estados Unidos lan\u00e7am estrat\u00e9gia militar para o \u00c1rtico\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/articoestadosunidos.jpg\" width=\"529\" height=\"274\" title=\"Estados Unidos lan\u00e7am estrat\u00e9gia militar para o \u00c1rtico\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Equipe de cinco soldados do primeiro pelot\u00e3o da 176\u00aa Companhia de Comunica\u00e7\u00f5es puxa um tren\u00f3 Akio carregado, ao longo de 1,2 quil\u00f4metros da competi\u00e7\u00e3o Arctic Forge II, em 21 de mar\u00e7o deste ano, em Fort Wainwright, no Alasca. Foto: Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 27\/11\/2013 \u2013 Os Estados Unidos lan\u00e7aram uma estrat\u00e9gia global para sua atividade militar no \u00c1rtico, destinada oficialmente a equilibrar \u201ca seguran\u00e7a humana e a do meio ambiente\u201d na regi\u00e3o, mas na qual ativistas veem uma ofensiva para criar melhores condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios para a explora\u00e7\u00e3o de suas ricas jazidas de hidrocarbonos.<\/p>\n<p>\u201cEssa nova estrat\u00e9gia tem uma enorme import\u00e2ncia porque reconhece a crescente influ\u00eancia da regi\u00e3o do \u00c1rtico para os Estados Unidos, e como uma \u00e1rea de poss\u00edveis opera\u00e7\u00f5es militares\u201d, explicou \u00e0 IPS o pesquisador Seth Myers, do Instituto \u00c1rtico, centro de estudos com sede em Washington. \u201cContudo, a quest\u00e3o mais importante que apresenta \u00e9 como ser\u00e3o pagas as novas capacidades\u201d em uma \u00e9poca de intensos cortes or\u00e7ament\u00e1rios em Washington, acrescentou.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia apresenta o \u00c1rtico como se estivesse em um \u201cponto de inflex\u00e3o\u201d pela redu\u00e7\u00e3o da camada dos gelos e pelo aumento da atividade humana. Em 2012, os cientistas registraram os menores n\u00edveis de gelo \u00e1rtico na hist\u00f3ria, enquanto cerca de 500 embarca\u00e7\u00f5es navegaram as \u00e1guas do Oceano \u00c1rtico entre o Alasca e a R\u00fassia, um n\u00famero 50% maior do que os que transitavam pela regi\u00e3o em meados da d\u00e9cada passada.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio da Defesa, Chuck Hagel, disse que os especialistas preveem que esse n\u00famero de navios aumentar\u00e1 dez vezes na chamada Rota do Mar do Norte. \u201cAgora que as rotas mar\u00edtimas do \u00c1rtico come\u00e7am a registrar mais atividades, como o turismo e a navega\u00e7\u00e3o comercial, o risco de acidentes aumenta\u201d, advertiu Hagel no dia 22, no V F\u00f3rum de Seguran\u00e7a Internacional, realizado na cidade canadense de Halifax e no qual lan\u00e7ou a nova estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Hagel reconheceu que a \u201cmigra\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de peixes levar\u00e1 os pescadores a novas \u00e1reas, desafiando os planos de gest\u00e3o vigentes\u201d. E alertou que, \u201capesar de maior potencial para explorar o que pode chegar a representar 25% ainda sem descobrir do petr\u00f3leo e g\u00e1s do planeta, uma avalanche de interesses na explora\u00e7\u00e3o de energia tem o potencial de aumentar as tens\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o a outros temas\u201d. Atualmente, os cientistas sugerem que as \u00e1guas do \u00c1rtico poderiam ficar quase totalmente livres de gelo durante um m\u00eas por ano, a partir de meados da pr\u00f3xima d\u00e9cada, e estender por mais tempo esses per\u00edodos de degelo total a partir de 2030.<\/p>\n<p>Alguns temem que essas novas condi\u00e7\u00f5es provoquem um \u201cvale tudo\u201d mundial. Hagel considerou \u201cdesafios sem precedentes. Ao longo da hist\u00f3ria a humanidade competiu para descobrir a pr\u00f3xima fronteira. Uma e outra vez o descobrimento foi rapidamente seguido pelo conflito\u201d, acrescentou. Segundo o secret\u00e1rio, \u201cdevemos lidar com prud\u00eancia com essas possibilidades do s\u00e9culo 21. Com o objetivo de aproveitar todo o potencial do \u00c1rtico, as na\u00e7\u00f5es devem colaborar e fomentar a confian\u00e7a mediante a transpar\u00eancia, coopera\u00e7\u00e3o e o compromisso\u201d.<\/p>\n<p>A nova estrat\u00e9gia foi divulgada no momento em que os Estados Unidos se preparam para assumir, em 2015, a presid\u00eancia rotativa do Conselho do \u00c1rtico, um f\u00f3rum importante intergovernamental para a governan\u00e7a regional. Isso dar\u00e1 a Washington uma lideran\u00e7a renovada em temas do \u00c1rtico. Na verdade, muitos veem na nova estrat\u00e9gia militar um passo importante para consolidar a nascente pol\u00edtica dos Estados Unidos sobre a quest\u00e3o em geral, embora no momento essa vis\u00e3o se mantenha relativamente vaga, talvez estrategicamente.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono (Minist\u00e9rio da Defesa dos Estados Unidos) diz que tentar\u00e1 ampliar sua compreens\u00e3o do ambiente do \u00c1rtico e sua presen\u00e7a na regi\u00e3o, enquanto promove a colabora\u00e7\u00e3o em uma s\u00e9rie de temas. Atualmente, os Estados Unidos mant\u00eam 27 mil militares no Alasca. Hagel afirmou que a Marinha apresentar\u00e1 um novo plano para suas opera\u00e7\u00f5es no final do ano. Apesar desse n\u00famero, em alguns aspectos Washington come\u00e7a de uma posi\u00e7\u00e3o relativamente d\u00e9bil. Outros pa\u00edses do \u00c1rtico j\u00e1 se movimentaram com maior decis\u00e3o para ocupar seu lugar na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto isso, devido aos cortes no or\u00e7amento federal, as for\u00e7as armadas norte-americanas lidam com sua primeira redu\u00e7\u00e3o importante de fundos em d\u00e9cadas. Est\u00e1 previsto que os cortes anuais continuem ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada. \u201cN\u00e3o \u00e9 nada certo que os Estados Unidos sejam l\u00edderes nessa quest\u00e3o do \u00c1rtico. De acordo com os indicadores quantific\u00e1veis, a R\u00fassia possui, de longe, a maior quantidade de interesses e capacidades\u201d, disse o pesquisador Myers.<\/p>\n<p>Por exemplo, Washington \u201cs\u00f3 tem dois quebra-gelos na regi\u00e3o, propriedade da Guarda Costeira, e atualmente o grau em que os Estados Unidos ser\u00e3o uma presen\u00e7a ativa no curto e m\u00e9dio prazos continua sendo incerto, em grande parte pelos cortes or\u00e7ament\u00e1rios\u201d, afirmou Myers. \u201cPor isso, sua estrat\u00e9gia enfatiza as associa\u00e7\u00f5es\u201d com terceiros, acrescentou.<\/p>\n<p>A outros preocupa a forma que poderiam tomar essas associa\u00e7\u00f5es e a mescla final de seus objetivos. A nova estrat\u00e9gia se baseia em um documento de vis\u00e3o mais imediata, apresentado no come\u00e7o do ano pela Casa Branca, que foi criticado por centrar-se demais no potencial de extra\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Cr\u00edticas semelhantes recebeu a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pr\u00f3prio Conselho do \u00c1rtico, formado pelos oito pa\u00edses da \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cNos agrada que a estrat\u00e9gia do Departamento de Defesa reconhe\u00e7a a diminui\u00e7\u00e3o das camadas de gelo no \u00c1rtico\u201d, disse o ativista Gustavo Ampugnani, l\u00edder da equipe \u00e1rtica do Greenpeace, organiza\u00e7\u00e3o muito cr\u00edtica com a especula\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na regi\u00e3o. Mas, \u201co enfoque n\u00e3o deve ser visto como uma oportunidade para as empresas, nem para criar melhores condi\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios para a explora\u00e7\u00e3o de seus recursos\u201d, acrescentou. \u201cO derretimento do gelo marinho no \u00c1rtico \u00e9 s\u00edmbolo da destrui\u00e7\u00e3o do planeta, n\u00e3o um incentivo para ir ali e tomar tudo o que at\u00e9 h\u00e1 pouco n\u00e3o era poss\u00edvel pegar\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo c\u00e1lculos dos Estados Unidos, o fundo do Oceano \u00c1rtico abriga uma propor\u00e7\u00e3o importante das reservas n\u00e3o exploraradas de hidrocarbonos do planeta, inclu\u00eddos cerca de 15% do petr\u00f3leo e at\u00e9 30% do g\u00e1s. A estatal russa Gazprom j\u00e1 come\u00e7ou a perfurar em busca de petr\u00f3leo, em um lugar onde 30 ativistas do Greenpeace foram detidos em setembro e v\u00e1rios continuam presos. Enquanto isso, a anglo-holandesa Shell tentou faz\u00ea-lo v\u00e1rias vezes em \u00e1guas norte-americanas.<\/p>\n<p>\u201cSe os pa\u00edses derem concess\u00f5es para permitir mais espa\u00e7o \u00e0s companhias petroleiras, se acelerar\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 a industrializa\u00e7\u00e3o do \u00c1rtico, como tamb\u00e9m os investimentos em presen\u00e7a militar, impulsionadoras de uma corrida militar no chamado Norte Distante\u201d, segundo Ampugnani. \u201cDo nosso ponto de vista, a melhor maneira de manter a regi\u00e3o em paz, est\u00e1vel e livre de conflitos \u00e9 dar prioridade ao trabalho cient\u00edfico, em um esp\u00edrito de coopera\u00e7\u00e3o, para entender mais como o ecossistema do \u00c1rtico \u00e9 importante para a regula\u00e7\u00e3o do clima mundial\u201d, concluiu o ativista.<\/p>\n<p>Washington n\u00e3o deu import\u00e2ncia a poss\u00edveis tens\u00f5es na regi\u00e3o, em raz\u00e3o dos recursos naturais no futuro imediato, com o argumento de que a maioria das reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s est\u00e1 relativamente perto da costa e, portanto, em \u00e1guas territoriais claramente definidas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 27\/11\/2013 &ndash; Os Estados Unidos lan&ccedil;aram uma estrat&eacute;gia global para sua atividade militar no &Aacute;rtico, destinada oficialmente a equilibrar &ldquo;a seguran&ccedil;a humana e a do meio ambiente&rdquo; na regi&atilde;o, mas na qual ativistas veem uma ofensiva para criar melhores condi&ccedil;&otilde;es de neg&oacute;cios para a explora&ccedil;&atilde;o de suas ricas jazidas de hidrocarbonos. 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