{"id":16923,"date":"2013-11-28T11:42:18","date_gmt":"2013-11-28T11:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=103788"},"modified":"2013-11-28T11:42:18","modified_gmt":"2013-11-28T11:42:18","slug":"aumentam-as-apostas-por-intervencao-da-onu-na-republica-centro-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/11\/ultimas-noticias\/aumentam-as-apostas-por-intervencao-da-onu-na-republica-centro-africana\/","title":{"rendered":"Aumentam as apostas por interven\u00e7\u00e3o da ONU na Rep\u00fablica Centro-Africana"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_103790\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rebeldes.jpg\"><img class=\" wp-image-103790 \" alt=\"rebeldes Aumentam as apostas por interven\u00e7\u00e3o da ONU na Rep\u00fablica Centro Africana\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/rebeldes.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Aumentam as apostas por interven\u00e7\u00e3o da ONU na Rep\u00fablica Centro Africana\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Rebeldes no norte da Rep\u00fablica Centro-Africana. Foto: hdptcar\/cc by 2.0<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 28\/11\/2013 \u2013 A viol\u00eancia na Rep\u00fablica Centro-Africana amea\u00e7a se transformar em uma nova guerra, enquanto aumentam os pedidos para que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) intervenha. A Fran\u00e7a anunciou que triplicar\u00e1 seus efetivos nesse pa\u00eds, para 1.200, a fim de apoiar 2.500 soldados de v\u00e1rios pa\u00edses africanos que at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiram deter um crescente estado de anarquia.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 servi\u00e7os de seguran\u00e7a estatais em Bangui, a capital, nem no resto do pa\u00eds\u201d, contou Thierry Vircoulon, diretor para a \u00c1frica Central do Grupo Internacional de Crise. \u201cAs pessoas est\u00e3o jogadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte; apenas as igrejas oferecem algo\u201d, acrescentou. Desde o come\u00e7o dos combates, h\u00e1 quase dois anos, aproximadamente 400 mil pessoas foram for\u00e7adas a abandonar suas casas.<\/p>\n<p>S\u00e9l\u00e9ka, uma alian\u00e7a de mil\u00edcias rebeldes do norte mu\u00e7ulmano, tomou a capital em mar\u00e7o e obrigou o presidente, Fran\u00e7ois Boziz\u00e9, que foi acusado de violar anteriores acordos de paz, a sair do pa\u00eds. Em agosto, o chefe rebelde Michel Yotodia foi nomeado presidente interino, se convertendo no primeiro mu\u00e7ulmano a ocupar esse cargo. Entretanto os atos de viol\u00eancia n\u00e3o cessaram.<\/p>\n<p>Quando Yotodia anunciou, em setembro, a dissolu\u00e7\u00e3o da S\u00e9l\u00e9ka, ocorreram ataques e saques, cometidos pelos descontentes rebeldes. Segundo a Anistia Internacional, desde a derrubada de Boziz\u00e9, a quantidade de milicianos que se identificam como da S\u00e9l\u00e9ka passou de aproximadamente cinco mil para 20 mil. H\u00e1 informes de que milicianos dessa alian\u00e7a n\u00e3o falam franc\u00eas nem sango, a l\u00edngua nacional, o que indicaria que podem estar chegando de pa\u00edses vizinhos, como o Sud\u00e3o.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o Human Rights Watch (HRW) acusou um comandante da S\u00e9l\u00e9ka, Abdallah Hamat, de assassinar civis em um ataque, no dia 10 de novembro, contra a aldeia Camp Bangui. \u201cAtaques como esse contra \u00e1reas povoadas est\u00e3o causando destrui\u00e7\u00e3o em massa e deixando a popula\u00e7\u00e3o com medo\u201d, disse Daniel Bekele, diretor para a \u00c1frica da HRW.<\/p>\n<p>Na semana passada, os Estados Unidos prometeram US$ 40 milh\u00f5es para aumentar a presen\u00e7a da for\u00e7a regional que h\u00e1 meses est\u00e1 praticamente escondida em Bangui. Embora a Miss\u00e3o Internacional de Apoio para a Rep\u00fablica Centro-Africana pretenda elevar seus efetivos de 2.500 para 3.600, autoridades da regi\u00e3o acreditam que pouco poder\u00e1 fazer sem autoriza\u00e7\u00e3o para operar como uma miss\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o de paz da ONU.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos informes de ataques contra mesquitas e igrejas crist\u00e3s lembram outros momentos em que a ONU foi muito lenta e n\u00e3o conseguiu impedir massacres ou genoc\u00eddios, como em Ruanda. Depois de um relat\u00f3rio interno indicando a falta de a\u00e7\u00e3o da ONU nos meses finais da guerra civil no Sri Lanka, a resposta do f\u00f3rum mundial na Rep\u00fablica Centro-Africana ser\u00e1 considerada uma prova de como cumpriria suas promessas de agir de forma r\u00e1pida e mais decidida para impedir a ocorr\u00eancia de matan\u00e7as.<\/p>\n<p>Os mu\u00e7ulmanos, que dominam a S\u00e9l\u00e9ka, constituem apenas 15% da popula\u00e7\u00e3o centro-africana. Esse conflito emerge ap\u00f3s \u201canos de marginaliza\u00e7\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o dos mu\u00e7ulmanos no noroeste\u201d do pa\u00eds, disse o subsecret\u00e1rio-geral da ONU, Jan Eliasson. Em muitos lugares, integrantes da maioria crist\u00e3 respondem \u00e0 viol\u00eancia criando suas pr\u00f3prias mil\u00edcias, conhecidas como \u201cantibalaka\u201d (antifac\u00f5es). \u201cHouve v\u00e1rios choques entre a S\u00e9l\u00e9ka e a popula\u00e7\u00e3o essa semana. As tropas africanas se retiraram, n\u00e3o conseguem impedir nada\u201d, alertou Vircoulon \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Embora esse pa\u00eds tenha uma longa hist\u00f3ria de golpes de Estado e rebeli\u00f5es, a religi\u00e3o nunca havia aparecido nesse grau \u2013 como no restante do Sahel \u2013, ao menos at\u00e9 agora. \u201cIsso n\u00e3o come\u00e7ou como um conflito religioso. Nenhuma das partes tinha uma agenda religiosa\u201d, afirmou Philippe Bolopion, da HRW.<\/p>\n<p>Enquanto o conflito avan\u00e7a, centro-africanos cada vez mais jovens s\u00e3o incorporados \u00e0s fileiras de todas as partes. O Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) estima que existam atualmente seis mil crian\u00e7as-soldado. Ao falar no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, Eliasson se referiu a um sofrimento que est\u00e1 \u201cal\u00e9m do imagin\u00e1vel\u201d e afirmou que o f\u00f3rum mundial deve agir para \u201cevitar atrocidades\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u00e9 muito pouca a informa\u00e7\u00e3o que sai do pa\u00eds, onde h\u00e1 pouca movimenta\u00e7\u00e3o de trabalhadores humanit\u00e1rios e da sociedade civil organizada. Milhares de pessoas fugiram das principais cidades para as florestas, onde podem contrair mal\u00e1ria ou outras doen\u00e7as. Enquanto a ordem n\u00e3o for restaurada, acredita-se que muitos dos que fugiram morrer\u00e3o. \u201cParte do problema \u00e9 que n\u00e3o sabemos nada\u201d, apontou Bolopion \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Na semana passada, o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou seu apoio a uma for\u00e7a de paz de seis mil soldados. Mas o representante da Fran\u00e7a, G\u00e9rard Araud, declarou aos jornalistas que o escrit\u00f3rio do secret\u00e1rio-geral demoraria at\u00e9 tr\u00eas meses para estabelecer um plano de a\u00e7\u00e3o, que poderia estar pronto em mar\u00e7o. Essa observa\u00e7\u00e3o leva \u00e0 pergunta sobre que papel jogar\u00e1 a Fran\u00e7a em sua antiga col\u00f4nia. H\u00e1 menos de um ano, Paris lan\u00e7ou uma opera\u00e7\u00e3o militar no Mali para acabar com uma rebeli\u00e3o que havia criado um estado de fato no norte do pa\u00eds. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 28\/11\/2013 &ndash; A viol&ecirc;ncia na Rep&uacute;blica Centro-Africana amea&ccedil;a se transformar em uma nova guerra, enquanto aumentam os pedidos para que a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) intervenha. 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