{"id":16971,"date":"2013-12-11T15:22:04","date_gmt":"2013-12-11T15:22:04","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=104740"},"modified":"2013-12-11T15:22:04","modified_gmt":"2013-12-11T15:22:04","slug":"cresce-na-africa-intolerancia-a-antirretrovirais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/12\/ultimas-noticias\/cresce-na-africa-intolerancia-a-antirretrovirais\/","title":{"rendered":"Cresce na \u00c1frica intoler\u00e2ncia a antirretrovirais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_104741\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/CD4-Testing-Machine-629x419.jpg\"><img class=\" wp-image-104741 \" alt=\"CD4 Testing Machine 629x419 Cresce na \u00c1frica intoler\u00e2ncia a antirretrovirais\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/CD4-Testing-Machine-629x419.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Cresce na \u00c1frica intoler\u00e2ncia a antirretrovirais\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">M\u00e1quina para contagem de linf\u00f3citos CD4. Foto: Jennifer McKellar\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 11\/12\/2013 \u2013 Mais e mais pessoas com aids na \u00c1frica desenvolvem intoler\u00e2ncia aos medicamentos e sofrem graves efeitos secund\u00e1rios, necessitando de terapias antirretrovirais mais modernas e caras. Cientistas de Uganda, Zimb\u00e1bue, Nig\u00e9ria e Malawi afirmam que alguns pacientes mostram sinais de estarem se tornando intolerantes aos medicamentos nevirapina e efavirenz. Daniel Sibanda, pesquisador sobre aids da Universidade do Zimb\u00e1bue, afirma que, embora ainda n\u00e3o existam muitos estudos, as \u00faltimas pesquisas indicam riscos de toxidade em alguns pacientes.<\/p>\n<p>\u201cNossa pesquisa concluiu que pacientes mulheres com alta contagem de c\u00e9lulas CD4 desenvolveram toxidade diante da nevirapina\u201d, explicou Sibanda na 17\u00aa Confer\u00eancia Internacional sobre Aids e Infec\u00e7\u00f5es Sexualmente Transmiss\u00edveis na \u00c1frica, que come\u00e7ou no dia 7 e termina hoje na Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul. \u201cIsso significa que devem mudar para outras combina\u00e7\u00f5es de medicamentos, mas essas podem ser alternativas caras\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Esses temores surgem justamente quando o Zimb\u00e1bue come\u00e7a a adotar as novas recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) para que os pa\u00edses iniciem tratamentos com antirretrovirais nos pacientes com contagem de linf\u00f3citos CD4 igual ou inferior a 500, isto \u00e9, enquanto o sistema imunol\u00f3gico ainda \u00e9 forte. Antes, a OMS sugeria o tratamento quando a contagem era de 350 ou menos. Essas novas pautas implicam que mais zimbabuenses devem receber antirretrovirais, passando de 800 mil para mais de 1,2 milh\u00e3o, segundo o Minist\u00e9rio de Sa\u00fade e Bem-Estar Infantil do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O desafio do Estado, que deve pagar estes car\u00edssimos tratamentos, \u00e9 maior se alguns pacientes necessitam inclusive de outro tipo de medicamento. A nevirapina e o efavirenz \u201cs\u00e3o medicamentos de primeira linha, e se os pacientes mudam para outros por causa da toxidade \u00e9 um problema para um pa\u00eds como o Zimb\u00e1bue, porque s\u00e3o caros e n\u00e3o podem ser obtidos gratuitamente\u201d, afirmou Sibanda \u00e0 IPS. No Malawi, um dos pa\u00edses com maior n\u00famero de pessoas com HIV (v\u00edrus causador da aids), alguns pacientes sofrem efeitos colaterais por causa do efavirenz.<\/p>\n<p>Colin Speitht, do Hospital Central Kamuzu, em Lilongwe, observou tonturas, ins\u00f4nia e sonhos intensos, psicose, confus\u00e3o, brotoejas e marcha anormal. \u201cO efavirenz foi promovido no Malawi como a nova medicina maravilhosa, e embora a maioria dos pacientes n\u00e3o apresente efeitos colaterais, foram comuns os efeitos moderados\u201d, detalhou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Embora o n\u00famero de pacientes que experimentam problemas continue sendo pequeno, n\u00e3o h\u00e1 muitas alternativas para trat\u00e1-los, segundo Speight. \u201cO que agora procuramos no Malawi \u00e9 encontrar a terapia que melhor funcione para a maior quantidade de pessoas poss\u00edvel. Nunca se conseguir\u00e1 um medicamento tolerado por todos\u201d, destacou. No come\u00e7o desse ano, pessoas com aids e ativistas do Malawi pressionaram o governo para fornecer novos medicamentos. Uma das op\u00e7\u00f5es \u00e9 reduzir a dose por paciente, disse na confer\u00eancia Jackson Mukonzo, pesquisador ugandense da Universidade de Makarere, em Kampala.<\/p>\n<p>No entanto, Tandakha Dieye, do Departamento de Imunologia da Universidade de Dacar, capital do Senegal, afirmou que os trabalhadores da sa\u00fade e os pacientes deveriam analisar a quest\u00e3o da toxidade e a capacidade dos medicamentos para prolongar a vida do enfermo. \u201cA toxidade nem sempre aparece no come\u00e7o do tratamento. Pode demorar muito a se desenvolver, \u00e0s vezes aparece 20 anos depois\u201d, explicou \u00e0 IPS. \u201cOs benef\u00edcios s\u00e3o maiores do que os riscos. Devemos encontrar um equil\u00edbrio entre a toxidade e o benef\u00edcio dos medicamentos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Em um continente no qual muitas pessoas com HIV n\u00e3o t\u00eam acesso a antirretrovirais com os quais poderiam prolongar suas vidas, o problema da intoler\u00e2ncia coloca em xeque os programas para controlar a epidemia. Assim, os cientistas pedem mais pesquisas sobre as causas e o alcance desse fen\u00f4meno. Pesquisadores, trabalhadores da sa\u00fade e autoridades poder\u00e3o, ent\u00e3o, desenhar iniciativas para enfrentar o problema. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Cidade do Cabo, &Aacute;frica do Sul, 11\/12\/2013 &ndash; Mais e mais pessoas com aids na &Aacute;frica desenvolvem intoler&acirc;ncia aos medicamentos e sofrem graves efeitos secund&aacute;rios, necessitando de terapias antirretrovirais mais modernas e caras. 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