{"id":17021,"date":"2014-01-08T12:15:51","date_gmt":"2014-01-08T12:15:51","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=105582"},"modified":"2014-01-08T12:15:51","modified_gmt":"2014-01-08T12:15:51","slug":"indigencia-pesa-sobre-refugiados-palestinos-no-libano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/01\/ultimas-noticias\/indigencia-pesa-sobre-refugiados-palestinos-no-libano\/","title":{"rendered":"Indig\u00eancia pesa sobre refugiados palestinos no L\u00edbano"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_105584\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/refugiados1.jpg\"><img class=\" wp-image-105584 \" alt=\"refugiados1 Indig\u00eancia pesa sobre refugiados palestinos no L\u00edbano\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/refugiados1.jpg\" width=\"529\" height=\"322\" title=\"Indig\u00eancia pesa sobre refugiados palestinos no L\u00edbano\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Uma fam\u00edlia palestina do acampamento de Yarmouk, na S\u00edria, agora vive \u00e0s margens do acampamento de Ein el Helwe, no sul do L\u00edbano. Foto: Mutawalli Abou Nasser\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Beirute, L\u00edbano, 8\/1\/2014 \u2013 No ano passado mais de 50 mil palestinos fugiram da viol\u00eancia, do caos e da indig\u00eancia na S\u00edria para se refugiar no L\u00edbano. A vasta maioria deles acabou vivendo na pobreza extrema, presos da inseguran\u00e7a cr\u00f4nica. Muitos nem mesmo sabem se poder\u00e3o continuar vivendo no pa\u00eds neste ano que se inicia, j\u00e1 que lhes foram negadas as garantias de resid\u00eancia legal.<\/p>\n<p>\u201cQue fam\u00edlia palestina pode pagar US$ 200 pelos documentos para cada um de seus integrantes? Se a fam\u00edlia m\u00e9dia tem cinco membros, isso significa US$ 1 mil\u201d, protestou Mahmoud Assir Saawi. \u201cIsto \u00e9 imposs\u00edvel, pois sabemos que a maioria dos refugiados palestinos nem mesmo est\u00e3o seguros de como alimentar\u00e3o seus filhos no dia seguinte\u201d, disse \u00e0 IPS o presidente do Conselho para os Refugiados Palestinos que Fogem da S\u00edria.<\/p>\n<p>Esses sentimentos se reiteram uma e outra vez dentro dos miser\u00e1veis acampamentos e guetos lotados em todo o L\u00edbano. Os palestinos que chegam da S\u00edria se encontram em um labirinto burocr\u00e1tico afetado por d\u00e9cadas de atribula\u00e7\u00f5es e guerra, o que lhes oferece uma escassa seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Muitos dos refugiados palestinos que chegam da S\u00edria originalmente foram expulsos de sua terra em 1948, com a cria\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, ou durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, quando os israelenses venceram os ex\u00e9rcitos dos pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos. A nova guerra, que cobra mais v\u00edtimas, fez com que cerca da metade de suas comunidades na S\u00edria voltasse a fugir.<\/p>\n<p>O L\u00edbano foi o destino da maior parte deste \u00eaxodo, e dos vizinhos da S\u00edria talvez seja o menos capaz de abrigar todas essas pessoas. A presen\u00e7a de centenas de milhares de palestinos no L\u00edbano sempre foi motivo de grandes divis\u00f5es. Muitos libaneses recha\u00e7am os palestinos pelo papel que tiveram na guerra civil de sua na\u00e7\u00e3o, entre 1975 e 1990.<\/p>\n<p>No ano passado, a chegada de grandes comunidades de seus compatriotas exacerbou ainda mais o preconceito e o temor existentes. Talvez seja por este motivo que os palestinos que chegam s\u00e3o classificados como \u201ch\u00f3spedes\u201d ou \u201cmigrantes\u201d. Conceder-lhes o <i>status<\/i> mais adequado de \u201crefugiados\u201d implicaria obriga\u00e7\u00f5es legais, especialmente sob as conven\u00e7\u00f5es de Genebra.<\/p>\n<p>Os temores de que refugiados palestinos e inclusive s\u00edrios se estabele\u00e7am de modo permanente no L\u00edbano, mudando o prec\u00e1rio equil\u00edbrio das fac\u00e7\u00f5es internas, s\u00e3o comuns e geralmente divulgados nos meios de comunica\u00e7\u00e3o por pol\u00edticos. Assim, a situa\u00e7\u00e3o destes refugiados \u00e9 vulner\u00e1vel, e seu santu\u00e1rio inseguro. Garantir os documentos de resid\u00eancia \u00e9 um dos maiores problemas para os refugiados palestinos da S\u00edria. \u00c0 sua chegada, os palestinos que fogem da guerra e da fome s\u00f3 recebem visto de uma semana no L\u00edbano, que depois deve ser prorrogado.<\/p>\n<p>No lotado e m\u00edsero acampamento palestino de Shatila, em Beirute, refugiados s\u00edrios organizam protestos diante de escrit\u00f3rios da Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente M\u00e9dio (UNRWA). Esta organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 se esfor\u00e7ava para dar servi\u00e7os b\u00e1sicos aos cerca de 420 mil refugiados palestinos que vivam no pa\u00eds antes de come\u00e7ar a crise na S\u00edria. O governo liban\u00eas encomendou \u00e0 UNRWA que estenda estes servi\u00e7os aos rec\u00e9m-chegados.<\/p>\n<p>O jornalista palestino Maher Ayoub, procedente do acampamento de Yarmouk, em Damasco, conheceu na pr\u00f3pria carne a vulnerabilidade da vida no L\u00edbano. Em recente viagem para renovar seus documentos lhe foi ordenado que abandonasse o pa\u00eds na mesma semana, apesar de o governo liban\u00eas ter garantido que n\u00e3o expulsaria nenhum refugiado.<\/p>\n<p>Enfrentando a possibilidade de ir para a pris\u00e3o no L\u00edbano ou tentar um perigoso regresso \u00e0 S\u00edria, se refugiou em um dos acampamentos palestinos nos quais os servi\u00e7os libaneses de seguran\u00e7a n\u00e3o t\u00eam permiss\u00e3o de entrar, segundo o acordo alcan\u00e7ado ao final da guerra civil. \u201cPara onde posso ir? O que posso fazer? Agora n\u00e3o tenho op\u00e7\u00e3o alguma\u201d, disse Ayoub \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Outros muitos refugiados palestinos, desconfiados dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a ou temendo n\u00e3o poder pagar a renova\u00e7\u00e3o anual de seus vistos, buscam ref\u00fagio nos acampamentos. E, na realidade, encontram uma vida de confinamento em assentamentos onde reinam a superlota\u00e7\u00e3o, a indig\u00eancia e o desemprego.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que eles s\u00e3o nossos irm\u00e3os e devemos ajud\u00e1-los, mas isto est\u00e1 ficando insustent\u00e1vel\u201d, ponderou Abu Ahmad, um palestino que vive no acampamento de Shatila. \u201cAntes, cada m\u00eas tinha pelo menos uma semana de trabalho, mas agora n\u00e3o h\u00e1 nada. Todos os dias vemos problemas no acampamento por culpa do desespero e da falta de trabalho. Inclusive, as pessoas est\u00e3o come\u00e7ando a usar armas entre si. Precisamos de mais apoio\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da UNRWA mostra que a organiza\u00e7\u00e3o sofre d\u00e9ficit or\u00e7ament\u00e1rio de US$ 68 milh\u00f5es. As diferentes fac\u00e7\u00f5es palestinas demonstram que n\u00e3o podem absorv\u00ea-lo. Para os palestinos que fogem da guerra da S\u00edria, tudo parece indicar que a luta continuar\u00e1 em 2014, enquanto tentam construir algo parecido com estabilidade. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Beirute, L&iacute;bano, 8\/1\/2014 &ndash; No ano passado mais de 50 mil palestinos fugiram da viol&ecirc;ncia, do caos e da indig&ecirc;ncia na S&iacute;ria para se refugiar no L&iacute;bano. A vasta maioria deles acabou vivendo na pobreza extrema, presos da inseguran&ccedil;a cr&ocirc;nica. 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