{"id":17069,"date":"2014-01-20T13:55:25","date_gmt":"2014-01-20T13:55:25","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=106350"},"modified":"2014-01-20T13:55:25","modified_gmt":"2014-01-20T13:55:25","slug":"tegucigalpa-aprende-a-mitigar-os-riscos-climaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/01\/ultimas-noticias\/tegucigalpa-aprende-a-mitigar-os-riscos-climaticos\/","title":{"rendered":"Tegucigalpa aprende a mitigar os riscos clim\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_106351\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Pasamanos-bien-001-629x422.jpg\"><img class=\" wp-image-106351 \" alt=\"Pasamanos bien 001 629x422 Tegucigalpa aprende a mitigar os riscos clim\u00e1ticos\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Pasamanos-bien-001-629x422.jpg\" width=\"529\" height=\"322\" title=\"Tegucigalpa aprende a mitigar os riscos clim\u00e1ticos\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As novas escadarias e corrim\u00f5es no populoso bairro de La Villanueva, em Tegucigalpa, aliviam a vida de seus habitantes e servem de rota de evacua\u00e7\u00e3o diante das chuvas. Foto: Luis Elvir\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tegucigalpa, Honduras, 20\/1\/2014 \u2013 Para cerca de 250 mil habitantes da capital hondurenha, o medo de morrer por um evento clim\u00e1tico diminuiu, gra\u00e7as a um plano de mitiga\u00e7\u00e3o do aquecimento global, com pequenas obras realizadas em 180 bairros com vulnerabilidades ecol\u00f3gicas e sociais. O Plano 100&#215;100, de cem obras em igual n\u00famero de dias, \u00e9 parte de um projeto de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos financiado pelo Banco Centro-Americano de Integra\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica, mediante cr\u00e9dito de US$ 26 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAntes dessa ponte, as chuvas deixavam este setor incomunic\u00e1vel, desc\u00edamos descal\u00e7os para cruzar o riacho que no inverno aumenta muito e j\u00e1 levou v\u00e1rias casas\u201d, contou \u00e0 IPS uma moradora do bairro La Mololoa, Xiomara Castellanos, apontando orgulhosa para uma das novas obras. A centena de pequenas constru\u00e7\u00f5es alcan\u00e7a todos os pontos cardeais de Tegucigalpa, cidade com 1,8 milh\u00e3o de habitantes, dos 8,5 milh\u00f5es que o pa\u00eds tem.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade da cidade, que junto com a vizinha Comayag\u00fcela constitui a capital do pa\u00eds, tamb\u00e9m chamada Distrito Central, se agravou em 1998 ap\u00f3s a passagem do furac\u00e3o Mitch, que deixou pelo menos 11 mil mortos e oito mil desaparecidos em Honduras, al\u00e9m de elevados danos na infraestrutura, entre outros. A capital hondurenha, localizada em uma cadeia de montanhas que chegam a at\u00e9 1.300 metros de altura, foi das mais afetadas e 15 anos depois da cat\u00e1strofe deixada pelo Mitch ainda h\u00e1 \u00e1reas onde o tempo parou, com moradias inabit\u00e1veis que mostram seus danos intocados.<\/p>\n<p>Nesses 180 bairros selecionados vivem os setores mais desfavorecidos da capital, em ladeiras que, com apenas uma hora de chuva forte, antes registravam deslizamentos e transbordamento de riachos. Julio Qui\u00f1onez, subgerente do Comit\u00ea de Emerg\u00eancia Municipal hondurenho, disse \u00e0 IPS que a vulnerabilidade ambiental \u00e9 alta em muitos setores de Tegucigalpa, mas foram executadas \u201cobras de mitiga\u00e7\u00e3o, grandes e pequenas, que atualmente fazem com que baixem os n\u00edveis de risco\u201d.<\/p>\n<p>Uma das obras \u00e9 uma pequena ponte e o refor\u00e7o do riacho sobre a qual foi constru\u00edda, no bairro pobre de Mololoa, nordeste da capital, que d\u00e1 aos seus moradores uma via de tr\u00e2nsito e uma rota de evacua\u00e7\u00e3o em caso de tempestade. La Mololoa, onde vivem cerca de cinco mil pessoas, \u00e9 uma \u00e1rea de risco n\u00e3o s\u00f3 pela vulnerabilidade, mas tamb\u00e9m pela inseguran\u00e7a. As \u201cmaras\u201d (gangues) controlam o territ\u00f3rio diante da falta da autoridade formal.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 fungos nos p\u00e9s apareciam por entrarmos na \u00e1gua, porque os carros que vendem produtos n\u00e3o subiam e quando nossos filhos ficavam doentes desc\u00edamos com eles no colo, chapinhando na \u00e1gua\u201d, contou Castellanos, de 35 anos. \u201cAgora, at\u00e9 os carros que vendem \u00e1gua sobem sem problemas, bem como o transporte p\u00fablico e inclusive temos uma rota de evacua\u00e7\u00e3o em caso de desastres\u201d, acrescentou, detalhando o isolamento que viviam em La Mololoa.<\/p>\n<p>Johan Meza, respons\u00e1vel pelos projetos de mitiga\u00e7\u00e3o do Plano 100&#215;100, disse \u00e0 IPS que as pequenas obras executadas incluem a constru\u00e7\u00e3o de valas, escadarias, rotas de evacua\u00e7\u00e3o, caminhos para ve\u00edculos, pontes de pedestres, drenagens de \u00e1gua pluvial ou muros de alvenaria, entre outras. Os trabalhos obedecem a um diagn\u00f3stico sobre a vulnerabilidade da cidade feito pela Ag\u00eancia Japonesa de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional e tamb\u00e9m por outras entidades, como o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).<\/p>\n<p>A poucos metros de uma das principais art\u00e9rias vi\u00e1rias da cidade, no leste da capital, est\u00e1 outro bairro de moradias prec\u00e1rias, La Villanueva, cheia de passagens sinuosas que s\u00e3o uma odisseia para poder subir at\u00e9 o alto do morro. Aqui os trabalhos de mitiga\u00e7\u00e3o v\u00e3o desde zonas de amortiza\u00e7\u00e3o para evitar deslizamentos, pavimenta\u00e7\u00e3o de ruas, valetas para escoar \u00e1gua da chuva, at\u00e9 constru\u00e7\u00e3o de escadarias e corrim\u00f5es em \u00e1reas que antes eram intransit\u00e1veis. La Villanueva \u00e9 um dos bairros mais populosos de Tegucigalpa, com 120 mil habitantes e dividido em oito setores. \u00c9 muito propenso aos deslizamentos de suas ladeiras.<\/p>\n<p>Enquanto mostrava a constru\u00e7\u00e3o das escadarias pelas quais esperaram por tr\u00eas d\u00e9cadas, Mar\u00eda Elena Ben\u00edtez, dirigente comunit\u00e1ria, contou \u00e0 IPS que \u201caqui engatinh\u00e1vamos para descer esse morro e chegar ao ponto de \u00f4nibus, e, quando chovia, era s\u00f3 barro, n\u00e3o imagina o que passamos\u201d. Ben\u00edtez acrescentou que \u201cera comum ver gente fraturada, especialmente crian\u00e7as e idosos, mas isso que fizeram, segundo as autoridades, \u00e9 o come\u00e7o e La Villanueva deixar\u00e1 de ser uma zona de alto risco e agora vem um plano de capacita\u00e7\u00e3o para sabermos preservar as obras de mitiga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSaber isso, embora pare\u00e7a pouco, \u00e9 um benef\u00edcio para o povo. Os desmoronamentos n\u00e3o ser\u00e3o como antes e com essas obras estamos evitando que a \u00e1gua vaze para outros setores e que o riacho transborde sem ter algo que o evite\u201d, pontuou Yovany Tr\u00f3chez, presidente do Conselho de La Villanueva, que acompanhou a IPS durante a visita. O prefeito de Tegucigalpa, Ricardo \u00c1lvarez, garantiu \u00e0 IPS que \u201cuma simples chuva pode fazer a diferen\u00e7a entre a vida e a morte diante dos desastres naturais que demonstram a vulnerabilidade de nossa cidade\u201d.<\/p>\n<p>\u00c1lvarez e sua equipe n\u00e3o escondem a satisfa\u00e7\u00e3o pelas obras de mitiga\u00e7\u00e3o que realizam, ao mostrarem estat\u00edsticas indicando que, de 12 mortes registradas por chuvas e deslizamentos em 2010, passou-se para apenas uma no ano passado. O objetivo \u00e9 que ningu\u00e9m morra por incidentes derivados das inclem\u00eancias clim\u00e1ticas, enfatizou \u00c1lvarez. Contudo, enquanto se consegue isso, assegurou que a capital \u00e9 menos vulner\u00e1vel do que h\u00e1 15 anos, tamb\u00e9m gra\u00e7as ao fato de seus habitantes terem aprendido a conviver com o risco. O prefeito destacou que Tegucigalpa \u00e9 a municipalidade de Honduras mais preparada diante dos riscos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A outra fase do Plano 100&#215;100 est\u00e1 no que chamam adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, que inclui intenso programa de capacita\u00e7\u00e3o e dota\u00e7\u00e3o de equipes nas \u00e1reas assistidas, para que a pessoas estejam preparadas e usem as rotas de evacua\u00e7\u00e3o em caso de desastres. Bairros pobres e de constru\u00e7\u00f5es fr\u00e1geis, com El Pastel, La Concordia, Campo Cielo, Flor del Campo, Brisas del Norte, Nueva Suyapa, Venezuela, Los Pinos, San Juan del Norte e outros dessa capital s\u00e3o lugares onde o medo de perder o que se tem, come\u00e7ando pela vida, diminuiu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Tegucigalpa, Honduras, 20\/1\/2014 &ndash; Para cerca de 250 mil habitantes da capital hondurenha, o medo de morrer por um evento clim&aacute;tico diminuiu, gra&ccedil;as a um plano de mitiga&ccedil;&atilde;o do aquecimento global, com pequenas obras realizadas em 180 bairros com vulnerabilidades ecol&oacute;gicas e sociais. 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