{"id":17089,"date":"2014-01-24T12:35:14","date_gmt":"2014-01-24T12:35:14","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=106692"},"modified":"2014-01-24T12:35:14","modified_gmt":"2014-01-24T12:35:14","slug":"acaba-a-primavera-suica-para-os-refugiados-sirios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/01\/ultimas-noticias\/acaba-a-primavera-suica-para-os-refugiados-sirios\/","title":{"rendered":"Acaba a primavera su\u00ed\u00e7a para os refugiados s\u00edrios"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_106693\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/suiza640.jpg\"><img class=\" wp-image-106693 \" alt=\"suiza640 Acaba a primavera su\u00ed\u00e7a para os refugiados s\u00edrios\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/suiza640.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"Acaba a primavera su\u00ed\u00e7a para os refugiados s\u00edrios\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Ziad Ali e sua fam\u00edlia em seu \u201clar\u201d na Su\u00ed\u00e7a. Foto: Ray Smith\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lucerna, Su\u00ed\u00e7a, 24\/1\/2014 \u2013 Mais de 1.100 refugiados s\u00edrios se beneficiaram desde setembro do programa su\u00ed\u00e7o para a reunifica\u00e7\u00e3o familiar, enquanto milhares esperavam uma oportunidade semelhante em embaixadas da Su\u00ed\u00e7a na regi\u00e3o. Mas o plano chegou ao fim.<\/p>\n<p>V\u00e1rias na\u00e7\u00f5es europeias responderam, no \u00faltimo ver\u00e3o boreal, a uma solicita\u00e7\u00e3o do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados (Acnur) para admitir refugiados s\u00edrios. A Su\u00ed\u00e7a anunciou que aceitaria 500 \u201crefugiados especialmente vulner\u00e1veis\u201d ao longo de tr\u00eas anos. Al\u00e9m disso, este pa\u00eds, que abriga cerca de dois mil cidad\u00e3os de origem s\u00edria, se comprometeu a abrir suas fronteiras para seus familiares. No final de novembro, as embaixadas su\u00ed\u00e7as na Turquia, Jord\u00e2nia e L\u00edbano haviam concedido a 1.600 s\u00edrios visto de entrada por tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>Pelo menos 1.100 destes j\u00e1 chegaram \u00e0 Su\u00ed\u00e7a. Outros cinco mil s\u00edrios solicitaram hora em embaixadas su\u00ed\u00e7as para apresentar pedidos semelhantes de visto. As autoridades su\u00ed\u00e7as se surpreenderam com esses n\u00fameros ou consideraram que sua a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria teria vida curta. Desde novembro introduziram entraves burocr\u00e1ticos: os s\u00edrios residentes na S\u00edria que haviam convidado seus parentes passaram a ter que cumprir certos requisitos financeiros.<\/p>\n<p>\u201cSe olharmos para o tamanho de uma fam\u00edlia s\u00edria m\u00e9dia, esses requisitos constituem um crit\u00e9rio assassino\u201d, ressaltou Beat Meiner, secret\u00e1rio-geral do Conselho Su\u00ed\u00e7o de Refugiados. \u201cPoucos dos s\u00edrios que vivem na Su\u00ed\u00e7a t\u00eam dinheiro suficiente para superar esses obst\u00e1culos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Suas advert\u00eancias n\u00e3o encontraram eco. E, o que \u00e9 pior, um m\u00eas depois, a ministra su\u00ed\u00e7a da Justi\u00e7a, Simonetta Sommaruga, cancelou completamente o programa de reunifica\u00e7\u00e3o familiar. \u201cPresumimos que a maioria dos s\u00edrios, que podem pedir vistos de entrada e enfrentam um perigo imediato, usaram a suspens\u00e3o de nossos requisitos para obter o visto\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ashti Amir, um s\u00edrio curdo que fugiu para a Su\u00ed\u00e7a por motivos pol\u00edticos h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e que agora dirige a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental SyriAid, tem uma perspectiva diferente. Desde setembro acertou para virem para a Su\u00ed\u00e7a as fam\u00edlias de um irm\u00e3o e uma irm\u00e3. Amir contou \u00e0 IPS que ainda lhe restam dois irm\u00e3os e seus pais em Aleppo, e que tamb\u00e9m pretende traz\u00ea-los para a Su\u00ed\u00e7a. \u201cEscapar de l\u00e1 e viajar at\u00e9 uma embaixada no exterior n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 dif\u00edcil como tamb\u00e9m \u00e9 caro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Amir conhece dezenas de outros compatriotas que t\u00eam familiares em perigo na S\u00edria e querem resgat\u00e1-los. Outra de suas irm\u00e3s, bem como sua cunhada, est\u00e3o perdidas em Istambul com suas fam\u00edlias esperando um visto para entrar na Su\u00ed\u00e7a. Solicitaram antes que o programa de reunifica\u00e7\u00e3o fosse cancelado, e Amir est\u00e1 otimista quanto a finalmente serem autorizadas. \u201cMas, se n\u00e3o for assim, para onde ir\u00e3o? Sua longa estadia na Turquia acabou com suas economias\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Meiner disse que muitos s\u00edrios embarcaram em uma perigosa viagem para embaixadas su\u00ed\u00e7as no Oriente M\u00e9dio, presumindo que podem se candidatar com \u00eaxito a um visto de entrada. \u201cAlguns deles agora est\u00e3o bloqueados: nem podem vir para a Su\u00ed\u00e7a nem voltar para a S\u00edria\u201d, destacou. Ele est\u00e1 convencido de que a a\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria su\u00ed\u00e7a poderia ser prolongada, e que muito mais vidas poderia ser salvas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Su\u00ed\u00e7a tamb\u00e9m hesita em tramitar cerca de dois mil pedidos de asilo apresentados por s\u00edrios, que fugiram de seu pa\u00eds sozinhos, sem suas fam\u00edlias. Alguns est\u00e3o entre tr\u00eas e quatro anos esperando uma decis\u00e3o.<\/p>\n<p>A IPS conheceu Ziad Ali e sua fam\u00edlia no centro da su\u00ed\u00e7a. Oriundo de Malikiyah, nordeste da S\u00edria, Ali se mudou ainda jovem para Damasco, onde trabalhava como taxista. \u201cComo curdo na S\u00edria, aceitava qualquer trabalho que levasse a alguma parte\u201d, contou. Antes de fugir do pa\u00eds, trabalhou na regi\u00e3o de Idlib como jardineiro. Foi preso em uma manifesta\u00e7\u00e3o em Qamishlim e torturado em uma pris\u00e3o de Deir az-Zour, na S\u00edria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua liberta\u00e7\u00e3o, fugir do pa\u00eds lhe pareceu a \u00fanica op\u00e7\u00e3o. Sua mulher e seus dois filhos chegaram \u00e0 Su\u00ed\u00e7a em junho de 2011, enquanto Ali chegou em janeiro de 2012. O refugiado disse que o destino de sua irm\u00e3 e de seu pai, presos pelo regime s\u00edrio em 2011, est\u00e1 constantemente em sua mente. N\u00e3o tem not\u00edcia deles desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua filha Fatima e seu filho Mohammad v\u00e3o \u00e0 escola na \u00e1rea e j\u00e1 falam alem\u00e3o melhor do que curdo. H\u00e1 um ano nasceu um terceiro filho, Azad. A fam\u00edlia vive em um barrac\u00e3o destinado a solicitantes de asilo e ocupa tr\u00eas quartos. Seu pedido permanece no limbo, mantendo a fam\u00edlia em constante inseguran\u00e7a sobre seu destino.<\/p>\n<p>Moreno Casasola, secret\u00e1rio-geral da organiza\u00e7\u00e3o Solidariedade Sem Fronteiras, informou que os pedidos de asilo dos s\u00edrios s\u00e3o majoritariamente deixados de lado pelo Escrit\u00f3rio Federal para as Migra\u00e7\u00f5es. Como qualquer outro pa\u00eds europeu, a Su\u00ed\u00e7a teme que responder a esses pedidos de forma positiva provoque um \u201cefeito chamada\u201d para mais refugiados s\u00edrios.<\/p>\n<p>O porta-voz desse organismo, Michael Glauser, reconheceu que n\u00e3o se d\u00e1 prioridade a essas solicita\u00e7\u00f5es de asilo dos s\u00edrios. Mas negou toda decis\u00e3o de adiamento. Segundo ele, os solicitantes s\u00edrios gozam da prote\u00e7\u00e3o da Su\u00ed\u00e7a, e no momento n\u00e3o foram enviados de volta ao seu pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p>Ziad Ali e sua fam\u00edlia, junto com outros solicitantes de asilo, protestaram diante do Escrit\u00f3rio Federal para as Migra\u00e7\u00f5es em Berna, reclamando uma r\u00e1pida decis\u00e3o de seus pedidos. Obter ao menos uma admiss\u00e3o oficial tempor\u00e1ria lhes daria perspectiva para os pr\u00f3ximos anos e facilitaria a busca por trabalho.<\/p>\n<p>Apesar de seu desespero, Ali acredita em um resultado positivo. Disse que n\u00e3o se importaria de voltar \u00e0 S\u00edria quando a guerra acabar, se os curdos forem tratados de modo justo. \u201cMas, quanto mais tempo meus filhos viverem aqui, mas dif\u00edcil ser\u00e1 para eles voltar\u201d, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Lucerna, Su&iacute;&ccedil;a, 24\/1\/2014 &ndash; Mais de 1.100 refugiados s&iacute;rios se beneficiaram desde setembro do programa su&iacute;&ccedil;o para a reunifica&ccedil;&atilde;o familiar, enquanto milhares esperavam uma oportunidade semelhante em embaixadas da Su&iacute;&ccedil;a na regi&atilde;o. Mas o plano chegou ao fim. 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