{"id":17104,"date":"2014-01-29T13:09:35","date_gmt":"2014-01-29T13:09:35","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=106925"},"modified":"2014-01-29T13:09:35","modified_gmt":"2014-01-29T13:09:35","slug":"a-africa-cresce-entre-fome-e-guerras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/01\/ultimas-noticias\/a-africa-cresce-entre-fome-e-guerras\/","title":{"rendered":"A \u00c1frica cresce entre fome e guerras"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_106926\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ErastusMwencha-629x419.jpg\"><img class=\" wp-image-106926 \" alt=\"ErastusMwencha 629x419 A \u00c1frica cresce entre fome e guerras\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/ErastusMwencha-629x419.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"A \u00c1frica cresce entre fome e guerras\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A \u00c1frica abra\u00e7ou a boa governan\u00e7a, \u201cassim como a democracia e os direitos humanos\u201d, afirmou Mwencha \u00e0 IPS.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adis Abeba, Eti\u00f3pia, 29\/1\/2014 \u2013 Os conflitos armados sempre s\u00e3o uma preocupa\u00e7\u00e3o na \u00c1frica, mas seria um erro ignorar os progressos que o continente conseguiu nesse e em outros temas nos \u00faltimos anos. \u00c9 o que afirma Erastus Mwencha, vice-presidente da Comiss\u00e3o da Uni\u00e3o Africana (UA), \u00f3rg\u00e3o executivo do bloco. A crise no Sud\u00e3o do Sul e na Rep\u00fablica Centro-Africana seguramente dominar\u00e3o as discuss\u00f5es na c\u00fapula da UA, que acontece esta semana na capital et\u00edope, mas o desenvolvimento sustent\u00e1vel, a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e o meio ambiente tamb\u00e9m estar\u00e3o sobre a mesa.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 instrutivo notar que 90% da popula\u00e7\u00e3o africana vive em lugares pac\u00edficos. Ou seja, temos 10% da popula\u00e7\u00e3o que ainda t\u00eam o desafio de conseguir a paz e a seguran\u00e7a, mas 10% n\u00e3o pode definir todo o continente\u201d, acrescentou. Mwencha garantiu que o continente abra\u00e7ou a boa governan\u00e7a, \u201cbem como a democracia e os direitos humanos. E isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenhamos desafios\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><b>IPS: Quais s\u00e3o as ideias equivocadas que existem sobre a \u00c1frica e que o senhor espera dissipar com esta c\u00fapula da UA?<\/b><\/p>\n<p><b>ERASTUS MWNECHA: <\/b>Como parte do 50\u00ba anivers\u00e1rio da UA no ano passado, resolvemos que agora a \u00c1frica tem que contar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. E essa hist\u00f3ria deveria, antes de tudo, reconhecer que temos lugares no continente onde h\u00e1 conflitos, onde h\u00e1 guerra e fome, que s\u00e3o os grandes desafios. Mas a \u00c1frica tamb\u00e9m faz enormes progressos nessas \u00e1reas. Em segundo lugar, a \u00c1frica \u00e9 um bom lugar para os investimentos, e as condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas est\u00e3o melhorando cada vez mais.<\/p>\n<p><b>IPS: Quais ser\u00e3o os tr\u00eas principais temas desta c\u00fapula?<\/b><\/p>\n<p><b>EM: <\/b>Naturalmente, a paz e a seguran\u00e7a continuar\u00e3o preocupando nosso continente. Nossos l\u00edderes se comprometeram a trabalhar para que todas as armas se silenciem em 2020. Isso ocorre no contexto da constru\u00e7\u00e3o da iniciativa Arquitetura de Paz e Seguran\u00e7a da \u00c1frica (APSA). A principal preocupa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o no Sud\u00e3o do Sul e na Rep\u00fablica Centro-Africana. Outro aspecto \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 a verdadeira raz\u00e3o de ser da UA, e nesse aspecto exploraremos programas que unam os pa\u00edses africanos, seja em infraestrutura, com\u00e9rcio ou economia. Em terceiro lugar, estaremos prestando especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 agricultura, que \u00e9 o tema central da c\u00fapula.<\/p>\n<p><b>IPS: Pode dar exemplos concretos do que fez a UA para melhorar a agricultura no passado, e o que far\u00e1 durante esta c\u00fapula?<\/b><\/p>\n<p><b>EM: <\/b>Observe o setor e o que os l\u00edderes fizeram nos \u00faltimos dez anos. Quando anunciaram o Programa Geral para o Desenvolvimento da Agricultura na \u00c1frica (CAADP), uma das decis\u00f5es que tomaram foi incrementar os investimentos. E o que temos agora, segundo os registros, \u00e9 que 70% dos pa\u00edses aumentaram seu gasto em agricultura. Quando se compara com a d\u00e9cada anterior, antes do lan\u00e7amento da CAADP, os investimentos estavam em queda. Agora h\u00e1 uma tend\u00eancia positiva. A agricultura envolve 70% da popula\u00e7\u00e3o. Esses s\u00e3o passos concretos que demonstram ter um impacto no terreno por meio da a\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p><b>IPS: O senhor mencionou a APSA, e um de seus principais componentes \u00e9 a For\u00e7a de Reserva Africana (ASF), projetada para responder rapidamente em casos de conflito. Como isso est\u00e1 progredindo?<\/b><\/p>\n<p><b>EM: <\/b>Houve recentemente uma avalia\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 ASF estar pronta at\u00e9 2015. Essa an\u00e1lise claramente indicou que tr\u00eas de cada quatro brigadas regionais est\u00e3o bem encaminhadas para sua meta. Mas tamb\u00e9m identificou v\u00e1rios elementos que devemos encarar e sobre os quais se deve informar para tentar ver como podemos otimizar a ASF, de forma que possamos reduzir o impacto que os conflitos t\u00eam na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>IPS: O com\u00e9rcio dentro do continente \u00e9 muito lento, em compara\u00e7\u00e3o com outras regi\u00f5es, e a UA h\u00e1 tempos reconheceu este problema. A c\u00fapula abordar\u00e1 essa quest\u00e3o a partir de um enfoque diferente?<\/b><\/p>\n<p><b>EM: <\/b>O com\u00e9rcio continua sendo um desafio para o continente. Sempre destacamos as limita\u00e7\u00f5es no lado da oferta. A \u00c1frica precisa de tecnologia, infraestrutura e capital para transformar as mat\u00e9rias-primas, e de empres\u00e1rios capazes de transformar esses recursos e produzir bens que alcancem o mercado. Isto \u00e9 um processo. Chega-se ao dilema do ovo e da galinha: deve ser criado um mercado antes de produzir, ou se produz e depois se volta para o mercado? Para enfrentar isto estamos integrando nossos mercados. Tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos para aproveitar o crescente mercado do continente. As comunidades econ\u00f4micas regionais est\u00e3o conseguindo muitos progressos. Estas s\u00e3o s\u00f3cias em nosso esfor\u00e7o para criar uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio continental.<\/p>\n<p><b>IPS: A popula\u00e7\u00e3o da \u00c1frica cresce rapidamente. Como a UA est\u00e1 respondendo \u00e0 amea\u00e7a de limita\u00e7\u00e3o de recursos?<\/b><\/p>\n<p><b>EM: <\/b>O grande aumento da popula\u00e7\u00e3o juvenil representa uma oportunidade, mas tamb\u00e9m desafios, e \u00e9 a\u00ed que se deve concentrar a a\u00e7\u00e3o. Temos que garantir que esses jovens possam produzir o suficiente, garantindo-lhes educa\u00e7\u00e3o e acesso. Se olharmos os passos que j\u00e1 foram dados, seja no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio ou apontando para a agenda p\u00f3s-2015, veremos que estamos procurando um desenvolvimento sustent\u00e1vel, buscando como cuidar do ambiente e explorar os recursos de forma que seja sustent\u00e1vel no futuro. Temos programas espec\u00edficos sobre sa\u00fade materna que abordam o tema populacional. Temos programas espec\u00edficos sobre \u00e1gua e saneamento. Temos programas sobre educa\u00e7\u00e3o. Todos considerando a popula\u00e7\u00e3o como o maior recurso da \u00c1frica, e tentamos descobrir como podemos nos beneficiar dos dividendos da popula\u00e7\u00e3o sem que haja escassez de recursos. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 29\/1\/2014 &ndash; Os conflitos armados sempre s&atilde;o uma preocupa&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica, mas seria um erro ignorar os progressos que o continente conseguiu nesse e em outros temas nos &uacute;ltimos anos. &Eacute; o que afirma Erastus Mwencha, vice-presidente da Comiss&atilde;o da Uni&atilde;o Africana (UA), &oacute;rg&atilde;o executivo do bloco. 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