{"id":17118,"date":"2014-02-03T12:30:46","date_gmt":"2014-02-03T12:30:46","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=107174"},"modified":"2014-02-03T12:30:46","modified_gmt":"2014-02-03T12:30:46","slug":"o-ciberespaco-aponta-contra-as-mulheres-do-quenia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/02\/ultimas-noticias\/o-ciberespaco-aponta-contra-as-mulheres-do-quenia\/","title":{"rendered":"O ciberespa\u00e7o aponta contra as mulheres do Qu\u00eania"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_107175\" style=\"width: 639px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mulheres.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-107175\" alt=\"mulheres O ciberespa\u00e7o aponta contra as mulheres do Qu\u00eania\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mulheres.jpg\" width=\"629\" height=\"472\" title=\"O ciberespa\u00e7o aponta contra as mulheres do Qu\u00eania\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Uma adolescente navega na internet em um centro de recursos de Nair\u00f3bi. Mas o crime cibern\u00e9tico e a intimida\u00e7\u00e3o contra as quenianas aumentam. Foto: David Njagi\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nair\u00f3bi, Qu\u00eania, 3\/2\/2014 \u2013 Quase nada impede a experiente pol\u00edtica queniana Rachael Shebesh de promover os direitos das mulheres. S\u00f3 o que esta representante das mulheres no Conselho de Nair\u00f3bi evita \u00e9 incentiv\u00e1-las nas redes sociais. Como todas as mulheres ligadas \u00e0 tecnologia no Qu\u00eania, esta aguerrida legisladora n\u00e3o ficou \u00e0 margem do ciberespa\u00e7o. Shebesh sofreu ataques degradantes sugerindo que \u00e9 uma feminista \u201cn\u00e3o adequada para a lideran\u00e7a\u201d, e tamb\u00e9m recebeu coment\u00e1rios cheios de insinua\u00e7\u00f5es sexuais nas redes sociais.<\/p>\n<p>O escrit\u00f3rio do diretor de Juizados P\u00fablicos do Qu\u00eania reconhece que as mulheres v\u00edtimas de crimes cibern\u00e9ticos e ass\u00e9dio raramente denunciam seus casos. \u201cA ciberdelinqu\u00eancia (e o ass\u00e9dio) est\u00e1 tomando todos por alvo. Sou uma pol\u00edtica e sei que nos tomam por objetivo, e \u00e9 por isso que me mantenho fora das redes sociais\u201d, disse \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>De acordo com a Rede Queniana para a A\u00e7\u00e3o pelas Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o (KICTANet), o crime cibern\u00e9tico e o ass\u00e9dio digital contra as mulheres aumenta no Qu\u00eania. A rede est\u00e1 integrada por pessoas e institui\u00e7\u00f5es vinculadas com as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o (TIC).<\/p>\n<p>A KICTANet disse que isto envolve incidentes pela internet de ass\u00e9dio sexual, persistentes mensagens de texto abusivas, tr\u00e1fico sexual e coment\u00e1rios humilhantes que refor\u00e7am os estere\u00f3tipos de g\u00eanero. Tamb\u00e9m houve casos de sabotagem profissional, roubo de identidade, fotografias e v\u00eddeos \u00edntimos, que depois foram usados para chantagear mulheres.<\/p>\n<p>\u201cEstes fatos seguem lado a lado com falta de conhecimento dos riscos nas redes por parte de mulheres e meninas\u201d, afirma o informe <i>Mulheres e Crime Cibern\u00e9tico: O Lado Escuro das TIC<\/i>, divulgado em abril de 2013 pela rede. O Qu\u00eania carece de uma legisla\u00e7\u00e3o que controle o crime na internet.<\/p>\n<p>No ano passado, o <i>Business Daily Africa<\/i> informou que a ciberseguran\u00e7a do pa\u00eds era uma das mais baixas do mundo. O informe acrescenta que os especialistas eram capazes de \u201cinterceptar tr\u00e1fego de vozes (atrav\u00e9s de celular) e de obter senhas tempor\u00e1rias para alguns assinantes, revelando o alto n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, as leis quenianas n\u00e3o punem eficazmente os crimes cibern\u00e9ticos e o discurso de \u00f3dio pela internet. \u00c9 por isso que o Comit\u00ea Diretor do F\u00f3rum de Governan\u00e7a do Qu\u00eania defende a aprova\u00e7\u00e3o do projeto de lei sobre Crimes Cibern\u00e9ticos e Crimes Relacionados com Computadores, que ser\u00e1 apresentado em mar\u00e7o ao parlamento.<\/p>\n<p>A presidente deste comit\u00ea, Alice Munyua, afirmou \u00e0 IPS que se prev\u00ea que a legisla\u00e7\u00e3o proteja todos os quenianos, mas que \u00e9 preciso proteger especificamente as mulheres. \u201cO crime cibern\u00e9tico afeta as mulheres de modo diferente. O projeto deveria conter algumas cl\u00e1usulas abordando especificamente como o crime na internet afeta a popula\u00e7\u00e3o feminina\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, nem todos est\u00e3o convencidos de que o Qu\u00eania possa aprovar essa legisla\u00e7\u00e3o. A Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00f5es do Qu\u00eania, ag\u00eancia encarregada de redigir o projeto, se nega a compartilhar seus detalhes com o p\u00fablico. Al\u00e9m disso, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Mulheres em R\u00e1dio e Televis\u00e3o (IAWRT) acredita que o Qu\u00eania deveria primeiro participar das negocia\u00e7\u00f5es para estabelecer a Conven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Africana sobre Ciberseguran\u00e7a, que cobre assuntos de transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas, prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais e combate ao crime cibern\u00e9tico.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, uma vez que os pa\u00edses africanos sejam signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o estar\u00e3o obrigados pelo direito internacional a implantar sua pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o. \u201cEspera-se que a Conven\u00e7\u00e3o sirva como projeto e que guie os passos para que sejam desenvolvidas legisla\u00e7\u00f5es sobre cibersegura\u00e7a\u201d, disse \u00e0 IPS o vice-presidente da IAWRT, Grace Gitaiga. Ele disse que originalmente se tentou assinar a Conven\u00e7\u00e3o este m\u00eas, mas que o processo foi adiado at\u00e9 junho devido ao caso contra os governantes do Qu\u00eania no Tribunal Penal Internacional (TPI)<\/p>\n<p>O presidente do Qu\u00eania, Uhuru Kenyatta, e seu vice, William Ruto, s\u00e3o acusados pelo TPI de crimes contra a humanidade ocorridos durante as disputadas elei\u00e7\u00f5es de 2007. O julgamento de Ruto j\u00e1 est\u00e1 em andamento e o de Kenyatta foi adiado. Mas o Servi\u00e7o de Pol\u00edcia do Qu\u00eania insiste que a ciberviol\u00eancia contra as mulheres seja classificada como um crime grave.<\/p>\n<p>\u201cOs funcion\u00e1rios s\u00e3o treinados em ciberinvestiga\u00e7\u00e3o no Departamento de Investiga\u00e7\u00f5es Penais, e est\u00e3o bem equipados para lidar com os casos\u201d, disse \u00e0 IPS Marcela Wanjiru Andaje, a superintendente da pol\u00edcia encarregada dos controles comunit\u00e1rios, prote\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e inf\u00e2ncia. Por\u00e9m, o escrit\u00f3rio queniano do diretor de julgamentos p\u00fablicos reconheceu que as mulheres v\u00edtimas de crimes cibern\u00e9ticos e ass\u00e9dio raramente fazem den\u00fancia. O escrit\u00f3rio recebe mais casos de pornografia infantil do que de crime pela internet e intimida\u00e7\u00e3o contra mulheres.<\/p>\n<p>Shebesh acredita que as ag\u00eancias governamentais como a Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00f5es do Qu\u00eania e o Servi\u00e7o de Pol\u00edcia podem conter facilmente este crime emergente. Mas, afirmou, o processo de buscar justi\u00e7a demora muito. \u201cAtualmente, se quiser pegar algu\u00e9m que abusou de voc\u00ea pelas redes sociais, pode faz\u00ea-lo. Mas \u00e9 preciso passar por um processo muito complicado para as quenianas comuns, por isso, em geral, o abandonam\u201d, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Nair&oacute;bi, Qu&ecirc;nia, 3\/2\/2014 &ndash; Quase nada impede a experiente pol&iacute;tica queniana Rachael Shebesh de promover os direitos das mulheres. 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