{"id":17144,"date":"2014-02-10T13:54:24","date_gmt":"2014-02-10T13:54:24","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=107601"},"modified":"2014-02-10T13:54:24","modified_gmt":"2014-02-10T13:54:24","slug":"a-grande-tarefa-de-salvar-a-pequena-martinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/02\/ultimas-noticias\/a-grande-tarefa-de-salvar-a-pequena-martinica\/","title":{"rendered":"A grande tarefa de salvar a Pequena Martinica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_107602\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CU-revetment-works-in-sanchez-640-629x416.jpg\"><img class=\" wp-image-107602 \" alt=\"CU revetment works in sanchez 640 629x416 A grande tarefa de salvar a Pequena Martinica\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/CU-revetment-works-in-sanchez-640-629x416.jpg\" width=\"529\" height=\"316\" title=\"A grande tarefa de salvar a Pequena Martinica\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um muro de conten\u00e7\u00e3o de 140 metros de comprimento \u00e9 parte de um projeto para proteger a Pequena Martinica dos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Foto: Tecla Fontenad\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e1nchez, Pequena Martinica, 10\/2\/2014 \u2013 S\u00e1nchez \u00e9 um pequeno e central distrito comercial em Pequena Martinica, a diminuta ilha que faz parte do Estado de Granada e que corre o risco de ficar ainda menor. Seus menos de 240 hectares est\u00e3o dominados por terras comunit\u00e1rias, recreativas, artesanais e industriais, uma junto \u00e0 outra, e em alguns casos compartilhando o mesmo espa\u00e7o.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o local, de aproximadamente 900 pessoas, usa a \u00e1rea da faixa costeira para construir barcos, praticar esportes e outras atividades recreativas e ao ar livre. Mas ao longo das duas \u00faltimas d\u00e9cadas a \u00e1rea sofreu uma eros\u00e3o generalizada. As autoridades dizem que perdeu pelo menos 30 metros em um per\u00edodo de 15 a 20 anos, causando uma destrui\u00e7\u00e3o severa ao \u00fanico trecho plano da ilha.<\/p>\n<p>A costa rochosa ao norte da praia se converte em um pequeno arrecife de coral, mas n\u00e3o \u00e9 suficiente para proteger toda a faixa costeira de correntes e mar\u00e9s. As ondas que chegam do Oceano Atl\u00e2ntico afetam regularmente as costas de S\u00e1nchez. Assim, toda areia que se move ao longo da faixa costeira \u00e9 automaticamente arrasada e se perde o sistema litor\u00e2neo.<\/p>\n<p>\u201cNossas vulnerabilidades diante dos desastres naturais s\u00e3o tremendas, e embora n\u00e3o possamos impedir os desastres, podemos nos centrar em mitigar e criar resili\u00eancia contra seus impactos\u201d, disse \u00e0 IPS o ministro para assuntos das ilhas de Carriacou e Pequena Martinica, Elvin Nimrod.<\/p>\n<p>A eros\u00e3o exp\u00f4s as camadas de cinzas brandas, que v\u00e3o de cor cinza-claro a marrom-claro. Uma preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades \u00e9 que se a eros\u00e3o continuar, a estrada que chega at\u00e9 o final do campo recreativo ser\u00e1 prejudicada e acabar\u00e1 destru\u00edda.<\/p>\n<p>No extremo norte desta \u00e1rea afetada pela eros\u00e3o, o cabo foi protegido por um muro de conten\u00e7\u00e3o. Contudo, alguns de seus setores desmoronaram, e embora nos \u00faltimos tempos tenha sido reconstru\u00eddo, inclusive partes do novo muro tamb\u00e9m falham agora. Al\u00e9m disso, as pedras blindadas usadas para proteger a muralha s\u00e3o muito pequenas para suportar as ondas, e \u00e9 prov\u00e1vel que isto tenha contribu\u00eddo para o fracasso desta estrutura.<\/p>\n<p>No entanto, S\u00e1nchez finalmente est\u00e1 recebendo ajuda para enfrentar o problema. Trata-se da primeira interven\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de mudan\u00e7a clim\u00e1tica completada dentro do Projeto de Redu\u00e7\u00e3o dos Riscos para Valores Humanos Naturais Resultantes da Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (RRACC). A iniciativa \u00e9 financiada pela Ag\u00eancia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e administrado pela secretaria da Organiza\u00e7\u00e3o de Estados do Caribe Oriental (OECS), com sede em Santa L\u00facia.<\/p>\n<p>Em 2012, Granada pediu o apoio da secretaria para abordar os problemas da eros\u00e3o costeira e reduzir os impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. A iniciativa para Carriacou e Pequena Martinica previa tr\u00eas etapas, apresentando um enfoque exaustivo para abordar esses assuntos com apoio do RRACC.<\/p>\n<p>As obras de restaura\u00e7\u00e3o costeira em S\u00e1nchez foram o primeiro de 11 exemplos de interven\u00e7\u00f5es para a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica que seriam feitas no contexto do RRACC, que ajudar\u00e1 a OECS, de nove membros, a criar resili\u00eancia diante deste fen\u00f4meno e a reduzir a vulnerabilidade diante de seus impactos.<\/p>\n<p>O projeto em S\u00e1nchez incluiu a recupera\u00e7\u00e3o de terra perdida pelo avan\u00e7o do mar, bem como a localiza\u00e7\u00e3o de um muro de conten\u00e7\u00e3o de 140 metros de comprimento para deter a atual eros\u00e3o da \u00e1rea de campo de jogos e para proteger a infraestrutura costeira crucial, al\u00e9m da blindagem do cabo ao norte com a constru\u00e7\u00e3o de outro muro que suporte ondas fortes.<\/p>\n<p>O diretor de desenvolvimento social e sustent\u00e1vel na secretaria da OECS, Bentley Browne, disse \u00e0 IPS que esses frequentes bombardeios das faixas costeiras causam uma perda significativa de terra f\u00e9rtil e cobertura florestal, incluindo mangues. \u201cAtualmente, os bens costeiros degradam a um ritmo claramente vis\u00edvel sem que sejam feitas medi\u00e7\u00f5es com ferramentas cient\u00edficas, e se reconhece que este problema cada vez maior exige medidas imediatas e adequadas de mitiga\u00e7\u00e3o para reduzir a vulnerabilidade destas ilhas aos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O diretor da OECS acrescentou que pequenos Estados insulares em desenvolvimento como os desta organiza\u00e7\u00e3o podem fazer pouco para frear ou reverter a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Portanto, \u201cdevemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para enfrentar suas consequ\u00eancias\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cOs impactos sobre as ilhas pequenas s\u00e3o pesquisados \u00a0por muitos cientistas e, em geral, espera-se que o aumento do n\u00edvel do mar cause maiores inunda\u00e7\u00f5es costeiras e danos \u00e0s faixas costeiras e \u00e0 sua infraestrutura, bem como eros\u00e3o e amea\u00e7a aos meios de sustento. Como pessoas que habitamos os pequenos espa\u00e7os de terra na OECS, isto \u00e9 particularmente preocupante\u201d, afirmou em cerim\u00f4nia realizada no final de janeiro por ocasi\u00e3o do encerramento das obras de restaura\u00e7\u00e3o em S\u00e1nchez.<\/p>\n<p>\u201cComo regi\u00e3o, reconhecemos os desafios que enfrentamos. Mas n\u00e3o nos dissuadir\u00e3o ou afastar\u00e3o de nosso caminho em busca do desenvolvimento sustent\u00e1vel. Nossas inten\u00e7\u00f5es nessa mat\u00e9ria est\u00e3o claramente gravadas em pol\u00edticas e acordos cruciais que guiam o crescimento e o desenvolvimento de nossa regi\u00e3o\u201d, ressaltou Browne.<\/p>\n<p>Browne tamb\u00e9m assinalou que o Tratado da Uni\u00e3o Econ\u00f4mica da OECS junto com a Declara\u00e7\u00e3o de St. George de Princ\u00edpios para a Sustentabilidade Ambiental da OECS estabelecem que cada Estado membro deve minimizar sua vulnerabilidade ambiental, melhorar o manejo do meio ambiente e proteger a base de recursos naturais da regi\u00e3o, desta forma aumentando sua resili\u00eancia diante dos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e permitindo cont\u00ednuos benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Mikell O\u2019Mealy, coordenadora de mudan\u00e7a clim\u00e1tica para o Caribe oriental na Usaid-Caribe, disse que o projeto de S\u00e1nchez representa \u201cum exemplo brilhante de como a comunidade pode abordar os problemas muito s\u00e9rios da regi\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d. Segundo ela, quando os arrecifes de coral perdem a cor e morrem, como ocorreu em Pequena Martinica, j\u00e1 n\u00e3o fornecem a crucial prote\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa costeira de correntes, ondas e tempestades.<\/p>\n<p>\u201cAqui, com em muitos lugares da regi\u00e3o e do mundo, a perda de arrecifes de coral e de mangues costeiros levou a uma severa eros\u00e3o costeira, amea\u00e7ando infraestrutura comunit\u00e1ria fundamental, como a estrada que liga sua comunidade com o resto da ilha e a central el\u00e9trica vizinha a essa via, que abastece a ilha\u201d, detalhou O\u2019Mealy. Acrescentou que o projeto de restaura\u00e7\u00e3o em S\u00e1nchez mostra que a eros\u00e3o induzida pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica pode ser abordada de modo efetivo combinando per\u00edcia t\u00e9cnica com esfor\u00e7o comunit\u00e1rio forte e colaborador.<\/p>\n<p>O\u2019Mealy disse \u00e0 IPS que, al\u00e9m deste projeto em Pequena Martinica, a Usaid financia outras dez iniciativas em todo o Caribe oriental, e com o apoio \u00e0 secretaria da OECS \u201cajudamos para que todos aprendam uns com os outros sobre o que funciona melhor, o que n\u00e3o funciona t\u00e3o bem e como se pode intensificar os enfoques de maior \u00eaxito em cada pa\u00eds e em toda a regi\u00e3o do modo mais rent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cLamentavelmente, a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o acabar\u00e1, e neste ponto sabemos que os impactos v\u00e3o piorar nos pr\u00f3ximos anos. Portanto, devemos continuar testando novos enfoques, aprendendo um com o outro e intensificando o que funciona\u201d, enfatizou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; S&aacute;nchez, Pequena Martinica, 10\/2\/2014 &ndash; S&aacute;nchez &eacute; um pequeno e central distrito comercial em Pequena Martinica, a diminuta ilha que faz parte do Estado de Granada e que corre o risco de ficar ainda menor. 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