{"id":17173,"date":"2014-02-17T13:39:24","date_gmt":"2014-02-17T13:39:24","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=108010"},"modified":"2014-02-17T13:39:24","modified_gmt":"2014-02-17T13:39:24","slug":"homossexuais-da-india-poem-suas-vozes-no-ar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/02\/ultimas-noticias\/homossexuais-da-india-poem-suas-vozes-no-ar\/","title":{"rendered":"Homossexuais da \u00cdndia p\u00f5em suas vozes no ar"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_108011\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/india640.jpg\"><img class=\" wp-image-108011 \" alt=\"india640 Homossexuais da \u00cdndia p\u00f5em suas vozes no ar\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/india640.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"Homossexuais da \u00cdndia p\u00f5em suas vozes no ar\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Chandni, integrante da comunidade LGBT em Bangalore, sintoniza a QRadio pela internet. Foto: Stella Paul\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bangalore, \u00cdndia, 17\/2\/2014 \u2013 \u00c9 de tarde em Bangalore, a cidade das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o da \u00cdndia. Em um pequeno est\u00fadio, Vaishalli Chandra, diretora da QRadio, uma emissora via internet dedicada \u00e0 comunidade gay, l\u00e9sbica, bissexual e transg\u00eanero (LGBT), entrevista Ankit Bhuptani, um homossexual de 21 anos, de Mumbai.<\/p>\n<p>\u201cTinha 15 anos quando me dei conta de que era gay, e isso me fazia sentir como se pecasse contra Deus. Comecei a me condenar. Mais tarde consegui me aceitar como sou\u201d, afirmou Bhuptani. Chandra, uma heterossexual, sorri e faz a audi\u00eancia da r\u00e1dio participar: \u201cSim, a aceita\u00e7\u00e3o social \u00e9 importante e come\u00e7a por aceitar a si mesmo. Por isso, falemos disso\u201d.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0s oportunidades de formar redes, desabafar e comemorar, a r\u00e1dio \u00e9 o meio mais escolhido pela comunidade LGBT na \u00cdndia. Priyanka Divakar apresenta o programa Yari Ivaru (Quem \u00e9 Esta Pessoa?), transmitido pela R\u00e1dio Active, uma emissora FM que est\u00e1 no ar desde 2010. Ela integra a mesma comunidade LGBT \u00e0 qual dirige seu espa\u00e7o. Divakar nasceu homem e se submeteu a uma cirurgia de mudan\u00e7a de sexo depois de sofrer durante anos o mesmo calv\u00e1rio experimentado pelas minorias sexuais nesse pa\u00eds: falta de direitos, ostracismo social, estigma e piadas.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia as rela\u00e7\u00f5es homossexuais ainda s\u00e3o um crime penal. Chandra e Divakar acreditam que seus programas ampliam a liberdade de express\u00e3o, ao darem \u00e0 comunidade LGBT uma plataforma para ser ela mesma. Os convidados falam sobre seu conflito de identidade, a rea\u00e7\u00e3o de seus familiares diante de sua sexualidade e a oposi\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p>\u201cNa maioria das vezes, os pr\u00f3prios pais renegam seus filhos ap\u00f3s saberem de sua identidade sexual. Isto os lan\u00e7a no mundo da inseguran\u00e7a econ\u00f4mica, social e emocional, e os empurra para o com\u00e9rcio sexual, a mendic\u00e2ncia ou atividades criminosas\u201d, explicou Divakar. Mas, nem todas as hist\u00f3rias s\u00e3o amargas e tristes.<\/p>\n<p>Shaleen Rakesh, de Nova D\u00e9lhi, recordou na r\u00e1dio o dia em que contou \u00e0 sua m\u00e3e que era gay. \u201cEla disse que queria me abra\u00e7ar. Ficou muito feliz por eu ter sa\u00eddo do arm\u00e1rio\u201d, contou. Al\u00e9m de compartilhar hist\u00f3rias do passado, a comunidade tamb\u00e9m usa esses espa\u00e7os de r\u00e1dio para debater sobre o futuro, especialmente os planos de terminar com a discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A r\u00e1dio tem particular recep\u00e7\u00e3o entre os jovens da classe trabalhadora, \u00e0 qual pertence a maioria dos LGBT, pontuou Kalki Subramanium, ativista transg\u00eanero de Chennai. \u201cNestes dias a r\u00e1dio \u00e9 um novo avatar. Pode-se ver jovens ouvindo-a quando v\u00e3o para o trabalho ou mesmo quando est\u00e3o no trabalho. \u00c9 de f\u00e1cil acesso e n\u00e3o custa muito\u201d, destacou Subramanium, um trabalhador social premiado e fundador da Sahadari, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que promove a igualdade de g\u00eanero na \u00cdndia.<\/p>\n<p>Abhijay, um desenhista gr\u00e1fico de Nova D\u00e9lhi que teme revelar seu nome por medo de perder o emprego, costuma sintonizar a QRadio, que considera \u201cmuito boa para animar uma pessoa em conflito com sua identidade sexual\u201d. Por\u00e9m, quase cinco meses depois de seu lan\u00e7amento, sente que a r\u00e1dio corre o risco de ser repetitiva e que deve levar mais a s\u00e9rio assuntos como a brutalidade policial, a discrimina\u00e7\u00e3o no local de trabalho e a falta de empregos decentes. \u201cA identidade n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema dos gays. O que falar das consequ\u00eancias de declarar publicamente sua orienta\u00e7\u00e3o sexual? Como enfrentamos isso? Como lidar com a discrimina\u00e7\u00e3o em toda parte?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>Akkai Padmashali, ativista LGBT da Sangam, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental com sede em Bangalore, disse que o acesso \u00e0 QRadio \u00e9 limitado, porque \u00e9 necess\u00e1ria uma conex\u00e3o est\u00e1vel de internet para poder ouvi-la. \u00c9 necess\u00e1rio chegar aos que vivem do outro lado da brecha digital, destacou. Padmashali, que pretende apresentar um programa na QRadio, gostaria de \u201cver uma quantidade de emissoras comunit\u00e1rias em todo o pa\u00eds abordando assuntos da comunidade LGBT\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mais emissoras exigir\u00e3o mais financiamento, o que \u00e9 um assunto espinhoso. Segundo Chandra, a QRadio recebeu parte de seu financiamento do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), mas \u201ca sustentabilidade \u00e9 um assunto s\u00e9rio\u201d. Priya Darshi, radicado em Hyderabad, disse que planejou criar uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria, mas n\u00e3o p\u00f4de porque \u201cningu\u00e9m estava disposto a apoiar um grupo de pessoas estranhas falando sobre direitos e leis\u201d.<\/p>\n<p>Padmashali acredita que \u201ca responsabilidade moral (de financiar) deveria caber ao Estado indiano\u201d. Nos \u00faltimos meses manteve reuni\u00f5es com dirigentes, pol\u00edticos e ministros, entre eles Manish Tiwari, titular da pasta de Informa\u00e7\u00e3o e Transmiss\u00f5es, a quem descreveu como \u201cmuito emp\u00e1tico\u201d com a comunidade LGBT.<\/p>\n<p>Subramanium afirma que o setor corporativo tamb\u00e9m deveria investir na r\u00e1dio para a comunidade LGBT. \u201cH\u00e1 v\u00e1rias emissoras privadas que recebem grande financiamento das corpora\u00e7\u00f5es. A escassez de fundos s\u00f3 existe para as r\u00e1dios comunit\u00e1rias. Mas o di\u00e1logo e a sensibiliza\u00e7\u00e3o podem ajudar a criar novas associa\u00e7\u00f5es. A responsabilidade social corporativa poderia incluir financiar espa\u00e7os que promovam os direitos de g\u00eanero\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Entretanto, Padmashali e Subramanium est\u00e3o convencidos de que a r\u00e1dio para as pessoas LGBT chegou para ficar. Na QRadio ouve-se a voz de Rakesh: \u201cN\u00e3o precisamos de nenhuma aprova\u00e7\u00e3o dos outros&#8230; nossa comunidade \u00e9 suficiente para validar a si mesma\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Bangalore, &Iacute;ndia, 17\/2\/2014 &ndash; &Eacute; de tarde em Bangalore, a cidade das tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o da &Iacute;ndia. 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