{"id":17211,"date":"2014-02-26T14:06:35","date_gmt":"2014-02-26T14:06:35","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=108671"},"modified":"2014-02-26T14:06:35","modified_gmt":"2014-02-26T14:06:35","slug":"o-sol-sorri-no-frio-deserto-da-caxemira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/02\/ultimas-noticias\/o-sol-sorri-no-frio-deserto-da-caxemira\/","title":{"rendered":"O Sol sorri no frio deserto da Caxemira"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_108672\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ladaj640.jpg\"><img class=\" wp-image-108672 \" alt=\"ladaj640 O Sol sorri no frio deserto da Caxemira\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/ladaj640.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"O Sol sorri no frio deserto da Caxemira\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Mulas transportam um sistema de energia solar para uma regi\u00e3o isolada da des\u00e9rtica Ladaj, na \u00cdndia. Foto: Athar Parvaiz\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Leh, \u00cdndia, 26\/2\/2014 \u2013 Surendar Mohan, ajudante no restaurante da escola de Jawahar Navodiya Vidyalya, olha o Sol com total gratid\u00e3o neste deserto elevado e frio no nordeste da \u00cdndia. \u201cAgora as coisas est\u00e3o bem f\u00e1ceis para n\u00f3s, trabalhadores. Antes, t\u00ednhamos que usar muitos pratos para cozinhar arroz, legumes e verduras, mas agora os grandes pratos solares facilitam muito nosso trabalho\u201d, contou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Um sistema de cozimento solar por vapor, que emprega cinco pratos, pode cozinhar para at\u00e9 600 pessoas de uma s\u00f3 vez. Agora a regi\u00e3o experimenta um significativo avan\u00e7o de uma rede de energia solar. \u201cAl\u00e9m de reduzir a carga de trabalho, cozinhar em pratos solares tamb\u00e9m melhora a qualidade dos alimentos\u201d, explicou Mohan.<\/p>\n<p>O sistema de cozimento por energia solar pode preparar at\u00e9 150 quilos de arroz, 100 de verduras e 30 de legumes ao mesmo tempo. Mais de 570 estudantes e funcion\u00e1rios comem aqui. \u201cN\u00e3o s\u00f3 \u00e9 muito f\u00e1cil de operar como tamb\u00e9m nos fornece \u00e1gua quente para lavar os pratos na temporada de inverno\u201d, detalhou Tashi, que trabalha na cozinha. Segundo Mohan, o sistema solar permite \u00e0 escola economizar. \u201cCada dia economizamos tr\u00eas cilindros de g\u00e1s\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Jigmet Takpa, diretor de projetos da independente Ag\u00eancia para o Desenvolvimento da Energia Renov\u00e1vel em Ladaj, que instalou este e outros sistemas de cozimento solar nesta regi\u00e3o des\u00e9rtica, destaca que a escola agora pode economizar US$ 23 mil por ano. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, muitas pessoas desse altiplano \u00e1rido no Estado indiano de Jammu e Caxemira usam geradores a diesel para ilumina\u00e7\u00e3o, e querosene e lenha para cozinhar e esquentar \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cIsso contaminou a atmosfera e tamb\u00e9m implicou enorme gasto em transporte de diesel, querosene e lenha para Ladaj, pois a localidade est\u00e1 isolada do resto da \u00cdndia e tem um terreno escarpado\u201d, explicou Shahid Wani, que ensina ci\u00eancias ambientais na Universidade da Caxemira. Atualmente a regi\u00e3o testemunha o avan\u00e7o significativo de uma rede de energia solar. Takpa disse que isso atender\u00e1 as necessidades energ\u00e9ticas dos moradores de Ladaj e tamb\u00e9m produzir\u00e1 energia para outras regi\u00f5es da \u00cdndia. Ladaj \u00e9 rica em fontes renov\u00e1veis e fica entre as \u00e1reas mais promissoras do mundo em mat\u00e9ria de desenvolvimento de projetos solares.<\/p>\n<p>\u201cComo Ladaj \u00e9 um deserto frio, n\u00e3o temos nenhuma floresta. Assim, toda a madeira procede da Caxemira, enquanto o diesel e o querosene s\u00e3o da \u00cdndia, a um pre\u00e7o alto\u201d, afirmou Takpa. Mas agora, ap\u00f3s um projeto do Minist\u00e9rio de Energias Novas e Renov\u00e1veis da \u00cdndia, no valor de US$ 87 milh\u00f5es, em Ladaj, as coisas mudam muito rapidamente, acrescentou . O subs\u00eddio de 50% para artefatos operados com energia solar no contexto do projeto seduziu os habitantes de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cCada metro quadrado de nossa terra tem o potencial de gerar 1.200 watts de eletricidade a partir do Sol, que \u00e9 o m\u00e1ximo na \u00cdndia\u201d, explicou Lakpa. \u201cTemos mais de 320 dias claros e ensolarados por ano. Al\u00e9m disso, a baixa temperatura exterior em Ladaj melhora ainda mais a efici\u00eancia dos pain\u00e9is solares. Por este motivo nos consideram os melhores para a energia solar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Segundo Takpa, o programa do Banco do Deserto, do governo indiano, \u00e9 o mais adequado para Ladaj. As autoridades fixaram o objetivo de gerar 400 mil megawatts (MW) de energia solar entre 2030 e 2050, dos quais cem mil MW ser\u00e3o gerados a partir de Ladaj, afirmou. \u201cAt\u00e9 agora instalamos 137 pequenas centrais solares, para alde\u00f5es que vivem em zonas isoladas, monast\u00e9rios, institui\u00e7\u00f5es de ensino e hospitais\u201d, ressaltou. O impacto desta iniciativa de energia solar nas vidas dos habitantes de Ladaj j\u00e1 \u00e9 vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Mais de 40 aldeias que n\u00e3o tinham eletricidade ou contavam com fontes energ\u00e9ticas pouco confi\u00e1veis agora disp\u00f5em de energia solar e aquecedores de \u00e1gua que tamb\u00e9m usam essa fonte. Praticamente todas as casas e o hotel de Leh, capital de Ladaj, t\u00eam um sistema de aquecimento de \u00e1gua com energia solar, e um aparelho solar para cozinhar pode ser visto no exterior da maioria das casas. \u201cTudo isso reduziu muito a depend\u00eancia do diesel, do querosene e da lenha\u201d, ressaltou Wani. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Leh, &Iacute;ndia, 26\/2\/2014 &ndash; Surendar Mohan, ajudante no restaurante da escola de Jawahar Navodiya Vidyalya, olha o Sol com total gratid&atilde;o neste deserto elevado e frio no nordeste da &Iacute;ndia. &ldquo;Agora as coisas est&atilde;o bem f&aacute;ceis para n&oacute;s, trabalhadores. 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