{"id":17218,"date":"2014-02-27T15:30:05","date_gmt":"2014-02-27T15:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=108757"},"modified":"2014-02-27T15:30:05","modified_gmt":"2014-02-27T15:30:05","slug":"ferrovia-e-mineracao-casamento-impotente-diante-da-pobreza-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/02\/ultimas-noticias\/ferrovia-e-mineracao-casamento-impotente-diante-da-pobreza-brasileira\/","title":{"rendered":"Ferrovia e minera\u00e7\u00e3o, casamento impotente diante da pobreza brasileira"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_108758\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Brasil-chica1-629x472.jpg\"><img class=\" wp-image-108758 \" alt=\"Brasil chica1 629x472 Ferrovia e minera\u00e7\u00e3o, casamento impotente diante da pobreza brasileira\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Brasil-chica1-629x472.jpg\" width=\"529\" height=\"372\" title=\"Ferrovia e minera\u00e7\u00e3o, casamento impotente diante da pobreza brasileira\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vendedores informais oferecem comida e bebida aos passageiros da Ferrovia Caraj\u00e1s, na esta\u00e7\u00e3o de Alto Alegre de Pindar\u00e9, no noroeste do Estado do Maranh\u00e3o. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alto Alegre do Pindar\u00e9 e S\u00e3o Lu\u00eds, Brasil, 27\/2\/2014 \u2013 A Ferrovia Caraj\u00e1s, considerada a mais eficiente do Brasil, mant\u00e9m um servi\u00e7o de passageiros que lhe causa perdas, para beneficiar a popula\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, isso pouco alivia seu pecado original: nasceu para exportar minerais, cruzando uma regi\u00e3o de pobreza cr\u00f4nica. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois de sua constru\u00e7\u00e3o, o corredor de Caraj\u00e1s, por onde passa um ter\u00e7o do min\u00e9rio de ferro exportado pelo Brasil, continua sendo provedor de m\u00e3o de obra barata para regi\u00f5es mais pr\u00f3speras e grandes projetos amaz\u00f4nicos, segundo a IPS constatou ao percorrer a \u00e1rea.<\/p>\n<p>Auzil\u00e2ndia, povoado de 12 mil habitantes e humildes casas dos dois lados dos trilhos, \u201cfica vazia\u201d ao final de cada ano, segundo Leide Diniz. Seu marido foi, \u201cpela segunda vez\u201d, para o Estado de Santa Catarina, mais de tr\u00eas mil quil\u00f4metros ao sul, viajando tr\u00eas dias em \u00f4nibus. Deixou seus tr\u00eas filhos com ela em novembro, para trabalhar em um restaurante durante a temporada tur\u00edstica de ver\u00e3o. \u201cGanha e volta\u201d, se conforma a mulher, porque \u201caqui n\u00e3o tem emprego\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Uma corrente estabelecida h\u00e1 alguns anos leva para Santa Catarina a maioria dos trabalhadores errantes de Alto Alegre do Pindar\u00e9, munic\u00edpio de 31 mil habitantes onde fica Auzil\u00e2ndia, no interior do Maranh\u00e3o, Estado de transi\u00e7\u00e3o do semi\u00e1rido Nordeste do pa\u00eds para a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O Maranh\u00e3o, por onde passam dois ter\u00e7os dos 892 quil\u00f4metros da Ferrovia Caraj\u00e1s, continua enviando trabalhadores para muitas regi\u00f5es do pa\u00eds, em geral para tarefas tempor\u00e1rias ou prec\u00e1rias, como minera\u00e7\u00e3o de ouro artesanal na Amaz\u00f4nia ou corte de cana-de-a\u00e7\u00facar. Tamb\u00e9m \u00e9 a principal origem das v\u00edtimas da escravid\u00e3o moderna, especialmente na pecu\u00e1ria e no carv\u00e3o vegetal. Seu \u00cdndice de Desenvolvimento Humano est\u00e1 em pen\u00faltimo lugar entre os 27 Estados brasileiros, e sua renda por pessoa est\u00e1 em \u00faltimo.<\/p>\n<p>A Ferrovia Caraj\u00e1s e sua empresa concession\u00e1ria, a transnacional brasileira da minera\u00e7\u00e3o Vale, ter\u00e3o uma nova oportunidade para ajudar o desenvolvimento local. Est\u00e1 em andamento a duplica\u00e7\u00e3o de seu tra\u00e7ado, at\u00e9 agora de via \u00fanica, e da extra\u00e7\u00e3o na Serra de Caraj\u00e1s, no Par\u00e1. A partir de 2018, ser\u00e3o extra\u00eddos 230 milh\u00f5es de toneladas anuais do min\u00e9rio de mais alto teor de ferro do mercado mundial.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o se estende ao porto de \u00e1guas profundas Ponta da Madeira, em S\u00e3o Lu\u00eds, capital maranhense, por onde \u00e9 exportada a produ\u00e7\u00e3o de Caraj\u00e1s, que compreende tamb\u00e9m mangan\u00eas, cobre e outros minerais, e que converte a Vale na segunda empresa mundial do setor. O investimento exigido \u00e9 de US$ 19,5 bilh\u00f5es, a maior parte em log\u00edstica.<\/p>\n<p>Em seu apogeu, a constru\u00e7\u00e3o empregar\u00e1 8.645 trabalhadores, segundo a Vale. Os empregos permanentes, quando entrar em opera\u00e7\u00e3o a duplica\u00e7\u00e3o da ferrovia, ser\u00e3o 1.438 e a prioridade \u00e9 contratar gente local, promete a empresa. Uma fraca alavanca para o desenvolvimento em um corredor t\u00e3o extenso. A ajuda mais significativa vir\u00e1 de investimentos sociais da empresa, cujo lucro est\u00e1 entre os maiores do Brasil.<\/p>\n<p>Um novo projeto de lei sobre minera\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 aprovado este ano, for\u00e7ar\u00e1 a que uma pequena parte desse dinheiro beneficie os munic\u00edpios que sofrem os impactos diretos de sua atividade. Para garantir esse e outros recursos e aproveit\u00e1-los melhor, os 23 munic\u00edpios do Maranh\u00e3o pelos quais o trem passa se juntar\u00e3o para coordenar suas a\u00e7\u00f5es e sua rela\u00e7\u00e3o com a Vale.<\/p>\n<p>A empresa fez um diagn\u00f3stico de interesses econ\u00f4micos locais, com o desenho de \u201cprojetos para cada microrregi\u00e3o ao longo da ferrovia\u201d, informou o diretor de Opera\u00e7\u00f5es Log\u00edsticas da Vale, Zenaldo Oliveira. Em uma comunidade pode-se adequar uma f\u00e1brica de farinha de mandioca, e em outra, fruticultura e sucos, citou como exemplo. A Vale, fundada pelo Estado em 1942 e privatizada em 1997, s\u00f3 apoia iniciativas em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e gera\u00e7\u00e3o de renda, detalhou Oliveira, pois \u00e9 onde est\u00e3o as maiores car\u00eancias que travam o desenvolvimento local.<\/p>\n<p>Atualmente, com apenas uma via para os dois sentidos, 12 trens de carga ligam diariamente Caraj\u00e1s com S\u00e3o Lu\u00eds. Afirma-se que s\u00e3o os mais longos do mundo, com 330 vag\u00f5es, quatro locomotivas e cada um carregado com mais de 30 mil toneladas de minerais, mais de cem milh\u00f5es de toneladas por ano. Os trens voltam carregados de combust\u00edveis, fertilizantes e outros produtos de consumo no interior.<\/p>\n<p>Os trens de passageiros, a pre\u00e7os subsidiados porque \u201ca popula\u00e7\u00e3o local n\u00e3o pode pagar seu custo real\u201d, \u00e9 \u201cum benef\u00edcio social\u201d de transporte barato e permanente em uma regi\u00e3o onde as chuvas costumam fechar estradas, pontuou Oliveira. Em suas 15 paradas, especialmente em Alto Alegre do Pindar\u00e9, uma multid\u00e3o de vendedores, na maioria mulheres, se aproxima das janelas para oferecer \u00e1gua gelada e alimentos aos 360 mil passageiros anuais da ferrovia.<\/p>\n<p>Esse prec\u00e1rio sustento pode desaparecer com o novo projeto, porque os vag\u00f5es ter\u00e3o ar-condicionado e suas janelas permanecer\u00e3o fechadas. \u201cBuscaremos solu\u00e7\u00f5es\u201d antes da substitui\u00e7\u00e3o, talvez organizando cooperativas de fornecedores, disse o diretor da Vale.<\/p>\n<p>Em Alto Alegre opera h\u00e1 tempos a Cooperativa de Trabalhadores e Vendedores, cuja funda\u00e7\u00e3o a Vale apoiou e que chegou a vender comida na cantina do trem h\u00e1 dez anos, mas \u201cpor pouco tempo\u201d, segundo sua diretora, Alice Cunegundes, de 58 anos e tr\u00eas filhos. Depois a Cooperativa, que chegou a ter 93 s\u00f3cias, fornecia at\u00e9 tr\u00eas mil refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias \u00e0 prefeitura, at\u00e9 que o atual prefeito, eleito em 2012, cancelou o acordo, \u201cprejudicando a iniciativa\u201d, lamentou.<\/p>\n<p>Apoiar os empreendedores, melhorar escolas e capacitar milhares de oper\u00e1rios s\u00e3o algumas das a\u00e7\u00f5es sociais e ambientais da Vale e de sua Funda\u00e7\u00e3o. No entanto, \u201cs\u00e3o projetos pontuais, que n\u00e3o incentivam o desenvolvimento efetivo do territ\u00f3rio\u201d, ressaltou George Pereira, secret\u00e1rio-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria Itaqui-Bacanga, cuja funda\u00e7\u00e3o e sede, tamb\u00e9m \u201cprodutos de investimentos sociais da Vale\u201d, servem aos 58 bairros em torno do porto Ponta da Madeira.<\/p>\n<div id=\"attachment_108759\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Brasil-chica-2.jpg\"><img class=\" wp-image-108759 \" alt=\"Brasil chica 2 Ferrovia e minera\u00e7\u00e3o, casamento impotente diante da pobreza brasileira\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Brasil-chica-2.jpg\" width=\"540\" height=\"380\" title=\"Ferrovia e minera\u00e7\u00e3o, casamento impotente diante da pobreza brasileira\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A rua principal de Auzil\u00e2ndia, aldeia do munic\u00edpio de Alto Alegre de Pindar\u00e9, que carece de oportunidades de trabalho, apesar de ser atravessado pela Ferrovia Caraj\u00e1s. Foto: Mario Osava\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e3o longe de compensar os danos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do corredor de Caraj\u00e1s, segundo a Justi\u00e7a sobre Trilhos, campanha de movimentos sociais e religiosos que defende direitos das popula\u00e7\u00f5es afetadas pela ferrovia. Em 2012, suas den\u00fancias e as da Articula\u00e7\u00e3o Internacional dos Afetados pela Vale conseguiram atribuir \u00e0 empresa o pr\u00eamio Olho P\u00fablico, criado por organiza\u00e7\u00f5es internacionais como Greenpeace para apontar as transnacionais que mais violam os direitos humanos e as normas ambientais, segundo milhares de votantes.<\/p>\n<p>Acidentes fatais, contamina\u00e7\u00e3o com p\u00f3 dos minerais e rachaduras nas casas pr\u00f3ximas \u00e0 via s\u00e3o alguns desses impactos. A ferrovia paga seus pr\u00f3prios pecados e os de sua parceira perfeita, a minera\u00e7\u00e3o de ferro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz parte do Programa Grande Caraj\u00e1s, um conjunto de empresas de minera\u00e7\u00e3o, a\u00e7o, alum\u00ednio, celulose, pecu\u00e1ria e hidroeletricidade com que o governo pretendeu desenvolver a Amaz\u00f4nia oriental nos anos 1980. Esse programa deixou desmatamento acelerado, contamina\u00e7\u00e3o letal onde se concentrou a ind\u00fastria do ferro gusa, trabalho escravo e outras viol\u00eancias, enquanto o desenvolvimento humano pouco avan\u00e7ou, segundo as estat\u00edsticas.<\/p>\n<p><b>Acidentes, apesar das medidas de seguran\u00e7a<\/b><\/p>\n<p>Os av\u00f3s trabalhavam na planta\u00e7\u00e3o, a m\u00e3e descascava arroz no pil\u00e3o e o irm\u00e3o mais velho cortava o cabelo. Ningu\u00e9m se deu conta de que o menino de 15 meses cruzou o quintal engatinhando, atravessou o port\u00e3o e chegou aos trilhos, a poucos metros de dist\u00e2ncia. Assim contou Leidiane de Oliveira Concei\u00e7\u00e3o a trag\u00e9dia que lhe tirou seu filho. \u201cO trem da Vale para mim \u00e9 s\u00f3 perda. O pior foi matar meu neto, mas tamb\u00e9m tive atropeladas 14 vacas prenhas de uma s\u00f3 vez\u201d, acusou o av\u00f4, Evangelista da Silva, que tamb\u00e9m reclama uma indeniza\u00e7\u00e3o pela terra que a ferrovia ocupou.<\/p>\n<p>Os trens da Vale s\u00e3o considerados os mais seguros do Brasil. A seguran\u00e7a inclui cancelas eletr\u00f4nicas, viadutos, campanhas de informa\u00e7\u00e3o e rondas de 24 horas de vigilantes que retiram \u201cmais de 80 pessoas por m\u00eas\u201d de situa\u00e7\u00f5es de risco, como b\u00eabados e deficientes visuais, segundo Elmer Vinhote, supervisor do Centro de Controle de Opera\u00e7\u00f5es da Ferrovia Caraj\u00e1s. Os atropelamentos e choques ca\u00edram de 20, em 2009, para \u201ctr\u00eas ou quatro\u201d por ano atualmente, assegurou.<\/p>\n<p>Mas os desastres e as disputas judiciais parecem inevit\u00e1veis. A m\u00e3e de Mario Farias morreu atropelada em 1996 e ainda n\u00e3o chegou a indeniza\u00e7\u00e3o. Em Auzil\u00e2ndia, um idoso b\u00eabado foi salvo pela \u201cronda\u201d h\u00e1 alguns meses, segundo moradores locais. Dezenas de fam\u00edlias se queixam de rachaduras em suas casas, devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um viaduto sobre os trilhos e pedem novas casas, mais longe, ou uma indeniza\u00e7\u00e3o. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Alto Alegre do Pindar&eacute; e S&atilde;o Lu&iacute;s, Brasil, 27\/2\/2014 &ndash; A Ferrovia Caraj&aacute;s, considerada a mais eficiente do Brasil, mant&eacute;m um servi&ccedil;o de passageiros que lhe causa perdas, para beneficiar a popula&ccedil;&atilde;o. 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