{"id":17261,"date":"2014-03-14T14:43:56","date_gmt":"2014-03-14T14:43:56","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=109490"},"modified":"2014-03-14T14:43:56","modified_gmt":"2014-03-14T14:43:56","slug":"africa-do-sul-se-volta-contra-a-tuberculose-resistente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/03\/ultimas-noticias\/africa-do-sul-se-volta-contra-a-tuberculose-resistente\/","title":{"rendered":"\u00c1frica do Sul se volta contra a tuberculose resistente"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 1.5em;\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/sudafrica.jpg\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-109491\" alt=\"sudafrica \u00c1frica do Sul se volta contra a tuberculose resistente\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/sudafrica.jpg\" width=\"314\" height=\"472\" title=\"\u00c1frica do Sul se volta contra a tuberculose resistente\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p>Cidade do Cabo, \u00c1frica do Sul, 14\/3\/2014 \u2013 Apesar da melhora e da rapidez dos diagn\u00f3sticos, a \u00c1frica do Sul sofre um aumento de tuberculose polifarmacorresistente (MDR-TB), pelo fato de poucos pacientes se submeterem ao tratamento. Entre 2007 e 2012, quase duplicaram os casos dessa doen\u00e7a, resistente a pelo menos dois dos principais medicandos contra a tuberculose.<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul melhorou sua capacidade para detectar a MDR-TB gra\u00e7as \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do GeneXpert, equipamento que pode fazer um diagn\u00f3stico em menos de duas horas com amostra de escarro. Por\u00e9m, em 2012, apenas 42% dos pacientes diagnosticados com a enfermidade iniciaram o tratamento, segundo dados do governo. A taxa de sucesso para os que seguem o regime de medicamentos \u00e9 de 40%.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o fizermos algo agora, a MDR-TB se converter\u00e1 em XDR-TB\u201d (tuberculose extremamente farmacorresistente), afirmou \u00e0 IPS Jennifer Hughes, especialista da organiza\u00e7\u00e3o M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF). A XDR-TB \u00e9 resistente a pelo menos quatro dos principais rem\u00e9dios contra a tuberculose. Segundo Hughes, \u201cse n\u00e3o come\u00e7armos j\u00e1 a nos concentrar em como tratar a XDR-TB adequadamente, permitiremos que consiga mais e mais resist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>A maioria das prov\u00edncias sul-africanas aumentou sua capacidade de tratar pacientes de MDR-TB, depois que o governo introduziu, em 2011, um plano para descentralizar o atendimento. Isso permite aos pacientes iniciar o tratamento em locais mais pr\u00f3ximos de onde moram, em lugar de terem de se dirigir a hospitais especializados, onde deviam permanecer por cerca de seis meses.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ainda deve melhorar, destacou \u00e0 IPS o diretor da divis\u00e3o de Tuberculose Farmacorresistente e HIV do Departamento de Sa\u00fade, Norbert Ndjeke. \u201cN\u00e3o avan\u00e7a na rapidez que quer\u00edamos\u201d, admitiu. N\u00e3o h\u00e1 um or\u00e7amento especial para os esfor\u00e7os de descentraliza\u00e7\u00e3o, e os governos provinciais s\u00e3o os que decidem como priorizar seus gastos, acrescentou.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 descentraliza\u00e7\u00e3o, quase quadruplicou o n\u00famero de locais onde os pacientes com MDR-TB podem iniciar tratamento nas prov\u00edncias de Gauteng, Ocidental do Cabo, Oriental do Cabo e Estado Livre. Na Prov\u00edncia Ocidental do Cabo, por exemplo, passaram de quatro para 17, enquanto em Gauteng existem cinco, quando antes havia apenas um.<\/p>\n<p>A prov\u00edncia de Limpopo n\u00e3o abriu novos centros, mas a do Noroeste e a Setentrional do Cabo duplicaram ao n\u00famero de lugares de tratamento, passando de um para dois e de dois para quatro, respectivamente. Quando implantada de forma adequada, a descentraliza\u00e7\u00e3o pode fechar a brecha de tratamento.<\/p>\n<p>Em Jayelitsha, assentamento urbano semi-irregular na periferia da Cidade do Cabo, a combina\u00e7\u00e3o do plano de descentraliza\u00e7\u00e3o com os r\u00e1pidos m\u00e9todos de detec\u00e7\u00e3o permitiram que o tempo entre o diagn\u00f3stico e o in\u00edcio do tratamento contra a tuberculose resistente diminu\u00edsse de 73 dias para sete entre 2007 e 2013, segundo o MSF. Dos pacientes diagnosticados com MDR-TB em Jayelitsha no ano passado, 91% iniciaram seus tratamentos.<\/p>\n<p>Ndjeke apontou que a informa\u00e7\u00e3o nacional preliminar para 2013 indica que 10.095 pacientes de MDR-TB come\u00e7aram seu tratamento. Ainda n\u00e3o h\u00e1 dados definitivos de quantos diagn\u00f3sticos foram feitos no ano passado, mas nos primeiros noves meses foram detectados 7.271 casos, o que, possivelmente, signifique uma redu\u00e7\u00e3o da brecha de tratamento. Manter um registro exato do n\u00famero de pacientes e dos resultados de seus tratamentos continua sendo um desafio no qual o governo est\u00e1 trabalhando, assegurou Ndjeke.<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul tem a terceira maior incid\u00eancia de tuberculose, depois de \u00cdndia e China, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que tamb\u00e9m informou que a maioria dos casos de XDR-TB apresenta uma taxa de sucesso do tratamento inferior a 20%. A cada ano, cerca de 1% dos 51 milh\u00f5es de sul-africanos se contagiam com tuberculose.<\/p>\n<p>\u201cNa \u00c1frica do Sul temos uma das \u00fanicas epidemias emergentes de tuberculose sens\u00edvel aos medicamentos e farmacorresistentes. E n\u00e3o estamos fazendo o necess\u00e1rio para detect\u00e1-la e trat\u00e1-la\u201d, alertou em entrevista coletiva Gilles van Cutsem, coordenador da MSF para \u00c1frica do Sul e Lesoto.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos sul-africanos est\u00e3o preocupados com o aumento da transmiss\u00e3o de tuberculose farmacorresistente. Inicialmente era detectada apenas em pacientes de tuberculose comum que n\u00e3o haviam completado seu tratamento, explicou Hughes, mas agora \u00e9 transmitida tamb\u00e9m pelo ar para pessoas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Um dos principais desafios no tratamento da tuberculose farmacorresistente \u00e9 que os rem\u00e9dios dispon\u00edveis produzem efeitos colaterais, como n\u00e1useas, v\u00f4mitos e surdez permanente, o que leva muitos pacientes a desistirem de continuar com o regime. \u201cOs medicamentos s\u00e3o horrendos. \u00c9 um regime terr\u00edvel, mas \u00e9 o melhor que temos\u201d, pontuou Hughes \u00e0 IPS. Em m\u00e9dia, os pacientes devem tomar entre 12 e 15 comprimidos di\u00e1rios durante dois anos, acrescentou.<\/p>\n<p>A \u00c1frica do Sul tem um programa de testes cl\u00ednicos com mais de 200 pacientes de XDR-TB e pr\u00e9-XDR-TB que recebem um tratamento limitado \u00e0 nova droga bedaquilina, a primeira criada especificamente para tratar a tuberculose em mais de 50 anos. Uma das caracter\u00edsticas desse rem\u00e9dio, que deve ser tomado junto com os demais, \u00e9 que os pacientes melhoram muito mais r\u00e1pido, explicou Francesca Conradie, conselheira cl\u00ednica do Hospital Sizwe, em Gauteng, especializado no tratamento da MDR-TB. \u201c\u00c9 a primeira de uma s\u00e9rie de quatro ou cinco drogas que revolucionar\u00e3o a forma como tratamos a MDR-TB\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Segundo os resultados desse programa, o Conselho de Controle de Medicamentos da \u00c1frica do Sul decidir\u00e1 se aprovar\u00e1 o uso de bedaquilina para mais pacientes. Um novo regime de medicamentos para a tuberculose farmacorresistente poderia estar pronto at\u00e9 2020, dependendo dos resultados, informou Van Cutsem. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do Cabo, &Aacute;frica do Sul, 14\/3\/2014 &ndash; Apesar da melhora e da rapidez dos diagn&oacute;sticos, a &Aacute;frica do Sul sofre um aumento de tuberculose polifarmacorresistente (MDR-TB), pelo fato de poucos pacientes se submeterem ao tratamento. 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