{"id":17302,"date":"2014-03-25T15:24:06","date_gmt":"2014-03-25T15:24:06","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=110054"},"modified":"2014-03-25T15:24:06","modified_gmt":"2014-03-25T15:24:06","slug":"terramerica-transporte-publico-ligado-na-tomada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/03\/ultimas-noticias\/terramerica-transporte-publico-ligado-na-tomada\/","title":{"rendered":"Terram\u00e9rica \u2013 Transporte p\u00fablico ligado na tomada"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_110055\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/UruguaiOnibusEletrico.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-110055\" alt=\"UruguaiOnibusEletrico Terram\u00e9rica   Transporte p\u00fablico ligado na tomada\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/UruguaiOnibusEletrico.jpg\" width=\"340\" height=\"255\" title=\"Terram\u00e9rica   Transporte p\u00fablico ligado na tomada\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O \u00f4nibus el\u00e9trico K9 estacionado em uma rua central de Montevid\u00e9u. Foto: In\u00e9s Acosta\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Montevid\u00e9u, Uruguai, 24 de mar\u00e7o de 2014 (Terram\u00e9rica).- Substituir pouco a pouco o petr\u00f3leo pela energia el\u00e9trica no transporte p\u00fablico \u00e9 a aposta do Uruguai, que atualmente avalia o rendimento e os custos de incorporar essa tecnologia. Os testes mostram que o \u00f4nibus el\u00e9trico pode reduzir entre seis e oito vezes o custo de funcionamento de um modelo a diesel.<\/p>\n<p>No final de 2013, foram feitas provas de rendimento e autonomia de um autom\u00f3vel modelo E6 e de um \u00f4nibus K9 da empresa chinesa BYD. E no dia 13 deste m\u00eas os resultados foram divulgados. A an\u00e1lise econ\u00f4mica do rendimento dos ve\u00edculos el\u00e9tricos, realizada pela prefeitura de Montevid\u00e9u, deu resultados positivos. Mas alerta-se que \u00e9 preciso projetar mecanismos para enfrentar o investimento inicial e redefinir o alcance de subs\u00eddios e impostos.<\/p>\n<p>O benef\u00edcio econ\u00f4mico geral de um \u00f4nibus el\u00e9trico \u00e9 de 1,7 ponto frente a um motor a diesel, segundo esse estudo que levou em conta custos de aquisi\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e funcionamento dos diferentes tipos de ve\u00edculos no atual cen\u00e1rio fiscal e de subs\u00eddios. Nos t\u00e1xis, a diferen\u00e7a \u00e9 de 1,8 para um entre os el\u00e9tricos e os movidos \u00e0 gasolina, e de 1,4 para um com rela\u00e7\u00e3o aos que usam diesel.<\/p>\n<p>Quanto ao gasto energ\u00e9tico, \u00e9 seis vezes menor no motor el\u00e9trico com rela\u00e7\u00e3o ao diesel. Mas 65% do gasto dos \u00f4nibus com este combust\u00edvel f\u00f3ssil \u00e9 subsidiado pelo Estado, por isso para os empres\u00e1rios n\u00e3o \u00e9 rent\u00e1vel mudar para a eletricidade, se n\u00e3o forem modificados os subs\u00eddios.<\/p>\n<p>A iniciativa faz parte da pol\u00edtica energ\u00e9tica uruguaia, que pretende que, a partir do pr\u00f3ximo ano, metade de sua matriz energ\u00e9tica seja composta por fontes renov\u00e1veis, com grande presen\u00e7a da e\u00f3lica. O Grupo Mobilidade El\u00e9trica, integrado por v\u00e1rios organismos nacionais e da prefeitura da capital, trabalha desde 2012 para implantar essa tecnologia, que permite, por exemplo, zero emiss\u00e3o de gases-estufa.<\/p>\n<p>Esses ve\u00edculos funcionam com um banco de baterias de l\u00edtio e fosfato de ferro, uma tecnologia biodegrad\u00e1vel que n\u00e3o inclui metais pesados. O carro e o \u00f4nibus t\u00eam autonomia de 300 e 250 quil\u00f4metros por carga, respectivamente. S\u00e3o carregados em uma rede el\u00e9trica que deve ter pot\u00eancia de dez quilowatts\/hora, quando a das casas uruguaias oscila entre dois e seis quilowatts\/hora.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o \u00e9 cinco vezes superior ao dos ve\u00edculos movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis no Uruguai. Um \u00f4nibus custa US$ 500 mil e um carro US$ 60 mil, mas os gastos de funcionamento e manuten\u00e7\u00e3o representam apenas 10% dos com motor a diesel.<\/p>\n<p>O diretor nacional de Energia, Ram\u00f3n M\u00e9ndez, explicou ao Terram\u00e9rica que uma carga completa da bateria de um autom\u00f3vel, com tarifa padr\u00e3o uruguaia, custaria cerca de US$ 10. Al\u00e9m disso, acrescentou, o pa\u00eds poderia assumir o consumo energ\u00e9tico, porque em 2015 se converter\u00e1 em exportador de energia. Desde 2005, o \u201cUruguai est\u00e1 instalando tanta quantidade de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica nova quanto foi feito nos cem anos anteriores da hist\u00f3ria el\u00e9trica de nosso pa\u00eds\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O transporte absorve um ter\u00e7o da energia que se consome. \u201cAnualmente, s\u00e3o gastos mais de US$ 2 bilh\u00f5es em combust\u00edvel\u201d, afirmou M\u00e9ndez. Por isso, o que se fizer \u201cno setor poder\u00e1 significar centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares de economia a cada ano para o pa\u00eds\u201d, acrescentou, ressaltando que \u201co ve\u00edculo el\u00e9trico \u00e9 o caminho para onde o mundo em geral, e o Uruguai em particular, ir\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Com ve\u00edculos el\u00e9tricos, o transporte, que agora depende de derivados de petr\u00f3leo, passaria a funcionar a partir de fontes como e\u00f3lica, biomassa e fotovoltaica. \u201cIsso significa redu\u00e7\u00e3o de custos e mais soberania\u201d, destacou o chefe da Dire\u00e7\u00e3o Nacional de Energia. Ele acrescentou que, \u201cenquanto n\u00e3o encontrarmos petr\u00f3leo em nosso pa\u00eds, em lugar de depender do que temos que importar a pre\u00e7o elevado e totalmente incerto, podemos ter a garantia de que instalamos mais parques e\u00f3licos e podemos tamb\u00e9m atender as necessidades do transporte\u201d.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o necess\u00e1rios ajustes. O Uruguai gasta US$ 100 milh\u00f5es anuais com subs\u00eddio para o diesel no transporte p\u00fablico, explicou ao Terram\u00e9rica o diretor de Mobilidade da Prefeitura, N\u00e9stor Campal. \u201cSe esse dinheiro for usado de outra forma, melhorando a infraestrutura para os ve\u00edculos el\u00e9tricos, cujo custo operacional \u00e9 menor, ganharemos uma tecnologia com muit\u00edssimos benef\u00edcios ambientais e de outras naturezas\u201d, afirmou. A seu ver, deve-se modificar a legisla\u00e7\u00e3o \u201cpara que o subs\u00eddio opere equilibrando os dois sistemas\u201d.<\/p>\n<p>O ministro dos Transportes, Enrique Pintado, declarou que o \u201csubs\u00eddio recebido pelo transporte n\u00e3o pode ter o contrassenso de \u2018quanto mais gastar mais subs\u00eddio ter\u00e1\u2019. \u00c9 preciso ter pr\u00eamios para a redu\u00e7\u00e3o do consumo\u201d. Ele tamb\u00e9m afirmou que o pre\u00e7o da passagem \u201ctem de baixar n\u00e3o por for\u00e7a de subs\u00eddios, mas em fun\u00e7\u00e3o de um pre\u00e7o menor na realidade. Isso significa ser muito mais eficiente na gest\u00e3o das empresas e na baixa dos custos energ\u00e9ticos, de insumos e das unidades\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEstamos assentando as bases para os pr\u00f3ximos governos departamental e nacional serem capazes de concretizar o que hoje estamos lan\u00e7ando\u201d, afirmou Pintado durante a apresenta\u00e7\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos el\u00e9tricos. O custo tribut\u00e1rio \u00e9 outro aspecto que deve ser revisto para promover a mobilidade el\u00e9trica. A tarifa de importa\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus el\u00e9tricos \u00e9 de 23% e para os movidos a diesel \u00e9 de 6%, e estes est\u00e3o isentos do imposto espec\u00edfico interno (Imesi). J\u00e1 os t\u00e1xis el\u00e9tricos importados t\u00eam um Imesi preferencial de 5,75%, contra ao de 11,5% para os movidos a motor diesel. <b><\/b><\/p>\n<p>Para definir benef\u00edcios fiscais a fim de promover essa tecnologia, o Minist\u00e9rio da Economia e das Finan\u00e7as se integrar\u00e1 ao Grupo Mobilidade El\u00e9trica.<\/p>\n<p><b>T\u00e1xis primeiro<\/b><\/p>\n<p>Este ano come\u00e7ar\u00e3o a circular na capital uruguaia os primeiros 50 t\u00e1xis el\u00e9tricos. Tamb\u00e9m nas frotas de Bogot\u00e1 e Londres est\u00e3o sendo incorporados ve\u00edculos el\u00e9tricos, destacou Campal. J\u00e1 circulam em Hong Kong e na cidade chinesa de Shenzhen, onde s\u00e3o fabricados.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ainda n\u00e3o est\u00e1 definido como ser\u00e3o implantados os pontos de carga das baterias para t\u00e1xis e \u00f4nibus, pontuou M\u00e9ndez. Al\u00e9m disso, a empresa estatal de eletricidade adquiriu 30 caminhonetes el\u00e9tricas Kangoo Maxi Z.E., da empresa francesa Renault, para sua frota de trabalho. Envolverde\/Terram\u00e9rica<\/p>\n<p><em>* A autora \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Artigos relacionados da IPS<\/b><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/terramerica-a-resposta-esta-no-vento\/\" >A resposta est\u00e1 no vento<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ips\/inter-press-service-reportagens\/a-uniao-faz-veiculos-eletricos\/\" >A uni\u00e3o faz ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/2009\/09\/transporte-revolucion-automovilistica-en-ciernes\/\" >Revolu\u00e7\u00e3o automobil\u00edstica em amadurecimento \u2013 2009, em espanhol<\/a><\/p>\n<p><b>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o apoiado pelo Banco Mundial Latin America and Caribbean, realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Montevid&eacute;u, Uruguai, 24 de mar&ccedil;o de 2014 (Terram&eacute;rica).- Substituir pouco a pouco o petr&oacute;leo pela energia el&eacute;trica no transporte p&uacute;blico &eacute; a aposta do Uruguai, que atualmente avalia o rendimento e os custos de incorporar essa tecnologia. 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