{"id":17385,"date":"2014-04-15T14:32:01","date_gmt":"2014-04-15T14:32:01","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=111347"},"modified":"2014-04-15T14:32:01","modified_gmt":"2014-04-15T14:32:01","slug":"construir-uma-economia-verde-sem-ficar-no-vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/04\/ultimas-noticias\/construir-uma-economia-verde-sem-ficar-no-vermelho\/","title":{"rendered":"Construir uma economia verde sem ficar no vermelho"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_111349\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/smith-640-629x416.jpg\"><img class=\" wp-image-111349 \" alt=\"smith 640 629x416 Construir uma economia verde sem ficar no vermelho\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/smith-640-629x416.jpg\" width=\"529\" height=\"316\" title=\"Construir uma economia verde sem ficar no vermelho\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">David Smith, coordenador do Instituto para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Universidade das \u00cdndias Ocidentais, acredita que o Caribe e outros pequenos Estados Insulares deveriam ser pagos por proporcionarem servi\u00e7os ambientais. Foto: Peter Richards\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Castries, Santa L\u00facia, 15\/4\/2014 \u2013 Os pa\u00edses caribenhos s\u00e3o famosos por seu sol, sua areia e sua brisa quente, mas n\u00e3o pelo uso de energias renov\u00e1veis. Isso \u00e9 algo a ser corrigido em uma regi\u00e3o que se caracteriza por crescente d\u00edvida externa, custos crescentes da energia, desigualdade, pobreza e falta de capital humano. A Comunidade de Na\u00e7\u00f5es (Commonweahth), de 53 membros, tenta preencher esse vazio com uma nova an\u00e1lise distribu\u00edda na terceira Confer\u00eancia Bienal Global de Pequenos Estados, realizada, nos dias 25 e 26 de mar\u00e7o, em Santa L\u00facia, embora seu lan\u00e7amento formal esteja marcado para o pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>Intitulado <em>Transitioning to a Green Economy \u2013 Political Economy of Approaches in Small States<\/em> (Transi\u00e7\u00e3o para uma Economia Verde: Economia Pol\u00edtica de Enfoques nos Pequenos Estados), o documento de 216 p\u00e1ginas inclui um estudo profundo de oito na\u00e7\u00f5es e seus esfor\u00e7os para construir economias verdes. Segundo David Smith, um dos autores do trabalho, nenhum desses oito pa\u00edses, entre eles tr\u00eas caribenhos (Granada, Guiana e Jamaica) conseguiu equilibrar o crescimento verde com o desenvolvimento. Os demais casos de estudo s\u00e3o Botswana, Maur\u00edcio, Nauru, Samoa e Seychelles.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 \u00fatil sobre esse estudo \u00e9 que, mais do que fazermos dentro de nossas fronteiras para buscar solu\u00e7\u00f5es, podemos considerar as de outros povos, ou inclusive seus erros, e aprender com eles para nossas pr\u00f3prias dificuldades\u201d, destacou Smith, coordenador do Instituto para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel na Universidade das \u00cdndias Ocidentais (UWI).<\/p>\n<p>O especialista afirmou que todos os pa\u00edses estudados revelaram que a grande depend\u00eancia de energia importada e seus custos s\u00e3o fatores que limitam o crescimento. Uma aposta nas fontes renov\u00e1veis beneficiaria inclusive outros setores da economia. \u201cDentro de nossas limita\u00e7\u00f5es temos que tratar de mudar. Devemos garantir maior autossufici\u00eancia energ\u00e9tica e maior diversidade de fontes\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro de Granada, Kieth Mitchell, quer que seu pa\u00eds se converta em \u201ccentro de excel\u00eancia\u201d em economia limpa e verde, acabando com o monop\u00f3lio da eletricidade e o alto custo da importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Mitchell afirmou que, apesar da ajuda petroleira venezuelana por meio do esquema PetroCaribe (gra\u00e7as ao qual muitas na\u00e7\u00f5es caribenhas adquirem o petr\u00f3leo em condi\u00e7\u00f5es preferenciais), as tarifas de eletricidade em Granada est\u00e3o entre as mais altas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAgora trabalhamos com s\u00f3cios em energias solar, e\u00f3lica e geot\u00e9rmica para converter Granada em um exemplo\u201d, ressaltou Mitchell \u00e0 IPS. Ele acredita que a Confer\u00eancia dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, prevista para setembro em Samoa, deve discutir vias para que esses pa\u00edses procurem energia acess\u00edvel, barata e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cA amea\u00e7a da mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 real, e sup\u00f5e um perigo claro e presente para a sobreviv\u00eancia dos pequenos Estados insulares\u201d, acrescentou Mitchell, \u201cExortamos a comunidade internacional a liberar os t\u00e3o prometidos recursos para ajudar pa\u00edses pequenos como Granada a agirem mais r\u00e1pido na mitiga\u00e7\u00e3o de riscos de desastres\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a Universidade da Guiana anunciou um programa no valor de US$ 840 mil destinado a gerar tecnologias aplicadas a energias renov\u00e1veis, em associa\u00e7\u00e3o com a Universidade Anton de Kom, do Suriname, e com a Universidade Cat\u00f3lica de Lovaina, da B\u00e9lgica. O objetivo geral \u00e9 melhorar a capacidade das universidades da Guiana e do Suriname para oferecer programas e cursos sobre tecnologias associadas \u00e0s energias renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>O ministro de Recursos Naturais e Ambiente da Guiana, Robert Persaud, disse que uma das principais necessidades do setor manufatureiro \u00e9 acesso a energia barata. \u201c\u00c9 um imperativo econ\u00f4mico desenvolver n\u00e3o s\u00f3 energia limpa, mas tamb\u00e9m barata, e temos muita sorte em possuir os recursos que podem nos proporcionar as duas coisas. O mais acess\u00edvel \u00e9 a energia hidrel\u00e9trica\u201d, afirmou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Ao apresentar o or\u00e7amento ao parlamento no final de mar\u00e7o, o ministro das Finan\u00e7as da Guiana, Ashni Singh, disse que, com a intensifica\u00e7\u00e3o dos impactos adversos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o governo deve manter um \u201cenfoque de desenvolvimento econ\u00f4mico baixo em carbono e resiliente em rela\u00e7\u00e3o ao clima\u201d. Esse enfoque se apoia em um \u201ccompromisso inquebrant\u00e1vel com uma boa governan\u00e7a das florestas\u201d. A Guiana recebeu US$ 115 milh\u00f5es da Noruega dentro de sua Estrat\u00e9gia de Desenvolvimento Baixo em Carbono.<\/p>\n<p>Singh informou que este ano ser\u00e3o destinados US$ 90,6 milh\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o do Fundo de Investimentos da REDD+ (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es Causadas pelo Desmatamento e pela Degrada\u00e7\u00e3o das Florestas) guianense. \u201cA Guiana est\u00e1 a caminho de ter o primeiro mecanismo REDD+ em vigor at\u00e9 2015. Isso permitir\u00e1 ao pa\u00eds ter mais renda com a venda de cr\u00e9ditos de REDD+ do que tem hoje\u201d, disse o ministro ao parlamento.<\/p>\n<p>Mas os estudos por pa\u00eds inclu\u00eddos no informe apresentado na reuni\u00e3o de Santa L\u00facia mostram uma regi\u00e3o seriamente limitada em mat\u00e9ria de financiamento para projetos verdes. A investiga\u00e7\u00e3o sobre a Jamaica, por exemplo, conclui que esse pa\u00eds continua sendo dependente da exporta\u00e7\u00e3o de recursos naturais e da importa\u00e7\u00e3o de energia, enquanto os servi\u00e7os da d\u00edvida externa representam mais de 140% de seu produto interno bruto. Todos esses fatores limitam a implanta\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Quanto ao financiamento, Smith afirmou que n\u00e3o seria m\u00e1 ideia o Banco Mundial considerar permitir aos pa\u00edses caribenhos acesso a financiamento em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis enquanto seus \u00edndices de desenvolvimento humano n\u00e3o chegarem a 0,8 ponto. \u201cQueremos procurar energia renov\u00e1vel e a baixo custo. Queremos nos assegurar que o capital humano e tamb\u00e9m o ambiental se mantenham\u201d, ressaltou. O ministro tamb\u00e9m sugeriu que as na\u00e7\u00f5es caribenhas cobrem por servi\u00e7os ambientais e pelo uso de suas praias, e explorem formas inovadoras de cancelar suas d\u00edvidas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Castries, Santa L&uacute;cia, 15\/4\/2014 &ndash; Os pa&iacute;ses caribenhos s&atilde;o famosos por seu sol, sua areia e sua brisa quente, mas n&atilde;o pelo uso de energias renov&aacute;veis. Isso &eacute; algo a ser corrigido em uma regi&atilde;o que se caracteriza por crescente d&iacute;vida externa, custos crescentes da energia, desigualdade, pobreza e falta de capital humano. 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