{"id":17396,"date":"2014-04-17T13:49:11","date_gmt":"2014-04-17T13:49:11","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=111497"},"modified":"2014-04-17T13:49:11","modified_gmt":"2014-04-17T13:49:11","slug":"batalha-contra-nova-pandemia-de-cancer-no-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/04\/ultimas-noticias\/batalha-contra-nova-pandemia-de-cancer-no-sul\/","title":{"rendered":"Batalha contra nova pandemia de c\u00e2ncer no Sul"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_111498\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/paciente.jpg\"><img class=\" wp-image-111498 \" alt=\"paciente Batalha contra nova pandemia de c\u00e2ncer no Sul\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/paciente.jpg\" width=\"529\" height=\"312\" title=\"Batalha contra nova pandemia de c\u00e2ncer no Sul\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um paciente recebe tratamento no centro regional do c\u00e2ncer de Thiruvananthapuram, na \u00cdndia. Foto: K. S. Harikrishnan\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 17\/4\/2014 \u2013 Poucos no mundo podem alardear que o c\u00e2ncer n\u00e3o os tocou. Neste momento, milh\u00f5es enfrentam uma batalha pessoal contra a doen\u00e7a e muitos mais est\u00e3o sentados juntos a seres queridos que lutam por sua vida, visitando amigos que se recuperam de uma quimioterapia ou averiguando sobre os \u00faltimos tratamentos para seus familiares. O progn\u00f3stico da organiza\u00e7\u00e3o l\u00edder em pesquisa sobre c\u00e2ncer n\u00e3o indica melhorias. O Informe Mundial do C\u00e2ncer 2014 diz que nos pr\u00f3ximos 20 anos se espera que os novos casos aumentem 70%, chegando a 25 milh\u00f5es em 2025.<\/p>\n<p>Produzido a cada cinco anos pela Ag\u00eancia Internacional para a Pesquisa sobre o C\u00e2ncer (Iarc), da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, o informe de 632 p\u00e1ginas aponta que os novos casos passaram de 12,7 milh\u00f5es em 2008 para 14,1 milh\u00f5es em 2012. Neste \u00faltimo ano, o mundo experimentou o recorde de 8,2 milh\u00f5es de mortes por c\u00e2ncer. Os pa\u00edses em desenvolvimento est\u00e3o entre a cruz e a espada. Por um lado, seguem sofrendo uma grande presen\u00e7a de tipos de c\u00e2ncer associados a infec\u00e7\u00f5es, como o de colo uterino, est\u00f4mago e f\u00edgado, que s\u00e3o relacionados \u00e0 pobreza e \u00e0 falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, vacinas, centros de detec\u00e7\u00e3o precoce e op\u00e7\u00f5es adequadas de tratamento.<\/p>\n<p>Por outro lado, os tumores relacionados com estilos de vida opulentos, como o de pulm\u00e3o, mama e intestino grosso \u2013 pelo elevado consumo de tabaco, \u00e1lcool e alimentos pesados \u2013 tamb\u00e9m est\u00e3o dizimando as fileiras crescentes das classes m\u00e9dias desses pa\u00edses.<\/p>\n<p>A \u00c1frica, por exemplo, experimenta uma \u201calta alarmante\u201d do tabagismo, e a previs\u00e3o \u00e9 que a quantidade de adultos fumantes passe de \u201c77 milh\u00f5es para 572 milh\u00f5es at\u00e9 2100, se n\u00e3o forem aplicadas novas pol\u00edticas\u201d, afirma a Sociedade Norte-Americana do C\u00e2ncer. O sul-africano Evan Blecher, diretor do programa internacional de pesquisa sobre controle do tabaco dessa entidade, atribui esse aumento a m\u00faltiplos fatores. Um dos principais \u00e9 o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cAs economias africanas est\u00e3o crescendo mais rapidamente e de forma mais sustentada do que nos \u00faltimos 50 anos\u201d, afirmou Blecher \u00e0 IPS, da Cidade do Cabo, sua cidade natal. \u201cO crescimento econ\u00f4mico impulsiona o consumo de tabaco porque h\u00e1 mais dinheiro. Alguns dos pa\u00edses onde vemos maior aumento do tabagismo s\u00e3o Angola, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Eti\u00f3pia, Madagascar, Mo\u00e7ambique, Senegal e Nig\u00e9ria, que s\u00e3o os de maior crescimento econ\u00f4mico da \u00c1frica e do mundo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Esta dupla carga, de tumores da pobreza e da opul\u00eancia, paira sobre sistemas de sa\u00fade que j\u00e1 est\u00e3o sob press\u00e3o. A Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA) informa que os pa\u00edses de renda m\u00e9dia e baixa, onde residem 85% da popula\u00e7\u00e3o mundial, possuem apenas 4.400 m\u00e1quinas de megavoltagem, o que representa menos de 35% das instala\u00e7\u00f5es mundiais de radioterapia. A AIEA tamb\u00e9m afirma que 23 pa\u00edses com mais de um milh\u00e3o de habitantes cada um, a maioria na \u00c1frica, n\u00e3o t\u00eam um s\u00f3 aparelho de radioterapia.<\/p>\n<p>R. Sankaranarayanan, consultor especial da Iarc, pontuou \u00e0 IPS que a brecha oncol\u00f3gica n\u00e3o separa apenas as na\u00e7\u00f5es em diferentes graus de desenvolvimento, mas as popula\u00e7\u00f5es dentro delas. \u201cA enorme disparidade de sobreviv\u00eancia de c\u00e2ncer de mama entre as zonas rurais e urbanas de China, \u00cdndia e Tail\u00e2ndia, ou entre as popula\u00e7\u00f5es negras e brancas dos Estados Unidos, \u00e9 um bom exemplo\u201d, ressaltou. Pesquisadores e m\u00e9dicos dos Estados Unidos dizem que h\u00e1 uma diferen\u00e7a de 8,8% nas taxas de mortalidade por c\u00e2ncer de mama das mulheres negras para as brancas.<\/p>\n<p>Como a obesidade \u00e9 um grave problema para as comunidades afro-norte-americanas (afeta 50% dos adultos negros e 35% dos brancos), n\u00e3o surpreende que elas tenham maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer colo-retal, associado ao consumo excessivo de alimentos processados e pouco saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na \u00cdndia, onde foram registrados mais de um milh\u00e3o de novos casos em 2012 e quase um milh\u00e3o de mortes por alguma forma de c\u00e2ncer, a grande diversidade de estilos de vida se mostra como o fator decisivo da brecha oncol\u00f3gica. Por exemplo, a maior incid\u00eancia de c\u00e2ncer se registrou no Estado de Mizor\u00e1n, uma das regi\u00f5es de maior crescimento econ\u00f4mico, enquanto a menor ocorreu em Barshi, distrito rural do Estado de Maharashtra, onde boa parte da popula\u00e7\u00e3o se dedica \u00e0 atividade agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Silvana Luciani, assessora em preven\u00e7\u00e3o e controle do c\u00e2ncer da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade, observou que as disparidades dos servi\u00e7os de sa\u00fade dentro da regi\u00e3o tamb\u00e9m resultam em taxas de mortalidade desequilibradas. \u201cNa Am\u00e9rica Central a mortalidade por c\u00e2ncer de colo uterino \u00e9 de 15 ou 18 mortes por cem mil pessoas, enquanto na Am\u00e9rica do Norte \u00e9 de duas por cem mil\u201d, detalhou \u00e0 IPS. \u201cIsso se deve a programas de detec\u00e7\u00e3o como o exame papanicolau que s\u00e3o realizados h\u00e1 muito tempo na Am\u00e9rica do Norte e t\u00eam uma qualidade muito maior do que na Am\u00e9rica Central, onde os servi\u00e7os de sa\u00fade est\u00e3o fragmentados\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Sankaranarayanan destacou que pa\u00edses como Coreia do Sul, Turquia, Mal\u00e1sia, \u00cdndia, Gana, Marrocos, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica e M\u00e9xico \u201cest\u00e3o adotando sistemas de sa\u00fade de aten\u00e7\u00e3o universal ou seguros nacionais de sa\u00fade dirigidos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais pobres\u201d. Mas \u201cas popula\u00e7\u00f5es cada vez mais envelhecidas e o surgimento de tecnologias oncol\u00f3gicas muito caras aumentam as press\u00f5es sobre esses servi\u00e7os\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p><b>Uma barreira ao desenvolvimento<\/b><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de pulm\u00e3o encabe\u00e7a a lista de diagn\u00f3sticos, com 1,8 milh\u00e3o, ou quase 13% do total mundial. Em seguida vem o c\u00e2ncer de mama, com 1,7 milh\u00e3o, enquanto o que afeta o intestino grosso representa 9,7%.<\/p>\n<p>O mais mortal continua sendo o de pulm\u00e3o, que mata 1,6 milh\u00e3o de pessoas por ano, enquanto outras 800 mil falecem por c\u00e2ncer de f\u00edgado e 700 mil por c\u00e2ncer de est\u00f4mago. Esta mortandade \u00e9 acompanhada de custos astron\u00f4micos dos servi\u00e7os de sa\u00fade, que em 2010 chegaram a US$ 1,6 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A incid\u00eancia cresce em pa\u00edses de renda m\u00e9dia e baixa que n\u00e3o t\u00eam nem a experi\u00eancia nem os recursos financeiros para enfrentar a situa\u00e7\u00e3o. De todos os casos diagnosticados, 60% correspondem a \u00c1sia, \u00c1frica e Am\u00e9rica do Sul, mesmas regi\u00f5es onde ocorrem 70% das mortes. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 17\/4\/2014 &ndash; Poucos no mundo podem alardear que o c&acirc;ncer n&atilde;o os tocou. 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