{"id":17476,"date":"2014-05-15T13:15:25","date_gmt":"2014-05-15T13:15:25","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=112914"},"modified":"2014-05-15T13:15:25","modified_gmt":"2014-05-15T13:15:25","slug":"os-mangues-poderiam-salvar-a-guiana-da-invasao-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/05\/ultimas-noticias\/os-mangues-poderiam-salvar-a-guiana-da-invasao-do-mar\/","title":{"rendered":"Os mangues poderiam salvar a Guiana da invas\u00e3o do mar"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_112916\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Guyana-1-chica-629x417.jpg\"><img class=\"wp-image-112916\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Guyana-1-chica-629x417.jpg\" alt=\"Guyana 1 chica 629x417 Os mangues poderiam salvar a Guiana da invas\u00e3o do mar\" width=\"529\" height=\"351\" title=\"Os mangues poderiam salvar a Guiana da invas\u00e3o do mar\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Os tubos geot\u00eaxteis ajudam na regenera\u00e7\u00e3o natural dos mangues. O tubo biodegrad\u00e1vel cheio de areia e \u00e1gua \u00e9 usado para formar uma barreira, e depois \u00e9 plantada erva spartina na \u00e1rea. Foto: Desmond Brown\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Georgetown, Guiana, 15\/5\/2014 \u2013 A agricultura sempre teve um papel primordial no desenvolvimento socioecon\u00f4mico da Guiana, um dos dois Estados membros da Comunidade do Caribe (Caricom) situados na Am\u00e9rica do Sul, junto com o Suriname. Mais de 20% do produto interno bruto (PIB) do pa\u00eds, que se caracteriza por sua seguran\u00e7a alimentar, tem origem na agricultura. Os produtos agr\u00edcolas representam mais de 40% de sua carteira de exporta\u00e7\u00f5es. Para o bloco regional de 15 membros, a Guiana, com estimados 3,3 milh\u00f5es de hectares de terras f\u00e9rteis, sempre teve um papel vital na seguran\u00e7a alimentar do Caribe.<\/p>\n<p>No entanto, o diretor-executivo do Instituto Nacional de Pesquisa Agr\u00edcola e Extens\u00e3o (Narei), Oudho Homenauth, alerta que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 roubando desse pa\u00eds suas melhores terras para plantio.\u201cVemos aumento das chuvas, mar\u00e9s mais altas e em maior quantidade\u201d, disse \u00e0 IPS, acrescentando que isso tem consequ\u00eancias para as terras agr\u00edcolas, particularmente ao longo dos 459 quil\u00f4metros de costa oce\u00e2nica. \u201cA \u00e1gua do mar, como se sabe, \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o salina, e uma vez que chega \u00e0 terra \u00e9 muito dif\u00edcil que essa terra se recupere para a produ\u00e7\u00e3o de cultivos porque n\u00e3o h\u00e1 nada que possamos fazer para corrigir a salinidade do solo\u201d, apontou.<br \/>\n\u201cHouve um claro interesse das duas partes para chegar a uma r\u00e1pida compreens\u00e3o comum sobre as bases dessa negocia\u00e7\u00e3o\u201d, disse \u00e0 imprensa o negociador da UE, Christian Leffler. Um comunicado cubano afirmou que os interc\u00e2mbios se desenvolveram de maneira \u201cconstrutiva e positiva\u201d e continuar\u00e3o em Bruxelas. O interesse da UE apoia as transforma\u00e7\u00f5es que Cuba iniciou em 2008 e que, para os europeus, s\u00e3o mais amplas do que as determinadas na reforma econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>\u201cVai ser preciso abandonar essa terra por um per\u00edodo at\u00e9 que a salinidade tenha baixado\u201d, opinou Homenauth. Na medida em que as autoridades atuam para proteger as terras f\u00e9rteis e tamb\u00e9m sua popula\u00e7\u00e3o, a maioria da qual vive ao longo do litoral, a Guiana reconhece a import\u00e2ncia dos mangues, especialmente para as zonas costeiras, pontuou. O pa\u00eds desenvolve intensa campanha de prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de seus mangues costeiros, acrescentou.<\/p>\n<p>Aproximadamente 90% dos 685 mil habitantes vivem em uma estreita faixa do litoral que se encontra entre 50 cent\u00edmetros e um metro abaixo do n\u00edvel do mar. Esse cintur\u00e3o costeiro est\u00e1 protegido por barreiras quebra-ondas que existem desde a ocupa\u00e7\u00e3o holandesa, no s\u00e9culo 17. Por\u00e9m, nos \u00faltimos tempos fortes tempestades derrubaram essas defesas, o que provocou graves inunda\u00e7\u00f5es, um perigo que os cientistas preveem que poder\u00e1 ser mais frequente no futuro.<\/p>\n<p>\u201cTodo mundo sabe do famoso malec\u00f3n da Guiana, que \u00e9 uma estrutura cara de se manter e de se continuar construindo, sobretudo na medida em que sobe o n\u00edvel do mar\u201d, afirmou \u00e0 IPS o ministro da Agricultura, Leslie Ramsammy. A manuten\u00e7\u00e3o da muralha tem um custo enorme para a Guiana, que gasta em m\u00e9dia US$ 3 bilh\u00f5es por ano para manter e refor\u00e7ar as defesas.<\/p>\n<div id=\"attachment_112917\" style=\"width: 550px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Guyana-2-chica.jpg\"><img class=\"wp-image-112917\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Guyana-2-chica.jpg\" alt=\"Guyana 2 chica Os mangues poderiam salvar a Guiana da invas\u00e3o do mar\" width=\"540\" height=\"359\" title=\"Os mangues poderiam salvar a Guiana da invas\u00e3o do mar\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">A Guiana gasta, em m\u00e9dia, US$ 3 bilh\u00f5es ao ano para manter e refor\u00e7ar a prote\u00e7\u00e3o de seu litoral. Foto: Desmond Brown\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPara garantir que o malec\u00f3n e os diques nos deixem menos vulner\u00e1veis diante dos embates do oceano, temos protegido e promovido o cultivo dos mangues e de outras estruturas, tais como os tubos geot\u00eaxteis para reduzir o impacto das ondas\u201d, explicou Ramsammy. \u201cCultivamos bambu ao longo dos muros de conten\u00e7\u00e3o para reduzir o impacto das ondas. Dessa forma est\u00e3o sendo testadas v\u00e1rias estruturas diferentes, mas os mangues representam uma resposta importante do governo da Guiana em apoio ao malec\u00f3n\u201d, ressaltou o ministro.<\/p>\n<p>Atualmente o pa\u00eds conta com 80 mil hectares de mangues. Nos \u00faltimos tr\u00eas ou quatro anos se \u201cacelerou o cultivo\u201d desses arbustos, muitos dos quais estavam perdidos h\u00e1 20 ou 30 anos, disse Ramsammy. \u201cPerdemos alguns de nossos mangues e agora os estamos recuperando. Mas tamb\u00e9m os estamos cultivando em lugares que nunca estiveram, porque com a \u00e1gua e o movimento para a margem, o cultivo \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Como resultado, a Guiana realiza pesquisas para determinar a melhor tecnologia que permita ter sucesso. \u201cO mangue deve crescer at\u00e9 certo ponto antes que possa resistir \u00e0 \u00e1gua, por isso testamos com diferentes ervas para conseguir que o solo fique firme, e estamos tendo \u00eaxito\u201d, pontuou o ministro.<\/p>\n<p>Aos t\u00e9cnicos ocorreu a ideia de construir tubos geot\u00eaxteis para ajudar na regenera\u00e7\u00e3o natural. Utiliza-se um tubo biodegrad\u00e1vel cheio de areia e \u00e1gua para formar uma barreira, de tal forma que, quando a mar\u00e9 est\u00e1 alta, a \u00e1gua turva pode entrar na \u00e1rea e o sedimento que ficar ajuda a acumular solo at\u00e9 o n\u00edvel necess\u00e1rio. Depois se planta erva spartina na \u00e1rea. Os t\u00e9cnicos descobriram que as sementes do mangue ficam presas na erva, e posteriormente germinam.<\/p>\n<p>Ramsammy acredita que a popula\u00e7\u00e3o deveria se orgulhar de ser, talvez, o pa\u00eds mais consciente do mundo no tocante \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica e ao aquecimento global. \u201cN\u00e3o posso dizer que nosso povo conhe\u00e7a todos os detalhes, toda a ci\u00eancia, mas esse n\u00e3o \u00e9 o ponto\u201d, argumentou. Segundo o ministro, \u201cse conseguirmos que se conscientizem da ci\u00eancia, muito bem, mas s\u00e3o muito conscientes da mudan\u00e7a clim\u00e1tica como um fen\u00f4meno, do que pode nos fazer e, portanto, est\u00e3o se transformando em parte da revolu\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, acrescentou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Nenhum pa\u00eds \u00e9 pequeno demais para fazer algo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. De fato, h\u00e1 coisas que todos os cidad\u00e3os do mundo podem fazer, ressaltou Ramsammy, \u201cAlguns dizem \u2018sou pobre e n\u00e3o sou um cientista e nada posso fazer\u2019. Na verdade, podemos fazer muito como pa\u00edses pequenos, inclusive na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cEm Antiga, e inclusive na Guiana, temos hot\u00e9is. Se esses passassem do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis para os de biodigestores, e utilizassem os dejetos para gerar energia, poder\u00edamos fazer uma grande diferen\u00e7a nas emiss\u00f5es e talvez no ambiente mundial\u201d, afirmou o ministro. \u201c\u00c9 um gr\u00e3o de areia, mas ao menos se cria um caminho para que todos os cidad\u00e3os desempenhem um papel, e creio que devemos adotar esse tipo de enfoque. Que todos n\u00f3s como cidad\u00e3os podemos fazer algo\u201d, salientou Ramsammy. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Georgetown, Guiana, 15\/5\/2014 &ndash; A agricultura sempre teve um papel primordial no desenvolvimento socioecon&ocirc;mico da Guiana, um dos dois Estados membros da Comunidade do Caribe (Caricom) situados na Am&eacute;rica do Sul, junto com o Suriname. 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