{"id":17487,"date":"2014-05-19T11:16:54","date_gmt":"2014-05-19T11:16:54","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=113117"},"modified":"2014-05-19T11:16:54","modified_gmt":"2014-05-19T11:16:54","slug":"paralisacao-agraria-consegue-suas-primeiras-vitorias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/05\/ultimas-noticias\/paralisacao-agraria-consegue-suas-primeiras-vitorias\/","title":{"rendered":"Paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria consegue suas primeiras vit\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_113176\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paro-003-629x472.jpg\"><img class=\"wp-image-113176\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/paro-003-629x472.jpg\" alt=\"paro 003 629x472 Paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria consegue suas primeiras vit\u00f3rias\" width=\"529\" height=\"397\" title=\"Paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria consegue suas primeiras vit\u00f3rias\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Agricultores da Dignidade Agropecu\u00e1ria protestam acorrentados na Pra\u00e7a de Bol\u00edvar. Foto: Helda Mart\u00ednez\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia, 19\/5\/2014 \u2013 Ap\u00f3s 12 dias de mobiliza\u00e7\u00e3o nacional, a C\u00fapula Agr\u00e1ria, \u00c9tnica e Popular da Col\u00f4mbia conseguiu suas primeiras reivindica\u00e7\u00f5es na negocia\u00e7\u00e3o com o governo para acabar com a paralisa\u00e7\u00e3o iniciada em 28 de abril. Por meio de decreto, o governo aceitou negociar com uma mesa \u00fanica para as 12 organiza\u00e7\u00f5es da C\u00fapula Agr\u00e1ria \u2013 que segundo o governo representa mais de 90% dos que aderiram \u00e0 greve \u2013 reconhece seus porta-vozes e aceita como agenda sua lista \u00fanica de pedidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Poder Executivo emitiu uma circular determinando a \u201cgarantia do livre direito de protesto e de livre express\u00e3o\u201d, condicionados ao n\u00e3o bloqueio de vias. Em um comunicado recebido pela IPS da seccional da C\u00fapula Agr\u00e1ria em Magdalena M\u00e9dio, centro da Col\u00f4mbia, ap\u00f3s o decreto, a dire\u00e7\u00e3o da greve nacional instruiu para que \u201cregressemos \u00e0s nossas terras\u201d. Isso n\u00e3o implica levantar a paralisa\u00e7\u00e3o, diz o texto. O programa de mobiliza\u00e7\u00f5es prossegue, vigiando para que sejam referendados e cumpridos os acordos.<\/p>\n<p>Os camponeses tamb\u00e9m indicaram em outro an\u00fancio, que essas mobiliza\u00e7\u00f5es cuidar\u00e3o de uma de suas exig\u00eancias, \u201ca solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica negociada para o conflito social e armado colombiano\u201d, iniciado em 1946.<\/p>\n<p>Enquanto isso, na sede do Minist\u00e9rio do Interior a negocia\u00e7\u00e3o prossegue, acompanhada por um delegado do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento e do pr\u00f3prio diretor do Escrit\u00f3rio do Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Direitos Humanos, o norte-americano Todd Howland. \u201cConfio que o governo nacional e a pol\u00edcia manter\u00e3o uma atitude prudente e respeitosa diante dos protestos pac\u00edficos\u201d, declarou o diplomata.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) acompanhar\u00e1 uma comiss\u00e3o de verifica\u00e7\u00e3o de direitos humanos entre as partes, que relatar\u00e1 sobre a situa\u00e7\u00e3o nos lugares onde s\u00e3o denunciados abusos: departamentos de Norte de Santander, Cesar, Arauca, Cauca e Meta. As negocia\u00e7\u00f5es avan\u00e7am lentamente, com participa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios de v\u00e1rios minist\u00e9rios e entidades nacionais, da procuradoria e da defensoria do povo, entre outros.<\/p>\n<p>Quando os 35 porta-vozes da C\u00fapula Agr\u00e1ria anunciam que precisam deliberar sozinhos, os funcion\u00e1rios e diplomatas desaparecem. Os experientes l\u00edderes estabelecem prioridades e repassam a forma e a argumenta\u00e7\u00e3o para exp\u00f4-las. Uma vez que estejam prontos, os funcion\u00e1rios retornam e a reuni\u00e3o prossegue.<\/p>\n<div id=\"attachment_113177\" style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/mesa_seguimiento_minga_onic__0.jpg\"><img class=\"wp-image-113177\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/mesa_seguimiento_minga_onic__0.jpg\" alt=\"mesa seguimiento minga onic  0 Paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria consegue suas primeiras vit\u00f3rias\" width=\"580\" height=\"324\" title=\"Paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria consegue suas primeiras vit\u00f3rias\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um momento das negocia\u00e7\u00f5es conduzidas pelo ministro do Interior, Aurelio Iragorri (na cabeceira da mesa), com a C\u00fapula Agr\u00e1ria, \u00c9tnica e Popular. Foto: Minist\u00e9rio do Interior da Col\u00f4mbia<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 encabe\u00e7ada pelo ministro do Interior, Aurelio Iragorri. A IPS soube que em certa ocasi\u00e3o houve um momento de descontrole. O ministro \u201cestava cansado, h\u00e1 um dia e meio trabalhava sem dormir\u201d, contou \u00e0 IPS uma funcion\u00e1ria do governo que presenciou os fatos do dia 6. \u201cH\u00e1 for\u00e7as dentro e fora do governo dispostas a arrebentar a mesa da C\u00fapula Agr\u00e1ria para demonstrar que com eles \u00e9 imposs\u00edvel negociar\u201d, disse o ministro aos presentes, segundo a mesma fonte.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o de Iragorri para seu desfalecimento indica a forte press\u00e3o na qual se move a administra\u00e7\u00e3o de Juan Manuel Santos, que governa desde 2010 e pretende ser reeleito nas elei\u00e7\u00f5es que acontecer\u00e3o em poucos dias. Seguramente haver\u00e1 um segundo turno em 15 de junho e, embora quase todas as pesquisas indiquem vit\u00f3ria de Santos, ele tem em seu calcanhar seu mais duro opositor, o direitista \u00d3scar Iv\u00e1n Zuluaga, apoiado pelo ex-presidente \u00c1lvaro Uribe (2002-2010).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cinco prolongadas sess\u00f5es de di\u00e1logo, no dia 8 estavam no sal\u00e3o pouco mais de 50 pessoas. Pela tarde, Iragorri anunciou que seriam tratados em uma \u00fanica negocia\u00e7\u00e3o os pedidos da C\u00fapula Agr\u00e1ria. Essa era a pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para continuar dialogando, segundo essa coaliz\u00e3o camponesa que surgiu de uma mobiliza\u00e7\u00e3o semelhante, de car\u00e1ter nacional, em 2013.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, e antes de se conhecer o decreto publicado no dia 9, o ministro da Agricultura, Rub\u00e9n Dar\u00edo Lizarralde, anunciou que retomava, por sua parte, a negocia\u00e7\u00e3o com o Movimento Dignidade Agropecu\u00e1ria, outro setor agr\u00e1rio em paralisa\u00e7\u00e3o: pequenos e m\u00e9dios produtores de arroz, batata, leite, caf\u00e9, milho, cacau e algod\u00e3o, entre outros. Assim, talvez Santos consiga conjurar o aprofundamento da paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria que reviveu no final de abril, ap\u00f3s as mobiliza\u00e7\u00f5es de camponeses e produtores quebrados que se levantaram escalonadamente entre fevereiro e setembro de 2013, e que levaram a uma paralisa\u00e7\u00e3o nacional em agosto.<\/p>\n<p>O ano passado foi o de maior n\u00famero de lutas sociais desde 1975, segundo o jesu\u00edta Centro de Pesquisa e Educa\u00e7\u00e3o Popular. Os protestos se dissiparam em outubro, com mesas de negocia\u00e7\u00e3o atomizadas. Alguns setores receberam subs\u00eddios ou outros al\u00edvios durante v\u00e1rios meses. Dessa vez, a proximidade das elei\u00e7\u00f5es imp\u00f5e outros cuidados. Em 2013, ap\u00f3s a primeira semana de greve nacional, Santos havia dito que \u201ca tal paralisa\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria n\u00e3o existe\u201d.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Minist\u00e9rio da Defesa introduzia o argumento de que a mobiliza\u00e7\u00e3o era promovida ou estava infiltrada pelas esquerdistas For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farc), que pegaram em armas em 1964. No dia 25 de agosto, foi capturado um dos porta-vozes da greve, Huber Ballesteros, vice-presidente do sindicato agr\u00e1rio Fensuagro, sendo acusado de financiar as Farc, que negocia o fim da guerra com o governo colombiano em Havana. A repress\u00e3o contra a mobiliza\u00e7\u00e3o em massa de 2013 deixou 19 mortos, cerca de 900 feridos e 700 detidos.<\/p>\n<p>Em setembro, Santos prop\u00f4s um Pacto Agr\u00e1rio Nacional, mas a maioria dos que se sentaram \u00e0 mesa era de grandes produtores e latifundi\u00e1rios. Em resposta, os setores rurais mais pobres convocaram um encontro pr\u00f3prio, cujos detalhes foram concretizados em dezembro em Bogot\u00e1 e que desembocaria na C\u00fapula Agr\u00e1ria. A frase presidencial e as imagens de policiais batendo em camponeses, que se tornaram virais nas redes sociais, custaram a Santos uma queda nas pesquisas, de 48% em junho para 21% em setembro, segundo o Instituto Gallup.<\/p>\n<p>A C\u00fapula Agr\u00e1ria \u00e9 um processo in\u00e9dito de unidade desde as bases. \u201cN\u00e3o sa\u00edmos com o Dignidade porque, embora saudemos sua luta, n\u00e3o \u00e9 a nossa\u201d, explicou no Twitter um de seus integrantes, @CatatumboResiste. \u201cEles ao menos t\u00eam terra e tratores. Nossa luta \u00e9 de fundo\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A C\u00fapula Agr\u00e1ria tampouco se identifica com nenhum outro partido embora tenha conseguido um senador nas elei\u00e7\u00f5es de mar\u00e7o. Alberto Castilla, que se apresentou na lista do esquerdista Polo Democr\u00e1tico Alternativo. Castilla \u00e9 um dos fundadores do Congresso dos Povos, uma das duas grandes vertentes da C\u00fapula Agr\u00e1ria que desde 2012 come\u00e7ou a se aproximar da Marcha Patri\u00f3tica. Os dois movimentos de origem rural surgiram em 2010. Nos primeiros passos, os ind\u00edgenas atuaram como observadores.<\/p>\n<p>Durante o governo de Uribe os povos ancestrais protagonizaram praticamente apenas enormes mobiliza\u00e7\u00f5es ou mingas (trabalho coletivo para o bem comum, em quechua). Mas, em meados de mar\u00e7o deste ano, quando foi realizada em Bogot\u00e1 a C\u00fapula Agr\u00e1ria, \u00c9tnica e Popular, que deu nome ao movimento atual, tamb\u00e9m se integrou a Organiza\u00e7\u00e3o Nacional Ind\u00edgena da Col\u00f4mbia, que representa 1,4 milh\u00e3o de nativos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m aderiu um setor importante dos afrocolombianos, o Processo de Comunidades Negras. No total, 12 organiza\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter nacional ou regional redescobriram a unidade, em um movimento que h\u00e1 d\u00e9cadas n\u00e3o se via na Col\u00f4mbia. Nesse encontro de mar\u00e7o, foi acordado n\u00e3o permitir que o governo dividisse a negocia\u00e7\u00e3o por setores ou regi\u00f5es, como em 2013. Da\u00ed a transcend\u00eancia do decreto presidencial que agora reconhece a mesa \u00fanica nacional como interlocutora.<\/p>\n<p>Em 30 de mar\u00e7o, a C\u00fapula Agr\u00e1ria entregou um pedido de condi\u00e7\u00f5es comum de oito grandes pontos e 127 reclama\u00e7\u00f5es concretas \u00e0 Presid\u00eancia e estabeleceu prazo de um m\u00eas e meio para empreender a mobiliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dos pontos de conflu\u00eancia, decidiram que todos lutar\u00e3o pelas reivindica\u00e7\u00f5es dos outros. \u00c9 a agenda de negocia\u00e7\u00e3o que agora o ministro Iragorri tem em m\u00e3os.<\/p>\n<p>Diante das d\u00favidas pelo poss\u00edvel efeito eleitoral da data da paralisa\u00e7\u00e3o, os camponeses disseram que a mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 por direitos e n\u00e3o contra o presidente. Em 11 de abril se reuniram com ele. Trata-se de reclama\u00e7\u00f5es de reformas constitucionais e legais, de acatamento de leis ignoradas, de mudan\u00e7as em pol\u00edticas econ\u00f4micas e sociais e de garantias para o protesto social. Um ponto se refere ao fim da guerra civil que dura meio s\u00e9culo, mas, no entanto, se exige das partes acatar o direito internacional humanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>O primeiro ponto busca harmonizar a conserva\u00e7\u00e3o da natureza com seu aproveitamento como meio de vida das comunidades agr\u00e1rias, que seriam as que definiriam um novo ordenamento territorial local. Se exige proscrever qualquer forma de estrangeiriza\u00e7\u00e3o da terra e o fim de todos os tratados de livre com\u00e9rcio, bem como uma reforma participativa das pol\u00edticas mineiras e energ\u00e9ticas.<\/p>\n<p>O ponto sobre cultivos que s\u00e3o mat\u00e9ria-prima de drogas ilegais \u2013 coca, papoula e maconha \u2013 \u00e9 crucial para a C\u00fapula Agr\u00e1ria, que pede o fim da erradica\u00e7\u00e3o violenta, uma substitui\u00e7\u00e3o gradual e concertada e a liberta\u00e7\u00e3o dos acusados por essa atividade que n\u00e3o fa\u00e7am parte do narcotr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Os porta-vozes da C\u00fapula Agr\u00e1ria reptem que a paralisa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cescalonada, pac\u00edfica e contundente\u201d e, no dia 7, estimaram que cerca de 120 mil pessoas estavam mobilizadas \u00e0s margens das rodovias em 20 das 33 subdivis\u00f5es desse pa\u00eds de 46 milh\u00f5es de habitantes. \u201cO governo \u00e9 bipolar\u201d, afirmou Olga Luc\u00eda Quintero, jovem l\u00edder camponesa do Catatumbo.<\/p>\n<p>Enquanto Santos diz que garante o direito de protesto, j\u00e1 circulam na internet fotos de manifestantes feridos. A pol\u00edcia antimotins incendeia as barracas que os camponeses armaram nos locais de concentra\u00e7\u00e3o, confisca seus alimentos e, talvez para evitar que os gravem enquanto cometem abusos, tiram seus celulares.<\/p>\n<p><strong>A dignidade da batata<\/strong><\/p>\n<p>Produzir uma carga de batata (dois volumes de 65 quilos) custa US$ 30 na Col\u00f4mbia, mas \u00e9 vendida a US$ 15. Assim se converteu em invi\u00e1vel a agricultura para setores estrat\u00e9gicos de pequenos e m\u00e9dios produtores. Para muitos, a culpa est\u00e1 nas condi\u00e7\u00f5es impostas pelos tratados de livre com\u00e9rcio assinados com outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cPermaneceremos aqui enquanto for necess\u00e1rio\u201d, disse \u00e0 IPS o representante do Movimento Dignidade Agropecu\u00e1ria, Carlos Arturo L\u00f3pez. Ele se acorrentou na noite do dia 6 junto a delegados de outros setores produtivos que se denominaram Dignidade Cafeeira, Dignidade Arrozeira e Dignidade da Batata, entre v\u00e1rias outras, na central Plaza de Bol\u00edvar, em Bogot\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cEstamos h\u00e1 muitos dias nas estradas e o ministro (da Agricultura, Rub\u00e9n Dar\u00edo Lizarralde) n\u00e3o reconhece nossa legitimidade como porta-vozes dos camponeses. Ele continua falando com a mesma burguesia que nos levou at\u00e9 onde estamos, o abandono total\u201d, ressaltou L\u00f3pez. \u201cO governo comete um erro enorme ao tentar tirar a legitimidade de um movimento como o nosso, que liderou as tr\u00eas \u00faltimas paralisa\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. O tema agropecu\u00e1rio vem sendo adiado h\u00e1 50 anos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Depois dessa entrevista, Lizarralde anunciou que retomaria a negocia\u00e7\u00e3o. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* Com colabora\u00e7\u00e3o de Helda Mart\u00ednez (Bogot\u00e1).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia, 19\/5\/2014 &ndash; Ap&oacute;s 12 dias de mobiliza&ccedil;&atilde;o nacional, a C&uacute;pula Agr&aacute;ria, &Eacute;tnica e Popular da Col&ocirc;mbia conseguiu suas primeiras reivindica&ccedil;&otilde;es na negocia&ccedil;&atilde;o com o governo para acabar com a paralisa&ccedil;&atilde;o iniciada em 28 de abril. 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