{"id":17615,"date":"2014-06-23T14:27:32","date_gmt":"2014-06-23T14:27:32","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=115221"},"modified":"2014-06-23T14:27:32","modified_gmt":"2014-06-23T14:27:32","slug":"internet-oferece-uma-via-para-romper-o-bloqueio-em-gaza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/06\/ultimas-noticias\/internet-oferece-uma-via-para-romper-o-bloqueio-em-gaza\/","title":{"rendered":"Internet oferece uma via para romper o bloqueio em Gaza"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_115223\" style=\"width: 639px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/1151.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-115223\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/1151.jpg\" alt=\"1151 Internet oferece uma via para romper o bloqueio em Gaza\" width=\"629\" height=\"382\" title=\"Internet oferece uma via para romper o bloqueio em Gaza\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Khalil Salim (esquerda) e Yassir Younis, propriet\u00e1rios da companhia de aplicativos m\u00f3veis e desenvolvimento de software Motawiron, que surgiu da Incubadora de Tecnologia em Gaza. Foto: Khaled Alashqar\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gaza, Palestina, 23\/6\/2014 \u2013 \u201cQuando conclu\u00ed meus estudos, me juntei aos milhares de formados na lista dos desempregados. Depois li sobre um projeto que oferecia uma incubadora de tecnologia para projetos juvenis, me inscrevi, fui aceito, e agora j\u00e1 n\u00e3o estou nessa lista\u201d, disse \u00e0 IPS o empres\u00e1rio de produtos de inform\u00e1tica, Yasser Younis.<\/p>\n<p>Este copropriet\u00e1rio da Motawiron, empresa de aplicativos m\u00f3veis e desenvolvimento de software, descreveu dessa forma sua experi\u00eancia na Incubadora de Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e das Comunica\u00e7\u00f5es da Palestina, um programa criado e dirigido pelo Col\u00e9gio Universit\u00e1rio de Ci\u00eancias Aplicadas (Ucas) de Gaza, com apoio da organiza\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria Oxfam.<\/p>\n<p>A iniciativa tem o objetivo de furar o bloqueio de Israel. O programa proporciona aos estudantes de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o o patroc\u00ednio e o apoio financeiro necess\u00e1rios para desenvolverem seus projetos durante um per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o de seis meses, com pessoal e m\u00e3o de obra para ajud\u00e1-los a trabalhar em colabora\u00e7\u00e3o com empresas estrangeiras e comercializar seus produtos na internet.<\/p>\n<p>\u201cAs ideias s\u00e3o aceitas com base em crit\u00e9rios espec\u00edficos e sua capacidade de superar o bloqueio contra Gaza e de comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos no estrangeiro pela internet\u201d, explicou \u00e0 IPS o professor Saeed Azzibda, gerente de programas de desenvolvimento do Ucas. \u201cSe esses crit\u00e9rios essenciais s\u00e3o atendidos, apoiamos a ideia e a desenvolvemos at\u00e9 que se converta em um produto com potencial de com\u00e9rcio exterior\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A Incubadora de Tecnologia qualifica cinco empresas em cada sess\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o e alguns de seus projetos j\u00e1 desenvolveram seus pr\u00f3prios programas e aplica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o vendidos no mercado internacional de software para telefone celular.<\/p>\n<p>O programa foi muito bem recebido pela comunidade palestina e no \u00e2mbito internacional, e alguns investidores \u00e1rabes ofereceram aos participantes de maior sucesso a oportunidade de viajar e trabalhar no Catar e em outros pa\u00edses da regi\u00e3o interessados no campo da tecnologia e dos mercados online, bem como locais para as empresas emergentes fora de Gaza e aumentar o investimento nelas.<\/p>\n<p>A incuba\u00e7\u00e3o tem dois aspectos. \u201cO primeiro \u00e9 que a empresa venda seus produtos pela internet para superar o bloqueio de Gaza, e o segundo \u00e9 que os estudantes que criarem suas pr\u00f3prias empresas possam explorar oportunidades fora das fronteiras e desenvolver investimentos no exterior tamb\u00e9m com o objetivo de apoiar o povo\u201d palestino, explicou o professor Azzibda.<\/p>\n<p>Dois dos que participaram do programa do Ucas s\u00e3o Younis e Khalil Salim, propriet\u00e1rios da Motawiron. Ap\u00f3s seis meses de incuba\u00e7\u00e3o, agora vendem seus produtos pela internet para empresas da Ar\u00e1bia Saudita, dos Emirados \u00c1rabes Unidos e outros pa\u00edses. A Motawiron foi escolhida para representar a Palestina na copa Imagine, a competi\u00e7\u00e3o mundial de estudantes de tecnologia organizada pela Microsoft.<\/p>\n<p>Embora tenha sido a primeira vez que a Palestina esteve representada, o bloqueio de Gaza impediu Younis e Salim de viajarem no come\u00e7o deste m\u00eas ao Catar para as semifinais regionais da copa, mesmo tendo os documentos necess\u00e1rios e o convite oficial.<\/p>\n<p>\u201cNossa empresa desenvolveu o aplicativo Esperanza para telefone celular, que ajuda as pessoas surdas a se comunicarem e se integrarem \u00e0 sociedade. Obtivemos o primeiro lugar na Palestina e agora competiremos no mundo, mas n\u00e3o pudemos viajar\u201d, contou Younis \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Mais de 40 mil estudantes universit\u00e1rios se formam por ano na Palestina, o que gera a necessidade urgente de encontrar formas criativas de incorporar suas habilidades ao mercado de trabalho. Mas o constante ass\u00e9dio e bloqueio de Israel enfraqueceram o mercado em diferentes n\u00edveis.<\/p>\n<p>Algumas organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, entre elas a Oxfam, gerenciam programas de desenvolvimento que apoiam os diplomados pelo Ucas na entrega de seus produtos ao resto do mundo via internet, apesar dos cortes de eletricidade durante 12 horas por dia e das dificuldades para a entrada de equipamentos de apoio para as empresas emergentes em Gaza.<\/p>\n<p>\u201cA tecnologia da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos setores emergentes e promissores em Gaza, onde os produtos, cujo acesso tradicional ao mercado est\u00e1 impedido pelo bloqueio, podem ser oferecidos pela internet\u201d, disse \u00e0 IPS o coordenador de meios de comunica\u00e7\u00e3o da Oxfam, Alun Macdonald. \u201cUma companhia que produz publicidade animada ganhou seis contratos fora de Gaza com empresas dos pa\u00edses do Golfo, Canad\u00e1 e da Ar\u00e1bia Saudita\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A jornalista Nour Al Harazin utiliza os meios de comunica\u00e7\u00e3o para superar as barreiras f\u00edsicas e pol\u00edticas que impedem o acesso ao mundo exterior. A jovem prepara o lan\u00e7amento de um canal de not\u00edcias em ingl\u00eas, com sede em Gaza, pela rede audiovisual YouTube. \u201cSer\u00e1 o primeiro no mundo \u00e1rabe e na Palestina. O canal dar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias humanas da assediada Gaza para o mundo exterior. Pela primeira vez exerceremos nosso direito como palestinos de transmitir nosso sofrimento, \u00e9 a ideia principal do projeto\u201d, explicou \u00e0 IPS.<\/p>\n<p>Ativistas de pa\u00edses ocidentais ajudar\u00e3o a jornalista por meio das redes sociais. Harazin colocou na internet uma p\u00e1gina para arrecadar fundos e publicou um v\u00eddeo curto no YouTube pedindo ajuda financeira e apoio de defensores da justi\u00e7a em todo o mundo. \u201cO ass\u00e9dio e a proibi\u00e7\u00e3o de viajar sempre foram um obst\u00e1culo para os palestinos, por isso pensei em utilizar a internet e as redes sociais para chegar ao mundo que n\u00e3o podemos alcan\u00e7ar. A internet se converteu em um meio para romper esse cerco\u201d, enfatizou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Gaza, Palestina, 23\/6\/2014 &ndash; &ldquo;Quando conclu&iacute; meus estudos, me juntei aos milhares de formados na lista dos desempregados. Depois li sobre um projeto que oferecia uma incubadora de tecnologia para projetos juvenis, me inscrevi, fui aceito, e agora j&aacute; n&atilde;o estou nessa lista&rdquo;, disse &agrave; IPS o empres&aacute;rio de produtos de inform&aacute;tica, Yasser Younis. 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