{"id":17618,"date":"2014-06-23T14:16:45","date_gmt":"2014-06-23T14:16:45","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=115206"},"modified":"2014-06-23T14:16:45","modified_gmt":"2014-06-23T14:16:45","slug":"a-revolucao-da-energia-se-projeta-para-o-futuro-na-alemanha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/06\/ultimas-noticias\/a-revolucao-da-energia-se-projeta-para-o-futuro-na-alemanha\/","title":{"rendered":"A revolu\u00e7\u00e3o da energia se projeta para o futuro na Alemanha"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/14.png\"><img class=\"alignleft size-full wp-image-115211\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/14.png\" alt=\"14 A revolu\u00e7\u00e3o da energia se projeta para o futuro na Alemanha\" width=\"203\" height=\"312\" title=\"A revolu\u00e7\u00e3o da energia se projeta para o futuro na Alemanha\" \/><\/a>Helsinque, Finl\u00e2ndia, junho\/2014 \u2013 A Alemanha \u00e9 hoje em dia a primeira na\u00e7\u00e3o no campo da energia renov\u00e1vel. Os n\u00fameros afirmam isso. A economia alem\u00e3 obt\u00e9m 29% da eletricidade que consome de fontes renov\u00e1veis: solar, h\u00eddrica, e\u00f3lica e a proveniente de madeira e biomassas.<\/p>\n<p>Essa m\u00e9dia nacional oculta grandes diferen\u00e7as entre as regi\u00f5es do pa\u00eds. O Estado de Saarland produz apenas 15% de eletricidade de fontes renov\u00e1veis e o de Rheinland-Pfalz s\u00f3 21%, enquanto os Estados de Schleswig-Holstein e Mecklenburg-Vorpommern chegam a 54% e 56%, respectivamente.<\/p>\n<p>O caso que chama mais a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o do Estado de Brandenburgo, vizinho a Berlim, onde 78% da eletricidade provem de turbinas e\u00f3licas, pain\u00e9is fotovoltaicos e biomassa.<\/p>\n<p>Deve-se destacar que Brandenburgo \u00e9 um territ\u00f3rio mediterr\u00e2neo e faz parte da vasta plan\u00edcie do norte da Europa. Em outras palavras, n\u00e3o tem acesso ao mar e sua capacidade de gerar energia de origem h\u00eddrica, e complementar com outras fontes renov\u00e1veis, \u00e9 escassa.<\/p>\n<p>Apesar dessas limita\u00e7\u00f5es, \u00e9 prov\u00e1vel que em alguns anos Brandenburgo chegue a gerar mais eletricidade de origem renov\u00e1vel do que a que consumir\u00e1, e exportar uma parte crescente de sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 frequente a afirma\u00e7\u00e3o de que \u00e9 quase imposs\u00edvel conseguir um sistema de energia que obtenha 100% de sua eletricidade de fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Segundo a opini\u00e3o convencional, essas fontes sempre necessitar\u00e3o do complemento de uma boa parte de eletricidade proveniente de combust\u00edveis de origem f\u00f3ssil, j\u00e1 que as turbinas e\u00f3licas s\u00f3 geram eletricidade enquanto sopra o vento e os pain\u00e9is fotovoltaicos o fazem apenas enquanto brilha o sol.<\/p>\n<p>A realidade alem\u00e3 demonstra que as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o excessivas. Em Brandenburgo e outros Estados alem\u00e3es, as fontes renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica e biomassa) se complementam eficazmente, desmentido as previs\u00f5es pessimistas de muitos especialistas.<\/p>\n<p>O norte da Alemanha pode produzir pouca energia solar durante o inverno. Por\u00e9m, a maior parte da energia e\u00f3lica \u00e9 gerada no inverno, porque na Alemanha essa esta\u00e7\u00e3o apresenta mais vento do que o ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o vento de inverno \u00e9 mais frio e denso do que o de ver\u00e3o e por isso as correntes de ar cont\u00eam mais energia. A queima de madeira e outras biomassas para o aquecimento dom\u00e9stico e gera\u00e7\u00e3o de eletricidade tamb\u00e9m se concentra nos meses de inverno.<\/p>\n<p>Um fator fundamental da chamada revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3 (Die Energiewende) \u00e9 um sistema de pagamento aos produtores individuais de energia solar e e\u00f3lica (<em>feed-in-tariff<\/em>), introduzido por lei em 2000, que garante uma tarifa relativamente elevada e fixa. Depois da aprova\u00e7\u00e3o dessa lei a capacidade instalada de eletricidade solar aumentou de 114 para 36 mil megawatts (MW), e a e\u00f3lica de seis mil para 35 mil MW, no final de 2013.<\/p>\n<p>O plano oficial prev\u00ea que em 2020 a participa\u00e7\u00e3o das fontes renov\u00e1veis chegar\u00e1 a 35% do consumo de eletricidade na Alemanha, aumentando para 80% em 2050.<\/p>\n<p>O sucesso do programa de energia solar tamb\u00e9m gerou alguns problemas pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Estima-se que 1,4 milh\u00e3o de pr\u00e9dios residenciais instalaram redes de pain\u00e9is solares em seus tetos. Em consequ\u00eancia, o custo do sistema <em>feed-in-tariff<\/em> se expandiu e agora custa cerca de 18 bilh\u00f5es de euros (US$ 24,3 bilh\u00f5es) por ano.<\/p>\n<p>Como os custos do programa n\u00e3o s\u00e3o cobertos por subs\u00eddios p\u00fablicos, a eletricidade que os privados consomem (e n\u00e3o produzem) encareceu.<\/p>\n<p>Por outro lado, os exportadores alem\u00e3es se beneficiaram porque foram isentados da carga correspondente ao <em>tariff-in-system<\/em>, e porque produzem parte da eletricidade que consomem, o que resulta em um pre\u00e7o total baix\u00edssimo.<\/p>\n<p>A Alemanha ainda n\u00e3o decidiu qual seria o melhor caminho para aumentar a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade solar e e\u00f3lica e, ao mesmo tempo, evitar um tratamento desigual entre os diferentes setores de consumidores.<\/p>\n<p>Mas deve ser descartada a ideia de que a revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica alem\u00e3 come\u00e7ou a diminuir, como afirmam muitos analistas.<\/p>\n<p>A mais recente pesquisa de opini\u00e3o mostra que dois ter\u00e7os das empresas projetam produzir ao menos uma parte de seu consumo el\u00e9trico por meio de pain\u00e9is solares.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o publica compreendeu o aspecto mais importante da revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. A Alemanha foi capaz de criar uma industria de pain\u00e9is fotovoltaicos que atrai a demanda \u2013 junto com It\u00e1lia e Espanha \u2013 de grande parte do mundo, gra\u00e7as \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de custos. O pre\u00e7o m\u00e9dio unit\u00e1rio das c\u00e9lulas caiu de cinco euros (US$ 6,75) em 2003 para 0,7 euro (US$ 0,94) no ano passado.<\/p>\n<p>Embora a energia solar agora seja economicamente competitiva inclusive no norte da Europa, as regi\u00f5es ensolaradas da Terra recebem o dobro de radia\u00e7\u00f5es solares e t\u00eam n\u00edveis salariais e custos de instala\u00e7\u00e3o menores do que os europeus.<\/p>\n<p>No Sul em desenvolvimento, a ind\u00fastria da energia fotovoltaica est\u00e1 destinada a ser maior e economicamente mais conveniente do que na Europa e \u00e9 prov\u00e1vel que o <em>boom<\/em> da demanda ocorra em curto prazo em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p><em>* Risto Isom\u00e4ki \u00e9 militante ambientalista e escritor finland\u00eas.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helsinque, Finl&acirc;ndia, junho\/2014 &ndash; A Alemanha &eacute; hoje em dia a primeira na&ccedil;&atilde;o no campo da energia renov&aacute;vel. Os n&uacute;meros afirmam isso. A economia alem&atilde; obt&eacute;m 29% da eletricidade que consome de fontes renov&aacute;veis: solar, h&iacute;drica, e&oacute;lica e a proveniente de madeira e biomassas. Essa m&eacute;dia nacional oculta grandes diferen&ccedil;as entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s. [&hellip;] <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/06\/ultimas-noticias\/a-revolucao-da-energia-se-projeta-para-o-futuro-na-alemanha\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1003,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,1],"tags":[1532,2335,1009],"class_list":["post-17618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-ultimas-noticias","tag-alemanha","tag-energia-renovavel","tag-inter-press-service-colunistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1003"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}