{"id":17623,"date":"2014-06-25T13:51:43","date_gmt":"2014-06-25T13:51:43","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=115342"},"modified":"2014-06-25T13:51:43","modified_gmt":"2014-06-25T13:51:43","slug":"as-empresas-devem-divulgar-sua-pegada-de-plastico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/06\/ultimas-noticias\/as-empresas-devem-divulgar-sua-pegada-de-plastico\/","title":{"rendered":"As empresas devem divulgar sua \u201cpegada de pl\u00e1stico\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_115344\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Plastico.jpg\"><img class=\"wp-image-115344\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Plastico.jpg\" alt=\"Plastico As empresas devem divulgar sua \u201cpegada de pl\u00e1stico\u201d\" width=\"529\" height=\"350\" title=\"As empresas devem divulgar sua \u201cpegada de pl\u00e1stico\u201d\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O mundo produz por ano cerca de 280 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico, das quais recicla apenas 10%. Foto: Lucyin\/cc by 2.0<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 25\/6\/2014 \u2013 O custo ambiental do pl\u00e1stico utilizado pelas empresas produtoras de bens de consumo chega a mais de US$ 75 bilh\u00f5es anuais, segundo uma avalia\u00e7\u00e3o pioneira divulgada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). O c\u00e1lculo se baseia no custo das emiss\u00f5es de gases-estufa gerados pela produ\u00e7\u00e3o de materiais pl\u00e1sticos e o eventual impacto do lixo resultante sobre a vida silvestre e os ecossistemas, especialmente nos oceanos, j\u00e1 que apenas 10% dos produtos pl\u00e1sticos s\u00e3o reciclados.<\/p>\n<p>O custo dos recursos perdidos quando os produtos de pl\u00e1stico s\u00e3o jogados fora como desperd\u00edcio, em lugar de irem para a reciclagem, tamb\u00e9m influi no ambiente. Os pesquisadores dizem que essas estimativas, divididas em 16 setores, s\u00e3o uma advert\u00eancia para as empresas e seus acionistas. V\u00e1rias ind\u00fastrias s\u00e3o particularmente vulner\u00e1veis diante da ado\u00e7\u00e3o de novas normas, da demanda dos consumidores ou pela escassez de recursos em rela\u00e7\u00e3o ao uso futuro ou \u00e0 disponibilidade do pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>O estudo exorta as empresas a adotarem uma pol\u00edtica de divulga\u00e7\u00e3o sobre o uso do pl\u00e1stico para se isolarem dessas crises. Para isso, os executivos devem compreender com exatid\u00e3o a quantidade de pl\u00e1stico que suas companhias utilizam.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa mostra a necessidade de as empresas considerarem a pegada de pl\u00e1stico, tal como fazem com o carbono, a \u00e1gua e a silvicultura\u201d, afirmou, no dia 23, Andrew Russell, diretor do Plastic Disclosure Project (Projeto de Divulga\u00e7\u00e3o do Pl\u00e1stico), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que copatrocinou o estudo sobre o tema. \u201cAo medir, gerir e declarar o uso e a elimina\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico, as empresas podem reduzir os riscos, maximizar as oportunidades e se converterem em companhias mais pr\u00f3speras e sustent\u00e1veis\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o dos resultados coincidiu com a sess\u00e3o inaugural da Primeira Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, que acontece em Nair\u00f3bi, no Qu\u00eania. Mais de 1.300 representantes de governos e do setor privado participam at\u00e9 o dia 27 do que constitui o f\u00f3rum de mais alto n\u00edvel que as Na\u00e7\u00f5es Unidas j\u00e1 organizaram para discutir temas ecol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>\u201cO pl\u00e1stico chegou a desempenhar um papel crucial na vida moderna, mas n\u00e3o podemos ignorar as repercuss\u00f5es para o ambiente das formas como o usamos\u201d, afirmou Achim Steiner, diretor do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por meio de um comunicado.<\/p>\n<p>A \u201credu\u00e7\u00e3o, a reciclagem e o redesenho dos produtos que utilizam pl\u00e1stico pode trazer m\u00faltiplos benef\u00edcios para a economia verde, desde redu\u00e7\u00e3o dos danos econ\u00f4micos, aos ecossistemas marinhos e aos setores do turismo e da pesca, vitais para muitos pa\u00edses em desenvolvimento, at\u00e9 economia e oportunidades de inova\u00e7\u00e3o para as empresas, j\u00e1 que reduzem seus riscos de reputa\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou Steiner.<\/p>\n<p>Para o estudo, o Pnuma e o Plastic Disclosure Project colaboraram com a Trucost, uma consultoria brit\u00e2nica que coloca pre\u00e7o ao uso dos recursos naturais e que processou os dados num\u00e9ricos. A transpar\u00eancia em torno do uso do pl\u00e1stico \u2013 e, posteriormente, maior efici\u00eancia em seu uso \u2013 poderia se converter em um ponto de competi\u00e7\u00e3o entre as companhias.<\/p>\n<p>\u201cNa medida em que as consequ\u00eancias do pl\u00e1stico ganham mais import\u00e2ncia, pode ser que os acionistas das empresas exijam que estas melhorem suas taxas de revela\u00e7\u00e3o\u201d, diz o informe publicado no dia 23. \u201cPor exemplo, essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fatil para os investidores institucionais interessados em proteger o valor de seus investimentos. Os administradores de ativos poderiam colaborar com essas empresas para saber como v\u00e3o gerenciar os riscos e as oportunidades do pl\u00e1stico\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As ind\u00fastrias de alimentos e bebidas sem \u00e1lcool t\u00eam os maiores custos de \u201ccapital natural\u201d em fun\u00e7\u00e3o do uso do pl\u00e1stico, o que constitui mais de um ter\u00e7o do total, segundo a pesquisa. Como tais, essas empresas poderiam ser mais vulner\u00e1veis aos riscos para sua reputa\u00e7\u00e3o ou sua contrata\u00e7\u00e3o. Por outro lado, a maior propor\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio das empresas de brinquedos, seguidas pelos fabricantes de artigos e cal\u00e7ados esportivos, gira em torno do pl\u00e1stico, por isso experimentariam maior impacto econ\u00f4mico em raz\u00e3o de problemas derivados de seu uso.<\/p>\n<p>Mas a declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre o uso do pl\u00e1stico por parte das empresas continua sendo escassa, j\u00e1 que apenas 50 das cem estudadas informaram a respeito. Al\u00e9m disso, tampouco h\u00e1 padr\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o dos quais elas tomar\u00e3o a decis\u00e3o de tornar p\u00fablica essa informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mundo produz cerca de 28 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico por ano, mas recicla apenas 10%. Uma grande quantidade do lixo resultante acaba nos oceanos, onde causa danos no valor aproximado de US$ 13 bilh\u00f5es, segundo novos c\u00e1lculos da ONU. Em meados deste m\u00eas, o governo dos Estados Unidos organizou uma primeira c\u00fapula sobre a sustentabilidade dos oceanos, com \u00eanfase na contamina\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Por sua vez, o novo informe n\u00e3o pretende ponderar o uso do pl\u00e1stico em compara\u00e7\u00e3o com outros materiais, em fun\u00e7\u00e3o do peso de transporte ou o impacto acess\u00f3rio sobre bens importantes, como os alimentos. Tampouco prop\u00f5e grandes reformas com rela\u00e7\u00e3o ao seu uso, e por outro lado defende que o material seja usado simplesmente da maneira mais eficiente e sustent\u00e1vel poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Esta postura foi elogiada pela ind\u00fastria do pl\u00e1stico. O Conselho Norte-Americano de Qu\u00edmica, um importante grupo de press\u00e3o em Washington, \u201capoiou\u201d a conclus\u00e3o e declarou que o informe \u201coferece um ponto que a empresas que fabricam e oferecem uma ampla gama de valiosos bens de consumo podem utilizar na avalia\u00e7\u00e3o de seus produtos e processos\u201d. Mas alguns temem que a ind\u00fastria do pl\u00e1stico seja muito insular para liderar qualquer processo de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria est\u00e1 representada por um conjunto muito reduzido de empresas que est\u00e3o muito arraigadas. Fabricam a maior parte dos vasilhames que utilizamos, e n\u00e3o s\u00e3o muito abertas \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao esp\u00edrito empresarial\u201d, afirmou Daniella Russo, diretora do Think Beyond Plastic (Pense Al\u00e9m do Pl\u00e1stico), um f\u00f3rum que promove novas formas de abordar a contamina\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica. Russo disse \u00e0 IPS que \u00e9 importante recordar que alguns materiais pl\u00e1sticos apresentam desafios ambientais importantes, e que outros n\u00e3o.<\/p>\n<p>Por exemplo, os vasilhames de uso \u00fanico representam cerca de 50% da produ\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico e no entanto est\u00e3o destinados exclusivamente ao lixo. De fato, o informe do Pnuma identifica os vasilhames descart\u00e1veis e a espuma de poliestireno como os pl\u00e1sticos mais problem\u00e1ticos. Por\u00e9m, Russo assegurou que estes tamb\u00e9m oferecem as oportunidades de inova\u00e7\u00e3o mais interessantes. \u201cEste \u00e9 um mercado enorme, pronto para quem quiser aproveit\u00e1-lo\u201d, afirmou. \u201cA inova\u00e7\u00e3o pode vir de empres\u00e1rios individuais, mas tamb\u00e9m das pr\u00f3prias companhias se sentirem a press\u00e3o de faz\u00ea-lo\u201d, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 25\/6\/2014 &ndash; O custo ambiental do pl&aacute;stico utilizado pelas empresas produtoras de bens de consumo chega a mais de US$ 75 bilh&otilde;es anuais, segundo uma avalia&ccedil;&atilde;o pioneira divulgada pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU). 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