{"id":17631,"date":"2014-06-27T13:14:42","date_gmt":"2014-06-27T13:14:42","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=115546"},"modified":"2014-06-27T13:14:42","modified_gmt":"2014-06-27T13:14:42","slug":"resiliencia-local-e-prioridade-da-onu-em-gestao-de-desastres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/06\/ultimas-noticias\/resiliencia-local-e-prioridade-da-onu-em-gestao-de-desastres\/","title":{"rendered":"Resili\u00eancia local \u00e9 prioridade da ONU em gest\u00e3o de desastres"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_115548\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/india.jpg\"><img class=\"wp-image-115548\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/india.jpg\" alt=\"india Resili\u00eancia local \u00e9 prioridade da ONU em gest\u00e3o de desastres\" width=\"529\" height=\"397\" title=\"Resili\u00eancia local \u00e9 prioridade da ONU em gest\u00e3o de desastres\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Reuni\u00e3o em uma aldeia, dirigida por mulheres, prepara um \u201cmapa social\u201d da comunidade local. Foto: Naimul Haq\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bangcoc, Tail\u00e2ndia, 27\/6\/2014 \u2013 A sexta Confer\u00eancia Ministerial Asi\u00e1tica sobre Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres na \u00c1sia e no Pac\u00edfico terminou ontem com uma declara\u00e7\u00e3o que enfatiza a participa\u00e7\u00e3o das comunidades locais na resposta dos governos aos embates da natureza. Realizada todos os anos em colabora\u00e7\u00e3o com o Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Redu\u00e7\u00e3o do Risco de Desastres (UNISDR), a confer\u00eancia deste ano, organizada pelo governo da Tail\u00e2ndia, foi a \u00faltima reuni\u00e3o das partes interessadas antes da c\u00fapula mundial no Jap\u00e3o, em 2015, que reunir\u00e1 os governos para redigir planos p\u00f3s-2015.<\/p>\n<p>Margareta Wahlstrom, representante especial do secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para esse tema, disse na abertura do encontro que a quest\u00e3o necessita de um modelo inclusivo e participativo que permita o trabalho conjunto das comunidades de base e das autoridades locais.<\/p>\n<p>Suas palavras foram bem recebidas por Harjeet Singh, coordenador internacional da ActionAid, organiza\u00e7\u00e3o de desenvolvimento internacional com sede na \u00c1frica do Sul. \u201cN\u00e3o dever\u00edamos estar desenvolvendo solu\u00e7\u00f5es em salas de juntas e confer\u00eancias como estas\u201d, disse \u00e0 IPS. \u201cDever\u00edamos trabalhar com as comunidades, que sabem muito mais como isto as afeta. Muitas vezes h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es que funcionam melhor\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>Em uma entrevista coletiva posterior Wahlstrom disse que a \u00c1sia oriental \u00e9 um modelo para o resto do mundo, j\u00e1 que suas pol\u00edticas de redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres nos \u00faltimos 20 anos permitiram uma queda importante na mortandade como consequ\u00eancia das amea\u00e7as naturais. Segundo Wahlstrom, a confer\u00eancia abordou a quest\u00e3o fundamental de como conseguir o di\u00e1logo entre as comunidades de base, que j\u00e1 realizam o trabalho \u00e1rduo de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, e os respons\u00e1veis pol\u00edticos nacionais com a finalidade de influir na agenda de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Em prepara\u00e7\u00e3o para o encontro no Jap\u00e3o, em mar\u00e7o de 2015, a Declara\u00e7\u00e3o de Bangcoc exorta os governos e as partes interessadas a melhorarem a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o em n\u00edvel local mediante a institucionaliza\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias comunit\u00e1rias integradas ao desenvolvimento. Tamb\u00e9m recomenda a inclus\u00e3o das redes de volunt\u00e1rios e comunit\u00e1rias e o fortalecimento do papel das mulheres como uma for\u00e7a na cria\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia em n\u00edvel local. O documento destaca ainda a necessidade de ado\u00e7\u00e3o de fortes medidas de transpar\u00eancia nas rela\u00e7\u00f5es entre a comunidade e os governos locais.<\/p>\n<p>A Tail\u00e2ndia incorporou o conceito de \u201ceconomia de sufici\u00eancia\u201d do rei Bhumibol Adulyadej no documento, que destaca a import\u00e2ncia do modelo de desenvolvimento centrado nas pessoas como forma de \u201creduzir o impacto da incerteza e aumentar a autoimunidade das comunidades locais\u201d. A economia de sufici\u00eancia, baseada nos princ\u00edpios budistas da modera\u00e7\u00e3o, da auto-sufici\u00eancia e da sustentabilidade, promove um modelo econ\u00f4mico comunit\u00e1rio que recha\u00e7a a cobi\u00e7a, a superexplora\u00e7\u00e3o e o desperd\u00edcio.<\/p>\n<p>O Marco de A\u00e7\u00e3o de Hyogo (HFA2), que a confer\u00eancia de Bangcoc adotou como modelo para a contribui\u00e7\u00e3o que a regi\u00e3o far\u00e1 na c\u00fapula do Jap\u00e3o em 2015, deu m\u00e1xima prioridade \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da resili\u00eancia comunit\u00e1ria na gest\u00e3o do risco de desastres. No processo de consulta para o HFA2, que aconteceu entre mar\u00e7o de 2012 e maio de 2013, a \u00eanfase se deslocou da redu\u00e7\u00e3o das vulnerabilidades para o aumento da resili\u00eancia. Isto implicaria a devolu\u00e7\u00e3o de autoridade do n\u00edvel de governo central para o local e o uso de plataformas de m\u00faltiplos interessados.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 particularmente importante na regi\u00e3o da \u00c1sia-Pac\u00edfico, onde, segundo documento elaborado para a reuni\u00e3o de Bangcoc pela UNISDR, a quantidade de pessoas expostas \u00e0s inunda\u00e7\u00f5es anuais passou de 29,5 milh\u00f5es para 63,8 milh\u00f5es nos \u00faltimos quatro anos, enquanto o n\u00famero de habitantes de zonas propensas aos ciclones passou de 71,8 milh\u00f5es para 120,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Invariavelmente, as mais prejudicadas s\u00e3o as pessoas pobres e as comunidades de baixa renda que vivem nos lugares mais vulner\u00e1veis \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, como os assentamentos de moradias informais e as zonas costeiras.<\/p>\n<p>\u201cTemos que ser inovadores e pensar com criatividade para conseguir a reforma da governan\u00e7a no n\u00edvel da comunidade\u201d, declarou em Bangcoc o legislador de Bangladesh, Saber Chowdhury, para quem o pr\u00f3ximo ano \u00e9 decisivo, com tr\u00eas grandes confer\u00eancias internacionais abordando a agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015. \u201cQuanto mais crescimento temos, mais problemas geramos. Na medida em que a \u00c1sia cresce precisamos de coer\u00eancia pol\u00edtica, presta\u00e7\u00e3o de contas e transpar\u00eancia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Stefan Kohler, do grupo de infraestrutura sustent\u00e1vel do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas de Servi\u00e7os para Projetos, disse \u00e0 IPS que um componente fundamental de todo o processo \u00e9 a consulta comunit\u00e1ria. \u201cS\u00e3o eles que participar\u00e3o do uso da infraestrutura de redu\u00e7\u00e3o de riscos de desastres criada para eles, e n\u00f3s devemos entender suas necessidades para podermos incorpor\u00e1-las ao processo de desenho\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Por exemplo, o Programa de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas (Pnud) definiu o Nepal como o quarto pa\u00eds mais vulner\u00e1vel \u00e0s consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Embora este pa\u00eds tenha desenvolvido planos de a\u00e7\u00e3o nacional referentes \u00e0 gest\u00e3o de desastres desde 1996, s\u00f3 recentemente melhorou a participa\u00e7\u00e3o em n\u00edvel local. O subsecret\u00e1rio do Minist\u00e9rio de Assuntos Federais e Desenvolvimento Local do Nepal, Gopi Khanal, explicou em um painel durante a confer\u00eancia em Bangcoc que o governo passou a responsabilidade da gest\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o de riscos de desastres para o n\u00edvel comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por meio de f\u00f3runs da sociedade civil e de 3.625 conselhos de desenvolvimento das aldeias que funcionam nas estruturas dos governos locais, o governo central criou um sistema de troca de informa\u00e7\u00e3o que inclui o plano nacional, de distrito e das aldeias. \u201cA integra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do risco exige a coordena\u00e7\u00e3o entre os diferentes n\u00edveis de governo, bem como a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos financeiros\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Becky Jay Harrington, da Federa\u00e7\u00e3o Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e da Meia-Lua Vermelha, com sede no Nepal, afirmou \u00e0 IPS que o plano-piloto que \u00e9 implantado em sete dos 75 distritos do pa\u00eds destinou uma consider\u00e1vel quantidade de recursos financeiros p\u00fablicos para a gest\u00e3o comunit\u00e1ria do risco de desastres. O or\u00e7amento total do projeto \u00e9 de US$ 2,5 milh\u00f5es. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Bangcoc, Tail&acirc;ndia, 27\/6\/2014 &ndash; A sexta Confer&ecirc;ncia Ministerial Asi&aacute;tica sobre Redu&ccedil;&atilde;o do Risco de Desastres na &Aacute;sia e no Pac&iacute;fico terminou ontem com uma declara&ccedil;&atilde;o que enfatiza a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades locais na resposta dos governos aos embates da natureza. 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