{"id":17657,"date":"2014-07-03T13:58:27","date_gmt":"2014-07-03T13:58:27","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=115998"},"modified":"2014-07-03T13:58:27","modified_gmt":"2014-07-03T13:58:27","slug":"etiopia-e-ruanda-dao-exemplo-em-mortalidade-materna-e-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/07\/ultimas-noticias\/etiopia-e-ruanda-dao-exemplo-em-mortalidade-materna-e-infantil\/","title":{"rendered":"Eti\u00f3pia e Ruanda d\u00e3o exemplo em mortalidade materna e infantil"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_116000\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ethiopia-629x421.jpg\"><img class=\"wp-image-116000\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/ethiopia-629x421.jpg\" alt=\"ethiopia 629x421 Eti\u00f3pia e Ruanda d\u00e3o exemplo em mortalidade materna e infantil\" width=\"529\" height=\"354\" title=\"Eti\u00f3pia e Ruanda d\u00e3o exemplo em mortalidade materna e infantil\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Bosena, de 25 anos, com um beb\u00ea em seus bra\u00e7os ao lado de uma movimentada estrada em Adis Abeba. A Eti\u00f3pia conseguiu avan\u00e7os importantes na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil e materna. Foto: Jacey Fortin\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Johannesburgo, \u00c1frica do Sul, 3\/7\/2014 \u2013 A cada ano morrem tr\u00eas milh\u00f5es de rec\u00e9m-nascidos e 6,6 milh\u00f5es de meninos e meninas menores de cinco anos no mundo, mas Ruanda e Eti\u00f3pia, dois dos pa\u00edses menos avan\u00e7ados (PMA) da \u00c1frica, s\u00e3o um exemplo na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade de m\u00e3es e filhos.<\/p>\n<p>No F\u00f3rum de Associados 2014, que terminou ontem em Johannesburgo, organizado pela Alian\u00e7a para a Sa\u00fade da M\u00e3e, do Rec\u00e9m-Nascido e da Crian\u00e7a (ASMRN) e o governo da \u00c1frica do Sul, foram anunciados compromissos importantes relacionados com as finan\u00e7as, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e pol\u00edticas dos Estados para erradicar a elevada mortalidade.<\/p>\n<p>No total, os representantes de governos e do setor privado representados no F\u00f3rum, que come\u00e7ou no dia 30 de junho, anunciaram 40 compromissos para acabar com a mortalidade infantil e materna. Apesar de progressos not\u00e1veis na redu\u00e7\u00e3o das duas taxas em todo o mundo, nas \u00faltimas d\u00e9cadas a queda na mortalidade de rec\u00e9m-nascidos ficou paralisada.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Ruanda e Eti\u00f3pia est\u00e3o entre os dez pa\u00edses que reduziram sua mortalidade infantil e materna, segundo um novo plano de a\u00e7\u00e3o global apresentado no F\u00f3rum. O Plano de A\u00e7\u00e3o para Todo Rec\u00e9m-Nascido (Enap) proporciona a estrat\u00e9gia necess\u00e1ria para reduzir os 2,6 milh\u00f5es de natimortos e 2,9 milh\u00f5es de mortes de rec\u00e9m-nascidos que ocorrem todos os anos e que poderiam ser evitadas.<\/p>\n<p>Ruanda e Eti\u00f3pia investiram em interven\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias de alto impacto, inclu\u00eddas a imuniza\u00e7\u00e3o, o planejamento familiar, a educa\u00e7\u00e3o e a boa governan\u00e7a. Tedros Adhanom Ghebreyesus, ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da Eti\u00f3pia, informou \u00e0 IPS que os investimentos em v\u00e1rios setores, e n\u00e3o exclusivamente na sa\u00fade p\u00fablica, ajudar\u00e3o a reduzir o n\u00famero de mortes de m\u00e3es e filhos.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o investirmos em agricultura, \u00e1gua e saneamento, bem como no setor da sa\u00fade, ent\u00e3o todo progresso que conseguimos na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil e materna ter\u00e1 sido in\u00fatil\u201d, afirmou. \u201cOs trabalhadores comunit\u00e1rios da sa\u00fade ajudaram a reduzir as taxas de mortalidade na Eti\u00f3pia\u201d, destacou o ministro.<\/p>\n<p>Segundo o Enap, as mortes neonatais constituem 44% das mortes de menores de cinco anos que acontecem no mundo, e o investimento em aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica de qualidade ao nascer poderia salvar a vida de tr\u00eas milh\u00f5es de mulheres e crian\u00e7as a cada ano. \u201cAgora \u00e9 o momento de focar na a\u00e7\u00e3o e na execu\u00e7\u00e3o, para garantirmos que mais vidas sejam salvas\u201d, disse Gra\u00e7a Machel, copresidente da ASMRN. \u201cAlguns pa\u00edses progrediram e outros n\u00e3o. Temos que aprender com eles, para manter o impulso\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Junto com o Enap, foi iniciada a contagem regressiva para 2015 do informe <em>Cumprindo a Agenda de Sa\u00fade para Mulheres e Crian\u00e7as<\/em>, que inclui 75 pa\u00edses, serve como um boletim de qualifica\u00e7\u00f5es dos \u00eaxitos obtidos em mat\u00e9ria de sa\u00fade materna e infantil, e revela que persistem iniquidades importantes.<\/p>\n<p>\u201cO tema da contagem regressiva \u00e9 a pend\u00eancia que temos\u201d, apontou Machel. \u201cMuitas mulheres e crian\u00e7as est\u00e3o morrendo quando existe um tratamento simples\u201d que poderia salv\u00e1-las, destacou. Mais de 71% das mortes de rec\u00e9m-nascidos poderiam ser evitadas sem a necessidade de cuidados intensivos. No geral, esta \u00e9 a consequ\u00eancia de tr\u00eas fatores: precocidade, complica\u00e7\u00f5es no parto e infec\u00e7\u00f5es graves.<\/p>\n<p>Mariame Sylla, especialista em sa\u00fade do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), ressaltou \u00e0 IPS que os pa\u00edses devem aprender uns com os outros. \u201cAs estrat\u00e9gias comunit\u00e1rias, nas quais os governos levam os servi\u00e7os sanit\u00e1rios \u00e0s pessoas e estas aos servi\u00e7os, demonstraram sua efic\u00e1cia\u201d, afirmou, acrescentando que \u201co acompanhamento dos resultados tamb\u00e9m \u00e9 muito importante para garantir a presta\u00e7\u00e3o de contas no setor da sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cContar com parteiras profissionais tamb\u00e9m ajudaria as m\u00e3es de primeira viagem a compreender melhor a maternidade e a reduzir as taxas de mortalidade de mulheres e crian\u00e7as\u201d, assegurou o ministro da Sa\u00fade da \u00c1frica do Sul, Aaron Motsoaledi. Por\u00e9m, para o chanceler da Eti\u00f3pia, \u201cesses esfor\u00e7os s\u00e3o simples mas podem ser dif\u00edceis de cumprir\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs pa\u00edses menos adiantados, como a Eti\u00f3pia, alcan\u00e7aram progressos na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil e materna por sua vontade pol\u00edtica\u201d, destacou Janet Kayita, especialista em sa\u00fade do Unicef. Mas \u201ca chave do sucesso da Eti\u00f3pia n\u00e3o tem a ver apenas com a lideran\u00e7a de tomar a decis\u00e3o de reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna, mas tamb\u00e9m com sua organiza\u00e7\u00e3o em n\u00edvel comunit\u00e1rio\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Segundo Kayita, \u201ca Eti\u00f3pia \u00e9 um dos poucos PMA que institucionalizou a melhora da qualidade no setor da sa\u00fade, utilizando o mecanismo de recompensa dos servi\u00e7os de boa qualidade e responsabilizando aqueles com menor rendimento\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros exemplares*<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eti\u00f3pia<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 Redu\u00e7\u00e3o de 47% na mortalidade de menores de cinco anos entre 2000 e 2011, passando de 166 para 88 em cada mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>\u2022 Embora a Eti\u00f3pia continue tendo uma das taxas de mortalidade mais altas da \u00c1frica, esta baixou 22%, de 871 em 2000 para 676 em 2011, para cada cem mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>\u2022 A aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de extens\u00e3o na comunidade para mulheres e crian\u00e7as aumentou atrav\u00e9s de 40 mil trabalhadores da sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u2022 A escolaridade atingiu quase a igualdade no bi\u00eanio 2008-2009, com 90,7% para as mulheres e 96,7% para os homens, contra 20,4% e 31,7%, respectivamente, em 1994-1995.<\/p>\n<p><strong>Ruanda<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 Redu\u00e7\u00e3o de 50% da mortalidade de menores de cinco anos entre 1992 e 2010, de 151 para 76 em cada mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>\u2022 Redu\u00e7\u00e3o de 22% da mortalidade materna, de 611 para 476 em cada cem mil nascidos vivos, entre 1992 e 2010, e de 55% entre 2000 e 2010, de 1.071 para 476 a cada cem mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>\u2022 Aumento da cobertura de parto com pessoal qualificado, de 31% em 2000 para 69% em 2010.<\/p>\n<p>\u2022 Em 2013, as mulheres constitu\u00edam 64% do total de legisladores, a maior porcentagem no mundo.<\/p>\n<p><em>* Com base em dados nacionais e internacionais oficiais.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 3\/7\/2014 &ndash; A cada ano morrem tr&ecirc;s milh&otilde;es de rec&eacute;m-nascidos e 6,6 milh&otilde;es de meninos e meninas menores de cinco anos no mundo, mas Ruanda e Eti&oacute;pia, dois dos pa&iacute;ses menos avan&ccedil;ados (PMA) da &Aacute;frica, s&atilde;o um exemplo na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade de m&atilde;es e filhos. 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