{"id":17879,"date":"2014-08-28T15:27:02","date_gmt":"2014-08-28T15:27:02","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=119907"},"modified":"2014-08-28T15:27:02","modified_gmt":"2014-08-28T15:27:02","slug":"as-relacoes-internacionais-a-onu-e-a-inter-press-service","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/08\/ultimas-noticias\/as-relacoes-internacionais-a-onu-e-a-inter-press-service\/","title":{"rendered":"As rela\u00e7\u00f5es internacionais, a ONU e a Inter Press Service"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_119909\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/savio-640-629x432.jpg\"><img class=\"wp-image-119909\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/savio-640-629x432.jpg\" alt=\"savio 640 629x432 As rela\u00e7\u00f5es internacionais, a ONU e a Inter Press Service\" width=\"529\" height=\"363\" title=\"As rela\u00e7\u00f5es internacionais, a ONU e a Inter Press Service\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O ent\u00e3o diretor-geral da IPS, Roberto Savio, quando recebia, em outubro de 1999, um pr\u00eamio das m\u00e3os do diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, o chileno Juan Somav\u00eda. Foto: UN Photo\/Susan Markisz<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Este \u00e9 o primeiro de uma s\u00e9rie de artigos especiais sobre a funda\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia Inter Press Service (IPS), em 1964, mesmo ano em que nasceram o Grupo dos 77 e a Unctad.<\/em><\/p>\n<p>Roma, It\u00e1lia, 28\/8\/2014 \u2013 Em 1980, aconteceu um debate nas Na\u00e7\u00f5es Unidas com o falecido Stan Swinton, quando era o muito brilhante e poderoso diretor da ag\u00eancia Associated Press (AP). Em certo momento, apresentei alguns n\u00fameros, alterados lentamente devido \u00e0 parcialidade ocidental dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1964, quatro ag\u00eancias de not\u00edcias internacionais \u2013 AP, United Press International (UPI), Agence France-Presse (AFP) e Reuters \u2013 controlavam 92% do fluxo mundial de informa\u00e7\u00e3o. As outras ag\u00eancias dos pa\u00edses industrializados, entre elas a sovi\u00e9tica Tass, manejavam 7%. Isto deixava o resto do mundo com apenas 1%.<\/p>\n<p>Perguntei por que todo o mundo estava obrigado a receber informa\u00e7\u00e3o escolhida pela AP, com os Estados Unidos sempre como ator principal. A resposta de Swinton foi curta e grossa: \u201cRoberto, os meios de comunica\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos significam 99% da nossa receita. Acredita que est\u00e3o mais interessados em um ministro africano do que em nosso secret\u00e1rio de Estado?<\/p>\n<p>Esta realidade estrutural \u00e9 o que existia por tr\u00e1s da cria\u00e7\u00e3o da Inter Press Service (IPS) em 1964, mesmo ano em que vieram \u00e0 luz o Grupo dos 77 (G77), a coaliz\u00e3o de pa\u00edses em desenvolvimento, e a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Com\u00e9rcio e Desenvolvimento (Unctad).<\/p>\n<p>Para mim pareceu inaceit\u00e1vel que a informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse realmente democr\u00e1tica e que \u2013 pela raz\u00e3o que fosse, econ\u00f4mica ou pol\u00edtica \u2013 se deixasse de fora dois ter\u00e7os da humanidade.<\/p>\n<p>Criamos uma cooperativa internacional de jornalistas, sem fins lucrativos, na qual \u2013 por estatuto \u2013 cada jornalista que trabalhava tinha uma a\u00e7\u00e3o e aqueles do Norte, como eu, n\u00e3o poderiam ser mais do que 20% de seus membros.<\/p>\n<p>Igualmente importante, estipulamos que ningu\u00e9m do Norte poderia informar sobre o Sul. Nos propusemos um desafio de oferecer a jornalistas de pa\u00edses do Sul em desenvolvimento a oportunidade de invalidar as afirma\u00e7\u00f5es do Norte, de que a qualidade profissional no Sul era inferior.<\/p>\n<p>Outros dois fatores importantes diferenciam a IPS das ag\u00eancias de not\u00edcias internacionais.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a IPS foi criada para cobrir os assuntos internacionais, ao contr\u00e1rio de AP, UPI, AFP e Reuters, cuja cobertura mundial se somava \u00e0 sua tarefa principal, que era cobrir os acontecimentos nacionais. Em segundo lugar, a IPS se dedicou aos processos de longo prazo e n\u00e3o apenas aos acontecimentos factuais.<\/p>\n<p>Com isto d\u00e1vamos voz aos ausentes no fluxo tradicional da informa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 aos pa\u00edses do Sul, mas tamb\u00e9m a atores desatendidos, como mulheres, povos ind\u00edgenas, organiza\u00e7\u00f5es de base e tamb\u00e9m a temas como direitos humanos, ambiente, multiculturalismo, justi\u00e7a social internacional ou a busca da governan\u00e7a mundial, entre outros.<\/p>\n<p>Naturalmente, tudo isto n\u00e3o foi entendido ou aceito facilmente.<\/p>\n<p>Decidimos apoiar a cria\u00e7\u00e3o de ag\u00eancias nacionais de not\u00edcias e emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o nos pa\u00edses do Sul, porque vimos isto como passo para o pluralismo da informa\u00e7\u00e3o. De fato, ajudamos a estabelecer 22 ag\u00eancias de not\u00edcias nacionais nesses pa\u00edses.<\/p>\n<p>Isso gerou desconfian\u00e7a nos dois lados do muro. Muitos ministros de informa\u00e7\u00e3o no Sul nos olhavam com receio, porque, enquanto est\u00e1vamos participando de uma batalha \u00fatil e leg\u00edtima, nos neg\u00e1vamos a aceitar qualquer forma de controle estatal. No Norte, os meios de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais e privados nos olhavam como \u201cporta-vozes\u201d do Terceiro Mundo.<\/p>\n<p>Em 1973, o Pool de Ag\u00eancias de Not\u00edcias dos Pa\u00edses N\u00e3o Alinhados fez um acordo para utilizar o servi\u00e7o da IPS, que foi crescendo em todas as partes em sua implanta\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) era sentido o chamado para se criar uma Nova Ordem Econ\u00f4mica Internacional (Noei), aprovada pela Assembleia Geral e com pleno apoio do Conselho de Seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Parecia que a governan\u00e7a global estava a caminho, baseada nas ideias de justi\u00e7a econ\u00f4mica internacional, na participa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento com a pedra angular dos valores para a ordem econ\u00f4mica mundial.<\/p>\n<p>Em 1981, tudo isto acabou. O presidente norte-americano Ronald Reagan e a primeira-ministra brit\u00e2nica Margaret Thatcher decidiram destruir o multilateralismo e, com isso, o pr\u00f3prio conceito de justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>Uma das primeiras medidas adotadas foi pedir a todos os pa\u00edses que trabalhavam com a IPS que cortassem qualquer rela\u00e7\u00e3o conosco e desmantelassem seus sistemas nacionais de informa\u00e7\u00e3o. Em poucos anos, a grande maioria das ag\u00eancias de not\u00edcias nacionais, bem como emissoras de r\u00e1dio e de televis\u00e3o, desapareceram. Da\u00ed em diante, a informa\u00e7\u00e3o seria um mercado, n\u00e3o uma pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Estados Unidos e Gr\u00e3-Bretanha \u2013 mais Cingapura \u2013 se retiraram da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) por um projeto de criar uma Nova Ordem Internacional da Informa\u00e7\u00e3o (Noii) como consequ\u00eancia da Noei, e sua pol\u00edtica de estabelecer sistemas nacionais de informa\u00e7\u00e3o desapareceu. O mundo mudou de rumo e a ONU nunca se recuperou dessa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>A IPS n\u00e3o foi financiada por pa\u00edses. Era uma organiza\u00e7\u00e3o independente, e, embora perd\u00eassemos todos nossos clientes dos sistemas nacionais de informa\u00e7\u00e3o do mundo, t\u00ednhamos muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o privados como clientes.<\/p>\n<p>Assim sobrevivemos, mas decidimos buscar novas alian\u00e7as que continuassem a busca da governan\u00e7a mundial baseada na participa\u00e7\u00e3o e na justi\u00e7a, com as pessoas interessadas em temas globais, como direitos humanos, ambiente e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>Vale a pena assinalar que a ONU estava se movendo em um caminho paralelo.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, Boutros Boutros-Ghali, o sexto secret\u00e1rio-geral da ONU, realizou uma s\u00e9rie de confer\u00eancias mundiais sobre temas globais, como a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como C\u00fapula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em1992.<\/p>\n<p>Pela primeira vez houve dois eventos, embora separados por 36 quil\u00f4metros: um, da confer\u00eancia intergovernamental, com 15 mil participantes e outro, o F\u00f3rum das ONGs, a confer\u00eancia da sociedade civil, com mais de 20 mil participantes.<\/p>\n<p>E era evidente que o f\u00f3rum da sociedade civil estava pressionando para o sucesso da C\u00fapula da Terra, muito mais do que numerosos delegados.<\/p>\n<p>Para criar um espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o entre as duas reuni\u00f5es diferentes a IPS criou e produziu um di\u00e1rio, o TerraViva, para ser amplamente distribu\u00eddo a fim de criar um senso de comunidade.<\/p>\n<p>Continuamos a public\u00e1-lo em outras confer\u00eancias mundiais organizadas pela ONU nessa d\u00e9cada: sobre Direitos Humanos (Viena, 1993); Popula\u00e7\u00e3o (Cairo, 1994); Mulher (Pequim,1995), e a C\u00fapula Social (Copenhague, 1995).<\/p>\n<p>Depois decidimos convert\u00ea-lo em uma publica\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, para ser distribu\u00edda em todo o sistema da ONU. Esse \u00e9 o TerraViva divulgado diariamente e que \u00e9 o v\u00ednculo entre a IPS e membros da fam\u00edlia das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Neste contexto, \u00e9 triste observar que o mundo, de repente, deu um giro para pior com o final da Guerra Fria, ao terminar a d\u00e9cada de 1980, quando emergiram in\u00fameras fraturas n\u00e3o resolvidas, que estiveram congeladas durante as hostilidades Leste-Oeste.<\/p>\n<p>Este ano, por exemplo, o n\u00famero de refugiados devido a conflitos atingiu a cifra do fim da Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>A injusti\u00e7a social, tanto em n\u00edvel nacional quanto internacional, cresce a uma velocidade sem precedentes. Em 2013, os 50 homens mais ricos (n\u00e3o mulheres) do mundo acumularam riquezas equivalentes aos or\u00e7amentos de Brasil e Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Segundo a Oxfam, no ritmo atual, em 2030 a Gr\u00e3-Bretanha ter\u00e1 o mesmo n\u00edvel de desigualdade social registrado com a rainha Vit\u00f3ria, um per\u00edodo no qual o fil\u00f3sofo Karl Marx trabalhava na biblioteca do Museu Brit\u00e2nico em seus estudos sobre a explora\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as na nova revolu\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>Cinquenta anos depois da cria\u00e7\u00e3o da IPS, creio, mais do que nunca, que o mundo \u00e9 insustent\u00e1vel sem algum tipo de governo mundial. A hist\u00f3ria demonstra que isto n\u00e3o pode vir da superioridade militar&#8230; Rapidamente os eventos est\u00e3o se transformando em hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Durante minha vida, vi um pa\u00eds de 600 milh\u00f5es de pessoas, em 1956, tentando produzir ferro com entulho de escolas, f\u00e1bricas e hospitais, que atualmente se converteu em um pa\u00eds de 1,2 bilh\u00e3o e no bom caminho para chegar a ser o pa\u00eds mais industrializado do mundo.<\/p>\n<p>O mundo somava 3,5 bilh\u00f5es de pessoas em 1964. Agora conta com mais de sete bilh\u00f5es e ter\u00e1 mais de nove bilh\u00f5es dentro de 20 anos. Em 1954, a \u00c1frica subsaariana tinha 275 milh\u00f5es de habitantes. Agora conta com cerca de 800 milh\u00f5es e chegar\u00e1 a um bilh\u00e3o na pr\u00f3xima d\u00e9cada, mais do que a popula\u00e7\u00e3o conjunta dos Estados Unidos e da Europa.<\/p>\n<p>Portanto, repetir o que Reagan e Thatcher fizeram em 1981 \u00e9 imposs\u00edvel. Mas, de todo modo, o verdadeiro problema para todo o mundo \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 avan\u00e7os em qualquer tema central, do ambiente ao desarmamento nuclear.<\/p>\n<p>As finan\u00e7as ganharam vida pr\u00f3pria, afastada da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e fora do alcance dos governos. Os dois motores da globaliza\u00e7\u00e3o, finan\u00e7as e com\u00e9rcio, n\u00e3o fazem parte do discurso da ONU. Desenvolvimento significa \u201cser mais\u201d. Por\u00e9m, na globaliza\u00e7\u00e3o chegou a significar \u201cter mais\u201d, dois paradigmas muito diferentes.<\/p>\n<p>Em apenas 50 anos, o mundo da informa\u00e7\u00e3o mudou inclusive superando a imagina\u00e7\u00e3o. A internet deu voz \u00e0s redes sociais e os meios de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais est\u00e3o em queda.<\/p>\n<p>Pela primeira vez na hist\u00f3ria, passamos do mundo da informa\u00e7\u00e3o para um mundo da comunica\u00e7\u00e3o. Agora, as rela\u00e7\u00f5es internacionais v\u00e3o muito al\u00e9m das rela\u00e7\u00f5es intergovernamentais, enquanto com a internet surgiram novas exig\u00eancias de presta\u00e7\u00e3o de contas e transpar\u00eancia, b\u00e1sicas na democracia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diferente de meio s\u00e9culo atr\u00e1s, existe um fosso cada vez maior entre os cidad\u00e3os e as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. O tema da corrup\u00e7\u00e3o, que h\u00e1 50 anos era um assunto silenciado, hoje \u00e9 um dos temas que exigem uma renova\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica. E tudo isso, gostemos ou n\u00e3o, \u00e9 basicamente uma quest\u00e3o de valores.<\/p>\n<p>A IPS foi constru\u00edda sobre uma plataforma de valores, para fazer com que a informa\u00e7\u00e3o seja mais democr\u00e1tica e participativa e para dar voz aos que n\u00e3o a t\u00eam.<\/p>\n<p>Durante os \u00faltimos 50 anos, por meio de seu trabalho e do apoio de centenas de pessoas, incentivou a esperan\u00e7a de se construir um mundo melhor. Um tapete de grande alcance de seu compromisso pode ser encontrado em \u201cOs jornalistas que deram a volta ao mundo. Vozes de outra informa\u00e7\u00e3o\u201d, um livro escrito por mais de cem personalidades e jornalistas.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que estes valores continuam sendo muito atuais hoje em dia e que a informa\u00e7\u00e3o, embora esteja se convertendo cada vez mais em uma mercadoria, orientada a eventos e ao mercado, continua sendo uma ferramenta insubstitu\u00edvel para se criar consci\u00eancia democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Mas, em minha opini\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que todos os dados nos mostram claramente que temos de encontrar alguma governan\u00e7a global, baseada na participa\u00e7\u00e3o, na justi\u00e7a social e no direito internacional. Do contr\u00e1rio entraremos em um novo per\u00edodo de confronta\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica e mal-estar social.<\/p>\n<p>Em um mundo no qual temos que criar novas alian\u00e7as, o compromisso da IPS \u00e9 de continuar seu trabalho de melhorar a informa\u00e7\u00e3o, a servi\u00e7o da paz e da coopera\u00e7\u00e3o, apoiando aqueles que compartilham do mesmo sonho. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p><em>* <strong>Roberto Savio<\/strong> \u00e9 cofundador e presidente m\u00e9rito da Inter Press Service (IPS). Nos \u00faltimos anos tamb\u00e9m criou o <\/em>Other News<em>, um servi\u00e7o que proporciona \u201cinforma\u00e7\u00e3o que os mercados eliminam\u201d (<a href=\"http:\/\/www.other-news.info\/noticias\/\">www.other-news.info\/noticias\/<\/a>).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Este &eacute; o primeiro de uma s&eacute;rie de artigos especiais sobre a funda&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia Inter Press Service (IPS), em 1964, mesmo ano em que nasceram o Grupo dos 77 e a Unctad. 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