{"id":17924,"date":"2014-09-16T18:03:25","date_gmt":"2014-09-16T18:03:25","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=121138"},"modified":"2014-09-16T18:03:25","modified_gmt":"2014-09-16T18:03:25","slug":"estados-unidos-ignoram-licenca-da-onu-em-sua-iminente-invasao-a-siria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/09\/ultimas-noticias\/estados-unidos-ignoram-licenca-da-onu-em-sua-iminente-invasao-a-siria\/","title":{"rendered":"Estados Unidos ignoram licen\u00e7a da ONU em sua iminente invas\u00e3o \u00e0 S\u00edria"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_121140\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/consejodeseg.jpg\"><img class=\"wp-image-121140\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/consejodeseg.jpg\" alt=\"consejodeseg Estados Unidos ignoram licen\u00e7a da ONU em sua iminente invas\u00e3o \u00e0 S\u00edria\" width=\"529\" height=\"351\" title=\"Estados Unidos ignoram licen\u00e7a da ONU em sua iminente invas\u00e3o \u00e0 S\u00edria\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">O Conselho de Seguran\u00e7a discute a situa\u00e7\u00e3o da S\u00edria, em 26 de junho. Foto: ONU\/Devra Berkowitz<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 16\/9\/2014 \u2013 O Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), \u00fanico organismo internacional com faculdade para declarar a guerra e a paz, continua sendo testemunha muda da devasta\u00e7\u00e3o e dos massacres que acontecem na Palestina, S\u00edria, Iraque, L\u00edbia, I\u00eamen e Ucr\u00e2nia, entre outros territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O Conselho, fortemente dividido, observou nos \u00faltimos meses o massacre de palestinos por parte de Israel, o genoc\u00eddio e os crimes de guerra na S\u00edria, a interven\u00e7\u00e3o militar russa na Ucr\u00e2nia e os ataques militares dos Estados Unidos no Iraque. Agora se prepara para a iminente invas\u00e3o da S\u00edria, se o presidente norte-americano, Barack Obama, cumprir a amea\u00e7a de atacar por via a\u00e9rea a insurg\u00eancia extremista do Estado Isl\u00e2mico (EI).<\/p>\n<p>Washington se nega a pedir a autoriza\u00e7\u00e3o e legitimidade do Conselho de Seguran\u00e7a, embora isso signifique o veto de R\u00fassia ou China. Os cinco membros permanentes com direito a veto neste \u00f3rg\u00e3o s\u00e3o China, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha e R\u00fassia. Por\u00e9m, e paradoxalmente, Obama prev\u00ea presidir uma sess\u00e3o do Conselho quando estiver em Nova York, no final de setembro, j\u00e1 que os Estados Unidos ocupam a atual presid\u00eancia do organismo em virtude da rota\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica entre os seus 15 membros.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 comum um chefe de Estado ou de governo presidir uma sess\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a, mas \u00e0s vezes ocorre quando um pa\u00eds membro ocupa sua presid\u00eancia no m\u00eas de setembro, durante a abertura de um novo per\u00edodo de sess\u00f5es da Assembleia Geral, com presen\u00e7as de mais de 150 governantes.<\/p>\n<p>\u201cVou presidir uma sess\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU para mobilizar a comunidade internacional em torno deste esfor\u00e7o para degradar e destruir\u201d o EI, afirmou Obama em um discurso transmitido pela televis\u00e3o no dia 10. Entretanto, a ofensiva proposta na S\u00edria n\u00e3o integra a ordem do dia do Conselho, e certamente n\u00e3o durante a presid\u00eancia dos Estados Unidos. O EI \u00e9 uma amea\u00e7a regional que em \u00faltima inst\u00e2ncia poderia chegar aos Estados Unidos, o que justifica o ataque iminente, ressaltou Obama.<\/p>\n<p>\u201cDe instrumento para evitar ou restringir a guerra, a ONU passou a ser uma institui\u00e7\u00e3o queixosa, com seu Conselho de Seguran\u00e7a dominado por superpot\u00eancias, antes de tudo pelos Estados Unidos, em conjunto com seus aliados entre os membros permanentes\u201d, apontou Norman Solomon, diretor do Instituto para a Precis\u00e3o P\u00fablica. Antes os presidentes dos Estados Unidos mantinham as apar\u00eancias e solicitavam a aprova\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a para ir \u00e0 guerra, mas isso \u00e9 pouco comum, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cQuando n\u00e3o tem a capacidade para conseguir o que quer com uma resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vetada no Conselho de Seguran\u00e7a para seus fins b\u00e9licos, o governo dos Estados Unidos simplesmente procede como se a ONU n\u00e3o tivesse uma exist\u00eancia significativa\u201d, pontuou Solomon. No plano internacional, isso ocorre porque n\u00e3o h\u00e1 pontos de influ\u00eancia geopol\u00edtica nem marcos constitucionais das Na\u00e7\u00f5es Unidas que bastem para exigir de Washington que leve o Conselho de Seguran\u00e7a a s\u00e9rio, como algo al\u00e9m de uma plataforma para ditar suas regras.<\/p>\n<p>Um funcion\u00e1rio russo opinou que Washington deve obter uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a para sua interven\u00e7\u00e3o na S\u00edria, algo que a R\u00fassia n\u00e3o fez antes de intervir na Ucr\u00e2nia. Talvez tudo isso aponte para uma s\u00f3 dire\u00e7\u00e3o: o Conselho de Seguran\u00e7a demonstrou mais de uma vez sua falta de validade. \u00c9 ineficaz e politicamente impotente, j\u00e1 que passou a \u00e9poca de sua utilidade, sobretudo em situa\u00e7\u00f5es de crise.<\/p>\n<p>Ajuda humanit\u00e1ria? Sim. A\u00e7\u00e3o internacional coletiva? N\u00e3o. Os cinco membros permanentes do Conselho de Seguran\u00e7a n\u00e3o mostram interesse na igualdade, justi\u00e7a ou integridade pol\u00edtica, mas na prote\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios interesses nacionais. Em um editorial, no dia 12, o jornal <em>New York Times<\/em> alertou que n\u00e3o haver\u00e1 volta uma vez come\u00e7ados os bombardeios em territ\u00f3rio s\u00edrio, os quais desencadeariam fatos imprevistos. \u201cSem d\u00favida, essa \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o que os Estados Unidos aprenderam com as guerras no Iraque e no Afeganist\u00e3o\u201d, afirmou o jornal.<\/p>\n<p>\u201cIndependente de serem justificados ou n\u00e3o, os bombardeios dos Estados Unidos ou de outras pot\u00eancias estrangeiros no Iraque a na S\u00edria s\u00e3o claramente atos de guerra que exigem autoriza\u00e7\u00e3o da ONU\u201d, disse Stephen Zunes, professor de pol\u00edtica e estudos internacionais na Universidade de S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Se a amea\u00e7a do EI e o car\u00e1ter limitado da resposta militar s\u00e3o como Obama assegura, ent\u00e3o os Estados Unidos n\u00e3o deveriam ter problemas para conseguir o apoio do Conselho de Seguran\u00e7a, observou Zunes, que escreveu muito sobre a pol\u00edtica desse organismo. \u201cA negativa de vir \u00e0 ONU \u00e9 outro exemplo do desprezo, que, ao que parece, Washington tem em rela\u00e7\u00e3o ao Conselho\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Peter Yeo, diretor da Campanha Por Um Mundo Melhor, uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental dedicada ao fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es entre Washington e a ONU, pediu ao Congresso norte-americano que inclua as Na\u00e7\u00f5es Unidas quando abordar os problemas no Oriente M\u00e9dio, entre eles S\u00edria e Iraque. \u201cQue o Congresso saiba que os Estados Unidos n\u00e3o podem agir sozinhos diante desse desafio e que devemos continuar utilizando recursos como o Conselho de Seguran\u00e7a e as ag\u00eancias de resposta humanit\u00e1ria da ONU para lutar contra as amea\u00e7as atuais e futuras\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Mais do que nunca, Washington precisa da ONU como um s\u00f3cio estrat\u00e9gico para facilitar a complexa resposta diante das necessidades de seguran\u00e7a e humanit\u00e1ria na regi\u00e3o, afirmou Yeo em um comunicado divulgado no dia 11. Solomon afirmou \u00e0 IPS que a pol\u00edtica interna dos Estados Unidos relegou, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a ONU ao papel de \u00faltimo momento ou de anfiteatro para a orat\u00f3ria, a n\u00e3o ser que esta se una ao trem de guerra norte-americano neste momento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u201cDeformado como est\u00e1, por representar apenas os governos de alguns setores do poder mundial, o Conselho de Seguran\u00e7a ainda tem certo potencial para o exerc\u00edcio v\u00e1lido do discurso, inclusive da diplomacia, mas n\u00e3o da leg\u00edtima tomada de decis\u00f5es em si mesmas\u201d, acrescentou Solomon. Por\u00e9m, o Conselho de Seguran\u00e7a representa, em \u00faltima inst\u00e2ncia, os interesses tendenciosos de seus membros permanentes, que s\u00f3 incluem a paz na medida em que esta lhes convenha. Isso depende de a vontade de seus integrantes transcender os estreitos interesses nacionalistas e empresariais, enfatizou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 16\/9\/2014 &ndash; O Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), &uacute;nico organismo internacional com faculdade para declarar a guerra e a paz, continua sendo testemunha muda da devasta&ccedil;&atilde;o e dos massacres que acontecem na Palestina, S&iacute;ria, Iraque, L&iacute;bia, I&ecirc;men e Ucr&acirc;nia, entre outros territ&oacute;rios. 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