{"id":17979,"date":"2014-10-07T13:23:19","date_gmt":"2014-10-07T13:23:19","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=122477"},"modified":"2014-10-07T13:23:19","modified_gmt":"2014-10-07T13:23:19","slug":"fratura-hidraulica-racha-desenvolvimento-energetico-argentino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/fratura-hidraulica-racha-desenvolvimento-energetico-argentino\/","title":{"rendered":"Terram\u00e9rica \u2013 Fratura hidr\u00e1ulica racha desenvolvimento energ\u00e9tico argentino"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_122468\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Ter705Argentina1.jpg\"><img class=\"wp-image-122468 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Ter705Argentina1.jpg\" alt=\"Ter705Argentina1 Terram\u00e9rica   Fratura hidr\u00e1ulica racha desenvolvimento energ\u00e9tico argentino\" width=\"340\" height=\"191\" title=\"Terram\u00e9rica   Fratura hidr\u00e1ulica racha desenvolvimento energ\u00e9tico argentino\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Pereiras em flor em uma propriedade de Allen, na prov\u00edncia de Rio Negro, diante da perfura\u00e7\u00e3o do n\u00e3o convencional \u201ctight gas\u201d. Os produtores de fruta temem por seu futuro diante da nova fronteira energ\u00e9tica da Argentina em Vaca Muerta. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>\n<p>A\u00f1elo, Argentina, 6 de outubro de 2014 (Terram\u00e9rica).- O tesouro de petr\u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o convencionais de Vaca Muerta promete o autoabastecimento energ\u00e9tico e desenvolvimento para a Argentina. Por\u00e9m, a fratura hidr\u00e1ulica exigida para arrancar essa riqueza enquistada em rochas subterr\u00e2neas pode sair muito cara. A paisagem muda a cerca de cem quil\u00f4metros de Neuqu\u00e9n, capital da prov\u00edncia de mesmo nome, no sudoeste argentino.<\/p>\n<p>Na batizada por alguns \u201cAr\u00e1bia Saudita da Patag\u00f4nia\u201d florescem as frutas e se estendem verdes os vinhedos no come\u00e7o da primavera. Mas, ao longo da estrada, com intenso vaiv\u00e9m de caminh\u00f5es transportando \u00e1gua, areia, qu\u00edmicos e estruturas met\u00e1licas, as torres de perfura\u00e7\u00e3o e as m\u00e1quinas de bombeamento come\u00e7am a substituir as fileiras de \u00e1lamos que protegem os cultivos do vento da Patag\u00f4nia.<\/p>\n<p>Localiza-se na forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica de Vaca Muerta, na Bacia Neuquina, que inclui as prov\u00edncias de Neuqu\u00e9n, Rio Negro e Mendoza. De seus 30 mil quil\u00f4metros quadrados, a petroleira estatal YPF tem 12 mil em concess\u00e3o, cerca de 300 operados junto com a norte-americana Chevron.<\/p>\n<p>Vaca Muerta abriga uma das maiores reservas mundiais de petr\u00f3leo e g\u00e1s de xisto, em estruturas rochosas de at\u00e9 tr\u00eas mil metros de profundidade. Aqui se perfura um po\u00e7o a cada tr\u00eas dias e a demanda por m\u00e3o de obra, equipamentos, insumos, transporte e servi\u00e7os aumentam no compasso da atividade, alterando a vida dos povoados da \u00e1rea. O mais pr\u00f3ximo \u00e9 A\u00f1elo, a oito quil\u00f4metros da jazida. \u201cAgora posso dar algo aos meus filhos e pagar os estudos da minha mulher\u201d, disse o operador de guindaste Walter Troncoso.<\/p>\n<p>Segundo a YPF, Vaca Muerta multiplicou por dez as reservas de petr\u00f3leo e por 40 as de g\u00e1s da Argentina, o que permitir\u00e1 a este pa\u00eds ser exportador de hidrocarbonos. Mas sua explora\u00e7\u00e3o obriga \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia de fratura hidr\u00e1ulica, conhecida como <em>fracking<\/em>, mas que a YPF prefere chamar de \u201cestimula\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica\u201d. Trata-se, segundo a empresa, da inje\u00e7\u00e3o com alta press\u00e3o de \u00e1gua, areia e \u201cuma baixa quantidade de aditivos\u201d na rocha geradora, a mais de dois mil metros de profundidade, para fazer fluir o hidrocarbono at\u00e9 a superf\u00edcie atrav\u00e9s de tubula\u00e7\u00f5es instaladas no po\u00e7o.<\/p>\n<div id=\"attachment_122469\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Ter705Argentina2.jpg\"><img class=\"wp-image-122469 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Ter705Argentina2.jpg\" alt=\"Ter705Argentina2 Terram\u00e9rica   Fratura hidr\u00e1ulica racha desenvolvimento energ\u00e9tico argentino\" width=\"340\" height=\"191\" title=\"Terram\u00e9rica   Fratura hidr\u00e1ulica racha desenvolvimento energ\u00e9tico argentino\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Extra\u00e7\u00e3o de hidrocarbono n\u00e3o convencional na jazida da YPF em Loma Campana, cujo desenvolvimento come\u00e7ou a alterar para sempre a vida ao seu redor. Foto: Fabiana Frayssinet\/IPS<\/p><\/div>\n<p>O engenheiro V\u00edctor Bravo assegura em um estudo publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Patag\u00f4nia Terceiro Mil\u00eanio que em cada po\u00e7o s\u00e3o realizadas cerca de 15 fraturas, com 20 mil metros c\u00fabicos de \u00e1gua e cerca de 400 toneladas de qu\u00edmicos dilu\u00eddos. A f\u00f3rmula \u00e9 um segredo comercial, \u201cmas sup\u00f5e-se que sejam cerca de 500 subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, 17 t\u00f3xicas para os organismos aqu\u00e1ticos, 38 t\u00f3xicos agudos, oito cancer\u00edgenos provados\u201d, detalhou o engenheiro.<\/p>\n<p>Algumas fraturas podem alcan\u00e7ar um aqu\u00edfero, contaminando-o com os fluidos injetados e com o pr\u00f3prio g\u00e1s, acrescentou Bravo. \u201c\u00c9 um efeito da contamina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o veremos agora, mas em 15 ou 20 anos\u201d, alertou ao Terram\u00e9rica o opositor deputado provincial de Neuqu\u00e9n, Ra\u00fal Dobrusin.<\/p>\n<p>Na visita a Loma Campana realizada pelo Terram\u00e9rica, o gerente regional de N\u00e3o Convencional da YPF, Pablo Bizzotto, ignorou esses temores, porque a forma\u00e7\u00e3o rochosa est\u00e1 a cerca de tr\u00eas mil metros e as camadas de \u00e1gua entre 200 e 300 metros. \u201cA \u00e1gua teria que transitar milhares de metros acima. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\u201d, assegurou. Al\u00e9m disso, a \u00e1gua de retorno, separada do petr\u00f3leo, \u00e9 reutilizada para outras estimula\u00e7\u00f5es, enquanto o restante \u00e9 lan\u00e7ado em \u201cpo\u00e7os sumidouros com perfeito isolamento. Os aqu\u00edferos n\u00e3o correm nenhum perigo\u201d, insistiu.<\/p>\n<p>\u201cO que far\u00e3o com essa \u00e1gua quando esse po\u00e7o se encher? Isso ningu\u00e9m diz \u201d, questionou Dobrusin. Segundo Bizzotto, a intensidade s\u00edsmica da estimula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o compromete os aqu\u00edferos, porque as fissuras ocorrem em grande profundidade. Al\u00e9m disso, o po\u00e7os s\u00e3o \u201cenvoltos\u201d com tr\u00eas tubula\u00e7\u00f5es da a\u00e7o, interpostas por barreiras de cimento.<\/p>\n<p>\u201cQueremos atrair investimentos, gerar trabalho, mas sempre resguardando os recursos naturais\u201d, afirmou ao Terram\u00e9rica o secret\u00e1rio de Ambiente de Neuqu\u00e9n, Ricardo Esquivel. A seu ver, \u201ch\u00e1 muitos mitos\u201d sobre a fratura hidr\u00e1ulica, como o uso de tanta \u00e1gua que chega a diminuir o caudal h\u00eddrico. Neuqu\u00e9n utiliza 5% da \u00e1gua de seus rios para irriga\u00e7\u00e3o, consumo humano e ind\u00fastria, enquanto o restante segue para o mar e, mesmo se fossem perfurados 500 po\u00e7os por ano, seria utilizado apenas 1% a mais do recurso, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cEssa \u00e1gua n\u00e3o fica nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que tinha quando foi tirada do rio, muda seu ciclo hidrol\u00f3gico. Minimizam um problema que exige uma an\u00e1lise mais profunda\u201d, apontou ao Terram\u00e9rica a ativista Carolina Garc\u00eda, da Multissetorial Contra a Fratura Hidr\u00e1ulica. A ativista recordou que na Uni\u00e3o Europeia questiona-se a t\u00e9cnica e que a Alemanha estabeleceu em agosto uma morat\u00f3ria de oito anos para o xisto, enquanto s\u00e3o estudados os riscos da t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>A YPF ressalta que Vaca Muerta n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel porque est\u00e1 em uma \u00e1rea pouco habitada. \u201cA teoria do deserto, e de que isso possa se converter em uma zona de sacrif\u00edcio porque n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m, \u00e9 uma falsidade\u201d, ironizou Silvia Leanza, da Funda\u00e7\u00e3o Ecosur. \u201cH\u00e1 gente, a \u00e1gua corre e o ar tamb\u00e9m\u201d, destacou ao Terram\u00e9rica. \u201cAs emiss\u00f5es de gases e o p\u00f3 em suspens\u00e3o podem chegar a at\u00e9 200 quil\u00f4metros\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>A teoria do deserto tampouco valeria para Allen, munic\u00edpio de 25 mil habitantes, na vizinha prov\u00edncia de Rio Negro, que sofre as consequ\u00eancias da extra\u00e7\u00e3o por estimula\u00e7\u00e3o de outro g\u00e1s n\u00e3o convencional, o \u201ctight gas\u201d, ou de areias compactas. Nessa rica localidade produtora de frutas, a 20 quil\u00f4metros da capital de Neuqu\u00e9n, seus frutos diminuem enquanto os po\u00e7os de g\u00e1s, explorados pela empresa norte-americana Apache, cujas opera\u00e7\u00f5es argentinas a YPF adquiriu em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A Apache aluga ch\u00e1caras produtivas para fazer suas perfura\u00e7\u00f5es, denunciou a Assembleia Permanente do Comahue pela \u00c1gua (APCA). Percorrendo as ch\u00e1caras \u00e9 f\u00e1cil ver como os hidrocarbonos est\u00e3o ocupando o que at\u00e9 h\u00e1 poucos anos era terra produtora de frutas. Allen \u00e9 conhecida como a capital da pera, e hoje est\u00e1 deixando de ser\u201d, lamentou Gabriela Sep\u00falveda, da APCA Allen-Neuqu\u00e9n.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, explodiu um po\u00e7o que fez tremer as casas vizinhas. N\u00e3o foi a primeira vez, nem \u00e9 o \u00fanico problema para os moradores, explicou ao Terram\u00e9rica o respons\u00e1vel por um viveiro cont\u00edguo ao po\u00e7o, Rub\u00e9n Ib\u00e1\u00f1ez. \u201cDesde que foram instalados come\u00e7aram os problemas de garganta, est\u00f4mago, pulm\u00f5es, tonturas, n\u00e1useas. De tempos em tempos, fazem uma perfura\u00e7\u00e3o que dura um m\u00eas e depois fazem a queima de g\u00e1s a c\u00e9u aberto. N\u00e3o precisamos ser t\u00e9cnicos para sentirmos mal-estar. A \u00e1gua&#8230; mesmo morrendo de sede, n\u00e3o bebo. Quando regava as plantas do viveiro, elas morriam\u201d, contou.<\/p>\n<p>O governo provincial assegura que as inspe\u00e7\u00f5es nas jazidas s\u00e3o constantes. \u201cEm 300 po\u00e7os n\u00e3o encontramos nenhum impacto ambiental que tivesse gerado motivos para san\u00e7\u00f5es\u201d, destacou Esquivel. \u201cTemos o objetivo claro de que Loma Campana, como o primeiro lugar em desenvolvimento de hidrocarbonos n\u00e3o convencionais, seja modelo a imitar, n\u00e3o apenas em custo, produ\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnica, mas em quest\u00f5es ambientais\u201d, ressaltou Bizzotto. Para Leanza, \u201ctoda tecnologia \u00e9 incerta. Por que negar isso? Vamos debater o assunto\u201d, prop\u00f4s. Envolverde\/Terram\u00e9rica<\/p>\n<p><em>* A autora \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigos relacionados da IPS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/vaca-muerta-nova-fronteira-desenvolvimento-argentino\/\" >Vaca Muerta, a nova fronteira do desenvolvimento argentino<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/substancias-quimicas-gas-de-xisto-sem-barreiras-mexico\/\" >Subst\u00e2ncias qu\u00edmicas do g\u00e1s de xisto sem barreiras no M\u00e9xico<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/terramerica-fratura-exposta-na-argentina\/\" >Fratura exposta na Argentina<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/terramerica\/o-dilema-dos-hidrocarbonos-raros\/\" >O dilema dos hidrocarbonos raros<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/terramerica\/gas-de-xisto-esquenta-o-planeta\/\" >G\u00e1s de xisto esquenta o planeta<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o dos Programas das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&ntilde;elo, Argentina, 6 de outubro de 2014 (Terram&eacute;rica).- O tesouro de petr&oacute;leo e g&aacute;s n&atilde;o convencionais de Vaca Muerta promete o autoabastecimento energ&eacute;tico e desenvolvimento para a Argentina. 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