{"id":17997,"date":"2014-10-09T14:57:14","date_gmt":"2014-10-09T14:57:14","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=122683"},"modified":"2014-10-09T14:57:14","modified_gmt":"2014-10-09T14:57:14","slug":"investigacao-de-madeira-ilegal-nos-estados-unidos-com-possivel-impacto-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/investigacao-de-madeira-ilegal-nos-estados-unidos-com-possivel-impacto-mundial\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o de madeira ilegal nos Estados Unidos com poss\u00edvel impacto mundial"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_122685\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/madeira.jpg\"><img class=\"wp-image-122685\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/madeira.jpg\" alt=\"madeira Investiga\u00e7\u00e3o de madeira ilegal nos Estados Unidos com poss\u00edvel impacto mundial\" width=\"529\" height=\"352\" title=\"Investiga\u00e7\u00e3o de madeira ilegal nos Estados Unidos com poss\u00edvel impacto mundial\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Apreens\u00e3o de madeira ilegal na localidade de Ayun, no distrito paquistan\u00eas de Chitral. Foto: Imran Schah\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 9\/10\/2014 \u2013 Organiza\u00e7\u00f5es ecologistas aumentam a press\u00e3o para que as autoridades dos Estados Unidos concluam a investiga\u00e7\u00e3o de uma empresa acusada de importar madeira ilegal e determinem as responsabilidades no caso, o que poder\u00e1 repercutir no com\u00e9rcio madeireiro internacional. Em setembro de 2013 as autoridades invadiram dois dos escrit\u00f3rios da Lumber Liquidators, maior empresa de piso de madeira no pa\u00eds, suspeita de violar a lei ao importar madeira cortada ilegalmente da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Naquele momento, a organiza\u00e7\u00e3o independente Ag\u00eancia de Investiga\u00e7\u00e3o Ambiental (EIA) publicou um detalhado informe sobre as acusa\u00e7\u00f5es, que inclu\u00edam numerosas evid\u00eancias sugerindo que a Lumber Liquidators realizou a il\u00edcita opera\u00e7\u00e3o comercial por meio de um fornecedor chin\u00eas. Em maio, o Greenpeace voltou a questionar os neg\u00f3cios da companhia com fornecedores supostamente vinculados ao corte ilegal na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Atualmente, a empresa \u00e9 investigada por tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os dos Estados Unidos. Uma investiga\u00e7\u00e3o internacional t\u00e3o complexa exigiria pelo menos um ano, segundo os observadores, mas nos \u00faltimos dias os grupos ambientalistas aumentaram a press\u00e3o para que Washington determine as responsabilidades no caso.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 motivos reais para crer que a Lumber Liquidators violou a lei, e estamos particularmente interessados em que este caso seja investigado\u201d, afirmou Jesse Prentice-Dunn, do Sierra Club, um dos maiores grupos ecologistas desse pa\u00eds. \u201cEstivemos educando nossos membros sobre a lei norte-americana a respeito dessa quest\u00e3o. E agora uma grande quantidade deles pede ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que fa\u00e7a cumprir cabalmente as leis\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No dia 3 deste m\u00eas, o Sierra Club anunciou que mais de cem mil de seus s\u00f3cios apresentaram peti\u00e7\u00f5es nas quais alertam que \u201cmuitas empresas n\u00e3o tomar\u00e3o medidas para que suas cadeias de fornecimento sejam sustent\u00e1veis enquanto n\u00e3o virem uma rigorosa aplica\u00e7\u00e3o da lei\u201d.<\/p>\n<p>Preocupa\u00e7\u00e3o semelhante expressava uma carta enviada no final de setembro por organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas e trabalhistas \u00e0s tr\u00eas autoridades do governo norte-americano encarregados da investiga\u00e7\u00e3o da Lumber Liquidators. Por\u00e9m, a empresa em quest\u00e3o anunciou uma nova pol\u00edtica de sustentabilidade no come\u00e7o deste m\u00eas, que inclui testes de DNA da madeira cortada, auditorias internas e externas, bem como a inten\u00e7\u00e3o de adquirir materiais na Am\u00e9rica do Norte e n\u00e3o em \u201cregi\u00f5es consideradas com menor supervis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Mas o an\u00fancio da Lumber Liquidators, que defende sua inoc\u00eancia, indignou os grupos ativistas ao sugerir que seus erros passados tiveram a ver mais com a comunica\u00e7\u00e3o do que com problemas sist\u00eamicos. \u201c\u00c9 certo que nos concentramos mais em nossos esfor\u00e7os de sustentabilidade do que em comunic\u00e1-los de maneira ampla\u201d, afirmou Ray Cotton, vice-presidente da companhia, em um comunicado publicado na nova p\u00e1gina da empresa na internet.<\/p>\n<p>Quando a imprensa canadense perguntou se alguma vez havia usado madeira \u201cadquirida de forma ilegal no extremo oriental da R\u00fassia\u201d, a companhia respondeu que n\u00e3o, em um comunicado oficial proporcionado pela EIA. Tamb\u00e9m afirmou que o informe da EIA \u201ccontinha inexatid\u00f5es fundamentais e afirma\u00e7\u00f5es sem fundamento\u201d, e que esta nunca alegou que a Lumber Liquidators tivesse violado a lei norte-americana.<\/p>\n<p>A \u201cdeclara\u00e7\u00e3o da Lumber Liquidators \u00e9 extremamente preocupante\u201d, respondeu Alexander Von Bismark, diretor do escrit\u00f3rio norte-americano da EIA. \u201cIsso n\u00e3o d\u00e1 \u00e0s pessoas confian\u00e7a no plano de sustentabilidade da empresa, se o enfoque geral se limita simplesmente \u00e0 melhoria das comunica\u00e7\u00f5es. O primeiro passo para uma a\u00e7\u00e3o substancial teria que ser assumir uma posi\u00e7\u00e3o s\u00f3bria sobre o que realmente ocorreu\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A lei no centro das investiga\u00e7\u00f5es \u00e9 a chamada lei Lacey, aprovada em 2008 e considerada uma pe\u00e7a pioneira na mat\u00e9ria, a ponto de algumas fontes afirmarem que j\u00e1 teve repercuss\u00f5es mundiais, em particular na China. O pa\u00eds mais povoado do planeta se converteu nos \u00faltimos anos em um dos principais intermedi\u00e1rios da ind\u00fastria mundial da madeira, tanto legal quanto ilegal.<\/p>\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada as exporta\u00e7\u00f5es da China de produtos de madeira cresceram ao ritmo de 30% ao ano. Atualmente, este pa\u00eds \u00e9 o maior exportador de produtos de madeira, com mais de 12% do mercado mundial, avaliado em cerca de US$ 12 bilh\u00f5es em 2012. Tamb\u00e9m se diz que o setor \u00e9 um dos menos transparentes com os quais os Estados Unidos comercializam.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Bismarck apontou que as mudan\u00e7as come\u00e7aram a acontecer agora que as autoridades chinesas decidiram lidar com o problema da lavagem da madeira ilegal. Tamb\u00e9m afirmou que isso \u00e9 o que torna o caso Lumber Liquidators, e a poss\u00edvel rea\u00e7\u00e3o das autoridades norte-americanas, t\u00e3o importante.<\/p>\n<p>Apesar de Pequim, pela primeira vez, come\u00e7ar a discutir o corte ilegal nos f\u00f3runs internacionais, sua resposta \u00e9 incompleta, segundo Bismarck. Isto se deve em grande parte ao grau com que as empresas continuam sendo capazes de ignorar o regime jur\u00eddico, como a lei Lacey, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cIsso permite \u00e0 ind\u00fastria chinesa considerar que n\u00e3o precisa mudar suas pr\u00e1ticas porque a madeira continua entrando\u201d, disse Bismarck. \u201cPor isso toda a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 por um fio, e o caso Lumber Liquidators \u00e9 um sinal fundamental para as associa\u00e7\u00f5es industriais chinesas que est\u00e3o por decidir qual caminho seguir\u00e3o. Isso decidir\u00e1 se, em uns poucos anos, teremos uma nova lei para o com\u00e9rcio madeireiro\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Alguns ambientalistas criticam a lei Lacey, mas Bismarck opinou que a investiga\u00e7\u00e3o atual \u00e9 a prova de que essa lei funciona. \u201cO fato de o governo norte-americano estar investigando um caso que implica o corte ilegal em um pa\u00eds e a fabrica\u00e7\u00e3o em outro antes de chegar aos Estados Unidos \u00e9 um sinal muito positivo para a efic\u00e1cia geral da lei\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Segundo Bismarck, \u201ca madeira ilegal n\u00e3o pode ser escondida e esses produtos n\u00e3o podem ser lavados com a mesma facilidade com que se fazia no passado, e isso poderia provocar uma mudan\u00e7a radical na ind\u00fastria. \u00c9 prov\u00e1vel que ainda nem todos os rinc\u00f5es da ind\u00fastria madeireira mundial o tenha assimilado, mas o far\u00e3o\u201d. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 9\/10\/2014 &ndash; Organiza&ccedil;&otilde;es ecologistas aumentam a press&atilde;o para que as autoridades dos Estados Unidos concluam a investiga&ccedil;&atilde;o de uma empresa acusada de importar madeira ilegal e determinem as responsabilidades no caso, o que poder&aacute; repercutir no com&eacute;rcio madeireiro internacional. 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