{"id":18014,"date":"2014-10-16T13:28:38","date_gmt":"2014-10-16T13:28:38","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=123114"},"modified":"2014-10-16T13:28:38","modified_gmt":"2014-10-16T13:28:38","slug":"africa-tera-presenca-minima-em-negociacoes-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/africa-tera-presenca-minima-em-negociacoes-climaticas\/","title":{"rendered":"\u00c1frica ter\u00e1 presen\u00e7a m\u00ednima em negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_123116\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/climaticas-1.jpg\"><img class=\"wp-image-123116\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/climaticas-1.jpg\" alt=\"climaticas 1 \u00c1frica ter\u00e1 presen\u00e7a m\u00ednima em negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\" width=\"529\" height=\"397\" title=\"\u00c1frica ter\u00e1 presen\u00e7a m\u00ednima em negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Mercy Hlordz, Akos Matsiador e Mary Azametsi (da esquerda para a direita) s\u00e3o v\u00edtimas da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Foto: Jamila Akweley Oekrtchiri\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iaund\u00e9, Camar\u00f5es, 16\/10\/2014 \u2013 Tudo faz pensar que a \u00c1frica ter\u00e1 uma representa\u00e7\u00e3o m\u00ednima nas pr\u00f3ximas negocia\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica: a COP 20, que acontecer\u00e1 em dezembro em Lima, no Peru, e a crucial COP 21, um ano depois, em Paris.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de Florestas da \u00c1frica Central (Comifac) ter\u00e1 uma reuni\u00e3o preparat\u00f3ria este m\u00eas com especialistas e delegados de seus dez pa\u00edses membros, informou Martin Tadoum, subsecret\u00e1rio-geral da organiza\u00e7\u00e3o, \u201cmas o grupo s\u00f3 poder\u00e1 enviar um ou dois representantes \u00e0s reuni\u00f5es da COP\u201d (Confer\u00eancia das Partes) da Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica, acrescentou.<\/p>\n<p>No entanto, a Rede Pan-Africana de Parlamentares sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (PAPNCC) tem a esperan\u00e7a de educar os legisladores e cidad\u00e3os africanos sobre o problema para que tomem decis\u00f5es informadas. \u201cOs parlamentares africanos t\u00eam um papel importante ao influ\u00edrem nas decis\u00f5es do governo sobre a mudan\u00e7a clim\u00e1tica e defender as reclama\u00e7\u00f5es dos diversos grupos do continente\u201d, apontou \u00e0 IPS Awudu Mbaya, legislador camaron\u00eas e presidente da PAPNCC.<\/p>\n<p>Essa rede, com sede em Camar\u00f5es, opera em 38 pa\u00edses africanos. Al\u00e9m de colaborar com os governos, trabalha com grupos de jovens e da sociedade civil em favor dos objetivos clim\u00e1ticos. Modelos inovadores de colabora\u00e7\u00e3o entre o Estado, a sociedade civil, centros de pesquisa e o mundo acad\u00eamico tamb\u00e9m poderiam fortalecer a posi\u00e7\u00e3o dos governos e a capacidade dos negociadores.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a \u00c1frica observou que as negocia\u00e7\u00f5es entre as partes acontecem cada vez mais fora dos espa\u00e7os formais, por isso a \u00c1frica deve estar preparada para participar das diferentes plataformas para n\u00e3o ficar exclu\u00edda. A sociedade civil elabora v\u00e1rias estrat\u00e9gias de campanha para a COP 20 e a COP 21. A Alian\u00e7a Pan-Africana de Justi\u00e7a Clim\u00e1tica (PACJA), uma coaliz\u00e3o de mais de 500 organiza\u00e7\u00f5es e redes, utiliza as plataformas nacionais e coordenadores locais para planejar uma semana de atividades em novembro.<\/p>\n<p>\u201cA Semana de A\u00e7\u00e3o da PAJCA \u00e9 uma iniciativa anual em toda a \u00c1frica destinada a estimular as a\u00e7\u00f5es e refor\u00e7ar os esfor\u00e7os para exercer o poder da a\u00e7\u00e3o coletiva antes das COPs. Haver\u00e1 atividades como piquetes, manifesta\u00e7\u00f5es, marchas e outras formas de a\u00e7\u00e3o em escolas, comunidades, locais de trabalho e espa\u00e7os p\u00fablicos\u201d, explicou Robert Muthami Kthuku, representante da organiza\u00e7\u00e3o, na sede da mesma no Qu\u00eania.<\/p>\n<p>A Iniciativa da Juventude Africana sobre a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica e a Alian\u00e7a da Juventude Africana tamb\u00e9m planejam estrat\u00e9gias semelhantes para proporcionar uma plataforma de participa\u00e7\u00e3o aos jovens nas discuss\u00f5es sobre o clima e a agenda de desenvolvimento p\u00f3s-2015. \u201cTemos a inten\u00e7\u00e3o de enviar cartas aos negociadores, divulgar declara\u00e7\u00f5es, utilizar as redes sociais, as m\u00eddias eletr\u00f4nicas e impressas e realizar f\u00f3runs p\u00fablicos. Tamb\u00e9m estamos adotando lemas para melhorar a campanha\u201d, ressaltou Kithuku.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade da \u00c1frica diante da mudan\u00e7a clim\u00e1tica gerou uma onda de colabora\u00e7\u00e3o Sul-Sul no continente. O cap\u00edtulo da PAPNCC em Camar\u00f5es se associou \u00e0 PACJA para defender um compromisso maior com o tema mediante o plantio de \u00e1rvores em quatro localidades do pa\u00eds. Tamb\u00e9m dialoga com legisladores da regi\u00e3o sobre a forma de incorporar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Em junho, os prefeitos da \u00c1frica central se reuniram em Camar\u00f5es para planejar sua participa\u00e7\u00e3o na COP 21 na capital francesa. Sob a bandeira da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Prefeitos de Franc\u00f3fonos da \u00c1frica Central sobre as Cidades e a Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, as autoridades buscam maneiras de adaptar suas cidades \u00e0s consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e fomentar o desenvolvimento mediante a mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>O Grupo Africano de Negociadores reconheceu em um painel realizado em maio que as negocia\u00e7\u00f5es oferecem oportunidades \u00e0 \u00c1frica para fortalecer sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e de avan\u00e7ar para o desenvolvimento econ\u00f4mico baixo em carbono. Apesar da escassez de recursos financeiros, o continente tem uma vantagem comparativa em termos de recursos naturais como as florestas, e as energias hidrel\u00e9trica e solar.<\/p>\n<p>Nessa ocasi\u00e3o, o ministro de Ambiente e Florestas da Eti\u00f3pia, Belete Tafere, exortou os negociadores a serem ambiciosos para pressionar os maiores emissores de gases-estufa a assumirem compromissos vinculantes para reduzir suas emiss\u00f5es. Tamb\u00e9m os aconselhou a priorizarem a mitiga\u00e7\u00e3o como uma estrat\u00e9gia para demonstrar a contribui\u00e7\u00e3o do continente para uma solu\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>Mas os obst\u00e1culos persistem. A \u00c1frica tem menos recursos financeiros para enviar delegados \u00e0s COPs, junto com um n\u00edvel de conhecimentos relativamente baixo para entender as quest\u00f5es t\u00e9cnicas das negocia\u00e7\u00f5es. \u201cA \u00c1frica \u00e9 apenas mais um dos representantes nas negocia\u00e7\u00f5es e tem pouca capacidade para influir nas decis\u00f5es que forem tomadas\u201d, pontuou Tomoth\u00e9 Kagombet, um dos principais negociadores de Camar\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA maioria de nossos problemas \u00e9 de car\u00e1ter financeiro. Por exemplo, nas negocia\u00e7\u00f5es, Camar\u00f5es est\u00e1 sentado junto ao Canad\u00e1, que vem com uma delega\u00e7\u00e3o com uma centena de pessoas, enquanto haver\u00e1 apenas dois representantes camaroneses, e esse \u00e9 o caso dos demais pa\u00edses africanos\u201d, detalhou Kagombet. Os pa\u00edses industrializados podem rodar seus delegados e especialistas, enquanto os africanos, por seu pequeno n\u00famero, devem permanecer na mesa de negocia\u00e7\u00f5es por longos per\u00edodos sem um descanso, acrescentou.<\/p>\n<p>Como uma estrat\u00e9gia para melhorar a capacidade dos delegados, a Cofimac contratou consultores para capacitar os representantes de seus dez pa\u00edses membros sobre as diversas quest\u00f5es t\u00e9cnicas das negocia\u00e7\u00f5es. \u201cPara reduzir o problema do n\u00famero, a estrat\u00e9gia \u00e9 que um pa\u00eds seja designado para representar o grupo em um dos temas em negocia\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o Chade poderia continuar debatendo sobre a adapta\u00e7\u00e3o, Camar\u00f5es sobre mitiga\u00e7\u00e3o, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo em mat\u00e9ria de financiamento\u201d, explicou Tadoum.<\/p>\n<p>\u201cA Conven\u00e7\u00e3o Marco das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica patrocina um ou dois representantes do Sul em desenvolvimento, mas o conjunto da \u00c1frica pode n\u00e3o superar a quantidade de delegados de um s\u00f3 pa\u00eds desenvolvido\u201d, enfatizou Kaombet. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Iaund&eacute;, Camar&otilde;es, 16\/10\/2014 &ndash; Tudo faz pensar que a &Aacute;frica ter&aacute; uma representa&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima nas pr&oacute;ximas negocia&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) sobre mudan&ccedil;a clim&aacute;tica: a COP 20, que acontecer&aacute; em dezembro em Lima, no Peru, e a crucial COP 21, um ano depois, em Paris. 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