{"id":18015,"date":"2014-10-17T21:15:57","date_gmt":"2014-10-17T21:15:57","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=123237"},"modified":"2014-10-17T21:15:57","modified_gmt":"2014-10-17T21:15:57","slug":"antiga-e-barbuda-aposta-nas-energias-renovaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/antiga-e-barbuda-aposta-nas-energias-renovaveis\/","title":{"rendered":"Antiga e Barbuda aposta nas energias renov\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_123232\" style=\"width: 342px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/IPS-3.jpg\"><img class=\"wp-image-123232 size-full\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/IPS-3.jpg\" alt=\"IPS 3 Antiga e Barbuda aposta nas energias renov\u00e1veis\" width=\"332\" height=\"500\" title=\"Antiga e Barbuda aposta nas energias renov\u00e1veis\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Linhas da rede el\u00e9trica em Antiga e Barbuda. Este pa\u00eds do Caribe toma medidas para conseguir seguran\u00e7a energ\u00e9tica mediante tecnologias limpas. Foto: Desmond Brown\/IPS<\/p><\/div>\n<p>Bahia Hodges, Antiga e Barbuda, 17\/10\/2014 \u2013 Ruth Spencer \u00e9 uma pioneira da energia solar em Antiga e Barbuda, onde promove as tecnologias renov\u00e1veis e colabora para que seu pa\u00eds cumpra o objetivo de reduzir em 20% o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis at\u00e9 2020. Ela tamb\u00e9m acredita que as pequenas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais t\u00eam que desempenhar um papel crucial nos grandes projetos que procuram atender os problemas causados pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n<p>Spencer, coordenadora nacional do Programa de Pequenas Doa\u00e7\u00f5es (PPD), do Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), em Antiga e Barbuda, est\u00e1 \u00e0 frente da iniciativa de reunir representantes da sociedade civil, do setor empresarial e de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais para capacit\u00e1-los sobre os perigos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. \u201cO PPD\/GEF ser\u00e1 o mecanismo para chegar \u00e0s comunidades e prepar\u00e1-las de antem\u00e3o para o que vir\u00e1\u201d, indicou \u00e0 IPS. O PPD no Caribe oriental est\u00e1 a cargo do escrit\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) em Barbados.<\/p>\n<p>\u201cComo a mudan\u00e7a clim\u00e1tica tem forte impacto nas ilhas g\u00eameas de Antiga e Barbuda, \u00e9 importante reunirmos todos os atores\u201d, apontou Spencer, economista especializada em desenvolvimento da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que tamb\u00e9m coordena a Rede de \u00c1reas Marinhas do Caribe Oriental, fundada pelo governo alem\u00e3o. \u201cOs desenvolvimentos costeiros correm um grande perigo e gostar\u00edamos de compartilhar as conclus\u00f5es do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (IPCC) com eles para que vejam por eles mesmos o que dizem todos os cientistas\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cEstamos em uma ilha pequena e temos de construir sinergias e redes e nos associarmos. Com a informa\u00e7\u00e3o se manter\u00e3o informados e realizaremos um acompanhamento para que juntos possamos atender o problema de maneira hol\u00edstica\u201d, afirmou Spencer.<\/p>\n<p>O IPCC enviou aos governos um rascunho final do informe de s\u00edntese, que descreve um cen\u00e1rio dif\u00edcil sobre as causas do aquecimento global e as consequ\u00eancias sobre os humanos e o ambiente. O documento tamb\u00e9m apresenta algumas respostas para o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Ruleta Camacho, coordenadora de projeto para o mecanismo de gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos ilh\u00e9us, do Minist\u00e9rio do Ambiente de Antiga e Barbuda, disse \u00e0 IPS que h\u00e1 observa\u00e7\u00f5es documentadas sobre como o aumento do n\u00edvel do mar causa a eros\u00e3o da costa e a destrui\u00e7\u00e3o de infraestrutura na regi\u00e3o. Ela tamb\u00e9m disse que h\u00e1 provas da acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos e do branqueamento dos corais, um aumento na preval\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos, como chuvas excessivas e secas prolongadas, tudo o que prejudica a ind\u00fastria tur\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cAs secas e as chuvas t\u00eam um impacto no turismo por terem consequ\u00eancias nos servi\u00e7os complementares. As secas afetam a produtividade de alimentos locais, bem como o fornecimento de \u00e1gua do setor hoteleiro\u201d, detalhou Camacho. \u201cAs chuvas causam inunda\u00e7\u00f5es, por isso se passa dias sem ser poss\u00edvel chegar a certos locais. Al\u00e9m disso, prejudica os hot\u00e9is, j\u00e1 que afeta os turistas e tamb\u00e9m o pessoal. Se uma tempestade nos atinge, temos queda instant\u00e2nea e significativa da produtividade do setor hoteleiro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Antiga e Barbuda, conhecida por suas arenosas praias e seus centros tur\u00edsticos de luxo, recebe quase um milh\u00e3o de visitantes por ano. O turismo representa entre 60% e 75% do produto interno bruto e emprega quase 90% da popula\u00e7\u00e3o. A especialista Ediniz Norde concorda que o aumento do n\u00edvel do mar, provavelmente, piore o estresse ambiental ao causar escassez de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>\u201cEm Saint John (capital de Antiga e Barbuda), h\u00e1 muito tempo vivemos a invas\u00e3o de \u00e1gua salgada at\u00e9 a rua Tanner, que a dividiu em duas. Era uma \u00fanica rua e agora a percorre uma grande canaleta\u201d, contou Norde. \u201cAgora temos ideia de como a \u00e1gua pode chegar longe, isso \u00e9 o ambiente que podemos perder, o espa\u00e7o de terra que podemos perder em Saint John. \u00c9 uma realidade que n\u00e3o poderemos evitar se n\u00e3o agirmos agora\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Na medida em que o clima continuar esquentando, as chuvas em Antiga e Barbuda diminuir\u00e3o, segundo os progn\u00f3sticos, e os ventos e as precipita\u00e7\u00f5es associadas a tempestades causadas por furac\u00f5es poder\u00e3o se intensificar. Os cientistas dizem que essas mudan\u00e7as provavelmente amplifiquem o impacto do aumento do n\u00edvel do mar nas ilhas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, Camacho afirma que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica oferece oportunidades para Antiga e Barbuda e que este pa\u00eds tem um papel a cumprir para implantar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o. Segundo ela, essas medidas e a constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura de energias renov\u00e1veis podem significar benef\u00edcios econ\u00f4micos de longo prazo.<\/p>\n<p>\u201cSe reconvertermos a popula\u00e7\u00e3o o mais r\u00e1pido poss\u00edvel em termos de capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e nos voltarmos ao mercado renov\u00e1vel podemos, de fato, marcar a tend\u00eancia no Caribe e oferecer servi\u00e7os a outros pa\u00edses da regi\u00e3o. Isso \u00e9 um passo econ\u00f4mico decisivo\u201d, afirmou Camacho.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m do mais, o quanto antes nos voltarmos ao mercado renov\u00e1vel menores ser\u00e3o nossos custos de energia, e se pudermos baix\u00e1-los, abriremos a produtividade econ\u00f4mica a outros setores, n\u00e3o s\u00f3 no turismo. Se pudermos baixar nosso gasto em eletricidade teremos fundos para melhorar o turismo e oferecer um produto melhor\u201d, ressaltou Camacho. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bahia Hodges, Antiga e Barbuda, 17\/10\/2014 &ndash; Ruth Spencer &eacute; uma pioneira da energia solar em Antiga e Barbuda, onde promove as tecnologias renov&aacute;veis e colabora para que seu pa&iacute;s cumpra o objetivo de reduzir em 20% o uso de combust&iacute;veis f&oacute;sseis at&eacute; 2020. 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