{"id":18035,"date":"2014-10-23T13:07:51","date_gmt":"2014-10-23T13:07:51","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=123567"},"modified":"2014-10-23T13:07:51","modified_gmt":"2014-10-23T13:07:51","slug":"ebola-provoca-crise-alimentar-na-africa-ocidental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/ebola-provoca-crise-alimentar-na-africa-ocidental\/","title":{"rendered":"Ebola provoca crise alimentar na \u00c1frica ocidental"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_123569\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/ebolavion.jpg\"><img class=\"wp-image-123569\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/ebolavion.jpg\" alt=\"ebolavion Ebola provoca crise alimentar na \u00c1frica ocidental\" width=\"529\" height=\"351\" title=\"Ebola provoca crise alimentar na \u00c1frica ocidental\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um avi\u00e3o alem\u00e3o chega a Gana para entregar suprimentos da ONU como parte da resposta de emerg\u00eancia para a crise do ebola. Foto: UNMEER\/ONU<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 23\/10\/2014 \u2013 A epidemia de ebola na \u00c1frica ocidental, que oficialmente j\u00e1 matou mais de 4.500 pessoas, tamb\u00e9m amea\u00e7a desencadear uma crise alimentar nos pa\u00edses onde se concentra, por si s\u00f3 j\u00e1 assolados pela pobreza e pela fome. A crise se limitar\u00e1, sobretudo, aos tr\u00eas pa\u00edses onde se concentra a a\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, Guin\u00e9, Lib\u00e9ria e Serra Leoa , afirmou Shenggen Fan, diretor-geral do Instituto Internacional de Pesquisas sobre Pol\u00edticas Alimentares (IFPRI), uma organiza\u00e7\u00e3o independente com sede em Washington.<\/p>\n<p>O ebola est\u00e1 provocando uma crise alimentar por uma s\u00e9rie de fatores relacionados entre si, como a morte dos agricultores, escassez de m\u00e3o de obra, aumento dos custos de transporte e dos pre\u00e7os dos alimentos, acrescentou Fan. \u201cDentro desses pa\u00edses, onde a desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema h\u00e1 muito tempo, a crise alimentar pode persistir durante d\u00e9cadas\u201d, alertou.<\/p>\n<p>Mas, como Guin\u00e9, Lib\u00e9ria e Serra Leoa s\u00e3o importadoras de alimentos, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que a crise alimentar se propague a outros pa\u00edses, dentro ou fora da regi\u00e3o, ressaltou Fan. Os pre\u00e7os mundiais tendem a ter efeitos de transmiss\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos regionais ou nacionais, mas, para os pequenos mercados, como s\u00e3o esses tr\u00eas pa\u00edses, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que esse efeito transcenda suas pr\u00f3prias fronteiras, sempre e quando a enfermidade em si n\u00e3o for transmitida para outras \u00e1reas, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo os \u00faltimos dados divulgados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), at\u00e9 agora foram registrados cerca de 9.200 casos de ebola, inclu\u00eddos 4.262 na Lib\u00e9ria, 3.410 em Serra Leoa e 1.519 na Guin\u00e9. O n\u00famero de mortos \u00e9 maior na Lib\u00e9ria (2.484), seguido de Serra Leoa (1.200) e Guin\u00e9 (862). O porta-voz da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), Stephane Dujarric, declarou \u00e0 imprensa, no dia 20, que a OMS declarou a Nig\u00e9ria oficialmente livre da transmiss\u00e3o do v\u00edrus, depois de 42 dias sem um s\u00f3 caso.<\/p>\n<p>\u00c9 \u201cum \u00eaxito espetacular que demonstra que o ebola pode ser contido\u201d, segundo a OMS. Isso \u201cpode ajudar muitos pa\u00edses em desenvolvimento que est\u00e3o profundamente preocupados pela possibilidade de um caso importado de ebola e que est\u00e3o ansiosos para melhorar seus planos de prepara\u00e7\u00e3o\u201d, ressaltou Dujarric. O an\u00fancio aconteceu poucos dias depois de o Senegal tamb\u00e9m ser declarado livre do ebola, acrescentou.<\/p>\n<p>O fundo criado pelo secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, para combater essa doen\u00e7a mortal agora tem cerca de US$ 8,8 milh\u00f5es em dep\u00f3sitos e US$ 5 milh\u00f5es prometidos, informou o porta-voz. No total foram prometidos US$ 43,5 milh\u00f5es, e Ban continua pedindo aos pa\u00edses que cumpram essas promessas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. O secret\u00e1rio-geral expressou seu pesar pela morte pelo ebola de um membro da ONU Mulheres em Serra Leoa. Seu marido est\u00e1 recebendo tratamento, afirmou.<\/p>\n<p>\u201cTodas as medidas de prote\u00e7\u00e3o do pessoal em Serra Leoa est\u00e3o sendo tomadas da melhor maneira poss\u00edvel nas circunst\u00e2ncias atuais\u201d, assegurou Dujarric, como a descontamina\u00e7\u00e3o da cl\u00ednica da ONU no lugar, a elimina\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o de isolamento e a localiza\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis contatos.<\/p>\n<p>Em comunicado divulgado no dia 21, o IFPRI informa que a situa\u00e7\u00e3o que os tr\u00eas pa\u00edses enfrentam \u00e9 sombria. As escolas em Serra Leoa fecharam, o que implica o fim de programas de alimenta\u00e7\u00e3o fundamentais para crian\u00e7as que dependiam deles. E as restri\u00e7\u00f5es ao consumo da carne de animais silvestres, a suposta fonte do ebola, eliminaram uma fonte tradicional de prote\u00ednas e nutrientes da dieta local.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, nas zonas afetadas est\u00e3o aumentando vertiginosamente o pre\u00e7o dos alimentos b\u00e1sicos, como arroz e mandioca, na medida em que s\u00e3o abandonados os cultivos e escasseia a m\u00e3o de obra\u201d, destaca o comunicado. A comida que se exporta dessas zonas tampouco est\u00e1 chegando a outras regi\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_123366\" style=\"width: 578px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/ebolafotospublicas.jpg\"><img class=\"wp-image-123366\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/ebolafotospublicas.jpg\" alt=\"ebolafotospublicas Ebola provoca crise alimentar na \u00c1frica ocidental\" width=\"568\" height=\"379\" title=\"Ebola provoca crise alimentar na \u00c1frica ocidental\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Unidade de Tratamento do v\u00edrus Ebola Ilha Clinic, em Monr\u00f3via na Lib\u00e9ria. Foto: Morgana Wingard\/ USAID (22\/09\/2014) &#8211; Fotos P\u00fablicas<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEnquanto avaliamos os perigos dessa terr\u00edvel enfermidade, n\u00e3o devemos esquecer a aut\u00eantica amea\u00e7a que representa para a seguran\u00e7a alimentar\u201d, afirma o IFPRI. \u201cA comunidade internacional deve unir-se para garantir a exist\u00eancia de redes de seguran\u00e7a que protejam n\u00e3o s\u00f3 as pessoas infectadas com o ebola, mas tamb\u00e9m aqueles cujo acesso aos alimentos estiver gravemente afetado\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Essas redes de seguran\u00e7a, que poderiam consistir na transfer\u00eancia de dinheiro vivo ou em alimentos, devem estar acompanhadas de interven\u00e7\u00f5es nutricionais e de sa\u00fade, explicou Fan. Por exemplo, um programa de transfer\u00eancia condicional de dinheiro vinculado \u00e0 sa\u00fade pode melhorar o acesso aos alimentos nutritivos, especialmente quando os pre\u00e7os s\u00e3o altos, e tamb\u00e9m fomentar o uso dos servi\u00e7os de sa\u00fade, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 importante porque investir na nutri\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis pode reduzir a taxa de mortandade de doen\u00e7as como o ebola, j\u00e1 que a situa\u00e7\u00e3o nutricional e a infec\u00e7\u00e3o est\u00e3o intimamente vinculadas\u201d, afirmou Fan. Quando passar a epidemia, a prote\u00e7\u00e3o social e as interven\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 agricultura ser\u00e3o essenciais para aumentar a resist\u00eancia a futuras crises de subsist\u00eancia, acrescentou, lembrando que a crise alimentar acrescentar\u00e1 milhares de mortes \u00e0s provocadas pelo ebola nos tr\u00eas pa\u00edses mais afetados.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os recentes do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para dar assist\u00eancia alimentar a 1,3 milh\u00e3o de pessoas nesses tr\u00eas pa\u00edses d\u00e3o uma ideia da magnitude da crise atual. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e a Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO) tamb\u00e9m d\u00e1 assist\u00eancia alimentar a cerca de 90 mil fam\u00edlias rurais para mitigar a crise, pontuou Fan. Para ele, no come\u00e7o da colheita, a escassez de m\u00e3o de obra coloca em perigo a seguran\u00e7a alimentar de dezenas de milhares de pessoas nas zonas especialmente afetadas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 23\/10\/2014 &ndash; A epidemia de ebola na &Aacute;frica ocidental, que oficialmente j&aacute; matou mais de 4.500 pessoas, tamb&eacute;m amea&ccedil;a desencadear uma crise alimentar nos pa&iacute;ses onde se concentra, por si s&oacute; j&aacute; assolados pela pobreza e pela fome. 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