{"id":18056,"date":"2014-10-30T12:43:12","date_gmt":"2014-10-30T12:43:12","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=124021"},"modified":"2014-10-30T12:43:12","modified_gmt":"2014-10-30T12:43:12","slug":"as-maos-solidarias-podem-piorar-desastres-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/10\/ultimas-noticias\/as-maos-solidarias-podem-piorar-desastres-ambientais\/","title":{"rendered":"As m\u00e3os solid\u00e1rias podem piorar desastres ambientais"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_124023\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/haiti.jpg\"><img class=\"wp-image-124023\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/haiti.jpg\" alt=\"haiti As m\u00e3os solid\u00e1rias podem piorar desastres ambientais\" width=\"529\" height=\"352\" title=\"As m\u00e3os solid\u00e1rias podem piorar desastres ambientais\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea de um acampamento provis\u00f3rio em Porto Pr\u00edncipe. Al\u00e9m do c\u00f3lera levado pelos nepaleses da for\u00e7a de paz ap\u00f3s o terremoto de 2010, os problemas ambientais surgiram pela distribui\u00e7\u00e3o de barracas de campanha de lona, que tiveram que ser substitu\u00eddas em poucos meses. Foto: Marco Dormino\/UN Photo<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porto Espanha, Trinidad e Tobago, 30\/10\/2014 \u2013 A primeira resposta humanit\u00e1ria quando ocorre um desastre natural pode acabar exacerbando, involuntariamente, alguns problemas e agravando as consequ\u00eancias de futuros eventos clim\u00e1ticos, alerta a Sociedade da Cruz Vermelha de Trinidad e Tobago. Durante as fortes chuvas de 2012, quando as perdas chegaram a quase US$ 20 milh\u00f5es em Diego Martin, oeste da ilha caribenha de Trinidad, o pessoal de socorro se mobilizou rapidamente para ajudar as v\u00edtimas que perderam suas casas.<\/p>\n<p>No entanto, duas semanas depois a \u00e1rea voltou a inundar, s\u00f3 que desta vez devido a uma tempestade tropical. O informe da Sociedade da Cruz Vermelha fala da possibilidade de a segunda inunda\u00e7\u00e3o ter sido causada, em parte, pelos \u201crecipientes n\u00e3o biodegrad\u00e1veis descart\u00e1veis, como garrafas, embalagens de alimentos e utens\u00edlios pl\u00e1sticos, distribu\u00eddos depois da primeira\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m das intensas chuvas, um dos principais fatores contribuintes das inunda\u00e7\u00f5es em Diego Martin foi que os cursos de \u00e1gua estavam barrados. A coleta de res\u00edduos ficou restringida depois do desastre. O uso de materiais biodegrad\u00e1veis que n\u00e3o prejudicam o ambiente poderia ter evitado a segunda inunda\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do informe <em>Resposta Verde: Um Estudo de Pa\u00eds<\/em> esteve a cargo do Escrit\u00f3rio de Gest\u00e3o e Prepara\u00e7\u00e3o de Desastres de Trinidad e Tobago e foi realizado em uma reuni\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Estados do Caribe (ACS). O documento foi preparado ap\u00f3s um estudo de viabilidade \u201csobre como reduzir de maneira sustent\u00e1vel o impacto ambiental dos produtos e da tecnologia usada na resposta a desastres\u201d.<\/p>\n<p>Trinidad e Tobago decidiu investigar a respeito ap\u00f3s uma reuni\u00e3o da ACS em 2011, na qual surgiu a necessidade de a resposta aos desastres naturais ser mais respeitosa com o ambiente. Conseguir que a resposta aos desastres naturais seja mais ecol\u00f3gica \u00e9 um tema de preocupa\u00e7\u00e3o internacional. A Ferramenta Verde para a Reconstru\u00e7\u00e3o e Recupera\u00e7\u00e3o diz: \u201cA redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres (RRD) busca reduzir o dano. As atividades para reduzi-lo representam um risco em si mesmas se n\u00e3o se considerar a sustentabilidade ambiental\u201d.<\/p>\n<p>O informe da Federa\u00e7\u00e3o Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e da Meia-Lua Vermelha (IFRC) indica que as organiza\u00e7\u00f5es dedicadas a esse tipo de tarefa devem incluir \u201cos riscos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e os futuros e atuais desastres, bem como v\u00e1rias medidas para cont\u00ea-los nos programas de recupera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A necessidade de considerar o tema foi especialmente evidente no Haiti, ap\u00f3s o terremoto de 2010 que deixou mais de 200 mil mortos. Al\u00e9m do c\u00f3lera, levado pelos nepaleses da for\u00e7a de manuten\u00e7\u00e3o de paz enviada para ajudar na recupera\u00e7\u00e3o, surgiu o problema ambiental criado pela distribui\u00e7\u00e3o de dezenas de milhares de barracas de lona, n\u00e3o biodegrad\u00e1veis, que tiveram que ser substitu\u00eddas em poucos meses.<\/p>\n<p>O informe sobre as pr\u00e1ticas da IFRC no Haiti aponta que ser\u00e3o necess\u00e1rias 50 mil \u00e1rvores para compensar a emiss\u00e3o de di\u00f3xido de carbono das barracas descartadas, se forem jogadas em lix\u00f5es. \u201cA quest\u00e3o fundamental \u00e9 encontrar a forma de garantir que o que fizermos tenha o menor impacto poss\u00edvel no ambiente\u201d, disse o diretor de RRD e Transporte da ACS, George Nicholson.<\/p>\n<p>O governo de Porto Espanha se comprometeu a incorporar elementos ambientais e vinculados \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica em todos os seus programas de resposta. Quando surgiu na ACS o tema de uma resposta verde \u00e0 gest\u00e3o de desastres, esse pa\u00eds ofereceu a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo de viabilidade para o que se chamou Resposta Verde. A ACS trabalhou com o Escrit\u00f3rio de Gest\u00e3o e Prepara\u00e7\u00e3o de Desastres do pa\u00eds, respons\u00e1vel pela iniciativa, a IFRC e a Sociedade da Cruz Vermelha de Trinidad e Tobago, para fazer o estudo.<\/p>\n<p>Stephen Kishore, da Sociedade da Cruz Vermelha, disse que os esfor\u00e7os verdes para a aten\u00e7\u00e3o de desastres incluiriam atividades como produ\u00e7\u00e3o local de suprimentos para reduzir a pegada de carbono que implica traz\u00ea-los da China, de onde procede a maioria dos produtos. Tamb\u00e9m implicaria procedimentos simples, como usar papel ou roupa, em lugar de pl\u00e1sticos, para envolver os suprimentos, ou embalar v\u00e1rios produtos, como sab\u00e3o, em um mesmo pacote, e n\u00e3o de forma individual.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os de socorro tamb\u00e9m fomentariam a reciclagem e o uso de energia solar, em lugar de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Para que os esfor\u00e7os de socorro sejam mais verdes, deve-se ter em conta o contexto legislativo que rege as organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias. Segundo Nicholson, o estudo de viabilidade analisa o \u201cprocesso legislativo de Trinidad e Tobago e seus sistemas operacionais para ver onde obter benef\u00edcios para conseguir um enfoque mais verde\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil ter normas que permitam a sustentabilidade das respostas humanit\u00e1rias aos desastres, destacou Kishore. Outra complica\u00e7\u00e3o, segundo Nicholson, \u00e9 que os membros da ACS operam sob v\u00e1rios contextos legislativos, pois na regi\u00e3o h\u00e1 pa\u00edses onde se fala alem\u00e3o, franc\u00eas, espanhol e ingl\u00eas e t\u00eam tradi\u00e7\u00f5es legais diferentes. \u201cN\u00e3o se pode fixar as melhores pr\u00e1ticas. Os pa\u00edses dever\u00e3o olhar o estudo e decidir a melhor maneira de adaptar as propostas ao seu pr\u00f3prio contexto\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Terminada a etapa do estudo de viabilidade, o pr\u00f3ximo passo da Resposta Verde ser\u00e1 identificar e criar processos de resposta verde e produtos na regi\u00e3o, o que ser\u00e1 um incentivo para que a ind\u00fastria local comece a produzir elementos recicl\u00e1veis para usar durante um desastre natural. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Espanha, Trinidad e Tobago, 30\/10\/2014 &ndash; A primeira resposta humanit&aacute;ria quando ocorre um desastre natural pode acabar exacerbando, involuntariamente, alguns problemas e agravando as consequ&ecirc;ncias de futuros eventos clim&aacute;ticos, alerta a Sociedade da Cruz Vermelha de Trinidad e Tobago. 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