{"id":18087,"date":"2014-11-11T12:41:51","date_gmt":"2014-11-11T12:41:51","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=124709"},"modified":"2014-11-11T12:41:51","modified_gmt":"2014-11-11T12:41:51","slug":"mulheres-assediadas-pelo-extremismo-e-pelo-militarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/11\/ultimas-noticias\/mulheres-assediadas-pelo-extremismo-e-pelo-militarismo\/","title":{"rendered":"Mulheres assediadas pelo extremismo e pelo militarismo"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_124711\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/refugiados.jpg\"><img class=\"wp-image-124711\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/refugiados.jpg\" alt=\"refugiados Mulheres assediadas pelo extremismo e pelo militarismo\" width=\"529\" height=\"352\" title=\"Mulheres assediadas pelo extremismo e pelo militarismo\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Mulher e beb\u00ea no acampamento de refugiados de Zaatari, onde vivem dezenas de milhares de pessoas, que fugiram do conflito na S\u00edria, perto de Mafraq, na Jord\u00e2nia. Foto: Mark Garten\/UN Photo<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na\u00e7\u00f5es Unidas, 11\/11\/2014 \u2013 Os atuais conflitos militares que afetam o Oriente M\u00e9dio, especialmente Iraque, S\u00edria e Palestina, deixaram v\u00e1rias v\u00edtimas civis, em particular nos setores mais vulner\u00e1veis: mulheres, meninas e meninos. A guerra civil na S\u00edria, que caminha para seu quarto ano, \u00e9 o conflito que deixou maior n\u00famero de v\u00edtimas, seguido do devastador ataque de Israel contra o territ\u00f3rio palestino de Gaza que durou 50 dias e terminou em agosto.<\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio S\u00edrio de Direitos Humanos, que monitora o campo de batalha, estima que morreram mais de seis mil mulheres e mais de 9.400 crian\u00e7as at\u00e9 o final de agosto. Por\u00e9m, o total de v\u00edtimas fatais desde o come\u00e7o da guerra, em mar\u00e7o de 2011, passa de 190 mil. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) considerou \u201catroz\u201d o n\u00famero de mortes em Gaza, que passou de 2.200 mortos, entre eles 459 crian\u00e7as e 239 mulheres, n\u00fameros totalmente desproporcionais quando comparados com os 64 soldados israelenses, dois civis e um cidad\u00e3o estrangeiro que perderam a vida na opera\u00e7\u00e3o Margem Protetora.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a Rede Internacional de A\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil (Ican) realiza uma confer\u00eancia de cinco dias na Turquia, que termina hoje, que se concentrou em dois dos maiores desafios que enfrentam as mulheres, especialmente no Oriente M\u00e9dio: o extremismo e o militarismo. \u201cEste ano que passou, essas mulheres enfrentaram desafios inconceb\u00edveis, desde viol\u00eancia por motivos pol\u00edticos e religiosos, passando por graves dificuldades econ\u00f4micas, at\u00e9 o fechamento de espa\u00e7os p\u00fablicos\u201d, afirmou a Ican.<\/p>\n<p>Entre os participantes do encontro h\u00e1 mais de 50 mulheres ativistas de 14 pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio, do Norte da \u00c1frica e \u00c1sia meridional, incluindo Egito, Ir\u00e3, Iraque, Palestina, Tajiquist\u00e3o, L\u00edbia e I\u00eamen. Ao destacar a import\u00e2ncia da reuni\u00e3o, Sanam Anderlini, uma das fundadoras da Ican, disse \u00e0 IPS que \u00e9 a primeira vez que mulheres da regi\u00e3o se encontram para falar de suas experi\u00eancias desde que no Oriente M\u00e9dio ocorreram tr\u00eas acontecimentos significativos: o surgimento do Estado Isl\u00e2mico (EI), o bombardeio de Israel contra Gaza e as elei\u00e7\u00f5es na Tun\u00edsia.<\/p>\n<p>O mais importante, acrescentou Anderlini, \u00e9 que o encontro se concentra nas estrat\u00e9gias e perspectivas das mulheres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crise atual, bem como nas solu\u00e7\u00f5es para os problemas da propaga\u00e7\u00e3o do extremismo e do militarismo estatal. A Ican divulgou um comunicado no dia 5, apontando que as mulheres continuam exclu\u00eddas dos espa\u00e7os internacionais de decis\u00e3o e da m\u00eddia, apesar das disposi\u00e7\u00f5es da hist\u00f3rica resolu\u00e7\u00e3o 1325 do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU sobre mulheres, paz e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Entretanto, a baixa representa\u00e7\u00e3o das mulheres (tr\u00eas dos 14 integrantes) em um novo painel de especialistas das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre opera\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o da paz gerou duras cr\u00edticas. Stephen Lewis, ex-subdiretor executivo do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), se queixou da marginaliza\u00e7\u00e3o das mulheres em um painel t\u00e3o importante, que ser\u00e1 presidido pelo ex-presidente de Timor Leste, Jos\u00e9 Ramos Horta.<\/p>\n<p>Em carta dirigida ao secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, os diretores da Aids-Free World, o pr\u00f3prio Lewis e Paula Donovan, escreveram: \u201c\u00c9 necess\u00e1rio reverter essa tend\u00eancia. A igualdade de g\u00eanero que voc\u00ea diz defender s\u00f3 poder\u00e1 ser alcan\u00e7ada com a designa\u00e7\u00e3o de mais oito mulheres no painel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe um painel dessa dimens\u00e3o lhe parece complexo, ent\u00e3o algumas das pessoas que designou devem ceder seus assentos para mulheres qualificadas para poder conseguir um equil\u00edbrio. Se deixar as coisas como est\u00e3o, esse painel ser\u00e1 uma testemunha da enorme hipocrisia sem salva\u00e7\u00e3o entre as a\u00e7\u00f5es e a ret\u00f3rica da ONU\u201d, criticaram os signat\u00e1rios.<\/p>\n<p>A um pedido de coment\u00e1rio a respeito, o porta-voz da ONU, Farhan Haq, declarou que acredita \u201cque esse \u00e9 um dos momentos em que n\u00e3o resta outra coisa a n\u00e3o ser expressar nossas mais sinceras desculpas\u201d. \u201cNos esfor\u00e7amos ao m\u00e1ximo para conseguir a igualdade de g\u00eanero e o equil\u00edbrio regional nesses grandes pain\u00e9is e \u00e0s vezes \u00e9 uma quest\u00e3o de disponibilidade. Mas quando cometemos um erro, t\u00eam toda raz\u00e3o, \u00e9 um n\u00famero muito baixo, teremos que melhorar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>No dia 31 de outubro, foi comemorado ao 14\u00ba anivers\u00e1rio da resolu\u00e7\u00e3o 1325, que destaca a import\u00e2ncia de uma participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria das mulheres e sua implica\u00e7\u00e3o nos esfor\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da paz e da seguran\u00e7a. Tamb\u00e9m \u00e9 urgente, antes de mais nada, aumentar a representa\u00e7\u00e3o feminina em todos os n\u00edveis de decis\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es nacionais, regionais e internacionais, e nos mecanismos de preven\u00e7\u00e3o, manejo e resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<p>Consultada sobre se a resolu\u00e7\u00e3o 1325 tem algum impacto na seguran\u00e7a das mulheres em zonas de guerra, Anderlini pontuou \u00e0 IPS que a situa\u00e7\u00e3o varia de um pa\u00eds para outro. No Sud\u00e3o do Sul, por exemplo, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Peace Force capacitou v\u00e1rios grupos femininos para distribu\u00ed-los por todo o pa\u00eds. Nas Filipinas, prosseguiu, as mulheres cobraram e criaram um grupo civil exclusivamente feminino de monitoramento do cessar-fogo. \u201cFazem diferen\u00e7a porque prestam aten\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a dos civis, assegurando que as pessoas tenham um corredor humanit\u00e1rio seguro\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Anderlini apontou tamb\u00e9m que, em geral, a ONU e os Estados membros n\u00e3o fazem tudo o que poderiam fazer. Por exemplo, a \u00cdndia enviou uma unidade feminina para a manuten\u00e7\u00e3o da paz na Lib\u00e9ria. Outros pa\u00edses poderiam fazer algo semelhante, ressaltou. \u201cSem d\u00favida, ajudaria a reduzir o risco ou a incid\u00eancia de abusos sexuais de mulheres locais por parte do pessoal de manuten\u00e7\u00e3o da paz\u201d, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 11\/11\/2014 &ndash; Os atuais conflitos militares que afetam o Oriente M&eacute;dio, especialmente Iraque, S&iacute;ria e Palestina, deixaram v&aacute;rias v&iacute;timas civis, em particular nos setores mais vulner&aacute;veis: mulheres, meninas e meninos. 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