{"id":18131,"date":"2014-11-19T13:38:09","date_gmt":"2014-11-19T13:38:09","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=125218"},"modified":"2014-11-19T13:38:09","modified_gmt":"2014-11-19T13:38:09","slug":"g-20-busca-centrar-investimentos-privados-em-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2014\/11\/ultimas-noticias\/g-20-busca-centrar-investimentos-privados-em-infraestrutura\/","title":{"rendered":"G-20 busca centrar investimentos privados em infraestrutura"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_125220\" style=\"width: 539px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/carey-chica1.jpg\"><img class=\"wp-image-125220\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/carey-chica1.jpg\" alt=\"carey chica1 G 20 busca centrar investimentos privados em infraestrutura\" width=\"529\" height=\"352\" title=\"G 20 busca centrar investimentos privados em infraestrutura\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">As \u00e1guas fluem com vigor na represa de Gariep, em\u00a0 Port Elizabeth, \u00c1frica do Sul. Foto: Bigstock<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 19\/11\/2014 \u2013 Os pa\u00edses industrializados concordaram em elaborar um novo programa para canalizar significativos investimentos do setor privado em projetos mundiais de infraestrutura, particularmente em na\u00e7\u00f5es em desenvolvimento. A Iniciativa de Infraestrutura Global, acordada no dia 16 pelos l\u00edderes do Grupo dos 20 (G-20) pa\u00edses industrializados e emergentes, n\u00e3o financiar\u00e1, na verdade, novos projetos. Por outro lado, buscar\u00e1 criar entornos de investimento mais receptivos aos grandes investidores estrangeiros, e ajudar\u00e1 a conectar governos com financiadores.<\/p>\n<p>O funcionamento dessa iniciativa ser\u00e1 vigiado por uma secretaria na Austr\u00e1lia, pa\u00eds anfitri\u00e3o da c\u00fapula anual do G-20, que aconteceu nos dias 15 e 16, na cidade de Brisbane e que fez do investimento em infraestrutura uma prioridade. Esse escrit\u00f3rio, conhecido como Centro de Infraestrutura Global, fomentar\u00e1 a colabora\u00e7\u00e3o entre os setores p\u00fablico e privado, bem como com os bancos multilaterais.<\/p>\n<p>\u201cCom mandato de quatro anos, o Centro funcionar\u00e1 internacionalmente para ajudar os pa\u00edses a melhorar seus climas gerais de investimento, reduzir barreiras aos investimentos, fazer crescer seus projetos e combinar investidores com projetos\u201d, afirmaram o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, e o titular do Tesouro, Joe Hockey, em comunicado conjunto divulgado no dia 16. \u201cIsso ajudar\u00e1 a melhorar o funcionamento dos mercados de infraestrutura\u201d, acrescentaram.<\/p>\n<p>Alguns estimam que, desta forma, nos pr\u00f3ximos 15 anos ser\u00e1 poss\u00edvel movimentar cerca de US$ 2 bilh\u00f5es em novos investimentos para infraestrutura. Esta soma se destinaria a redes el\u00e9tricas, estradas e pontes, portos e outros grandes projetos. O G-20 surgiu como a principal agrupa\u00e7\u00e3o multilateral encarregada de promover a colabora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Em conjunto, seus membros representam 85% do produto interno bruto mundial.<\/p>\n<p>Com o amplo objetivo de estimular o crescimento econ\u00f4mico mundial, a Iniciativa de Infraestrutura Global trabalhar\u00e1 para motivar grandes investidores institucionais \u2013 bancos, fundos de pens\u00e3o e outros \u2013 para capitalizar no longo prazo o crescente d\u00e9ficit de infraestrutura no mundo. S\u00f3 nos pa\u00edses do Sul em desenvolvimento, essas necessidades poder\u00e3o requerer at\u00e9 US$ 1 trilh\u00e3o por ano em investimentos adicionais, embora atualmente os governos destinem apenas a metade dessa quantia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos o setor privado se afastou da infraestrutura nos pa\u00edses em desenvolvimento e emergentes. Entre 2012 e 2013 somente, esses investimentos ca\u00edram quase 20%, passando para US$ 150 bilh\u00f5es, segundo o Banco Mundial. \u201cEssa nova iniciativa reflete de modo muito positivo uma leitura clara da evid\u00eancia de que h\u00e1 gargalos e obst\u00e1culos em mat\u00e9ria de infraestrutura, tanto no mundo em desenvolvimento quanto no industrial\u201d, afirmou \u00e0 IPS Scott Morris, do Centro para o Desenvolvimento Global, um grupo de especialistas com sede em Washington.<\/p>\n<p>\u201cDa perspectiva dos doadores, isto indica que se ouve melhor o que os pa\u00edses realmente est\u00e3o pedindo\u201d, apontou Morris, acrescentando que, de todo modo, n\u00e3o est\u00e1 claro quais ser\u00e3o exatamente os resultados da Iniciativa de Infraestrutura Global. \u201cO G-20 claramente busca priorizar os investimentos em infraestrutura, mas \u00e9 dif\u00edcil ter uma ideia de onde est\u00e3o as prioridades\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>A Iniciativa \u00e9 o mais recente de uma s\u00e9rie de novos programas relativos \u00e0 infraestrutura que foram anunciados no \u00e2mbito multilateral nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>No come\u00e7o de outubro, o Banco Mundial anunciou um projeto chamado Fundo para a Infraestrutura Mundial (GIF), que parece ter um mandato muito semelhante \u00e0 nova iniciativa do G-20. E, no final do mesmo m\u00eas, o governo chin\u00eas anunciou a cria\u00e7\u00e3o do Banco Asi\u00e1tico de Investimentos em Infraestrutura (AIIB). Muitos sugerem que os an\u00fancios do Banco Mundial e do G-20 foram motivados pelo for\u00e7ado ingresso da China nesse cen\u00e1rio. Por\u00e9m, at\u00e9 agora est\u00e1 pouco claro qual \u00e9 a estrat\u00e9gia do projeto do G-20.<\/p>\n<p>\u201cCom tantas iniciativas discretas que repentinamente s\u00e3o colocadas em marcha, me pergunto se o novo projeto do G2-0 n\u00e3o causa confus\u00e3o\u201d, observou Morris. \u201cNeste momento, \u00e9 muito dif\u00edcil ver uma divis\u00e3o de responsabilidades entre os projetos de infraestrutura do G-20 e do Banco Mundial. A diferen\u00e7a mais not\u00f3ria entre esses dois e o do AIIB \u00e9 que os chineses oferecem capital real para os investimentos\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A ideia da nova iniciativa teve origem em uma entidade empresarial que assessora o G-20 e conhecida como Business 20 (B-20), que disse apoiar \u201cplenamente\u201d a nova Iniciativa de Infraestrutura Global. \u201cEsse \u00e9 um passo crucial na abordagem do crescimento mundial e do desafio do emprego, e a comunidade empresarial aprova firmemente os compromissos do G-20 quanto a aumentar os investimentos de qualidade em infraestrutura\u201d, declarou, no dia 17, o presidente do B-20, Richard Goyder.<\/p>\n<p>\u201cO B2-0 estima que melhorar a prepara\u00e7\u00e3o, estrutura\u00e7\u00e3o e entrega de projetos poder\u00e1 melhorar a capacidade de infraestrutura em (aproximadamente) US$ 20 trilh\u00f5es at\u00e9 2030\u201d, disse Goyder, que tamb\u00e9m se comprometeu em que o setor empresarial apoie \u201cfortemente\u201d os novos projetos.<\/p>\n<p>No entanto, preocupa a sociedade civil o fato de n\u00e3o estar claro se a Iniciativa da Infraestrutura Global impor\u00e1 condi\u00e7\u00f5es aos novos projetos para minimizar seus potenciais impactos. \u201c\u00c9 fundamental que a Iniciativa e o Centro de Infraestrutura desenvolvam procedimentos e pr\u00e1ticas n\u00e3o s\u00f3 para promover o desenvolvimento de infraestrutura, como tamb\u00e9m para garantir que os projetos sejam ambiental, social e economicamente sustent\u00e1veis para os pa\u00edses e as comunidades anfitri\u00e3s\u201d, afirmou Lise Johnson, do Centro de Desenvolvimento Sustentado da Universidade de Col\u00fambia, entrevistada pela IPS.<\/p>\n<p>Destacadas pol\u00edticas multilaterais de salvaguardas, como as usadas pelo Banco Mundial, n\u00e3o costumam ser aplicadas \u00e0s associa\u00e7\u00f5es p\u00fablico-privadas, que provavelmente estar\u00e3o na mira da nova iniciativa do G-20. Al\u00e9m disso, as limita\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias podem resultar muito espinhosas do ponto de vista pol\u00edtico para que o G-20 forje um novo acordo.<\/p>\n<p>\u201cNa avalia\u00e7\u00e3o de 2013 da iniciativa de infraestrutura do G-20 realizada pelo Grupo de Trabalho sobre Desenvolvimento do bloco, se \u2018estancou\u2019 um elemento de toda a agenda: o relativo \u00e0s salvaguardas ambientais\u201d, enfatizou \u00e0 IPS a diretora do programa de Governan\u00e7a Econ\u00f4mica na Funda\u00e7\u00e3o Heirinch B\u00f6ll, Nancy Alexander. O G-20 sempre afirmou que \u201cessas pol\u00edticas s\u00e3o assuntos de soberania nacional\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Agora o bloco espera que bilh\u00f5es de d\u00f3lares em gasto de infraestrutura criem at\u00e9 dez milh\u00f5es de empregos ao longo dos pr\u00f3ximos 15 anos, disparando o crescimento econ\u00f4mico mundial. Mas Alexander se pergunta se esse gasto ser\u00e1 uma \u201cf\u00f3rmula m\u00e1gica\u201d ou uma \u201cp\u00edlula envenenada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAlguns de n\u00f3s somos suficientemente velhos para recordar a forma imprudente com que se gastava os petrod\u00f3lares dos anos 1970 e 1980, especialmente em infraestrutura. Depois, prestamistas inescrupulosos tentaram obter ganhos r\u00e1pidos sem considerar as consequ\u00eancias sociais, ambientais e financeiras, incluindo d\u00edvidas impag\u00e1veis\u201d, apontou Alexander.<\/p>\n<p>\u201cVendo a devasta\u00e7\u00e3o que semeou a infraestrutura mal concebida, muitos de n\u00f3s trabalhamos para criar sistemas de transpar\u00eancia, salvaguardas e recurso junto aos bancos multilaterais de desenvolvimento, sistemas que agora se considera que consomem muito tempo, s\u00e3o caros e imperialistas\u201d, segundo Alexander. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 19\/11\/2014 &ndash; Os pa&iacute;ses industrializados concordaram em elaborar um novo programa para canalizar significativos investimentos do setor privado em projetos mundiais de infraestrutura, particularmente em na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento. 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